Padrões

Daqui

Há uma certa tendência para mantermos determinados padrões, mesmo quando nocivos. É uma espécie de masoquismo incompreensível, mas que achamos altamente justificado porque, afinal, os outros passam pelo mesmo, e é assim que acabamos todos a lamentarmo-nos nos ombros uns dos outros. Por exemplo, eu não tenho preferência por loiros ou morenos, mas sei que costumo encontrar para meus pares pessoas arrogantes, com um elevado nível de auto-confiança. O motivo? Talvez porque eu não goste de gente sem iniciativa ou xoninhas, gosto de pessoas que sabem o que querem e para onde vão. Estas pessoas costumam ter um efeito padrão em mim: encaro-as como desafiantes, e logo “dão-me pica”. O que dá origem a outros comportamentos padrão em mim, como ter alguma dificuldade em desligar-me de assuntos e pessoas e uma capacidade quase inata para fazer tudo ao contrário do que recomendaria a qualquer amigo ou amiga.
A alteração do padrão depende única e exclusivamente da alteração do meu comportamento, e é aqui onde nós insistimos em complicar. Eu sei que tenho que mudar, mas não quero. Agora porra, se passo a vida a levar pancada porque não quero mudar, tenho ou não que ser muito estúpida?
Por isso, é pra mudar, é pra mudar.
Chega de me auto mutilar. Chega de achar que vou ganhar. Chega de considerar um desafio aquilo que não é mais que um padrão que me rompe a racionalidade.
Aprendi a romper padrões há ano e meio, e há cinco anos que gosto mais de mim que de qualquer pessoa. A minha sanidade depende da capacidade de cortar pela raiz, que é como quem diz, pelos tomates. Já eras.

Às vezes, por dias, momentos, esqueço-me porque é tãoooo brutal e fixe ser-se solteira. Logo vem uma amiga que me re-lembra. OBRIGADA.
Curiosamente, elas lembram-me e eles nem sempre. Porque será? Vá, vá, solteiras e casadas, faz favor, todas a comentar, sim? Eu nunca peço comentários, só estou a pedir porque é importante. Digam-me: o que vos faz manter casadas? O que vos faz ser solteiras?

Na Candeia dizemos coisas como:

O Amor é uma BOMBA!!!

E enchemos bem o O de BOOOOOOOOOOOOOOOOMBA!

É tão fixe.

Quando quero ficar bem disposta digo isto, fecho os olhos e salto pra uma lagoa imaginária.

É tão fixe.

O “puto pokémon” é o nome que dou a um miúdo com 17 anos, da zona de Braga, que foi pro JAPÃO fazer intercâmbio durante um ano, julgo que, no seu 11° ano.
Tenho-vos a dizer que neste momento, este miúdo é o meu herói. O optimismo e a alegria dele são contagiantes, assim como as descrições, que pese embora grandes, fazem com que eu pareça que estou a ver um filme. No mínimo, espectacular.

Gostava TANTO de ter escrito isto. É que bem que podia ser eu. Mas foi a Sissi.

Dentre as muitas qualidades que me integram, a paciência nunca foi uma delas. Saber esperar é uma arte secreta que, na minha cabeça, sempre esteve guardada para os outros. Os que, dir-se-ia pelo estoicismo com que aguardam a vida, sabem coisas que eu desconheço, segredos que a minha cartilha não viu impressa. Ser paciente é ter confiança. Em si mesmo, nos outros, no Universo. Mas é, sobretudo, conseguir perceber que só o tempo torna tudo mais claro, daquela claridade que nos faz, subitamente, dar passos em frente com a certeza da mudança de luas e diferença de marés.

Em número e género, tudo, tudo, tudo o que aqui está se me aplica.

Lambidos nos últimos dias

Descobri um site fantabulástico que me leva pros melhores filmes e tem sido uma festa.

Ghost Writer: porreiro no início mas o fim foi um flop pra mim, estava à espera de algo mais elaborado. Eu sou daquelas que tem que chegar ao fim e dizer: wtf?! Como é que foi? Volta lá atrás que eu quero ver de novo!
Mas é um filme que prende, é um bom entertainment. E o Pierce, é sempre o Pierce nãoooo é? E filme com o Ewan não tem perda, é bom com certeza.  Foi fixolas, vejam.

Prince of Persia: Um excelente filme de Domingo à tarde, daqueles ao estilo Indiana Jones, mas com um Príncipe da Pérsia jeitoso, não como o Harrison Ford que já tá a cair às postas. Dá pra ver sem pensar em mais nada que nos esteja a consumir. É mesmo desses. E a protagonista é muito bonita, rais parta! Não devia ser permitido, pá! Aquilo arruína a auto-estima de qualquer mulher! Eu que quero tanto ir à “Pérsia” (já não existe, mas faz-se uma “forcinha”) já decidi que tenho que ir sem qualquer tipo de romance, que o gajo fica por lá de certeza.

Robin Hood: Ora cá está outro de Domingo à tarde. Mas tem uma coisa muito boa: não foi bater no ceguinho do Robin Hood de sempre, pelo menos, God knows how, há que lhes dar mérito. A história mudou um bocadinho, pronto, ok, mudou bastante. Pelo menos agora a história faz sentido. O King John continua a ser um palhaço, mas pelo menos desta vez não temos um Rei Ricardo a levantar-se dos mortos. Considero que foi bem conseguido. Um bom Domingo.