O melhor de Amsterdam Comedy Festival

Fui ao Amsterdam Comedy Festival  com duas amigas e no fim tive que tomar a decisão de ver este gajo (Dave Fulton) ou o David O’Doherty.
Não me arrependo nadinha da escolha, foi do melhor que ouvi.
Este fulano é o típico americano rezingão que vive em Inglaterra e adora Europeus.
Goza com tudo, não poupa ninguém, conta tudo, não poupa detalhes, é brutal. Eu fiquei com dores de estômago e maxilares de tanto rir.
Ele é um excelente contador de histórias, esteve 25 minutos a contar uma história mirabolante dos tempos em que era traficante de droga (wtf?!). Depois de terem apanhado um caguefe com o colega de casa que bateu à porta, pensando que era a polícia, ele e mais três amigos decidiram fazer um buraco na porta pra colocar um óculo que lhes permitisse do outro lado da porta.
Entre várias ideias, lembram-se que se calhar o melhor era dar um tiro na porta! Yeaaaaahh! Great idea dude! yeah yeah! Todos quinados lembram-se que se calhar a bala era coisa pra ir além da porta, por isso puseram um tronco do outro lado da porta. Como por lá alguém a segurar o tronco aumentava a possibilidade da coisa correr mal, tiveram a brilhante ideia de atar o tronco à porta com tape. Após a porta enchouriçada em tape, ainda não muito seguros que a bala ficasse parada no tronco, decidiram experimentar em casa. Puseram um tronco encostado ao frigorífico e dispararam. O som do tiro além de ensurdecedor recordou-lhe que a bófia ia ouvir o tiro e já muito high decidiram que tinham que acalmar antes da polícia chegar. Pra relaxar tomaram 3 vicodins cada um com mais um copázio de vinho e aterraram a dormir.
Se querem o punch line, procurem na net, porque há que ouvir a história completa.
Esta outra moça Ava Vidal também foi fabulosa, coisa que se nota pela capacidade de mandar calar uma tipa muita chata que estava sentada à frente com umas bocas inventadas na hora absolutamente perfeitas!
Adorei, pro ano tou lá outra vez. Excelente!

Fall of Giants is over

Finalmente acabei o Fall of Giants. Comprei-o em Janeiro e desde então passaram-se 5 meses. Normalmente sou bem mais rápida, mas como o livro era pouco transportável (é um autêntico tijolo, abre a cabeça a um gajo em menos de 3 segundos), sobraram os tempos de leitura antes de dormir e avancei mais lentamente.

O livro é bom, é mesmo muito bom. É um documentário romanceado sobre a Primeira Grande Guerra Mundial. O Ken Follet começa em 1911 e termina em 1923 a contar as estórias de 5 famílias: uma russa, uma americana, uma Galesa, uma Inglesa e uma Alemã. As vidas dos personagens enlaçam-se durante o desenrolar da Primeira Guerra Mundial e ajudam o autor a explicar a mudança dos tempos, o fim da Monarquia em muitos Países e o ascendente dos trabalhadores ganho através de revoluções constantes do proletariado industrial do início do século XX. 

Conta a Revolução Russa Bolchevique, o antes (com Tsar) e o depois (com Lenin), a primeira intervenção na Europa da Presidência dos Estados Unidos, o início da utilização de gases letais (introduzida pelos alemães e pelos ingleses na WWI) e metralhadoras, a Greve dos Mineiros no País de Gales, o funcionamento da Política Inglesa e a queda da aristocracia, as batalhas de Somme e a do Chatêau-Thierry em França, a crise profunda em que mergulhou a Alemanha durante e após a WWI, o movimento das Sufragettes, e tudo o que possam querer saber sobre esta época, até sobre o aparecimento da arte deco ele fala, e conta tudo com um detalhe que denota uma investigação muito completa e aprofundada que vale mesmo muito a pena ler.
Eu sempre gostei muito de história, mas sempre gostei que ma contassem, não que me pedissem pra decorar factos e locais e momentos. Ler os livros do Ken Follet, por pouco transportáveis que sejam, dá-me uma perspectiva e um conhecimento extraordinários que de outro modo nunca conseguira ter.

Este é apenas o primeiro livro da Triologia a que se propôs sobre o século XX.
O segundo vai ser sobre a Segunda Guerra Mundial, e vai compor as mesmas famílias, sendo que nenhuma delas é Judia. Estou morta por saber como é que se vai deslindar.

Agora vou ali mergulhar no Milan Kundera, que já percebi que vai ser devorado num abrir e fechar de olhos. Há mais conteúdo neste livro sobre a filosofia com que encaramos a vida, que em dezenas de palha que por aí anda.


Hoje prometi a mim mesma não fazer rigorosamente NADA a não ser cuidar de mim, da leitura e é claro, dar mimos à Petzi.
Tot ziens!

Azeituna em Amesterdão

Não sei como foi feita tal proeza, mas eu consegui ter roupinha a combinar com os meninos. Se trocasse a meiinha branca por meiinha azul bébé, era tal e qual.

E assim também vêm que a Petzi já sabe andar de bina! Vêm a patinha dela pendurada no cestinho? Só style a minha bicha! 

(Perguntinha difícil, porque é cara dum focinho do outro: qual é o meu Mano?)

Escalada e spots fixes

Eu realmente tenho uma vida muito aborrecida, oh senhores! Então desde que vim pra Amesterdão tem sido um tédio (not!).
Depois de ter ido ao curso de cozinha na quinta, no sábado fui com as minhas amigas fazer um workshop de escalada ao De Klimmuur.

“Quésse” dizer, elas fizeram e eu fiquei a olhar pros gajos. É que não vou estar pra’qui a mentir, foi mesmo isto: elas buliram e eu babei. Eu pra próxima vou fazer, mas desta vez estava à espera do Mano e Azeitunos que chegavam e não chegavam e não me pude comprometer, por isso fiquei de fotógrafa oficial da coisa. Mas quero mesmo marcar um workshop e ir lá esticar os braços e as pernas, acho que vou gostar.
À saída vimos um sítio espectacular mesmo ao lado, numa onda muito Amsterdamer, sem turistas, cheios de estrangeiros, holandeses e hippies! 

Sim, já sei, ficou tudo a olhar pra gaja

Muito alternativo, um espaço mesmo giro. Chama-se Hannekes Boom e havemos de voltar. Como tem o rio ao lado senti-me muito próxima de Lisboa, e estava um dia de sol lindíssimo. Se calhar foi isso. Mas eu gostei mesmo do ambiente.

Estavam lá a fazer um “concurso” de pintura de mesas corridas. Aquelas mesas que têm os bancos agarrados, sabem como é? Reparem nesta maravilha e depois pronto… ficam com vontade de vir pra cá viver, que eu sei…

Oh, such an easy life!!

(podem clicar para ampliar)

Não é fixe? G’anda cidade pa, até me esqueço do cheiro a erva e do Red Light!

The Kitchen at Amsterdam

Sabes cozinhar? Se souberes, podes vir! 
Eh pa, faço assim o básico…arroz, uns bifes, umas omeletes…dizia o André que foi meu companheiro de bancada. Logo no início enquanto fazíamos o muffin quase andamos ao banano porque afinal o gajo até leite creme xpto sabe fazer e estava armado em humilde. E não me deixou bater o bolo!
Isto pra mim, que não gosto de dividir a cozinha, posso dizer que correu melhor do que eu esperava!
Quinta-feira passada fui com mais dez amigos ao The Kitchen fazer um workshop de cozinha.
Dizer que adorei é pouco. Fiquei tão fã, mas tão fã, que gostava de poder repetir a experiência de 6 em 6 meses. Se conseguisse um grupo assim, até era de 3 em 3! É que é carote, mas vale mesmo a pena.
Aprendi a fazer carpaccio de espargos com molho de pêra-abacate e sementes de sésamo, borrego com molho bernaise (este é quilhado de fazer, ah!), com puré de batata e de ervilhas e pra sobremesa um muffin de cenoura com canela e noz moscada com toping de mascarpone que… já estão a babar?

Este prato é da Em, mas o meu tb tava munto bonito!
Comi divinamente, como raramente comi em Amesterdão e diverti-me a rodos. Só não começamos uma guerra de farinha no sítio porque achamos que os donos iam dar cabo de nós….
A culpa foi do Prosecco que atiramos todos abaixo que nem pinos enquanto preparávamos a comida. Um grupo como o nosso não devia poder beber e usar facas ao mesmo tempo!
No fim jantamos todos juntos o que tínhamos cozinhado e bebemos os vinhos escolhidos no menú de degustação. Foi uma noite mais que bem passada, com uma série de tagarelas em três línguas diferentes (francês, inglês e português), que não sei como, não deram com o Chef em doido….
O espaço é muito giro e extremamente acolhedor. Os donos são a simpatia em pessoa e acharam que nós fomos um grupo fácil (tão queridos! Nós fomos umas verdadeiras pestes!) e nós achamos que eles são doidos.
Loucos acho que não são, mas que têm um espaço louco, isso têm. Pra quem cá vive, se quiser passar umas horas à maneira e um fim de dia diferente, fica a apresentação do The Kitchen.