A *Ajuda de Berço* que recolhe e cuida de bebés em risco, está também em risco de fechar portas por falta de verba.
Para ajudar, a Presidente, ontem em directo na SIC Notícias, sugere uma simples chamada telefónica para o número *760300410.* São 60 cêntimos que a nós não fazem diferença e que podem fazer a diferença para eles. Contribuam para esta boa causa. Se quiserem, divulguem pelos vossos contactos, coloquem nos vossos blogs, vá lá, a ajuda de berço precisa e não pode fechar as portas. Basta um milhão de chamadas para garantir o funcionamento durante um ano.
(eu liguei, e realmente o número está certo, e dei 60 cêntimos. Bora lá todos, buga!!!)
Gosto de tudo: da música, da letra que é magnífica, mas principalmente gosto que tenham filmado a Lisboa que eu gosto. Cheia de sol! Cheia de tradições e alegre, sem chorinhos de fado desgraçado. Este vídeo clip deixa qualquer um bem disposto!
Porque Lisboa ainda é nossa, camaradas de emigração!
Anda Desliga o cabo Que liga a vida A esse jogo Joga comigo Um jogo novo Com duas vidas Um contra o outro
Já não basta esta luta contra o tempo Este tempo que perdemos a tentar vencer alguém Ao fim ao cabo Que é dado como um ganho Vai-se a ver desperdiçámos Sem nada dar a ninguém
Anda Faz uma pausa Encosta o carro Sai da corrida Larga essa guerra Que a tua meta Está deste lado da tua vida
Muda de nível Sai do estado invisível Põe o modo compatível Com a minha condição Que a tua vida É real e repetível Dá-te mais que o impossível Se me deres a tua mão
Sai de casa e vem comigo para a rua Vem, que essa vida que tens Find More lyrics at www.sweetslyrics.com Por mais vidas que tu ganhes É a tua que mais perde se não vens
Sai de casa e vem comigo para a rua Vem, que essa vida que tens Por mais vidas que tu ganhes É a tua que mais perde se não vens
Anda Mostra o que vales Tu nesse jogo Vales tão pouco Troca de vício Por outro novo Que o desafio É corpo a corpo Escolhe a alma A estratégia que não falha O lado forte da batalha Põe no máximo que der Dou-te a vantagem Tu com tudo E eu sem nada Que mesmo assim desarmada Vou-te ensinar a perder
…Sai de casa e vem comigo para a rua Vem, que essa vida que tens Por mais vidas que tu ganhes É a tua que mais perde se não vens…
Há muitas formas de lidar com o Sucesso, e muitas formas de reagir e alterar as reacções ao Fracasso. Um é inerente ao outro. Eu, entre outras coisas, tento lembrar-me duma lenda que ouvi há uns anos e que rematava com um “também isto passará”. Tanto o fracasso como o sucesso, a alegria e a tristeza, a força e a fraqueza, o coração apaixonado e o coração partido, quando acontecem digo a mim mesma muitas vezes: também isto passará. E passa. Tudo passa. Além desta lenda uso o que o José Sebastião me ensinou. Mas quem é o palhaço do José Sebastião?! Exacto: é um palhaço. Mas é um tipo de palhaço diferente daquele que nós insultamos na rua ou odiamos nos circos. O Sebastião é Clown. Ou seja, utiliza ferramentas de teatro e vale-se da improvisação e da exploração de emoções do público para conseguir gargalhadas ou lágrimas. Eu fiz um Curso de Clown, aliás, fiz DOIS cursos de Clown com o Sebastião. Naqueles fins de semana ri-me muito, mas senti que me expus em quádruplo, e que exagerei tanto em transmitir sorriso e captar dor, que quando saí de lá pensei que vários triciclos me tinham atropelado. Mas valeu a pena! O Sô José Sebastião (que é um tipo porreiríssimo e deve ter uns 30 e pico) nem sonha que o estou a recomendar, ele não me vê há uns 4 anos e não sabe sequer o meu nome, muito menos quem é a Andorinha. Eu recomendo o curso por causa dos comentários do post em baixo e porque acho sinceramente que foi um marco na minha vida. Vejam se por aqui conseguem chegar ao moço, e inscrevam-se. É mesmo bom. Arrisquem que aqui não há falha! 🙂
O medo é algo que foi incutido na casa do meu Tio Avô. Tudo é perigoso, tudo é potencialmente letal, tudo é passível de correr mal porque sim, porque há que reduzir as expectativas a zero. É que há medo de falhar, e assim é como se “almofadassem” a dor. Medo.Sempre medo. E foi assim que a minha Mãe e as minhas Primas foram educadas. Acho que aprenderam a dizer “Cuidado!” antes de Pai e Mãe. Um bom exemplo é a minha primeira viagem de avião. Os meus Pais levaram-me ao Canadá quando eu tinha 12 quase 13 anos. Quando entrei no avião ia felicíssima. A minha Mãe estava literalmente em pânico. Sentei-me no assento do meio, e a minha Mãe no corredor. À janela ia uma senhora de idade. Peguei num livro, abri e comecei a ler. A minha Mãe cravou-me as unhas no braço e “fecha essa merda! que vamos descolar! E??? Fecha! Não fecho, que queres tu que eu faça enquanto o avião despega? Mas tu não tens medo??? Eu não. Medo de quê?” E ainda hoje não tenho. O vôo foi um inferno, com a minha Mãe a não me querer deixar ir à casa de banho num vôo de 8 horas porque podia ser que o avião caísse. Adiantava-me muito se o avião caísse eu estar sentada ou de pé! Não que é perigoso! Oh Senhora, são 8 horas de vôo! Eu preciso de ir à casa de banho! A Senhora que ia à janela não ajudou porque foi 8 horas a rezar o terço ao meu lado. Fomos e viemos sãos e salvos e tanto eu como o meu irmão continuamos a fazê-lo. A minha Mãe não, porque tem Medo. Medo. Sempre Medo. Medo de tudo. Eu cresci com aversão ao Medo. E a medrosos. Frases como: cuidado que é perigoso! são frases que me levam à loucura e me fazem perder qualquer sentido da razão num fósforo. É claro que por a mão em cima do fogo é perigoso porque queima. Há senso comum, e depois há outra coisa que é: medo de ficar com marcas, ou assim dizem. Medo. Sempre Medo. Nunca fiz bungee jumping porque a dita adrenalina que existe ao atirarmo-nos de algo muito alto não existiu quando me atirei dum penhasco com 10 metros de altura na Grécia. Quando entrei no mar não senti um “frisson”. Nadei até terra e pensei: isto é estúpido. No entanto já fiz parapente e adorava fazer ultra-leve. Voar é bonito. Não tenham medo de ter medo, mas não tenham medo de tudo. Não leva a nada, desaproveitamos meia vida a ter medo da reacção das outras pessoas, do que os outros vão dizer ou pensar, medo de entrar num avião, medo de mudar, medo de sair de casa. Não tenham medo. A probabilidade de cairem dum avião é igual à probabilidade de terem uma doença estranha sem sair de casa. É menor até. E entretanto a vida já passou. Gosto de pessoas valentes, que enfrentam de caras os desafios e acreditam. Confiam. O mal de muita gente é querer Controlar. Tentam controlar porque não confiam, e não confiam porque têm medo. Eu confio em que 50% dos nossos problemas se esvaiam em segundos se deitarmos fora 50% dos medos que temos. E isso não é assim tão difícil. É só pararem de imaginar filmes futuros. O futuro ainda não chegou. O passado já está lá trás. Eu sou um ser único e individual e tudo o que me acontecer vai ser diferente do que aconteceu às outras pessoas. Até porque a reacção que eu vou ter vai ser diferente, se não numas coisas, em outras. E não é suposto nós sermos eternos. Mas eu quero morrer velhinha, e que os meus morram velhinhos também. Mas pra quê chegar a velha se não viver? Também tenho medos como toda a gente, e também fico paralisada perante o medo como todas as pessoas. Mas recuso-me a gerir e pautar a minha vida por ele. Eu tenho medo de ter medo, por isso enfrento-o e não deixo que ele me ganhe. Esta escolha é a minha e faz de mim uma pessoa mais feliz. Façam a vossa.
Há talvez 5 anos que não comia o pitéu! Já pareço os ciganos que celebram os anos durante 3 dias, mas a minha rica Mãezinha decidiu oferecer-me este presente. Eu sou uma pessoa “munto” contentinha e refasteladinha. Tenho dito.