Internet is not working!

Ontem vi este episódio do South Park. Embora goste, nem sempre tenho paciência para ver até ao fim, afinal de contas matam sempre o Kenny.
Mas este episódio foi de génio. 
Como seria uma cidade, inclusivamente um País, sem Internet?
Lembrem-se que nos EUA ainda são mais dependentes que nós.
Dá muito em que pensar. Mesmo. Vejam, a sério. É excelente.

Ser ou não ser, eis a questão.

 
Conseguem perceber a ironia da imagem e a sua ligação ao texto, ou querem um desenho também?

Pessoal que por aqui passa e que acha que eu tenho uma vida cheia de glamour: eu tenho uma vida fixe, mas fiz por ela. E continuo a fazer.
Querem emigrar? Emigrem. 

Por onde é que começam?
Uma de duas formas: 

1) juntam dinheiro suficiente, vendem a casa, o carro e deixam o cão com os Pais e mandam-se de cabeça pra um País que vos interesse e comecem por alugar um quarto num hostel, depois arranjar um emprego, a seguir uma casa, depois mandam vir o cão e o carro.
2) começam à procura de emprego em Portugal para vir cá pra fora, com a consciência que isso implica TRABALHO, fazem as malinhas e vêm pra cá com um contrato de trabalho.

Eu não sei dar dicas pra emigrarem. Eu não sei o que vos dizer mais do que aquilo que já digo sobre a vida na Holanda. Eu não vos posso “trazer pela mão” até uma vida cá fora. Nem aos amigos, nem aos conhecidos. Eu não posso mandar CVs por vocês, não posso esgalhar na vossa vez, não posso trazer-vos ao colo para onde quer que VOCÊS queiram vir.

Pelo amor de Deus não fiquem aí sentados a reclamar da vossa vida, e das horas a que entram e a que saem, e como o vosso chefe vos trata mal, e que só têm uma semaninha de férias. Se estão mesmo fartos, mandem um pontapé nessa porra e façam-se à vida em vez de andarem a foder dinheiro em malas da Carolina Herrera.
Tenham lá juizinho e tento na cabeça e façam-se homenzinhos e mulherzinhas.
E se vierem cá parar e precisarem de dicas, façam uma pesquisa nas etiquetas que estão aqui do lado no blog e e evitem deixarem-me um comentário preguiçoso e pastelão: ah e tal, quero emigrar/quero visitar Amesterdão, mas preciso de dicas. Eh pa, e que tal procurarem no blog já que já cá estão e me pouparem horas de vida a preparar-vos a papa toda? Mas será que eu agora não tenho mais nada pra fazer?
E já agora, antes que isto faça ricochete, eu recebi imensas dicas pra minha viagem, e vou adoptar algumas, mas sempre que essas pessoas precisarem de dicas minhas, eu estou ao dispôr, e faço, farei (e às vezes se calhar já fiz) o que pude. 
Há uma diferença muito grande entre a falta de tempo e o comodismo. Curiosamente, quem tem falta de tempo, parece que o inventa.
Quem é comodista, não tem tempo para nada.
E, neste caso, “mark my words”, os comodistas não emigram, nem viajam e vêem tooooda uma vida a passar-lhes à frente dos olhos.
Não, isto não é TPM. É mais um wake-up call. FAÇAM-SE À VIDA!

Foram as ferias mais tranquilas de sempre – Croácia III and final.

Éramos 3 pessoas que nunca tinham feito nada em conjunto, nem sequer um jantar. Passamos 10 dias, 24 sobre 24, sem uma única zanga, um único amuo, sem stress algum, em concordância absoluta sobre onde ir e o que fazer. Durante 7 dias andamos de barco e fizemos caminhadas intensas e nunca, nem por sombras, tive vontade de atirar a Ana ou o T. borda fora. E inacreditavelmente, dito por ambos, eles também não tiveram vontade de rifar nenhum dos outros dois. Tivemos conversas intensas, trocamos opiniões fortes sobre relações e sobre o modo de nos relacionarmos com os outros e acabamos sempre a rir, bem dispostos, mesmo no momento mais pessimista de subida da montanha, momentos em que vi a minha vidinha a andar pra trás (graças aos 29 graus que se faziam sentir e a tensões muito baixinhas), mas nem entao me indispus, ou amaldiçoei a minha (grande, diga-se de passagem) ideia de fazer trekking. 
Mesmo quando o T. me dava com a enciclopédia na mona consecutivamente, nem aí me chateei, aborreci ou me apeteceu mandá-lo ver que tal era o Paraiso na Sérvia. Fizemos um mix tao porreiro que posso dizer com toda a tranquilidade que foi a primeira vez na vida (fora as viagens a Munique e ao Luxemburgo com a Tuxa e o Meia-Laranja) que fiz uma viagem tao longa, tao intensa e tao tranquila. 
Conhecemos pessoas, jantamos com Croatas por duas vezes, conhecemos Zagreb, a Dalmácia  do Norte e um porradão de sítios que não consigo pronunciar mas que incluiem Sakarun, Sali Paklenica e Zadar, todos eles lindíssimos e dignos de uma visita. 
Aprendemos a fazer pizza e conhecemos um gajo que tinham uma mão que parecia uma raquete (por isso é que a pizza era tão boa) ou um polvo (vi-me à rasca pra tirar as patas do animal das minhas pernas, e eu tenho umas pernas que não valem um charuto, imaginem se fossem boas!) consoante a faceta que quisesse demonstrar.
O certo é que tanto eu como os meus (perfeitos) companheiros de viagem gostamos imenso da rota traçada pela equipa a bordo e recomendamos vivamente que viagem com eles. A empresa é alemã e chama-se Idriva e tem escritórios na Holanda também. Aproveitem e cusquem o site: http://www.idriva.com/
Depois não digam que eu não sou amiguinha, ah!
Não sei é se vão ter a sorte que nós tivemos e encontrar uma brigada do reumático (aquilo era só velhotes, terceira idade mesmo) tão simpática, nem mesmo se vão conseguir ser como os incomparáveis Ana, Sofia e Hugo que deixaram o nome dos Portugueses limpinho pra quem quiser voltar.
Ficam então as últimas fotos da Croácia, espero que gostem. Nós adoramos. 

Este é o desporto nacional de verão dos Croatas. Há uma bola que é continuamente atirada de um jogador para outro e vai-se contando pra ver até que número de passagens se consegue atingir. Ganha aquele que se esborrachar na água com mais impacto. Passamos umas boas duas horas nisto e viciamos mais uns.

Sali

Esta foto não tirada por mim, mas em zoom é qualquer coisa de extraordinário. Cliquem para ampliar.

Zadar

Sakarun

Sakarun

Sakarun

Esta foto tb acho que não foi tirada por mim…está demasiado boa!

Paklenica

Está um bébé a dormir ali na caixa em forma de joaninha. Os Pais escalam montanhas e têm o material todo para sustentar o vício. É de muito pequenino que se torce o pepino! Eram alemães, btw.

Uma rota entre ilhas Kornati, feita por poucos capitães e digna de uma foto melhor que esta, mas ia demasiado entretida a ver a paisagem e a cor esmeralda da água.

5 aninhos tinha esta criança! Vai buscar!

Afinfei-lhe no peixe o mais que pude!! Mas a carne também era uma maravilha, confesso.

Igreja do século XI. Não me enganei, é mesmo 11.

quase quase que lá chego!

Banhos de lama. Tb fiz, mas não posso publicar por motivos de sanidade visual dos visitantes.

Zadar e o seu piano de água do mar. Vão à wikipédia pra saber como é que este momumento foi arquitectado. Faz o som mais tranquilizador que já ouvi.

Zadar (cá pra mim a velhota sabia que vinha parar ao blog)

Zadar

Boes boes! Boes Boes!!!

A confiança

A confiança Um osso quebrado pode ser reparado e dependendo da gravidade, pode consegui-lo sozinho ou necessitar de tratamento médico. Porém, a verdade é que nunca mais volta a ser o mesmo e nos momentos de dúvida nas mudanças de temperatura, sente-se sempre a insegurança uma dorzinha.

Vou precisar de “tratamento médico” pro meus oss e nunca mais vai ser o mesmo.A partir de hoje isto vai-me acontecer muitas muitas vezes. Mas não vai ser uma dorzinha, vai ser uma dor, ponto.

Ver este documentário é um dever

Este é um dos melhores documentários que já ouvi nos últimos tempos. A Dividocracia é a nova política. Como entendê-la e como combatê-la, aqui:

Não sei o que vai acontecer na Grécia, mas eu gostava de ver uma auditoria acontecer em Portugal e que as contas públicas fossem passadas a pente fino. Terá também Portugal uma dívida odiosa?