Obrigada e desculpa lá este comment despropositado.
Agora dou audiência aos outros amigos que por cá passam, emigrantes ou amigos e familiares de emigrantes, e que queiram deixar o testemunho deles. It’s all yours!
Obrigada e desculpa lá este comment despropositado.
Agora dou audiência aos outros amigos que por cá passam, emigrantes ou amigos e familiares de emigrantes, e que queiram deixar o testemunho deles. It’s all yours!
Falam os clientes da ZON:
*- ” A minha mulher não saiu de casa à espera que a viessem montar!”*
*____________*
*
**- “O senhor tem computador?”
– “Tenho sim… tá ao fundo da escada! É o da água ou o da luz?”
_____________________*
****
*”Boa tarde! Era para activar o meu desqualificador.”
_____________________*
****
*”Bom dia! Eu quero ter o canal sexual em minha casa…”
_____________________*
****
* “Era para saber se já tinham motivado a minha tvbox!”
_____________________*
****
*Uma cliente: “Atão vieram cá montar a minha vizinha de cima e não me
montaram a mim porquê ?!”
_____________________*
****
*”Era só para dar o número do pib para descontar no banco.”
_____________________*
****
*Uma cliente: “Era só para dizer que já me montaram… Aliás, acabaram mesmo
agora de me montar, e por acaso fiquei muito satisfeita… fiquei mesmo, o
que é foram-se logo embora sem me sintonizar os canais…”
____________________*
****
* “Era só para activar a TVSporting…”
_____________________*
****
*Uma cliente: “Pois … realmente montaram-me lá em cima e depois
montaram-me em baixo e quanto a isso tudo bem. Só não gostei foi que me
riscassem o chão todo!!!”
____________________*
****
*”Tenho a Superbox ligada”
_____________________*
****
*”Queria desistir da playbox”
_____________________*
****
*Despiste técnico:
Assistente: “Desligue e ligue a powerbox e já deve ficar a funcionar “
Cliente: “Já fiz e não dá nada !”
Assistente : “Depois de ligar a powerbox, que luzes é que tem acesas ?”
Cliente: A da sala e a da cozinha, porquê, faz interferência?”*
*________________*
****
*Assistência Técnica rede móvel:
– O Sr. quer que eu tire o chispe?
____________________*
****
*Olhe, queria saber se já tenho o room service activado.
_____________________*
****
*Olhe, só liguei para dizer que se alguém me ligar pode deixar mensagem,
porque agora vou desligar o telemóvel.
_____________________*
****
*Não tenho fax, eu quero é que me envie um fax por carta.
_____________________*
*Menina, queria que o meu número não aparecesse nos retrovisores dos outros
telemóveis.
_____________________*
****
*Cliente: Olhe, queria alterar o meu tarifário para Hamburger Life.
_____________________*
****
*Cliente: Fiz uma chamada para outra pessoa e tiraram-me dinheiro do
telemóvel. Mas então sou eu que pago?
_____________________*
****
*Assistente: A senhora deverá ligar o número do serviço para ouvir as suas
mensagens .
Cliente: Ligo para esse número e peço para falar com quem?
_____________________*
****
*[dificuldade em captar rede]
Assistente: Experimente retirar a antena e voltar a colocá-la.
Cliente: Nem pensar! A antena vem agarrada e depois parto isto tudo… Dava
cabo da minha vida.
_____________________*
****
*Cliente brasileira: Ponham um sambinha na música de espera! Estes fados
são horriveis!
_____________________*
****
*Cliente: Queria saber se o meu número está conferencial ou não…
_____________________*
****
*[indicação de teclado bloqueado e de rede disponível]
Cliente: O meu telemóvel tem um garfo e uma colher no visor…
Assistente: Qual é a marca e o modelo do seu equipamento?
Cliente: É um Inox 510.
_____________________*
****
*Cliente: Que quer dizer isto… chamadas de emergência?
Assistente: Significa que o telemóvel da senhora não tem rede neste momento
e só pode fazer chamadas de emergência.
Cliente: Ai, que alívio! Pensei que era para ligar para o Hospital. Estava
aflita a pensar quem é que estaria nas emergências.
____________________*
****
*Cliente: Estou aqui com um problema no meu telemóvel…
Assistente: Qual é exactamente a situação?
Cliente: É que não me lembro do ping e o que é pior é que perdi o pum…
_____________________* ****.
Lembram-se do Miguel Falabella no Sai de baixo?
(recebido por email, não sei a procedência)
Como a classe média alta brasileira é escrava do “alto padrão” dos supérfluos
Nossa convidada de hoje da seção Mulheres no Mundo é Adriana Setti.
No ano passado, meus pais (profissionais ultra-bem-sucedidos que
decidiram reduzir o ritmo em tempo de aproveitar a vida com alegria e
saúde) tomaram uma decisão surpreendente para um casal – muito enxuto,
diga-se – de mais de 60 anos: alugaram o apartamento em um bairro
nobre de São Paulo a um parente, enfiaram algumas peças de roupa na
mala e embarcaram para Barcelona, onde meu irmão e eu moramos, para
uma espécie de ano sabático.
Aqui na capital catalã, os dois alugaram um apartamento
agradabilíssimo no bairro modernista do Eixample (mas com um terço do
tamanho e um vigésimo do conforto do de São Paulo), com direito a
limpeza de apenas algumas horas, uma vez por semana. Como nunca
cozinharam para si mesmos, saíam todos os dias para almoçar e/ou
jantar. Com tempo de sobra, devoraram o calendário cultural da cidade:
shows, peças de teatro, cinema e ópera quase diariamente. Também
viajaram um pouco pela Espanha e a Europa. E tudo isso, muitas vezes,
na companhia de filhos, genro, nora e amigos, a quem proporcionaram
incontáveis jantares regados a vinhos.
Com o passar de alguns meses, meus pais fizeram uma constatação que
beirava o inacreditável: estavam gastando muito menos mensalmente para
viver aqui do que gastavam no Brasil. Sendo que em São Paulo saíam
para comer fora ou para algum programa cultural só de vez em quando
(por causa do trânsito, dos problemas de segurança, etc), moravam em
apartamento próprio e quase nunca viajavam.
Milagre? Não. O que acontece é que, ao contrário do que fazem a
maioria dos pais, eles resolveram experimentar o modelo de vida dos
filhos em benefício próprio. “Quero uma vida mais simples como a sua”,
me disse um dia a minha mãe. Isso, nesse caso, significou deixar de
lado o altíssimo padrão de vida de classe média alta paulistana para
adotar, como “estagiários”, o padrão de vida – mais austero e justo –
da classe média europeia, da qual eu e meu irmão fazemos parte hoje em
dia (eu há dez anos e ele, quatro). O dinheiro que “sobrou” aplicaram
em coisas prazerosas e gratificantes.
Do outro lado do Atlântico, a coisa é bem diferente. A classe média
europeia não está acostumada com a moleza. Toda pessoa normal que se
preze esfria a barriga no tanque e a esquenta no fogão, caminha até a
padaria para comprar o seu próprio pão e enche o tanque de gasolina
com as próprias mãos. É o preço que se paga por conviver com algo
totalmente desconhecido no nosso país: a ausência do absurdo abismo
social e, portanto, da mão de obra barata e disponível para qualquer
necessidade do dia a dia.
Traduzindo essa teoria na experiência vivida por meus pais, eles
reaprenderam (uma vez que nenhum deles vem de família rica, muito pelo
contrário) a dar uma limpada na casa nos intervalos do dia da faxina,
a usar o transporte público e as próprias pernas, a lavar a própria
roupa, a não ter carro (e manobrista, e garagem, e seguro), enfim, a
levar uma vida mais “sustentável”. Não doeu nada.
Uma vez de volta ao Brasil, eles simplificaram a estrutura que os
cercava, cortaram uma lista enorme de itens supérfluos, reduziram
assim os custos fixos e, mais leves, tornaram-se mais portáteis (este
ano, por exemplo, passaram mais três meses por aqui, num apê ainda
mais simples). Por que estou contando isso a vocês? Porque o resultado
desse experimento quase científico feito pelos pais é a prova concreta
de uma teoria que defendo em muitas conversas com amigos brasileiros:
o nababesco padrão de vida almejado por parte da classe média alta
brasileira (que um europeu relutaria em adotar até por uma questão de
princípios) acaba gerando stress, amarras e muita complicação como
efeitos colaterais. E isso sem falar na questão moral e social da coisa.
Babás, empregadas, carro extra em São Paulo para o dia do rodízio
(essa é de lascar!), casa na praia, móveis caríssimos e roupas de
marca podem ser o sonho de qualquer um, claro (não é o meu, mas quem
sou eu para discutir?). Só que, mesmo em quem se delicia com essas
coisas, a obrigação auto-imposta de manter tudo isso – e administrar
essa estrutura que acaba se tornando cada vez maior e complexa – acaba
fazendo com que o conforto se transforme em escravidão sem que a
“vítima” se dê conta disso. E tem muita gente que aceita qualquer
contingência num emprego malfadado, apenas para não perder as mordomias da vida.
Alguns amigos paulistanos não se conformam com a quantidade de viagens
que faço por ano (no último ano foram quatro meses – graças também, é
claro, à minha vida de freelancer). “Você está milionária?”, me
perguntam eles, que têm sofás (em L, óbvio) comprados na Alameda
Gabriel Monteiro da Silva, TV LED último modelo e o carro do ano
(enquanto mal têm tempo de usufruir tudo isso, de tanto que ralam para
manter o padrão).
É muito mais simples do que parece. Limpo o meu próprio banheiro, não
estou nem aí para roupas de marca e tenho algumas manchas no meu sofá
baratex. Antes isso do que a escravidão de um padrão de vida que não
traz felicidade. Ou, pelo menos, não a minha. Essa foi a maior lição
que aprendi com os europeus — que viajam mais do que ninguém, são
mestres na arte do savoir vivre e sabem muito bem como pilotar um
fogão e uma vassoura.
PS: Não estou pregando a morte das empregadas domésticas – que
precisam do emprego no Brasil –, a queima dos sofás em L e nem achando
que o “modelo frugal europeu” funciona para todo mundo como receita de
felicidade. Antes que alguém me acuse de tomar o comportamento de uma
parcela da classe média alta paulistana como uma generalização sobre a
sociedade brasileira, digo logo que, sim, esse texto se aplica ao pé
da letra para um público bem específico. Também entendo perfeitamente
que a vida não é tão “boa” para todos no Brasil, e que o “problema”
que levanto aqui pode até soar ridículo para alguns – por ser menor.
Minha intenção, com esse texto, é apenas tentar mostrar que a vida
sempre pode ser menos complicada e mais racional do que imaginam as
elites mal-acostumadas no Brasil.
Sou fã da TV Shop, farto-me de rir. Reparem nesta … bola? que eles inventaram pra canalha, que mais parece uma gamela pra Petzi:
O resto normalmente é para emagrecer (claro) e para tirar pêlos. Muito bom! Sabiam que a Alcachofra é óptima pra perder peso? Estou toda uma enciclopédia, até pareço o Taborda!
| Já viram os gajos giros e as miúdas giras atrás? Ah pois é, depois não digam que eu não avisei! |
Foi o remate final PERFEITO dumas férias perfeitas. Se não aproveitarem o cartaz e as oportunidades é porque são todos uns bacocos sem noção das melhores coisas que se fez nesta cidade fabulosa que é Lisboa.
Está tudo aqui, agora é só aproveitar e muito, que ainda por cima é GRÁTIS!
Pessoal, vou fazer uma rota de carro pela Europa que será mais ou menos isto:
Antes que fritem, não tenho qualquer intenção de ir viver pra Angola. Mas tenho amigos que vão. Que mais não seja por desespero porque há uma família para alimentar e é o melhor que conseguiram.
O que eu quero é dizer-lhes que há algo para além do dinheiro, por isso vejam lá se ajudam nos prós, sim? E dizer que faz sempre sol não vale.
Obrigada 🙂