A Mariana fez-me o Quilt e eu prometi cuidá-lo, mimá-lo, protegê-lo e mostrá-lo a todos porque os sonhos concretizados ostentam-se com orgulho, como se fossem medalhas.
Há grandes sonhos, como viver no estrangeiro, e há sonhos pequenos como ser dona de um American Quilt, poder sentir o coração a bater debaixo daquele afago e enrolar-me na suavidade dum carinho.
Actualização da coisa
Boas tardes!
Não sei que raio se passa com o meu acesso à rede, mas não consigo descarregar as páginas da internet.
Traduzido: não consigo praticamente pôr posts, nem escrever mais que duas linhas seguidas sem ter um ataque de nervos por de repente ir tudo pro maneta!
Enquanto não resolver isto, a vida por estas bandas vai andar tranquilinha e a actualização que se segue é válida até eu conseguir voltar a por isto a bombar! (se calhar tenho q instalar uma nova versão de java…never mind,eu chego lá)
Trabalho: boring, esta terra nos meses de Julho e Agosto são um tédio. Mesmo assim corre tudo lindamente.
Psst, psst! Ó antigos Coleguinhas do mon coeur da Tugolândia! A minha chefe de cá, anteontem deu os Parabéns a “boceses” pelo SAT! Ao que eu respondi: I was in a NBA Team, that is the least we could expect from them. They ARE good.
Saúdinha: ainda a recuperar da burrice de ter ido fazer exercício de pança cheia, o meu estômago ainda não está a bombar devidamente. Perdi um kilo este mês e ainda não voltei a fumar, por isso: tasse!
Borgas: no sábado tive finalmente uma noite de borga das antigas, com direito a xicoteca e tudo, a dançar e abanar o rabinho, e muitos copos. Até shots holandeses bebi, ó Deus! E tinham anis e salmiak, blerghhhh! Um nojo. E são pra meninos, aquilo é licor. Ah saudades dos shots maricas do Manel do Sabor e Arte no BA, aqueles de morango, e os de kiwi, e os de mangaaaaaaa, ai os de manga é que eram bons!
Gajos: isso queriam vocês saber. Mas depois ia ter de vos matar.
Viagens: de dia 25 de Agosto a 8 de Setembro tou no Norte de Portugaaaaliii. Até lá (graças a Deus!) não há mais nada marcado pra ninguém!
Família e Amigos: esqueçam, melhor que os meus não há! No Domingo telefonaram-me só pra me cantar a música de Campo e pra me dizer que eu estava perto.
Ora então até já, sim?
LET’S ZUMBA! Então basicamente é assim:
do calcanhar até ao fundo das costas sinto os músculos todos. A esses posso juntar os novos que encontrei ali por volta dos ombros e do pescoço.
Para ser mais exacta: sou uma kamikase. Vejamos:
– Fui à aula de High Impact, ou seja, fiz aula com quem já fazia zumba há mais de 2 anos, com os prós todos.
– Isto porque achei que a aula de iniciado em que nos ensinam os passinhos de salsa, mambo e tretas era um tédio. E é. Imaginem-se no meio de 20 Holandeses completamente descoordenados por natureza, e exasperem.
– Deixei de fumar há um mês – good for me! – mas ainda tenho os resquícios da falta de ar… e as pastilhas dão-me imensa sede. O nível de desidratação é alto, muito alto.
– Há exactamente TREZE anos que não fazia uma aula de aeróbica à séria.
Eu não sei como é que cheguei ao fim da aula. Ao fim de 20 minutos eu já suava em bica e olhava pro relógio e pensava: esta aula é de 45 minutos, tu consegues! tu consegues!
Aos 30 minutos pergunto à colega do lado (que já ia na segunda aula seguida e tinha aspecto de quem estava no ginásio batida todos os dias): isto é mesmo quanto tempo?
Uma hora!
Nessa altura sentei-me e pus a cabeça entre as pernas pra ver se recuperava pelo menos a tensão e não me dava ali um badagaio.
Na minha cabeça só giravam frases como: és Portuguesa pá! Isto pra ti é como se fosse uma sessão de dança dum casamento!! Tá é condensado numa hora, mas tu já fizeste esta merda 50 vezes!
Não podes deixar ficar mal o teu Povo pá! Vá, dá aí ao Mambo! Tás a ver? Tás a ver? Tu sabes! Tu consegues!! Vá, nada de fanicos! Foi pra isto que tu vieste! Dá-lhe! É pra gastar energia, é pra gastá-la toda! Vam’bora! Tu eras pró, só tás é destreinada! Tás a conseguir, vês? É a tua primeira aula e tás a fazer os movimentos todos certos à primeira! E tens direito a estar quase a morrer, é a primeira aula, há anos que não fazias isto! Dasse que eu sou uma besta, porque é que eu tenho que escolher a mais difícil? A outra era básica, tu na outra nem ias suar. Aqui já perdeste uns 3 kilos só em meia hora. Dá-lhe carago, dá-lhe que tu és Portuguesa pá!! Olha a Shakira! Olha, olha, a lambada, que cena pirosa! Canta, canta que enquanto cantas não pensas. Não pára, não pára que é pior! Mexe-me sempre essas pernas, tás a dançar, isto pra ti é fichinha! Olha olha, sou a única que sabe as letras! Samba, samba Maria Sofia que foi pra isto que vieste. Canta, tu canta!
Saí da aula com um sorriso de orelha a orelha, as minhas pernas tremiam todinhas, tive uma hora (depois da aula) a respirar fundo continuamente só pra recuperar o fôlego.
Tomei banho de água fria e continuei vermelha que nem um pimento durante mais uma hora.
E cá pra mim pensava: no dia em que eu conseguir fazer uma aulinha destas inteira, sou gaja pra aguentar 3 de seguida numa noite!
Quem cá vive e gostava de experimentar pode ter aulas em Den Haag ou em Amsterdão. A primeira aula é grátis. O dono da Escola e Professor é brutal, alto profissional, e realmente tem qualidade. Ainda não consigo pronunciar o nome dele, mas acho que se diz Raja (escreve-se diferente).
Cada aula custa 5 euros, e pode-se comprar pacotes de 10 sessões.
Tá tudo aqui, inclusive o local onde vai ser a próxima aula, é só inscreverem-se online. E façam a High, não vão pra de iniciados.
A aulinha é assim:
As pessoas têm que deixar de me levar tão a sério. Não a mim, mas ao que eu digo.
(E não tem nada a ver com o que aqui escrevi no post anterior ou no outro ou nos comments, ok?)
Tou a falar da minha vida, do meu dia-a-dia.
Eu sou por natureza uma trabalhadora bem disposta, e os meus colegas têm-me como tal, sabendo também que sou profissional.
Só que este respeito veio duma divisão por mim imposta, e que levo muito a sério, de que posso fazer amigos no trabalho, mas as pessoas que trabalham não são minhas amigas, (nem inimigas!), são tão pura e simplesmente: Colegas.
Até aqui, tudo normal, penso eu.
Como dizia hoje um amigo: no trabalho não falo da minha vida pessoal, e na minha vida pessoal não falo de trabalho. Mais de 70% dos meus amigos não faz pálida ideia do que é que eu faço. E eu gosto que assim seja.
Nas terras de sua Majestade Rainha Beatriz, não tenho no entanto onde ser o outro extremo, aquele que depois de utilizado e repetido, me faz chegar ao equilíbrio desejado.
O meu extremo é a Candeia, ou melhor dito, o que pratico com os meus amigos Animadores da Candeia.
Por isso vou tantas vezes a Portugal. A minha insanidade junto da insanidade dos meus amigos faz-me falta!
Faz-me falta aparvalhar com a Yoggi, apetecer-me bater no Lapi depois dos comentários certeiros e way over mais frontais do que deveria, ouvir as histórias do André, da Raquel, fazer-nos de mortos em conjunto, arreliar os putos até à medula, pensar ao som da viola, abraçar muito, receber cafonés, sentar-me em roda até já não ter posição, trabalhar no duro a preparar tudo o que é preciso. Saltar em jogos, em aplausos, ver os olhares perplexos de quem acabou de entrar, exactamente igual ao meu no primeiro fim de semana: estes gajos ou são uma seita, ou são completamente loucos. Completamente chanfrados. Sorrir-lhes e piscar-lhes o olho, baixar o tom de voz para um mais sério e dizer baixinho ao ouvido: eu também pensei o mesmo que tu. Não te preocupes que isso passa.
Eu preciso de passar pra lá de Bagdad como eu costumo dizer. Preciso de descobrir como é que eu faço pra me descompensar nesta terra por momentos, pra depois voltar a estar em equilíbrio. E não são copos ou saídas que me vão ajudar. Eu preciso dum exercício que me extenue, já que falando me levam demasiado a sério ou usam o olhar do: passou-se.
Ou arranjo outro conjunto de doidos, ou:
Vou-me inscrever nas aulas de Zumba.
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Eu assumo
Assumo que gosto de dançar música pindérica.
A mim dêem-me uma Shakira, um Robbie Williams, um Bisbal, uma Jennifer Lopez, uns Black Eye Peas, Xutos, uma merda qualquer comercial que eu danço até ao amanhecer!
Em Espanha saía todas as noites e isto ouvia-se em tudo o que era bar e discoteca e eu dançava da meia-noite às 6 da manhã. Duracell era o meu middle name, e porra, justificado!
Em Portugal tinha 4 hipóteses basicamente: Docas, Expo, Santos ou Cais do Sodré. As duas primeiras carregavam-se de Ladies Nights, cena que eu abomino e acho deplorável, é o cúmulo do desespero. Lembro-me de dizer a uns amigos numa das poucas noites que tive o azar de ir pras Docas, bem claramente: vocês prometam-me, que nem que eu vos suplique, quando eu chegar aos 30 e pico, jamais me deixaram fazer estas figuras!! Graças a Deus, até hoje, nunca foi preciso. Nunca mais lá pus os pés.
Santos é só putos. Não há pachorra pra aturar putos de 17 anos bêbados porque beberam 2 shots (yuuuhhhuuu! ah! DOIS! É leões!). Passo.
Cais do Sodré: Jamaica, sou fã, só é pena não me conseguir mexer lá muito porque está sempre à pinha…tipo sardinha em lata. Mas encontro sempre amigos e danço até cair!
Como nem sempre tenho estaleca (pra não dizer pouquíssimas vezes) pra chegar aos horários do Jamaica sem estar podre de sono, também não é algo que eu faça assim repetidamente.
Dançar na Holanda … o que se me apraz dizer …ahahahahaha, ohohohohoh, ehehehehe, olha eu de rojo no chão a chorar a rir! Aqui é só Tecno ou 80’s. Os anos 80 até são porreiros, já me habituei a dançar Michael Jackson outra vez e tudo, mas se à terceira vez já chega…imaginem às vigésima quinta! Tecno não suporto.
Eu gosto de dançar, gosto mesmo muito de me desmelenar toda a curtir a alegria da música, as letras que sei de cor e que não me dizem nada, gosto de sambar, gosto de merengue, gosto de salsa, gosto de Hip Hop, de Funk, R & B, eu danço sozinha HORAS! Acabo uma sopa, com as calças e a t-shirt coladas ao corpo, o cabelo todo colado à cabeça num rabo de cavalo e com um sorriso de orelha a orelha. Gosto de dançar com as minhas amigas, fazer par com os meus amigos, sou gaja pra dançar música pimba Portuguesa num bailarico até ficar com bolhas nos pés, é só ter companhia!
Fi-lo no Santo António, embora com a cambada de gente que nos aperta nunca dê lá muito jeito, e fi-lo hoje na festa de Expats. Há muito tempo que não o fazia, tinha tantas saudades pá!
Mas sinceramente, no meio desta história toda, mais que as saudades, aborrece-me que as pessoas pensem que eu sou uma nhónhó, ou uma pacata, ou uma velha sem tempo e que já não gosto de sair, e que pronto, sou uma gaja fixe, mas muito controladinha e tal, que até posso ser uma condutora 100% cool e tudo, boa rapariga, mas enfim …
Nem 8, nem 80, não preciso de ser a ganda maluca, não é?
Só que durante anos fui a alma de muita saída, de muita festa, porque eu dançava o tempo todo, nunca esmorecia, puxava os outros pra dançar, ninguém queria ficar pra trás! E estava sempre bem-disposta, comigo nunca havia tédio, também nunca havia chatice, e ……..porra, julgam que é à toa que me pagam viagens pra eu ir a uma festa?! Sin la Sofi no hay fiesta! E agora? Agora nunca conseguem ver essa faceta, e não é só porque eu já não aprecio trocar o dia pela noite, é acima de tudo porque eu não gosto de dançar nesta puta desta terra.
Mas hoje, só por HOJE, fui eu e hoje dancei outra vez.
E agora se me dão licencinha, vou ali tomar um banho pra tirar o cheiro a sovaco, sim?
E este post é só pro TP!!
Porque já me ouviu falar durante mais de 3 horas, e porque quando viu o post do I’m bored ligou-me pra falar comigo e aproveitar estes meus momentos de parvalheira excedentária.
E ele (pediu-me) deve ser elogiado, porque é um vizinho bestial, que há 8 meses que tem cá em casa um rolo de cisal e ainda não reclamou.
E ajudou-me a escolher a minha TV maravilhosa, e ainda me ajudou no início quando eu (pensava que) tinha net e não havia meio de a pôr a funcionar.
E já cozinhou pra mim também!
E já me (obrigou, cof cof) deixou ver os jogos do Benfica em casa dele, mesmo sabendo que eu não sou boa chefe de família.
E ajudou-me a cortar o papelão todo em pedaços pra eu poder livrar a minha sala de entulho e pôr nos contentores de reciclagem, com a agravante que o fez apenas TRÊS horas antes do Benfica jogar!!
E emprestou-me uma panela quando eu ainda não tinha panelas! (Pedro, obrigado pelas facas que sem elas as panelas também não serviam pra muito)
Ai pa, pois é, desculpa TP, que este post é só pra ti!
Continuando
E o TP levou-me a conhecer restaurantes em Den Haag daqueles em que se come bem e em que eu não tenho que ter medo de sair de lá direitinha à retrete mais próxima.
E apresentou-me a namorada dele que é uma fofa e uma querida e me leva a conhecer Den Haag by walking aos Domingos, quando já mais ninguém me pega.
E pronto, de momento é assim o que eu me lembro.
E ele neste ponto ainda está a pensar alto: qual cisal?
UP Holland e afinal há excepções à regra

Acabo de vir de casa dum Colega Holandês. Como fui convidada pra ver o jogo, jantei antes…burra. Havia churrasco. Comida a rodos, e comida, espantem-se: DA BOA!
As pessoas foram simpatiquíssimas, aliás, como sempre foram comigo. Isto os mais velhos, os mais novos são sempre mais reservados.
A alegria deles é contagiante, é impossível ficar indiferente à força com que este povo apoia o País deles, seja em que competição for.
Já que Portugal não vai à final, é com MUITO gosto que vejo a Holanda a chegar à mesma!
Com um bocado de sorte, pode ser que me convidem pro próximo churrasco…essa é que era! Os Pais do meu Colega curtiram-me à brava (eu sempre fui muito boa com Pais), pode ser que tenha sorte! Gostava MESMO de estar numa casa de Holandeses se a Holanda ganha-se o Mundial. Essa é que era essa!
PS: e tava lá um Senhor Paco Espanhol, casado com uma Holandesa (que era uma verdadeira simpatia, assim como a filha, impécs!) que fazia uma Sangria…. ai mama mia! Tenho mesmo que lhe cravar a receita! Já tenho prometida a Sangria de Champanhe, que caso não saibam, na Holanda não existe. Tou um bocadinho tocada, confesso. Mas não retiro nem uma palavra do que disse! UP HOLLAND!!!
Vivo en Torre España
Bem diz a minha Mãe que se pagam pela boquinha…
O ano passado depois da viagem à Costa Amalfitana fiquei fartinha até à raiz dos cabelos de Espanhóis e jurei que nunca mais viajava com eles. Fora os amigos que já tenho (e que adoro de todo o coração), já chega de Flamenquitos na minha vida.
Há umas 3 semanas atrás fui à lavandaria e passou por mim um moço que me disse Hello e a quem respondi Hola, porque era tão obviamente Espanhol que teria sido ridículo (e uma tortura p’ra mim) tê-lo deixado falar inglês. Assim que ouvi o Hola seguiu-se o típico: eres española? No, no, yo soy Portuguesa. blablabla, vou pra cima que tenho o arroz no fogão, até qualquer dia, e pirei-me. Este sábado que esteve un sol radioso volto ao jardim a passear a Petzi e atiro-me desenfreadamente pra relva, papo pro ar a apanhar sol e calor, e passa um puto por mim a correr com outro atrás dele: mira, mira! Aqui tenemos pistas! Podemos indentificar el DNA! Pimbas, mais do mesmo. No outro dia foi a moça da cadela que ladrava desalmadamente. Também Espanhola.
Hoje tava a passear a Petzi e no parque estava uma rapariga e um puto pequenino com ano e pouco, dois anos. A criancinha diz Hola, eu respondo Hola, e zuca: eres española? No, no, soy Portuguesa.
Ah! Pero como hablas Español!
Muchas gracias, vivi en España.
Y vives ahi en Torre España?
Perdón?
É que na semana passada, diz ela, vim ao parque com o meu filho e estavam aqui 4 raparigas, todas com os filhos, parecia que tava em Espanha! E elas disseram que vivem todas ali naquele prédio (o meu!), elas e um monte de espanhóis. É o mais perto de Espanha que podes estar en Den Haag. As casas são muito parecidas com as nossas e metade do prédio é Espanhol.
(#”$#%#$&%#$&%)
(o casal era muito simpático, muito Espanhol, mas queridos e adivinhem lá onde é que andam a ver uma casa pra alugar?! Pois.)
Tens isto aqui tão duro!

Sabem quando nos fazem uma massagem nos ombros e soltam o sabido: tens isto aqui tão duro! Seguido duma risadinha parva e dum: a língua Portuguesa é muito traiçoeira! Pronto, tens os ombros muitos stressados, tensos, rijos (mais outra), enfim.
Más posições (lá está a língua traiçoeira. Língua Portuguesa, sim?! Ai, que me parece que esta já não tem salvação!) no avião e em horas de carro pra Paris e Munique, com stress acumulado por meses de trabalho intensivos, tiveram este brilhante resultado: os trapézios estavam tão doridos e tão massacrados, que desde a omoplata até ao cimo do pescoço a dor era única. Ao ponto de não conseguir dormir durante uma semana inteira e ter acordado com os azeites ontem e cheia de fúria dirigir-me ao Doutor Chinês que é especialista em problemas nas costas.
(porque é que tudo o que estou a dizer neste post me soa a dupla interpretação?)
ADIANTE!
Aqui em Den Haag há um, chamemos-lhe Consultório, nem sei se posso chamar-lhe assim…Chinês que tem médicos de Medicina Tradicional Chinesa especialistas em Tuina e em Acupunctura que se diz serem do melhor que há para RSI, problemas de coluna, problemas de costas, pronto.
A particularidade destes Senhores é que são: invisuais e não falam inglês nem holandês.
Quando se chega ao consultório há uma recepcionista que fala holandês e um bocadinho de inglês. É ela (ou ele) quem nos pergunta o que temos e que traduz ao Doutor.
A seguir deitamo-nos vestidinhos em cima duma mesa de massagens própria e começa a … tortura. Cada vez que toca num ponto dolorido e faço o habitual esgar de dor ele não vê, por isso solto um auuu ou um uiii, e ele diz: pain, pain, uuu, auuu.
Como a dor é tanta não dá pra ter tempo pra mandar uma gargalhada, até porque eles no Tuina fazem pressão nos pontos para que a dor passe (não na altura, a dor só passa depois!). Ao fim de 5 “pain, pain, uuu, auuu” já só temos vontade de lhe mandar um murro na tromba e peço aos santinhos que aquilo acabe depressa.
O certo é que saio de lá como se tivesse sido atropelada por um camião, mas no dia seguinte tou nova. Esta semana tenho 3 sessões de “pain, pain, uuu, auuu”. Uma ontem, outra hoje, e a próxima na sexta. Ontem já dormi benzinho, eram 22:30 e tava na cama com as galinhas e hoje cheira-me que às 21:00 já devo roncar. Tou toda partidinha mas sinto claramente que o efeito pretendido foi alcançado. É isso ou pra próxima que o Chinês me aperte num músculo dolorido o meu braço ganha reacção própria e dou-lhe um murro nos tomates que ele vai ver o que é pain!
Um fim de semana na Holanda
Sábado : Vela em Leiden e um escaldão na tromba. Segue-se um jantar acompanhado dos melhores vizinhos do mundo, com o Inter a ganhar e o Mourinho na mó de cima e eu, do Inter desde pequenina!
Domingo: lanche num parque em Amsterdão pra celebrar o anos da C. Um copo em casa do E. que também faz anos, e regresso à beautiful Den Haag pra descanso de Petzi Maria.
Segunda: caminhada de Den Haag a Scheveningen ( 7,5 km) com direito à melhor companhia e se Deus quiser à perda duns kilinhos debaixo do calorzinho bom que FINALMENTE chegou à Holanda.
All I have to say: I LOVE MY LIFE!






