Os Planos – parte II

Em Janeiro deste ano prometi a mim mesma que ia fazer uma viagem por mês. Não planeei o segundo semestre do ano porque estava a sentir que algo ia mudar. Ora não mudou, ainda. Por isso planeei já tudo até ao fim do ano, e o balanço actual é:

  1. Janeiro : Luxemburgo
  2. Fevereiro: Portugal
  3. Março: Alemanha
  4. Abril: Nova York e Boston
  5. Maio: Paris e Munique
  6. Junho: Portugal (Santos)
  7. Julho: Valladolid
  8. Agosto: Portugal (Campo de Férias)
  9. Setembro: Portugal (Campo de Férias)
  10. Outubro: Luxemburgo e Texel
  11. Novembro: Portugal
  12. Dezembro: Madrid

I love when a plan comes right!

Para os meus amigos que hoje vão cá vir espreitar:

Gosto mesmo muito de vocês, isto é bué da lamechas eu sei, e já tão todos a mandar os dedos à garganta, mas vocês são A EQUIPA!

Quero muito continuar a ver-vos unidos.

Uma altura a T.R disse: já tinha feito campos com amigos, mas nunca tinha feito Amigos num campo e naquele ano aconteceu.

A culpa é da Flor do Amor

E eu hoje tou muito contente porque tive o mesmo privilégio que ela, e fiz Amigos num Campo.

Os pontos cruzam-se e tudo se torna estranho

O passado conhece-me do avesso, o futuro não me conhece de todo, ainda.
O passado foi e ainda é no presente, o meu melhor amigo, aquele em que mais confio, aquele nas mãos de quem sou capaz de depositar a minha vida.
O futuro é o meu amigo mais presente, mas em quem eu ainda não confio.
O passado conta comigo como a amiga, aquela que vai lá estar pra vida, que vai com ele até à cova qual a paixão do Monte dos Vendavais … e sabe.
O futuro também, mas ainda não descobriu.
Nunca me consegui zangar com o passado, e também não me consigo chatear com o futuro.
O passado fez-me rir e chorar mas de futuro só quero rir.
Amo e sou amada pelo meu passado, mas o futuro sabe amar muito melhor.

Hoje o passado encontrou o futuro.
Neste momento presente fizeram as pazes.

Porque eu adooooro ser one of the guys

Margaridinha, veja, repare e ponha aqui os olhinhos, porque este é o resultado de se ser one of the boys :

Depois há a parte sexual… mais uma vez, a mulher “bonita” pensa que só precisa de ser bonita… e depois na cama… é um biblô… esta ali parada de perna aberta… e que piada tem isto? Com as “gordinhas” o sexo transforma-se numa sinfonia a 4 mãos… tocada com prazer e dança… há ternura, paixão, há brincadeira, luta… há tesão… e relembro…o homem vai sóbrio. Não precisa de estar encharcado em 7 vodkas ou outras bebidas que tais.

Acc: Margarida Rebelo Pinto

Uma miúda gira não tem direito a esse tipo de comportamentos porque não é one of the guys: é uma mulher e, consequentemente, deve comportar-se como tal. E o que mais me irrita é quando as Gordinhas apontam também elas o dedo às giras, quando estas se comportam de forma semelhante a elas.

Há alturas em que tenho tanta vontade de insultar esta tipa, a sério.
Como não vou deixar comentário no blog dela, deixo aqui: 

Ouça lá ó Margaridinha, pra início de conversa, eu não faço chichi de pernas abertas num beco do BA. Depois, o facto de ser gordinha e fixe e divertida, e one of the guys, é porque:

  • tenho auto-estima, 
  • sou auto-confiante, 
  • não sou insegura
  • não passo fome todos os dias, por isso ir comer um bife à Portugália não é sinónimo de não ter namorado, mas sim de não precisar das saladas pra nada.
  • o facto de não depender do meu visual também me conseguiu garantir dinheiro na conta mais cedo do que a si, porque eu tenho efectivamente um emprego. Ah! Desculpe, esqueci-me. Não foi mais cedo porque a Margaridinha já me leva uns bons 15 anos de avanço!
  • nunca, em momento algum, fui pra cama com um dos meus amigos que me consideram one of the guys. Aliás, isto denota a sua ignorância neste campo (vá lá a gente saber porquê, não é?). Mas eu explico-lhe: a partir do momento que vamos pra cama com eles, automaticamente deixamos de ser one of the boys. Eles não gostam de olhar pra nós todas as noites e de se lembrar que “comeram” a gordinha. Logo deixam-nos de nos convidar, e nós, as gordinhas, que sabemos como é que é ser-se amiga de alguém, e que não temos nada de desesperadas bem pelo contrário, recusamo-nos a ir pra cama com qualquer um deles, independentemente do estado de embriaguez, porque gostamos efectivamente do amigo, não é da conta bancária dele.
  • uma miúda gira só é apelidada por nós de “leviana, ordinária, desavergonhada e até mesmo porca” porque regra geral, as miúdas “giras” só aparecem durante uma ou 2 vezes, no máximo, e somos nós que temos que levar consigo quando os nossos amigos já estão fartos de as aturar e lhes começam a fugir em plena praia. E a vossa conversa connosco, que não somos claro o alvo da sua cobiça senão seria totalmente diferente (NOT) é fútil, leviana e ao tentar ser como nós, as gordinhas, tentam coisas que não deveriam, e passam a ordinárias pois falam do que não devem, nessa vossa insaciável vontade de pertencer a alguém, sabendo que para tal terá que pertencer ao grupo. OUT!
  • Agora vem a última, mas que é a cereja no topo do bolo: eu sei que “Ser gira dá trabalho e requer alguma diplomacia.”, porque eu SOU gira. A sério, sou mesmo. Que quer que lhe diga? Tive sorte!! E ainda tenho o dito “estatuto de impunidade”.  Só que eu não falo mal das “boazonas”, não acho que elas sejam mais felizes que eu, nem mais giras que eu, pelo contrário. Na grande maioria das vezes são pessoas infelizes e como tal passam a vida a tentar reduzir os outros porque acham que isso as eleva a elas. E sabe como é… Deus te dará em dobro aquilo que pedes pros outros…


Enfim, para rematar, o certo é que, a diferença entre nós é que eu tenho a minha reputação intacta porque me dou ao respeito, e você não.

 

O resultado da reunião deu-se no supermercado!

Toda contente por ter conseguido perceber metade da reunião, sem fome e com vontade de fazer compras, hoje fui ao supermercado e foi a loucura, oh pá!!

HOJE, pela primeira vez em 2 anos e meio, LI, EFECTIVAMENTE, OS RÓTULOS.

CLARO que não percebi metade!

Mas apercebi-me que conseguia identificar as coisas por escrito e não só pela imagem. O que já me valeu muitos acessos de vómito, trust me.

Foi armada desta valentia toda que hoje percorri as prateleiras TODAS do supermercado: a ler!

Com isto consegui encontrar, pela primeira vez nesta p@ta desta terra: massa folhada NÃO CONGELADA! E ainda dei com uns croissants que os tipos têm cá e que vêm dentro dumas latinhas com a massa que é só estender, por recheio e levar ao forno.

Inpirada, foi um vê se te avias! Trouxe uma porrada de cenas pra casa (vou ter que convidar malta…Tuxa, como é?) e tou toda feliz. Não tarda voltam os 3 kilos que perdi a avaliar pelo rombo, mas bolas, como dizia a minha Avó: morra marta, mas morra farta!!

E viva eu!

Aí uns 80%!!

Hoje entrei numa sala de reunião e estavam lá ONZE Holandeses e eu. Já conhecia metade deles. Os outros tinham o aspecto habitual: farmers simpáticos e cabelos tirados dum filme dos anos 60.
Quando entro o Chair da reunião vira-se e solta o habitual ar de frete amarelo, como quem está prestes a dar um peido mas está entalado: English, right Sofia?
Eu olho à volta…. tou quilhada. Se fosse em Portugal, onze tugas e um bife, era já ver o bife acabar mal passado com um ovo a cavalo.

No, it can be in Dutch.

REALLY?
É tão fácil agradar estes tipos pensei eu.

Do you follow us completely?

Nah, about 80%. (C’a ganda aldrabona!!!) I’ll ask Bjorn in case I don’t know.

GREAT!! Todos contentes, como se lhes tivesse saído a lotaria,  desatam em Holandês a grande speed e eu muuuuito concentrada e apanhei aí uns…50%.

Entretanto faço uma pergunta, em inglês claro. Vai o Senhor, super simpático, e claro, como eu disse que era 80, pimbas, toma lá disto, e arranca em segunda em Holandês enquanto eu aceno a cabeça com ar muito concentrado e de quem entende perfeitamente a problemática e penso: aquilo eram 18 meses ou 36? $%#$&$%. Se isto falhar dou uma actriz do carago!

Mentir não compensa, ser exagerada ainda menos, não querer admitir que ainda não falo esta porra ao fim de 2 anos e meio é mesmo vergonhoso (pra mim!) e a gaita é que tou MESMO a ver os emails a cairem-me em Dutch. I’m sooo screwed!

Poupées Russes

Good:

  • A banda sonora é fantástica.

  • Tem a melhor declaração de amor que ouvi no cinema em anos. Se um dia um gajo me fala assim ao ouvido, caso-me com ele no dia seguinte. Ganda Wendy!

  • A fotografia convida a visitar Paris, Londres e S. Petersburg.

  • Conseguiram fazer uma sequela ( é o L’Auberg Espagnole II. Quem não viu o I, é VER. É mandatório.) que não estragou a sequência, diferente, sem lugares comuns típicos da exploração de êxitos.

Not good:

O Xavier é feio que tolhe! Como é que consegue comer aquelas gajas todas?!

Ninguém acredita, até porque pra Francês, o charme ficou na poubelle!

O tipo é um perfeito idiota, aquilo nem é o anti-herói, é apenas uma besta. Tem ar de quem toma banho só de 15 em 15 dias. Mas que grande mau feitio tem aquele fulano! Tão credível que o consigo achar real.

Não suporto o homem. A Wendy foi uma tótó.

Tou aqui a falar como quem defende a donzela da novela das 8.

Sim, the movie is that good.