Ganda flop, é verdade!

Nas férias acabei de ler “A insustentável leveza do ser” do Milan Kundera e só para terem uma noção do quanto gostei da história do livro (not), cheguei à última página enquanto dava duas de treta com a minha amiga. Passo os dedos, e vejo um terço de página preenchida e na página seguinte “epílogo”. Passo nova página e eis se não quando me apercebo que o livro acabou!!
O Kundera deve estar a gozar comigo! Esta merda acaba assim? Com um epílogo escrito por uma intelectualóide snob que escreve frases como quem caga palavras? Qué esta porra?!
Pardon my French, mas é que a sério, foi irritante.
Comecemos pelo princípio: é óbvio que o impacto que um livro tem em nós depende muito da idade com que o lemos. Se calhar, se tenho lido o livro há mais anos ou numa altura em que estivesse apaixonada, ter-me-ia dito mais.
Posto isto, digo-vos que não só não me identifiquei com nenhum dos quatro personagens principais, como que todos eles me irritaram profundamente. Detestei o Tomas e a sua pulha infidelidade coberta por vontades psicóticas de obter o mais profundo identificativo de cada mulher. A Tereza vitimiza-se, tem pena constante dela própria, apropria-se dos outros, é o tipo de pessoa dependente que me revolve as entranhas. A Sabina é uma artista de beco em busca dum eterno “eu” indefinido que justifica, acha ela, o facto de pinar os gajos sem se comprometer. o Franz é um banana, um pateta, um triste, o típico que nunca acha que o que tem é o suficientemente bom e busca sempre no buraco do lado aquilo que nunca conseguiu ser.
O livro está extremamente bem escrito, tem frases que devem ser exploradas mil vezes, e se o tivesse visto no cinema (como no caso do Single Man), se calhar até teria gostado do filme e iria querer ler o livro. Porque o texto é profundo, tem conteúdo, é honestamente de qualidade. Mas os personagens são abjetos, a história em si é dada mais a um exercício de Filosofia que a uma história propriamente dita.
Basicamente senti que o livro foi escrito para me fazer pensar usando uma história até bastante primária: woman loves man, that loves another women. Man loves woman who loves another men.
Não me levem a mal, as expectativas eram minhas. Mas quando tantos de vocês me disseram: lê que é mesmo muito bom! eu pensei que era algo diferente…vá, mais interessante, não sei que vos diga. Eu gostei do livro. E não é um gostei porque fica bem dizer que gostei. É um gostei sincero. E como disse, é porque está realmente bem escrito. Escrever continuamente em regressão e avanço não é pra todos. Os textos são bons, há partes que cada vez que reler vou encarar de modo diferente. É bom ler escrita de qualidade, que não me insulta o cérebro (como um que li aqui há uns tempos e que era um best seller do NY Times e me ia dando uma coisinha má), pelo contrário, que me estimula. 
Mas acabar assim um livro destes? Pensei que no fim os personagens se enlaçavam, que o Franz era a Tereza ou a Sabina uma personagem esquizofrénica do Tomas, que a Tereza matava o Tomas, sei lá, qualquer coisa assim que me surpreendesse!
Assim não! 
Limitei-me a engolir baba e ranho no episódio final do Karenine (por motivos mais que óbvios) e a pensar que sim, o homem no final soube descrever a diferença entre o amor pelo animal e o amor por um ser humano. Magistralmente. Agradeço-lhe do fundo do meu coração essas três páginas.
Vão-me acompanhar pra vida.
Fora isso, eh pa, volta lá a rever o final, ó Kundera, que aquilo foi pra meninos…assim foi um ganda flop ó menaço!

O Bocas foi connosco

No primeiro dia de viagem no veleiro, o nosso amigo T. sai do camarote com umas belas crocs AMARELO CANÁRIO. Ora a piada está em que o amigo é aquilo que eu chamo um “animal”. Tem um metro e oitenta e seis e pesa 106 kilos bem pesados. Tem umas costas largas dada a natação e râguebi praticados no tempo da Maria Cachucha e está moreno. Obviamente, quando vemos um gajo daquele tamanho, moreno, de calções e com uma pata 45, com umas CROCS AMARELO CANÁRIO, tudo o que nos vêm à lembrança é o Bocas!
Assim que o vi comecei a cantar, foi como que por instinto. A brigada do reumático que nos acompanhava na viagem (4 Austríacos e 4 Alemães) ficou pasmada e levou-me à explicação fatal: o T. é como o Bocas! Boes! Boes! Boes! Boes! Boes in Dutch means Bull (é boi, mas pronto, foi a melhor tradução conseguida).
Aaaaaaahhhh!!! Sofia! Very good!
Foi “crismado” no primeiro dia, cada vez que aparecia com os seus crocs, todos cantávamos a uma só voz:
Welke os kan ons iets leren?

(Que boi e q nos ensina coisas?)
 
Boes boes!! Boes Boes!!

En een fietsband repareren?


(E consegue arranjar um furo do pneu da bicicleta?)
 
Boes boes!! Boes Boes!!

Rock en Roll en ook nog de samba danst hij met je mee!!


(E danca contigo Rock ‘n’ Roll e Samba!)
 
Wie laat zich niet koeieneren?

(Quem e que nao se deixa engrupir?)
 
Boes Boes!! Boes Boes!!
Boes Boes!! Boes Boes!!

Pra dizer a verdade só cantávamos o refrão que o resto não é pronunciável.
Foi uma animação, até porque o amigo aceitou muito bem a brincadeira, e cantava também. Extremamente orgulhoso dos seus crocs amarelos, cada vez que via uns entrava em transe: vês? Olha ali outra pessoa com bom gosto! …. Todas as pessoas “com bom gosto” tinham menos de 16 anos de idade. Nem assim o animal desanimou. E desde então esta música não me sai da cabeça.

Guess what? I’m back!

Mais morena, cheia de pica pra trabalhar (deve-me durar uns dois dias) e cheia de histórias pra contar, mas deixo isso pra depois. Também prometo muitas fotos e das boas, tenho fotos verdadeiramente espectaculares da Croácia, mais propriamente da Dalmácia do Norte.
Agora tenho que por o trabalho em dia e estão uns maravilhosos (NOT) 16 graus na Holanda. Rais parta este País que nos brinda com o Inverno em pleno Verão.
Até já!

Ó PEOPLE! Comé que é? Tasse?

Chez Damas e Cavalheiros,

Vou dar de frosques, que é como quem diz, bazar de FÉRIAS, coisa que já não usufruo desde Setembro do ano passado e quem disser o contrário é perneta!
Vou velejar pra Croácia e fazer um porradão de caminhadas pra ver se deixo de ter rabo de padeira e passo a ter rabo de papo seco.
Vou-vos deixar “xogadinhos” aí durante 15 dias enquanto eu vou curtir, tasse? Vou ali fazer a mala e num bolto tão cedo.
Entonces desejo muita saudinha, muito docinho, muito amorzinho, muito tudo de bom, que eu estou que não me aguento de desesperada por “hólidáis”!
Ora então até ao meu regresso, e um bem-hajam!
Sofia e Petzi Maria (que vai pra casa dos avós que vai muito bem!)

Para refletir

http://economico.sapo.pt/noticias/as-medidas-que-mais-vao-mexer-no-bolso-das-familias_119964.html

Leiam tudinho. Eu fico-me com esta:  

3 – Mais encargos com a casa
Os proprietários e inquilinos vão pagar mais pelas suas casas: as deduções de amortizações do empréstimo à habitação e das rendas da casa serão eliminadas. Já a dedução dos juros pagos no âmbito dos créditos contraídos vai ser progressivamente cortada. Além disso, a isenção de IMI a que muitos proprietários têm direito será encurtada e retirada progressivamente. Outro dos aumentos advém da avaliação das casas, que deverá agravar o montante pago pelos proprietários.

What women want

E este Senhor James Tupper? Era “caso-me já!!”
Lindo, lindo, lindo. 
Maravilhoso.  
Estamos a falar do personagem de Men in Trees, claro.
No outro dia fui a casa duma amiga buscar umas cadeiras e umas mesas. Ela tinha alugado a casa e o novo inquilino dela estava lá. Era chapadinho a este gajo, mas mais baixinho. Uns olhos verdes que até me engasguei. Da última vez que isto me aconteceu a Luna assistiu (em casa da Kerry, lembras-te?)
Fiquei tão azamboada que troquei o nome ao homem e juro que lhe chamei James em vez do nome dele. Era Americano tumbém, boa colheita, ah!
Quando saí de lá mandei um sms a outra amiga que era amiga do dito inquilino, completamente ultrajada. Como é possível que ela não me tenha apresentado tamanha qualidade de personagem??
Era casado. Aliás, é casado. Dammit.
Lindo, lindo, lindo, mas de anilha não dá.
E juro que era cravadinho a este, “amaricano e tudo” e pa, nem era gay nem nada, bolas que falta de timing!

Até estou a bater mal

Só pra terem uma ideia do que é viver na Holanda…

Seguro de saúde obrigatório (valor mensal): 100 euros
Seguro de saúde da Petzi também obrigatório (valor mensal): 20 euros
Risco próprio pago na saúde (obrigatório pagarmos do nosso bolso, seja qual seja o seguro que tenhamos e valor anual): 175 euros
(ou seja, até 175 euros de despesas de saúde são pagas pelo próprio anualmente. Eu que nunca fico doente, com a graça de Deus, passo a vida a pagar as minhas próprias despesas de saúde, topam?)
Electricidade (valor mensal): 30 euros
Valor que tenho que pagar à puta da Nuon para que a Eneco me possa fornecer energia (valor MENSAL): 18,71 euros (estou tão re-fodida por este valor que vocês não estão bem a ver!)
Aquecimento central (valor mensal): 100 euros
Internet (obrigatoriamente com $#”%$%$ da UPC porque o prédio é novo e mais nenhuma cá chega) (valor mensal): 55 euros
Televisão (novamente com os fdps da UPC e novamente valor mensal): 30 euros
Impostos camarários (que é sempre cada tronchada que até fico verde) (valor anual): 350 euros
Água para beber (valor mensal): 20 euros (acho, nem sei bem)
Água não potável que serve pro aquecimento que os FDPs da Nuon fornecem: I don’t even wanna know!

Agora façam lá as contas de quanto é que tenho em despesas fixas e depois falamos, sim? Até estou cega senhores, até estou cega!!

And now for something totally different

Ontem estava a ver um daqueles filmes da Disney que me servem pra passar a ferro (eu, eu é que estava a passar a ferro!) e ponho os olhos num Dennis Quaid já entradote: este gajo, só assim — um bocadinho mais novo, era mesmo o que eu precisava!
Ora ficam então orientados: é este o meu tipo de homem. Se conhecerem gajos com o mesmo charme, o mesmo carisma, o mesmo sorriso, com este sorriso traquina que é ao mesmo tempo paternal, calmos, simpáticos, com sentido de humor, assim HOME que é HOME, daqueles que são ao mesmo tempo um “Ai  Jesus” e um “I’m so fucked, é desta que eu caso”, é favor avisarem aqui a menina Sofia. Agradecida!
(É verdade sim senhora, juro juradinho, e com a idade tou pior, que eu também sou grande fã do estilo Harrison Ford  aí na volta dos seus quarenta tacos. Isto é que são homens pa!)

Estava tão preocupada que só vi hoje de manhã

Afinal temos Rabbit na brasa pro jantar nos próximos 4 anos. Não gosto, mas a alternativa era pior. Mais um dia de Sócrates e o vómito tornar-se-ia constante, e era chato.
Mas lixado, mesmo re-fundido, está o meu Paizinho, que é tão bom homem mas bacoco de todo e foi votar no Sócrates (aqui é que vem a parte do bacoco) porque, diz ele, “É o único político a sério em Portugal”! Ia-me dando uma apoplexia quando ouvi tamanho impropério, mas tadito do meu Pai, há que ver que o homem está reformado, passa muito tempo em frente à TV, se calhar distraí-me e vai-se a ver e ainda foi fazer monte com os emigrantes pros comícios do PS (quem terá sido o atrasado mental a ter tal ideia peregrina?!), não sei, realmente tento compreender de onde tirou a parte do “a sério” mas sobrepassa-me.
Atenção que eu adoro o mê Paizinho, e lá em casa, que eu saiba, vota tudo à esquerda, mas o Sócrates? O Sócrates? Ó meu Pai! Ó Portugal!
E não, o grande vencedor não foi o Steps Rabbit, foi mesmo a abstenção, o voto em branco e o voto em partidos pequenos sem representação no Parlamento. Houve quarenta e um por cento (sim, 41%) de abstenção e oito e meio por cento (8,5%) dos Tugas (o equivalente a 230 mil votos) que votaram em branco e noutra coisinha qualquer que não fosse o PS e o PSD, o CDS a CDU ou o BE.
Infelizmente eu não pude votar (cenas pessoais que não me permitiram rever o meu recenseamento este ano), mas se tivesse, era gaja pra ter votado nos Monárquicos, que mais não fosse pra poder ter a Isabelinha como “Primeira-Dama” e ter motivo pra fazer piadas todos os santos dias! (kidding, obscrosse).
A minha pergunta à laia de alta ignorante que sou é: não prevê a Constituição Portuguesa uma revisão eleitoral caso mais de 40% da população não vote? Não tem a nossa Legislação alguma coisa que reveja com olho crítico os valores de abstenção e pondere uma re-estruturação Parlamentar e Constitucional e ponha este cabrões todos “a parir” (como dizem os Espanhóis)? Que é como quem diz: será possível que nós não podemos mandar estes gajos todos c’o car….?