Costela mindinha à moda da minha Mãe

Ontem fui ao talho (Kema Vlees na Kinkerstraat) e vi lá um saquinho com umas costelas de porco cortadas aos bocados, com o nervo branco e tudo, tal e qual o que a minha Mãe chama: costela mindinha!

Bateram sinos na minha mente: QUERO!
Por 3 euros trouxe meio kilo e vim pra casa a sonhar com o prato que ia comer hoje. Acho que até sonhei com isto!
Pus a carne a marinar com: pimenta branca, sal, uma colher de café de pimentão, alho, bastante louro, um bocadinho de piri-piri, duas colheres de sopa de azeite e um copo de vinho branco.
Não me peçam medidas que comigo é tudo a olho, sorry!
E pus a marinada tapada no frigorífico e de manhã liguei à Dona Jú: como é que se faz?
Fazes a marinada (check!) e agora pões uma panela ao lume com uma colher de sopa de azeite (porque já tinha duas na marinada, senão também se podia por mais duas agora na panela. Nunca ultrapassem as 3 colheres de azeite em prato algum senão a engorda é garantida!) e 4 dentes de alho. Eu pus bacon também, há quem ponha chouriço, como preferirem. E uma malagueta das pequeninas! 
Quando começar o alho a estalar mete-se a carne sem a marinada a fritar até ficar douradinha.
Quando ficarem sem “molho” só podem adicionar um bocadinho da marinada ou um bocadinho de vinho. Isto dura aí 15 minutos em lume médio/forte. Depois de 15 minutos de fritura e quando “o molho” desaparecer, metem dentro da panela uma cebola cortada em 4 e um pimento verde ou vermelho ou amarelo (eu usei amarelo) cortado às tiras. Continuam sempre a mexer durante mais uns 15 a 20 minutos e já está!!
Depois peguei num saco de batatas congeladas e meti na airfryer (metam no forno que também dá) e quando já estavam doiradinhas atirei com elas pra panela e pumbas!
Delícia da minha vida!
As fotos não estão grande coisa, mas garanto-vos que, hoje, como no dia das sardinhas panadas, sou uma gaja muito feliz!

Not bad at all!!

As batatas fritas na airfryer ficam nota dez! Eu nem sou de batatas fritas, menos ainda congeladas, mas confesso que foi uma alegre surpresa! O panado também ficou 5 estrelas, mesmo. Mas deu mais trabalho…

E depois dum dia em que tive que por uns amigos na ordem (pros copos está sempre tudo pronto, agora pra vergar a mola a pintar ou carregar chao, “ta quéto”. Estão é lixados que eu sou conhecida pelo meu mau feitio: vão ver quantas pessoas tem a minha próxima housewarmingparty…se não receberem um convite, já sabem porquê…) a minha casa nova foi uma agradável surpresa (aluguei-a em planta), apesar da casa de banho ser uma merdica, a minha sala é a puta da loucura, e a cozinha entao…I’m in heaven!

Não está a correr mal…

Ainda só fiz dois pratos com a airfryer, mas assim de repente tenho a dizer o seguinte:

1- é chatinha de lavar
2- sinto-me leve no fim das refeicoes, mesmo que coma muito. A azia desapareceu…! É ver se continua assim…
3- ainda nao acertei completamente com o tempo de cozedura pra bifes mal passados, por exemplo. Mas a carne ficou sempre tenrinha. É uma questão de ir experimentando.
Ficam aqui dois pratos, nada de muito fancy, mas dá pra ver que não é mau! Já fiz coisas mais bonitas :))

Será que vale a pena?

Perdi 4 kilos com muito esforço e aprendi a cozinhar com pouco azeite ou pouco óleo, mas eu adoro coisas fritas. Eu sei, é um pecado mortal de qualquer dieta, mas fazer grelhados nestas casas que têm a cozinha aberta pra sala é muito chato, a casa inteira cheira a comida e por isso optei por não comprar um grelhador mas sim uma “fritadeira”.
Até porque o grelhador é chato de limpar comó caraças, e pra não se pegar nada à grelha é sempre preciso untar as coisas em óleo. Mais vale fritá-las, é a mesma coisa.
Ouvi falar maravilhas da airfryer e decidi comprar uma, só espero não me arrepender.
Pra mono já me chega o robot do Jaime Oliver que só uso quando o rei faz anos porque não consigo atinar com a misturadora. Só uso o copo pra fazer batidos e molhos, ao dinheiro que gastei naquela coisa… eu vejo o Jaiminho a usar aquilo pra cortar os legumes todos no 15 minutes meal mas não consigo pôr a máquina a funcionar da mesma forma. Se alguém conseguir encontrar um bom tutorial do robot eu agradeço que mo deixem na caixa de comentários. O youtube tem tanta coisa que não consigo encontrar nada de jeito.
Já agora, se alguém for utilizador da airfryer e me quiser dar recomendações ou conselhos, ou links úteis, agradeço muito.
Ai que isto foi caro pra caneco, 130 mocas e isto nem faz panquecas!

Pão Português em Bruxelas

Para aqueles que puderem apreciar e precisar: 


Pastelaria Garcia na Avenue de la Couronne – muito conhecida! Tem pastelaria e padaria, pastéis de nata, pastéis de tentúgal e pão do bom. 
Um dos super-mercados chama-se Portuga a votre table e fica no fundo da Chausse d’Ixelles, quase a chegar a Praça Flagey.


recomendado pela Oh la la li. Muito obrigada 😉

Quem diria!

Antes de mais quero agradecer do fundo do coração a todas as pessoas que partilharam a experiência delas com a máquina de fazer pão. Nunca me passou pela cabeça que fosse um assunto querido de tanta gente!

Cheguei então às seguintes conclusões:

– Salvo raras excepções, as pessoas que mais valor dão à máquina são as que vivem fora de Portugal. Quem vive na Holanda normalmente tem uma. Isto tem uma lógica muito simples que nada tem a ver com o facto de gostarem de coisas mais biológicas ou não. A lógica é que muitos de nós nos habituamos a comer sandes ao almoço e como tal o pão passou a ser uma componente mais essencial do nosso dia a dia. Logo ter pãozinho do bom pra almoçar (e para o pequeno almoço) faz uma diferença enorme. Se eu vivesse em Portugal não comprava uma máquina de certeza. A necessidade faz o engenho.

– A qualidade e durabilidade do pão depende mesmo muito das farinhas que se usam. Na Holanda compensa mais usar farinhas biológicas, pese embora sejam mais caras. O meu desafio vai ser começar a saber os nomes dos cereais em Holandês. Isso é que vai ser!

– Acordar de manhã com cheirinho a pão acabadinho de fazer deve ser uma verdadeira delícia, e como trabalho muito a partir de casa posso perfeitamente por a máquina a trabalhar várias vezes por semana e congelar o pão durante uns dias pra torradas.

– A marca não interessa muito, mas há umas máquinas que permitem fazer vários tipos de crosta e outras que só permitem uma ou duas opções e segundo a qualidade da máquina as pessoas usam-nas mais ou menos. Fiquei com a ideia de que quem tem uma do Lidl não está satisfeito por aí além.

– O formato do pão continua a ser pão de forma :)) a não ser que ponha a massa no forno, o que é uma opção bastante válida pra mim.

– Há várias receitas nos comentários pra se fazer “pão de água” em 5 minutos e sem amassar, mas tenho que ter espaço no frigorífico pra guardar a massa depois de levedada e isso não se verifica…. além disso teria que esperar uma meia hora de manhã pra que o pão coza no forno e tenho que comprar uma cena chamada “dutch oven”.

Posto isto:

Este fim de semana vou-me enfiar numa loja biológica e com as dicas que me deram vou tentar comprar os ingredientes pra fazer o dito pão de água “à manápula”. Se me correr bem, se eu tiver paciência e gosto nas farinhas e afins, passo pra máquina de pão. Assim que comprar uma publico e peço-vos as receitas todas que me prometeram que eu quero dar uso à bicha!

Já agora, ficam a saber que no copo de milkshake da blender se faz uma maionese de truz com um ovo, sal e óleo. Se lhe juntarem uns dentes de alho previamente cozidos em azeite no forno, ficam com alioli de chorar por mais. E diabos me levem se não vou espremer o robot de cozinha que tenho cá em casa até ao limite.

Tudo depende do nosso nível de preguiça, não da qualidade da máquina.

Máquina de fazer pão

Alguém que aqui passe tem uma máquina de fazer pão e recomenda?
Já não há pachorra pra este pão de forma Holandês, desespero por um pão “estilo” Mafra.
Eu costumo comprar o pão na loja biológica aqui ao pé de casa, mas na semana passada cheguei lá e já não havia escolha quase nenhum e trouxe os dois pães que sobravam. Paguei quase 7 euros por uma baguete e um pão de forma. O pão é muito melhor que o que se compra no supermercado, mas se quiser comprar pão de jeito cá só de 3 euros pra cima e eu como pão a dar cum pau.
Lembrei-me da máquina de fazer pão, mas só compro se for realmente útil.

Expliquem-me lá como é que usam a maquineta no dia a dia e se é tão simples e tão boa quanto parece:
– O pão dura de um dia pro outro ou fica logo duro?
– Quanto tempo é que demora efectivamente a fazer o pão mais simples?
– É fácil fazer massa pras pizzas e massa quebrada ou depois de feita a massa na máquina ainda tenho que dar muito ao braço pra poder estender e fazer uma tarte, por exemplo?
– A máquina também coze o pão ou faz só a massa?
– É preciso por a massa a levedar de um dia pro outro no frigorífico?
– Pergunta para quem tem e vive na Holanda: onde é que arranjam os vários tipos de farinhas?*
– “Bute”, honestamente: vale a pena?

Desde que comprei uma maquineta do Jamie Oliver que só faltava tirar cafés e que só uso quando o rei faz anos pra uns milkshakes, fiquei com alergia a comprar mais máquinas. Até porque eu a tinha comprado em pensar poder fazer massa na dita cuja, mas aquela porcaria encrava logo, na primeira utilização acabei com o motor e tive que a mandar de volta.
Agora, mesmo correndo o risco de parecer estúpida, pergunto a quem tem o que é que acha. Senão não há Marktplaats que me valha!

*A Joana Roque fala aqui de “farinhas prontas para a máquina (…) pão rústico”. Eu não imagino que na Holanda vendam “pão rústico”. Mas posso estar enganada.