Discurso

Como falo muito, nunca me dão hipóteses de fazer discursos. Têm medo que eu me alongue e comece a perder-me nas histórias que conto. Por isso desta vez caguei pra vocês todos (entre aspas) e vou “botar faladura” na mesma! Este é o discurso de despedida que faria em voz alta aos meus dois amigos Thessa e Fred:

“Gosto muito de vocês. De cada um individualmente. E por motivos muito diferentes. 
Gosto de ti, Thessa, porque tens sempre um sorriso e uma gargalhada, mesmo quando o teu dia foi uma merda e já não aturas nem a vizinha. Gosto da tua enorme capacidade de ouvir os amigos e de entender todos, perdoar todos, desculpar todos e do teu “deixa lá!”. Gosto da forma como recebes os amigos dos outros, como se todos fizessem parte imediatamente dum grupo que é (até) bastante fechado. Gosto do carinho com que tratas o Fred. E com que nos tratas a todos. Gosto do teu ânimo, da tua juventude, da vontade que tens de fazer coisas. Gosto do facto de não teres medo de ir à luta, de mudares de vida, seja só ou acompanhada. Que sejas decidida. Gosto do facto de nunca te ter ouvido queixar (do emprego não conta!). Gosto da forma como tu falas da tua família. Gosto de como falas dos teus defeitos, mesmo antes de nós nos termos dado conta deles. E de como os aceitas, os contornas, e os confrontas. Gosto muito da tua sinceridade e da tua abertura e relativização perfeita entre o que é importante e o que é irrelevante. Gosto mesmo muito de ti miúda. És realmente o que se chama: uma fixe, uma porreira! Gira meu! É pura e simplesmente impossível não gostarmos de ti.
Gosto de ti Fred porque és meigo. Porque te preocupas genuinamente com as pessoas de quem gostas. Porque embora “aparentemente ausente” (aka, distraído), tu nunca estás distraído. Topas tudo, não julgas ninguém. És um doce. És boa pessoa. Conheci-te nos teus tempos de “farrapo” e deste-me boleia pacientemente durante hora e meia pelos canais de Amesterdão. Na altura nem me apercebi do esforço que estavas a fazer. Hoje em dia lembro-me de ti cada vez que pedalo. Que loucura! Levaste 50 kilos a mais numa bina, durante hora e meia, com 4 graus negativos em pleno Fevereiro! E nem sequer me estavas a tentar comer! E agradeces-me mil vezes por te emprestar o carro? Juizinho moço! Juizinho!!! O anjo aqui és tu. Gosto de ti porque és paciente comigo, ouves-me sempre, mesmo quando te estou a dar seca. Porque a tua boa-disposição é contagiante. Gosto que para ti esteja sempre tudo bem, a não ser que a refeição meta queijo! Aí é outro campeonato. Mas vá lá que já aguentas o cheiro… 😉 És boa pessoa e por isso quem te rodeia é sempre bom também. Gosto de ti porque sim. Por tudo o que expliquei e porque tens um dos melhores abraços do mundo! Deve ser da altura…!
Gosto dos dois em conjunto. Gosto de vos ouvir tratarem-se por mor. Fica piroso a toda a gente, menos a vocês. Entre vós é fixe. É  (quase) cool :))
Não tenho inveja da vossa jornada. Tenho verdadeira admiração. Não do que vão ver e vão conhecer. Mas sim do que vão viver juntos. Espero sinceramente encontrar eu também alguém que tenha vontade de fazer o mesmo. Já viram o que era eu agora virar a esquina e encontrar um giraço que gosta de fazer voluntariado e de viajar e que está disposto, tal como eu, a fechar o tasco durante uns meses e a ir passear e indagar o mundo? Isso é que era!
Focus Sofia, focus!
Eu acredito piamente que recebemos em duplicado tudo quanto desejamos aos outros. E acho que é isso que vos está a acontecer. Estão a receber.
Aproveitem muito. Gozem muito. Amem muito. Passeiem muito. Acima de tudo, VIVAM muito.
Coloquem-se à prova todos os dias e nunca se cansem desse desafio.
Os amigos esperam por vocês, Amesterdão espera por vocês, a Brouwers não vai sair do sítio, e quando voltarem (se é que voltam), casados ou solteiros, vai ser um prazer ter-vos de volta. Mais que isso: vai ser orgásmico voltar a ter-vos perto!
Que Deus vos proteja e vos abençoe com muito boa sorte e muita saúde e amor nesta viagem à volta do mundo. Um ano abençoado que em breve, esperemos, também eu possa gozar.
Um brinde à vossa nova vida!”
(Estão a ver porque é que não me deixam fazer discursos? É logo 3 páginas! Tungas!)

Somos muitos!

E é giro. É caótico, mas é mesmo giro. 
Acontece sempre alguma coisa. 
Alguém se aborrece com alguém, alguém que faz o que não deve (como eu desta vez que disse a toda a gente que o Sebastian fazia anos e recolhi guito pra prenda e pra um bolo de anos, e o gajo só faz anos dia 20 do mês que vem!), alguém que muda de emprego, que muda de vida (o Fred e a Thessa vão começar o ano sabático deles e a volta ao mundo dentro de um mês), alguém que casa (casamentos este ano foram 2), alguém que cozinha (caldeirada, feijoada, atum com feijão frade, cabidela, francesinhas), alguém que partilha algo íntimo, alguém que se junta, alguém que se separa, alguém que muda de casa…
Há sempre algo que acontece e que nos faz parecer saídos de uma série do autor do Sete Palmos de Terra.
Vá lá que não nos andamos aqui a matar ou tramar uns aos outros!
Mas o sermos muitos (normalmente entre 15 a 20) num grupo que se junta por motivos de tantos, faz com que viver em Amesterdão seja uma roda viva e não haja um momento único de tédio.
Há dias em que praticamente me escondo (tal como eles também fazem) só para poder ter um dia sossegado. E à semana geralmente a coisa até é…ao fim de semana é que já nem por isso. E é fixe. É completamente caótico, mas é muito fixe. Eu gosto. E faz com que eu goste de cá viver.
Sempre me perguntei a mim própria como é que os argumentistas da Desperate House Wifes conseguiam ter tanto enredo, mesmo quando não morria ninguém. Que pergunta idiota quando é tão fácil. Basta juntar 20 macacos numa cidade que é do tamanho duma aldeia, juntá-los uma vez por semana e voilá! Pano pra mangas.
Hoje vou jantar num barco com mais 15 amigos, o menu (chiqui!) é sushi e champanhe (costuma dar uma ressaca filha da mãe e não ouvi ninguém dizer que levava garrafas de água…) e amanhã tenho uma tripla festa de aniversário com direito a BBQ.
Domingo há mais mudanças de casa e malas, e segunda-feira é outro dia. E a vida continua a rolar, e a de cada um de nós, dos muitos, sempre a mudar.
Sooo cool!

Noiva brasileira não usava lingerie sob o vestido.Padre recusou-se a celebrar o casamento, acusando-a de desrespeitar o altar sagrado.

 Um padre brasileiro recusou-se a celebrar um casamento porque a noiva não estava a usar roupa interior. A união foi cancelada perante 230 convidados que, estupefactos, ouviram o sermão do pároco sobre “o respeito pelo altar sagrado”.
O episódio ocorreu em Maceió, Alagoas, Brasil e foi desencadeado pelo enorme decote nas costas do vestido que a noiva envergava. Esse facto desagradou de imediato o padre Jonas Mourinho, de 68 anos, que chamou a noiva à atenção quando esta chegou ao altar.
Desconfiado, o padre encaminhou a nubente, de 25 anos, para a uma sala da sacristia, onde solicitou a uma ‘ministra’ daquele espaço para confirmar se a jovem tinha roupa interior vestida.

As suspeitas do padre confirmaram-se, sendo que a jovem não usava nem sutiã… nem cuecas. E a revelação na ‘ministra’ foi ainda mais longe, ao acrescentar no seu relato que a noiva tinha os pelos púbicos totalmente depilados.
Aqui, o padre alegou ser este um incentivo à pedofilia: “Os pelos púbicos marcam a transição entre a infância e a vida adulta, portanto, retirá-los seria incentivar os pedófilos à prática sexual”.
O religioso cancelou o casamento e informou os pais dos noivos e, posteriormente, os convidados de que “a noiva não respeitava o altar sagrado”.
Indignada, a noiva acusou o padre de ser “um pervertido, que ao invés de querer celebrar o casamento estava a pensar em taradices” com ela. 

Depois deste episódio, o padre Jonas deixou dois avisos afixados na apostila do curso de noivas: “noiva sem calcinha é satanás na cabecinha” e “vagina careca é o diabo na boneca”.

Não há mesmo coisa melhor no mundo. Nem sexo.

Já viste este filme vezes sem conta, sempre na televisão e não resisto. Sento-me e comovo-me. Duas vezes. Uma quando a Josie explica o que se sente quando um beijo é especial, e a segunda quando ela entra no estádio à espera que ele apareça.

Ver a partir do minuto 5:

O grande hit que foi este filme deve-se, tal como na sequela do Twilight, ao facto de dar a reviver a tanta gaja, o seu primeiro amor. Aquele que foi o mais puro e o mais original. Geralmente a primeira paixão de que temos lembrança, quando o coração quase que explodia quando o víamos e achávamos sinceramente que aquele rapaz era o mais giro do liceu e a última coca-cola do deserto!
Todas nós temos saudades do sentimento que nos motivava os sonhos. Temos vontade de sentir aquele arrepio pelas costas, a falta de força nas pernas, a doçura, sim, a doçura dum beijo dado pela pessoa por quem nos apaixonamos, acima de tudo temos saudades de sabermos e sentirmos que aquele beijo é tudo aquilo que nos é permitido…por isso o beijo é importante. Nesse momento o beijo não é um preliminar, o beijo é onde se coloca a alma.
Tenho tantas saudades dum beijo desses. Com tanto marmanjo com quem andei, tive direito, em 35 anos, a UM beijo assim. E não foi nos meus tempos de liceu, nem foi o meu primeiro beijo. Também não foi do meu maior amor . Mas ainda hoje lhe digo que foi o beijo da minha vida. O próximo que me beijar da mesma forma, é O gajo. Podem ter a certeza que se eu sentir que as nossas almas estão na boca um do outro, o gajo é meu! Forever and ever!
Não há mesmo coisa melhor no mundo. Nem sexo.

É aqui que noto a diferença

Perguntam-me muitas vezes como é que são as chefias Holandesas. Quando tento explicar que, apesar de serem aparentemente frias, são mais humanas que muitos chefes Portugueses, as pessoas ficam intrigadas e depois do “wow, a sério? Ele/ela disse isso?” surgem mais perguntas sobre a cultura em si. 
Esclareçamos que em todos os Países, Culturas e Nacionalidades existem chefes competentes e incompetentes. Chefes que nasceram para ser chefes (os que eu denomino como People Managers) e aqueles que nasceram para serem meros executores de ordens superiores sem qualquer uso de critério (os maus chefes). Eles existem em todos os lados, em todas as organizações, é escusado discutir.
No entanto, embora aqui também existam maus chefes como em todo o lado, existe uma cultura de humanização do chefe:
– Regra geral eles apresentam-se de um modo muito acessível, sem Doutores ou Engenheiros que suportem o cargo. 
– Quando é necessário dirigir-mo-nos a eles, podemos fazê-lo de forma aberta. 
– Se temos um problema pessoal ou familiar e o expomos de forma concreta, dão-nos tempo (por lei temos direito a 15 dias para cuidar de familiares, sendo que têm que ser gozados de uma assentada, e recebemos 75% do valor diário de salário relativamente a esses dias) para o solucionar e não nos telefonam 20 vezes a pedir informações sobre o nosso trabalho.
– Falarmos com eles sobre férias e sobre os filhos são o maior desbloqueador de conversa que existe.
– Não são pessoas de ir a casa da família todas as semanas (nem pouco mais ou menos), mas fazem um esforço por compreender que a nossa (minha) cultura é diferente, e como somos latinos (e “com o sangue mais quente”), temos maior necessidade de estar perto, logo permitem que possamos trabalhar remotamente ou em situações de crise ou em períodos críticos como o Natal.
– Respeitam incondicionalmente o nosso período de férias, e quando vamos de férias, vamos mesmo, ou seja, há alguém que nos substitui e durante as abençoadas 3 semanas que vamos, não há telefonemas, nem pedidos de acesso ao email, nem nos telefonam para o telemóvel pessoal. Que é pessoal, e como tal eles não têm, nem querer ter, acesso ao número.
– E o que eu mais gosto: sabem apreciar as qualidades dos seus recursos e somos reconhecidos pelo que fazemos. Em Portugal multiplicamo-nos em 20 postas e pedaços e mesmo assim o chefe diz: podias ter feito melhor. Isto não foi suficiente. Mas tá bom. Até chega.
Aqui não. Aqui somos reconhecidos quando trabalhamos e pelo esforço que fazemos. E o que é melhor: dizem-nos isso! E sabe muito bem chegar ao final do ano e saber que somos reconhecidos. E nem é pela bela da palmadinha nas costas, é mesmo porque no mínimo, não nos fazem sentir desvalorizados para se valorizarem aos próprios.
Para tentar explicar um bocadinho este texto de uma forma prática, deixo-vos as palavras que recebi esta manhã do meu novo Big Boss. Espero que assim seja mais esclarecedor do que estar aqui apenas a tecer elogios aos Holandeses.
“My name is XXXX, an IBM-er since May 1997, currently living in Haarlem after having moved 27 times in 40 years across 7 countries. The “Francophones” in Belgium will no doubt be happy to hear that due to my French wife, I also speak fluent French, as does our 5 year old son.

Ever since the first days on the job, I have been impressed with the Services Delivery team. The level of professionalism, passion to deliver the best  24/7 service to our customers and dedication to IBM’s success, is equal to the best this company has to offer.
It is clear to me too that very few IBM-ers outside this team realize the breadth and depth of what you mean to our customers. It may very well be that you and your capabilities are the best kept secret inside IBM, something we should all work on changing.
“

É por coisas destas que ainda cá estou. É que esta “diferença” em particular, pelo menos para mim, é muito importante.