Mondays

Esta cena das hormonas é muito giro para regular o organismo e tal, e dizem também que para ter filhos, mas enquanto se está a borrifar pra ambos, é uma grande merda. Dói-me o corpo todo, principalmente o abdómen e tou com uma p@ta duma telha que nem explicação tem. Não me apetece blogar hoje. Não me apetece trabalhar. Não me apetece dormir. Só me apetece dar porrada num saco de boxe até à exaustão e nem sei bem porquê. Não me apetece falar com pessoas, não me apetece que pessoas falem comigo. Hoje quero ser eu sozinha e a minha Petzi. E não pode ser porque tenho que trabalhar. Fucking mondays.

Tremendamente inspirador

if I can quit my job, risk the government carting me off to a nursing home because I can’t afford my own healthcare, convince my poor mother to abandon her career and drive my crippled butt 3,000 miles to a foreign country, and then make enough money to support myself, my mother, my father, and an entire nursing staff using nothing but my voice, then what can you accomplish if you really set your mind to it?

My guess: pretty much anything.

Leiam tudo aqui: http://www.problogger.net/archives/2011/05/18/how-to-quit-your-job-move-to-paradise-and-get-paid-to-change-the-world/

Vive-se assim

Como devem imaginar, não sou assim tão básica para escrever o que escrevi no post inferior sem ter em mente duas provocações muito sérias que se chamam: 
1) Fuga aos impostos
2) Endividamento e escolhas/prioridades
1) Da primeira todos sabemos como reza a história, o que não invalida que não me faça na mesma muita confusão como é que temos um Estado que conseguiu apertar a cobrança de impostos atrasados e em dívida, mas não foi capaz ainda de implementar um sistema de declaração de rendimentos auferidos eficaz. Dando um exemplo muito prático: na Holanda quando compro um carro, 25% do valor do carro é adicionado à minha declaração de rendimentos anuais. Ou seja, se eu comprar um carro de cem mil euros, e auferir 20 mil euros por ano, significa que no final do ano eu vou ser taxada como se tivesse auferido 45 mil euros (20 mil do que ganhei por mês mais 25% de cem mil). Porque, e faz todo o sentido, se eu tenho dinheiro para comprar um carro de cem mil, então é porque tenho dinheiro para pagar impostos. Todos os carros que são comprados cá são introduzidos no sistema informático das Finanças e se recebemos dinheiro da Tia Mariquinhas pra comprar o carro, é problema nosso. Se compramos logo um carro muito caro e muito acima das nossas possibilidades, também é um problema nosso. À bom Protestante: não deves ostentar mais que aquilo que tens. Aliás, não deverás ostentar, ponto.
Pro caso dos impostos a questão é então: se tens possibilidades para umas coisas, também tens pra outras, se calhar, quisás, devamos investigar a tua conta bancária para ver se realmente ganhas o rendimento mínimo…lá está.
2) Se nós não quiséssemos ser sempre mais do que aquilo que somos, não estávamos endividados até às orelhas. Em Braga há pessoas muito boas, mas a maioria das pessoas só vê aparências. É, como todas as cidades pequenas, uma cidade cheia de fachada. Estive lá agora duas semanas e não têm noção da quantidade de Audis Q5 que vi a circular na rua. Há uns anos atrás havia mais carros novos que os que vejo actualmente, é certo. Logo o poder de compra diminuiu. Mas a mentalidade continua a mesma, e assim nunca mais lá vamos. O que é preciso é dizer-se que se foi, que se está pra ir, mostrar que se veste, que se calça, que se tem a casa e o carro xpto e pouco interessa o que se tem no cérebro. E eu, neste sentido, nunca fui Bracarense.
Eu sei que o Braga não vai à taça UEFA todos os dias, e pra mais era um Porto vs Braga e como tal era qualquer coisa de extraordinário. Tenham em conta que quem é do Porto dizia: mas se o Braga ganhar eu não me importo, mas quem é do Sporting de Braga queria mais era que o Porto se afogasse nos infernos (pra quem não sabe, Braga é a segunda cidade mais Benfiquista do País).
As pessoas de Braga dizem: o meu Braguinha. Quem é do Braga é aquele Bracarense puro, que é quase que “bairrista” e que vai ao estádio todos os fins de semana ver o Braguinha, e sim, essas pessoas pagaram o couro e o cabelo, mas era um sonho ganharem a final da Taça UEFA, e eu não sou uma insensível e a sério que entendo. Como disse a Tuxa, foi como eu fazer a route 66, pra ele a Meca era o Braguinha!
Mas sendo do Norte, também sei que há muito boa gente que pagou bilhete de avião pra ir com os amigos pra um bar no meio de Dublin só pra dizer que lá esteve, e que no final do mês não vai ter dinheiro pra pagar aos empregados, mas que se foda, o Braga só vai à UEFA uma vez na vida! E a mulher dele queria tanto ir comprar aquela Louis Vuitton, tinha que ser no estrangeiro não é, é que comprada lá fora é mais chique! E o Manel espera até dia 15 pra receber e nada de aumentos no próximo ano que a vida não está fácil!

E assim vamos andando…

Mas afinal quem pagou a viagem?

Ah e tal, Portugal tá falido.

Minha rica gente, ou há Portugueses emigrados na Irlanda (que os há, mas não me parece que seja o caso) para encher o estádio, ou quem carago pagou a viagem a todos os malotas que estão ali a berrar pelo Porto e pelo Braga? É que o estádio está à cunha!
Depois vamos pedir dinheiro aos Finlandeses e ficamos muito tristes porque nos fizeram um manguito. Se eu que sou Portuguesa duvido perante isto, como é que estrangeiro algum não o fará?
Como diz o outro: vale a pena pensar nisto.


Neste momento tá 1-0 e aos 83 minutos o Braga está a perder. Que ganhe o melhor, e se for o Porto também não me importo.

Um ano de sabática de 7 em 7 anos

Esta conferência TED é excepcionalmente boa. Este Senhor tira um ano de sabática de 7 em 7 anos.
Começa por explicar que após ter desenhado uma linha temporal decidiu dividir o primeiro período de vida de “reforma” (+/- cinco anos) pelo resto da sua vida equitativamente, o que degenerou num ano de “descanso” de 7 em 7 anos. Depois apareceu o projecto do logo da Casa da Música no Porto. Por favor, do yourselves a favour e vejam este vídeo. Vão ver que não se arrependem.

A minha chefe belga vai escorrer óleo pra outro lado

Foi o que ela nos disse hoje numa conference call que durou 15 minutos. 
Quando acabou a chamada diz a minha colega: mas ela está em Amesterdão hoje! Porque é que não fez uma reunião com todos em pessoa? 
Ah pois é bébé, foi mesmo por telefone … não fosse dar-se o caso de nós não podermos dar asas à alegria de a ver partir. 
A gaita é que nós não sabíamos que ela cá estava e até fomos um bocadinho entusiastas demais. Rezemos pra que ela estivesse numa sala o suficientemente longe da nossa.