Ídolos – cenas que eu não entendo


Há uns anos atrás conheci numa viagem uma rapariga cinco estrelas. Uma bacana. Ela e os outros 4 amigos que a acompanhavam salvaram-nos as férias (a mim e a uma amiga) que prometiam ser um tédio.
A moça, diga-se em bom da verdade, como dizem os gajos, é boa comó milho. Bem feita, podre mesmo. Bonita, morena, com um cabelão preto lindíssimo, grande sorriso, sabe falar, gosta de se divertir e tem cérebro.
(parece que vos estou a ouvir: e nunca apresentaste porquê?! É assim que és amiga? E mimimi mimimi mimimi)
Dois anos passados da dita viagem, encontramo-nos novamente e ela conta-me toda frenética que é a vice-presidente dum clube de fãs dum cantor (famoso e com quem simpatizo até, mas há que ver…). Eu pensei que aquilo era temporário, achei piada, brinquei com ela, e não liguei.
Com o tempo, através do Hi5, do MSN e do Facebook apercebo-me que aquilo era realmente p’ra durar. Se não estou em erro, ela neste momento é Presidente do dito Clube em Portugal.
O Clube deve existir há uns 4 anos talvez.
Eu gosto muito dela, acho que é uma rapariga impecável, amorosa, uma verdadeira jóia, mas não compreendo esta pancada, esta obsessão por um cantor. Aqui há uns tempos acho que tinha um namorado. Como é que ele reagirá a estas coisas?! É que o ídolo está acima de tudo, dele, da família, de tudo!
Eu sempre pensei que as presidentes destes clubes eram uns camaféus, tótózinhas de todo, sem vida, enfim.
Como é que é possível que esta rapariga que é um monumento, vá a todos os concertos do homem na Europa, corra seca e meca e faça tudo o que esteja ao alcance da carteira dela, e dos dias de férias que tem, pra estar presente. Dá tudo por tudo por esta paixão. Tudo! Eu não compreendo, juro.
E quem diz cantor diz actor, professor, o que quiserem. É algo que me ultrapassa. Eu nunca idolatrei ninguém e nunca fui capaz de entender esta coisa de se achar que alguém, um mero mortal, é o supra-sumo da barbatana.
Sempre que vejo as fotos dela com o cantor ou o comentários no FB lembro-me duma grande amiga que viveu comigo em Coimbra, a Eduarda.
A Eduarda adorava o Elvis Presley. Tinha um poster do tamanho da porta do quarto que beijava religiosamente todos os dias. Falava dele com um carinho e uma reverência que eram enternecedoras. Sempre achei um piadão à Eduarda. Ela é de Santo Tirso e tem uma pronúncia mais forte que a minha, é o máximo. Tenho mesmo muitas saudades dela.
Mas o melhor da Eduarda, foi quando levou a irmã (que na altura tinha 16 anos) ao concerto dos Back Street Boys no Campo Pequeno em Lisboa.
Eu chorei a rir no dia em que ela voltou com o relato. Ela dizia que a irmã estava louca e isto era demais, que ela nunca tinha sido assim, e que se a Mãe delas soubesse que ia ser do bom e do bonito.

“Tu nem imaginas o que aquilo foi! Fomos pra Lisboa no dia anterior, e sabe Deus o que me custou, mas lá consegui convencer a minha irmã a dormir na minha Tia. Ela queria ficar à porta do Campo Pequeno! Olha eu, ia ficar uma noite ao relento, com uma data de canalha maluca, só pra ficar mais perto! Como se lhe conseguisse tocar!
No dia seguinte fomos muito cedo e conseguimo-nos sentar naquelas “paredes de madeira” das praças de touros, sabes? Uma hora antes do concerto deu-lhe! Queria ir pra frente, pro meio das outras todas! Muito eu respirei fundo e pensei – ai se o meu Elvis fosse vivo! Lá lhe fiz ver que se descesse não ia vê-los sequer, e que dali de cima conseguia ver perfeitamente o palco. Pronto, lá ficou.
Aquilo foi um horror, tu não tens noção! Elas e eles! Havia lá uma data de rapazes, eu juro que não entendo! Gritaaaavam, gritaaaavam: Nickeeeeeee! Nickeeeeeee!
Não se ouvia nada do concerto, só os gritos delas.
A meio do concerto, Nickeeeeeeeeee, Nickeeeeeeee, olho pro lado e vejo a minha irmã abraçada a chorar que nem uma madalena, agarrada à gaja do lado que nunca tinha visto mais gorda!
Pró que eu estava guardada!! Puxei-lhe por um braço – ó rapariga, quem é essa?
Não sei… Nickeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!!! “

Ai, as saudades que eu tenho da Eduarda!

Nickeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee!

Estava aqui a pensar….

… se hei-de deixar que o pessoal me arrelie porque os Holandeses são brutinhos q.b. a jogar… ou se hei-de falar dos espanhóis serem uns fingidos…
Se calhar o mehor é dizer que futebol assim não era preciso dada a elevada qualidade das equipas e eu não sou a favor do lema: vale tudo menos arrancar olhos.
Pois, acho que é só isto mesmo.

Bebés em casa


Eu adoro crianças. No entanto não sei se algum dia serei Mãe. Eu acho que tenho instinto maternal q.b., mas não sou nada de pegar nas crianças, querer trocar fraldas, dar biberão, sopas ou banho. Não digo cuchi cuchi e não aperto as bochechas.
Dito por outras palavras, não ligo puto a recém-nascidos, melhor dito, acho-os uma verdadeira seca. Tenho receio de lhes pegar, não porque lhes possa torcer o pescoço ou amassar a moleirinha, mas porque tenho medo de torcer o pescoço da Mãe ou do Pai que estão em cima de mim como se eu fosse a mais anormal das pessoas.
Deve ser trauma de quando a minha Madrinha deu à luz a Joana. Foi há uns 20 anos atrás, mais ou menos. Não deixava ninguém tocar na moça, ficava completamente histérica e lembro que na altura já tinha eu uns 14 anos e obrigou-me a sentar com 3 almofadas nas costas (eu) para poder segurar na piolha. E parecia um cão de guarda ao meu lado e não me deixava sequer mexer os braços não fosse eu partir a criança que devia ser de loiça.
O certo é que a partir daí, nunca mais gostei de recém-nascidos. Dos meus amigos todos, acho que só fui conhecer ainda recém-nascidos o Vicente e a Sofia (e acho que o Pedro também…), porque vivem em Lisboa e tão ali ao lado, e curto muito os papás. Mesmo assim quando nasceu o Vicente fiz merda: os Pais estiveram uma hora pra adormecer a criança e eu entro no quarto, tá escuro, eu mando uma cacetada na viola do meu amigo e catrapum! Puto acordado.
Sou mesmo boa nisto, não é?
O resto da criançada já os procurei conhecer (é, eu faço um esforço p’ra só aparecer depois) aí pela volta dos 8 mesinhos, em que já gatinham e riem, e começam a ter piada. Vejo as fotos e tal, há uns giros (os das cesarianas porque não fizeram esforço), mas a maioria são feios. Procuro não chocar os Papás e dizer isto assim de frosques, por isso comento a cor do cabelo, o tamanho dos pés ou da cabeça, enfim, não minto, mas também não digo a verdade.
Isto tudo porque um Colega que está na Dinamarca vem a Amsterdão com a mulher e o filho em Julho, e pediu guarida por 3 ou 4 dias.
Eu escrevi a frase, mas depois apaguei, não fui capaz de lha mandar, mas basicamente o que eu queria mesmo dizer-lhe era que não curto crianças tão pequenas, e que não sonho propriamente com acordar com o puto aos berros, pra mais em Dinamarquês, que não se deve perceber um caroço.
Por isso escrevi que só tinha chuveiro em casa e que não tinha banheira cá pro banho do ranhoso.
Agora tou com medo que ele me diga que só lhe dá banho uma vez por semana.

Bem me parecia que me estava a dar um fanico!

A mim e à Petzi, tadinha, que com aquele casaco tá a morrer de calor.
Tou zonza desde manhã, não dormi nadinha, tou mal disposta mesmo. Inchada que só visto, pareço um balão.
Tão 34 graus lá fora.

HOLANDA E TRINTA E QUATRO GRAUS!! Foi coisa que nunca pensei escrever na mesma frase.

Agora o giro é que estes tipos não têm ar condicionado como nós…..não há fome que não dê em fartura, porra!!

Trocadilhos

É nestas alturas em que tenho mesmo pena de ser a única Portuguesa na Equipa:

– O Colega Inglês: we have to be carefull with template X as it has some incorrections.
– Eu – Tuga: such as?
– O Colega Inglês: where it should say sudo, it says psudo (ler: pi -sudo)
– Eu – Tuga: ahahahahahahahahahaahaha

Holandeses e Inglês olham pra mim como se eu fosse um alien e eu só dizia: piçudo! Havia de ser em Portugal! Muito bom!

Hackers

Conheço alguns.
Dos bons. Têm todos uma pancada fortíssima, aliás, como seria de esperar.
Mas também os há banais, que passam por nós desapercebidos, que se sentam ao nosso lado durante o dia e que jamais imaginaríamos as noites em branco a que se predispõem: por desporto!
É giro sabermos como funcionam, como é que a mente deles é sempre irrequieta e fervilha de ideias e soluções, como se declaram sempre prontos a um desafio.
Mas os bons Hackers, são os Ethical Hackers.
Como é possível que tenham Ética? Isso agora era tentar explicar um código de conduta que é demasiado complexo, mas tentando to keep it simple, os Éticos são os que entram nos sistemas, mas não os destroem.

Este jovem, que não sei se foi quem entrou de facto no sistema ou não, fez um vídeo do poder que alcançou numa auto-estrada holandesa. Não me parece que depois disto ainda seja Hacker. Muito possivelmente foi contratado pela Google, pela própria Verkeer & Waterstaat que controla as estradas, ou até mesmo por um banco.
“Artistas” destes é melhor tê-los do nosso lado da barreira.

PS: e o mocinho até é girito e tudo, ah? Eu bem disse, os hackers nem sempre têm aspecto de geeks totozinhos… 😉

(gamei o vídeo ao Daniel)