Oscilações

Sabem aquela coisa muito Portuguesa de que a hora do almoço é a hora de mais calor? Na Holanda ultimamente não funciona bem assim….De manhã está um frio que não se pode, aí uns 14 a 16 graus. À hora do almoço ficam uns excelsos 17, e aí por volta das cinco da tarde a temperatura começa a subir e chega aos 19 ou 20 (é a loucura!).
O que me escapa aqui é que a subida de temperatura deveria estar associada ao pico do sol, certo? O sol sobe, os graus célsios também. O sol desce, desce a temperatura. Mas aqui chega a estar mais quente a partir das 4 da tarde!!

Estou oficialmente muito loira.

Demasiado perfeita, é certo. Não há justiça neste mundo!

Esta Blogger Americana escreveu sobre a Gwyneth Paltrow e eu não podia estar mais de acordo. É que ainda por cima a mulher casou-se com o gajo dos Coldplay!!
A sério, too damn perfect!

If you want to cook a meal for your family, I’m all for that. But here’s my beef – you are making the rest of us look bad. While most of us women are doing a pretty bang up job of trying to balance career and family, you just keep raising the bar higher. 

Bad memories eraser doesn’t mean let the bye gones be bye gones


Tenho uma certa dificuldade em perdoar. Assumo-me infelizmente como uma pessoa rancorosa. Não que daí advenha nada de bom, mas sinceramente ultrapassa-me. Não desejo mal a ninguém, mas nunca mais esqueço.
Acima de tudo tenho muita dificuldade em ignorar ou esquecer que me magoaram, faltaram ao respeito ou à consideração. Porque eu sou correcta com os outros, logo espero que o sejam comigo.
Faço as coisas que faço de coração, raramente deixo que retribuam ou cobro. Se dou alguma coisa de mim, é porque quero, não é porque queira propriamente que me tragam rebuçados ou chouriços e vinho. Nem sequer sou muito boa a receber coisas dos outros. 

O que sim peço em troca, e isso para mim é pedra base, é que as pessoas tenham princípios e valores que para mim são fundamentais como a honestidade, a sinceridade e a frontalidade. E nunca jamais me deixem plantada à vossa espera. É morte súbita no meu caderninho. Juntem-lhe respeito e consideração e cumprir a palavra dada. É tudo o que exijo aos outros. 
Enquanto eu penso que isto não seja nada de extraordinário, gente há por aí que pensa que estas características e acções são algo que não se “oferece” assim “à toa”. Estão não só errados, como fora do meu âmbito de acção, que é como quem diz: não servem para ser meus amigos.
Às vezes levo um certo tempo a “tirar as medidas” a algumas pessoas e falho em ver que não são boas para mim. O diabo é quando eu acabo de as medir e as atiro fora. Primeiro que elas compreendam que não tem volta leva o seu tempo. Porque afinal de contas, a Sofia é tão boa pessoa que vai desculpar, perdoar, e aquilo foi só um disparate. Wrong.
Primeiro porque eu geralmente só as elimino ao fim da terceira metedura de pata (à terceira é de vez, diz o ditado e com muita razão). Depois porque o ser boa pessoa não faz de mim otária e passível de ser usada a bel prazer de outrém. Terceiro porque a Sofia não é perfeita e muito menos está aqui de “perna aberta” à espera que metam a mão na consciência ou cresçam e apareçam para entenderem o que fizeram de errado (muito embora eu tenha explicado).
E isto é indistinto para homens ou mulheres. Não se aplica só aos ex-coisa nenhuma ou aos ex-namorados, aplica-se também às amigas.
Antigamente dava-me ao trabalho de “treinar” as pessoas a serem minhas amigas. Até porque, embora não pareça, eu não sou fácil de aturar. Falo muito, e isso cansa. Por isso, atendendo a que tinham paciência para mim, eu tinha paciência com os outros e lá ia dizendo: olha que comigo não funciona bem assim, é mais pra esquerda (ou pra direita, conforme o caso), inúmeras vezes. E assim foi, até que entendi, chegada aos 30 (idade maravilhosa), que nem as amigas, os amigos, nem os ex-namorados se “treinam”. Ou as pessoas têm princípios semelhantes aos nossos, ou não vale a pena sequer o esforço. E quem tem valores semelhantes aos meus sabe-me mandar calar com jeitinho, e assim “colecciono” amigos e gente de quem gosto muito e que gosta de mim. E decidi então que à terceira seria de vez. Para mostrar que não sou assim tão torcida como isso (mesmo sendo escorpião), decidi que dou 3 oportunidades, e que se falham a terceira, straussss: ficam fora do meu círculo. Curiosamente, a quantidade de gente que não me faz falta nenhuma cresceu imenso. Mas a quantidade de gente válida e correcta que conheci antes e depois disso supera-os largamente. E são esses que contam.

Croácia – foto 2 – Zagreb

Entrada da Catedral

Catedral de Zagreb

Detalhe da cidade, escondida por entre portas

Capela debaixo duma arcada

Centro histórico

Capela debaixo da arcada

Detalhes que fazem a cidade especial

Edifício antigo. E a foto em si é gira, pronto.

O Rossio lá do sítio

Crumble de frutos silvestres, baunilha e iogurte a acompanhar. F** unbelievable!

Restaurante Vinodol no centro de Zagreb

Eu e um dos muitos palácios que ainda se podem encontrar por Zagreb. É gajo pra ser a casa da ópera, mas não tenho a certeza, nunca decoro estas coisas, sou péssima em nomes estrangeiros.
Num dos jardins reparei que as árvores tinham todas olhinhos, foi uma iniciativa muito engraçada.

Detalhe nocturno ou como fazer um cat walk parede acima 😉

Zagreb

A cidade de Zagreb não é nada de louco e transcendental, mas é catita. Tem um centro histórico bonito e algumas curiosidades. Nota-se claramente a influência do império Austro-Hungaro, tal como em Praga, mas como foi palco de muitas guerras e muitos conflitos (os Balcãs nunca tiveram paz por muito tempo) uma boa parte dos edifícios desapareceu e deu lugar ao que eu chamo “estilo comunista do leste horroroso” e alguns novos edifícios que surgiram nos últimos 20 anos pós-guerra. O certo é que a harmonia entre os edifícios não é propriamente estonteante, mas é uma cidade agradável, onde as mulheres andam sempre impecavelmente bem vestidas (um bocado over dressed pra dizer a verdade, principalmente durante o dia), o centro histórico conserva monumentos desde o século XX, e que é gira de se ver…num dia. É minúscula.
A Catedral é lindíssima, há que dizer que é um monumento único e que vale a pena visitar. Riquíssima, e ainda por cima aposto que tinha acabado de ser “lavadinha” pro Papa que esteve lá na semana anterior a nós termos chegado. Caso não saibam, na Croácia há imensos (e fervorosos) Católicos. Nota-se bastante que os Croatas são devotos há que dizer. No meio do centro histórico, debaixo duma arcada, encontramos uma capela. Tenho fotos dos bancos da capelinha que estavam do outro lado, mas como houve uma senhora que ficou bastante visível, não publico porque acho que não é correcto. Mas isto pra dizer que eram praí 3 da tarde quando por lá passamos, e havia mais fieis que no São Bentinho da Porta Aberta. Isto é só um exemplo. Também entramos na Catedral na hora H da missa, e embora não estivesse à cunha, havia lá mais gente que na missa de Sábado da Sé de Braga, e se há mais gente dentro de uma igreja que em Braga, é sinal que são reeeeeealmente católicos.
Outra coisa engraçada foi o Museum of Broken Relationships. É um museu composto de peças que pessoas ofereceram ao museu juntamente com um texto. Essas peças de algum modo tinham um significado muito grande para a relação que tinha terminado. Eu e a Ana saímos de lá completamente deprimidas. Fonix, que aquilo era uma violência! Tivemos que ir lá dentro buscar o H. por uma orelha. No início teve piada, mas depois passamos pra umas salas mais hardcore, em que vi um machado que tinha um texto ao lado sobre a sua história. Ora era de uma moça A que, p’ra deixar de ouvir os amigos mimimi que ela nunca deixava ninguém entrar na vida dela, abriu a porta a uma gaja B que tinha conhecido (sim, era lésbica. Estas paixões homossexuais são sempre muito mais intensas…!). A gaja B mudou-se pra casa da A logo 4 dias depois de se conhecerem. A moça A foi de férias e deixou a nova amiga B lá ficar. Quando voltou tinha uma notinha em cima da mesa da moça B a dizer que tinha encontrado outra pessoa e que depois passava pra vir buscar os móveis e passado 15 dias ainda não tinha aparecido. Ora a moça A não foi de modas…comprou um machado e destruiu a mobília toda da gaja B. Todos os dias partia um móvel inteirinho. Por cada dia a mais que a outra levasse, ela esfodaçava-lhe mais um móvel. Quando a outra veio buscar as coisas, entregou-lhe uma palete de tábuas.
Como vêem, esta foi algo pesadota, mas havia piores.
No fim comprei uma borracha muita gira que diz: Bad memories eraser.
É que a cena do machado pareceu-me muito fixe pra aplicar a algum que outro ex que já tive e achei que realmente esquecer é o melhor remédio 😉 


Esta foto é de outra peça que lá estava e a que achei um piadão:

A cena branca pendurada na parede é um cinto de ligas

Para comer, confesso que não foi tão fácil quanto eu pensava. A maioria dos restaurantes que apareciam eram “italianos”. Muito estes tipos gostam de uma pizza! Ora aqui a Sofia Maria que tem um amigo em cada esquina, teve a sorte de ter o amigo Goran (já vos disse que gosto muito do povo Croata?) a levar-nos a um dos melhores restaurantes de Zagreb (de que não me lembro o nome, mas vocês também não querem lá ir que quando virem a conta desmaiam. Nós como temos uma “mija” que não podemos com ela, não vimos a dolorosa. Mas garanto-vos que deve ter sido puxada, tipo…bué. Don’t wanna go there.) e a indicar-nos as suas preferências na cidade. Recomendou-nos o Vinodol (com 4 estrelinhas no trip advisor, not bad) que fica assim escondidinho e cuja porta é discreta, mas que além de enorme, serve muito bem, tem um vinho de truz e uns calamares a la romana feitos na hora que oh God! Mas mesmo mesmo de lamber os dedos foi o Crumble de frutos silvestres com gelado de baunilha e uma espécie de iogurte a acompanhar, que eu até estou com fome só de me lembrar. Note-se que eu não sou apreciadora de doces, logo, se eu recomendo um doce é porque é efectivamente a p@ta da loucura, estamos entendidos?


E sobre Zagreb, de momento não se me apraz dizer mais nada, a não ser que é um ponto de passagem e que embora seja uma cidade simpática, não é assimmmm a última coca-cola no deserto, if you know what I mean.

II Bisnagada – 9 Julho de 2011

II Bisnagada – 9 Julho de 2011
Vem celebrar o Verão na segunda edição da BISNAGADA!
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Traz os teus amigos, a tua família, os teus filhos, os teus pais, os teus colegas de trabalho e tragam as vossas bisnagas de água. Com o calor que vai estar vai ser uma batalha apetecível, renhida e divertida!
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INSTRUÇÕES
Data: 9 de Julho de 2011 (Sábado), às 16h00.
Local da Batalha: zona inferior do relvado do jardim da fonte luminosa na Alameda D. Afonso Henriques (lado contrário ao IST) em Lisboa.
Equipamento: Bisnaga de água + T-shirt vestida, de uma de três cores: branca, azul ou laranja
Início: Por volta das 16h00, o início da batalha será assinalado pelo Xerife Bisgas.
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REGRAS
1. Só podem ser utilizadas pistolas de água. Não serão aceites balões de água outro tipo de equipamento.
2. O início da Bisnagada é dado pelo Xerife Bisgas, devidamente identificado pelo seu distintivo. Não comecem a disparar antes da explicação do Xerife Bisgas.
3. A t-shirt com uma das três cores (branco, azul, laranja) é obrigatória
4. Vamos ter várias crianças a participar. Cuidado ao dispararem as bisnagas com mais potência.
5. Para além da água (e do Xerife Bisgas), a Marar não disponibiliza mais nenhum tipo de material. Tudo o resto será da responsabilidade de cada um dos participantes.
6. Este evento é gratuito e apropriado a todas as idades. ( o ano passado tivemos crianças com 3 anos e adultos com mais de 50 anos)
Recordamos que a Bisnagada se trata de um evento informal dinamizado pela Marar, mas que será criado pelos participantes. Vamos transformar a tarde de Sábado numa tarde cheia de alegria e água. Uma tarde inesquecível.
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A primeira edição (para quem não esteve presente): 

Croácia – foto 1

Vamos lá devagarinho mostrar a beleza incrível da Croácia. Esta foto foi tirada no Parque Nacional de Paklenica, a 500 metros de altitude. Ia-me dando o breco-breco quando subi porque estavam 28 graus e havia poucas sombras. As cabras montesas que eram os Austríacos chegaram MEIA HORA antes de mim. Fui gozada até à morte. Só não desisti a meio porque nunca desisti de coisa nenhuma. Nem na Faculdade, em que tentei desistir de um exame e o Professor não me deixou. Eu não tinha estudado nem uma linha, fui só lá buscar o exame para estudar para a chamada seguinte, e passaram os primeiros quinze minutos e o Prof não deixou ninguém desistir e lá tive que gramar a hora e meia de exame. Tirei um belíssimo cinco. Sim, de um a vinte, um cinco. Mas não desisti. Também não desisti de subir à montanha, mas quando cheguei lá cima já só me saíam impropérios nortenhos ao estilo: p@ta que pariu a gruta, eu quero lá saber das estalagmites e estalactites! O que não era de todo verdade, mas eu estava completamente a morrer e tinha bebido litro e meio de água e precisava urgentemente de ir mijar.

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