Vida, vida, que és fixe!

Ora o meu fim de semana desta vez começou um bocadinho mais cedo. Na quinta-feira trabalhei 12 horas consecutivas, non-stop, nem pausa p’ra almoço tive.
Na sexta fui desafiada para tirar a tarde livre … como o céu estava azulinho, azulinho, 27 graus cheios de força pensei: ora bolas, vou nessa que eu mereço!

Às 3 e meia fui buscar o desafiador amigo (que precisa duma boleia p’ro aeroporto, muito esperto o “meçoilo”, vê-se mesmo que é Tuga :D) que foi um querido e me levou àquela que é considerada a melhor casa de PANQUECAS da Holanda em Leideiorp (será que se escreve assim?). No caminho passei numa quinta de estufas onde comprei morangos, framboesas, amoras e meio quilo de cerejas (que mandei abaixo com uma pinta incrível! Excepcionais!) Como ainda não tenho máquina, o telemóvel não funceminou para tirar uma foto à inexcedível panqueca que degustei…com maça, uvas passas,açúcar e canela, acompanhada de gelado de canela e chantili. Só de pensar já fico com fome!
A lista tem 3 páginas (sim, sim, páginas) de tipos diferentes de panquecas, desde doces a salgadas, a panquecas-pizzas. A casa mãe desta Quinta das Panquecas é em Leiden. Quem souber o nome que acuse por favor que é para o resto da malta poder aproveitar.
Grande tarde de palheta! Lá levei o T. ao aeroporto às 8, e vim pra casa curtir o resto da tarde até às 22 na varanda ao sabor dum livro. Tava tão cheia de comida que nem me mexia.

Sábado foi dia de ajudar a Luna nas mudanças de casa. Três SENHORAS Gaijas deram conta do recado e em 4 horas desmontamos dum lado e montamos noutro, sem ajuda de gajos (porque se piraram de fininho ao esforço). Ele a gente acarretou móveis escada abaixo e casa adentro. Ele nós enchemos e esvaziamos inúmeras vezes o meu cochemobile. Ele nós enchemos uma sala com móveis e cenas! Nós fomos grandes! E acabamos a jantar num italiano com uma massa com marisco deliciosa, todas partidinhas, mas muito contentinhas. E eu, não sei porquê, com uma sensação de que tinha feito realmente alguma coisa de útil com o meu fim de semana: abater a panqueca do dia anterior.
A Petzi foi comigo e portou-se extraordinariamente bem. Tão, mas tão bem, que fiquei literalmente a babar quando cheguei ao fim do dia e vi que ela não tinha feito uma única asneira! Não roeu nada, só fez necessidades no sítio dela, deu uma fugida e visita a casa dos antigos vizinhos da Luna, mas nada de grave, só se enganou na porta. São estas benditas aulinhas que ME ensinam a ensina-la a ELA que estão a valer cada tostão! Nada como ensinar a dona 😀

Domingo, toda escavacadinha do esforço do dia anterior, arrastei-me p’ra fora da cama e fui com a princesa às aulinhas até ao meio dia e meia. Deixei-a em casa e fui a Schiphol buscar a Maria. Íamos andar de veleiro!
A Maria é daquelas pessoas que conhecemos e parece que já as conhecemos há muitos anos! Mesmo muitos! Mas não, só a conheci hoje. É de Braga, e é uma fixe declarada. Como não podia deixar de ser, é escorpião, logo, é trigo limpo farinha amparo que seremos amigas durante muito tempo. Podem ter a certezinha, escrevam aí.
Depois de um ano a tentar combinar um café, no dia em que finalmente atinamos horas e dia, chamo-a p’ra um passeio de barco. E ela lá veio, sem conhecer ninguém, cheia de boa-disposição e pronta p’ra aprender uns truques de vela.
O Pedro e o Luís estavam à nossa espera. É que o amigo Pedro há um ano que tentava marcar uma saída de barco, mas ficava sempre adiada, ora porque chovia (o mais normal), ora porque afinal acontecia algum imprevisto. Enfim, hoje finalmente deixamo-nos de coisas e conseguimos juntar 4 pessoas cuja simpatia se fazia sentir de bombordo a estibordo. Falamos de tudo, até de sardinhas de costoleta panada com arroz de feijão branco! Suspiramos pela comidinha e a Maria ofereceu-se p’ra cozinhar p’ra malta, agora tenho de arranjar as sardinhas frescas…(se alguém souber onde as posso comprar, agradeço eternamente!)

No início fez solinho bom e até deu pra foto:

E aqui fica a prova de que os holandeses tomam banho nestes lagos nojentos. Conseguem ver o tipo agarrado ao barco e dentro de água? Bleargh!!

E vai o tempo e muda e começa a chover passado uma hora, e nós fomos até um café (que havia lá no lago onde estavamos) comer umas biterballens e beber um capuccino.

o tempo muda outra vez, deixa de chover e lá voltamos nós p’ro barquito todos contentes.
A gaita é que passamos debaixo da nuvem na volta, e… chuva, mas desta vez muito forte, e passaram-me as manias de que sou holandesa e aguento à chuva fora da cabine.
E lá fomos nós pra cabine e deixamos os mestres nos seus afazeres.

Passada a nuvem (isto na Holanda é sempre uma questão de ver debaixo de que nuvem nos encontramos), voltamos cá fora, e a aqui a Sofes, de leme em punho, conseguiu toda contente conduzir um barco (um barco, mesmo barco!) a bom porto pela primeira vez! Claro que foram os meninos que amarraram, mas eu ganhei o dia!
E desta vez, com sensação de sabor de mar retido na pele, voltei p’ra casa com a ideia que o dia de hoje dava uma publicidade a um penso higiénico.

Arranjem um Amante

A Adriana tem umas ideias fantásticas, e eu vou “roubar” na íntegra o texto que ela tinha no blog dela porque achei fabuloso.
Adriana: muito obrigada!

Ainda e outra vez um texto que recebi por email. Dessa vez é de autoria do psicólogo e escritor argentino Jorge Bucay, tradução do original ‘Hay que buscarse un Amante’:

Muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um. Há também as que não têm, e as que tinham e perderam. Geralmente, são essas últimas as que vêem ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro, dores etc.

Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre. Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.

Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: ‘Depressão’, além da inevitável receita do anti-depressivo do momento.

Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que não precisam de nenhum anti-depressivo; digo-lhes que precisam de um amante!

É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho. Há as que pensam: ‘Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas?!’ Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais. Àquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte: amante é ‘aquilo que nos apaixona’, é o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.

O nosso amante é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida. Às vezes encontramos o nosso amante em nosso parceiro, outras, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis. Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, na religião, na boa mesa, no estudo ou no prazer do passatempo predileto… Enfim, é ‘alguém’ ou ‘algo’ que nos faz ‘namorar’ a vida e nos afasta do triste destino de ‘ir levando’.

E o que é ‘ir levando’? Ir levando é ter medo de viver. É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva. Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã.

Por favor, não se contente com ‘ir levando’; procure um amante, seja também um amante e um protagonista … da sua vida!

Acredite: O trágico não é morrer, afinal, a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém. O trágico é desistir de viver. Por isso, e sem mais delongas, procure um amante …

A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo transcendental: ‘para se estar satisfeito, ativo e sentir-se jovem e feliz, é preciso namorar a vida’.

Brabantse Dag

Quarta-feira passada fui jantar a casa dum amigo meu holandês.
(Sim,estão a ler bem. Ele não só me convidou pra jantar, como FEZ o jantar, e como eu sou portuguesa, achou que devia fazer doses massivas de comida, por isso NÃO, não passei fome, e a comida estava excelente. E NÃO, não foi sopa de ervilhas nem salchicha não sei das quantas, foi uma salada de pasta quente e tava bem boa. SIM, o rapaz tá-se a esforçar para mostrar que os holandeses também sabem receber depois de ter visto que a recepção em casa de Tugas era sempre ao mesmo nível.)
Depois de jantar esteve-me a mostrar o trabalho que o colega de casa dele faz lá na sua santa terrinha, uma coisa minúscula ao pé de Eindhoven.
Estes tipos também têm as suas festinhas cheias de Quim Barreiros cá do sítio, pensei eu.
E eis se não quando me cai o queixo ao chão.
No último fim de semana de Agosto celebram o Brabantse Dag. Segundo o que eu entendi, cada ano há um tema (o ano passado era a água nas suas mais diversas vertentes, desde vaporizada, a condensada, a … etc) e eles constroem manualmente um carro alegórico que depois vai suportar toda uma encenação preparada para o dia e efeito num Cortejo com aproximadamente 70 carros.
Quem vai no Cortejo tem de representar o seu papel do início até ao fim. São actores por um dia. Não tem nada a ver com Carnaval.
Eu fiquei doida com a qualidade, pormenor, detalhe e beleza dos carros.
Numa aldeia minha gente, numa aldeia minúscula a que chamam cidade (estes gajos chamam cidade a tudo), grupos de 20 a 30 pessoas constroem cada ano um carro com uma estrutura extraordinária, com representações da história do País deles, e tudo isto em menos de 2 meses…
Todos os dias a partir mais ou menos de agora, saem de trabalhar e vão fazer o segundo turno no dito camião. E o segundo turno nos trajes a rigor que são feitos especialmente pro Cortejo.
A qualidade do vídeo não é das melhores, mas acho que dá para verem porque é que fiquei tão surpreendida.
Dia 25 de Agosto em Brabantse não percam. Aproveitem o verdadeiro espectáculo de rua:

Sensation relax

Grande fim de semana!
Sinto-me nova, estou contente e pronta p’ra outra.
Com solinho esta terra até apetece. Ou melhor, até se disfruta com outro gosto, com outra clareza mental, é mesmo o termo.
Sábado a Sô Dona Petzi e eu fomos ter com um grupo amigos muito porreiro a Amsterdão p’ra almoçar no Joordan. Seguiu-se uma bica bem portuguesa e um pastel de nata com canela (que estava dos Deuses) na Casa Bocage.
O dia solarengo estava carregado de humidade e o sol escondeu-se mas o calor estava instalado. Como não se estava bem em lado nenhum, viemos para casa onde dei azo à minha sessão de limpeza caseira.
Às dez da noite estava vestida de branco, maquilhagem a condizer (soft, perfeita) e fui até Schevegningen à festa de Expats “Sunsation beach party” no Oxbow Beach que estava decorado a rigor.

Fiquei muito espantada, confesso. Com um poster piroso destes…
Estes tipos devem ter andado a ver ainda mais revistas de decoração porque o espaço tava impec, as pessoas eram bonitas, enfim, a festa foi das mais giras a que fui nesta terra de non-cristianos. Tinha fogueiras na praia, uma lona de protecção que extendia o bar a uma pista de dança bastante grande e razoável, sofás branquinhos cá fora prontos pra malta deitar o lombo, tochas acesas por todos os lados, mesmo em cima da praia.
Tivemos uma sorte bestial porque o tempo aguentou-se e…não choveu! Nem uma gota! Aliás, estava-se lindamente cá fora!
As músicas mais tocadas e dançadas eram de quem? Ora pois tá claro! Sô Michael Jackson (rest in peace, if you can)!
É curioso como tudo celebrava a música deste mito que juntamente com a Madonna marcou uma década. Foi uma explosão de dançarinos brutal, adorei! Principalmente o tipo das “matracas” que tocou “bateria” o tempo todo… (private joke)
Dei de frosques relativamente cedo (3 da manhã, fui uma fraquinha) porque tava com umas dores nos pés que nem via (tacões…estúpida!), e ainda tinha uma hora de condução pela frente até Breukelen. Sim, porque só aqui é que eu faço 70 km (ida, mais 70 volta!) p’ra ir a uma festa na praia…! Mas valeu bem a pena. Agradeço a quem me avisou do dito cujo evento 😉
O Domingo foi pacífico mas muito bem aproveitado. Ao meio-dia lá estava eu com a “boneca” pro treino e aprender a como fazê-la sentar, deitar, voltar, andar ao meu lado. Tem sido fácil posso dizer, ela é bastante mais obediente do que o que eu pensava. Acho que afinal é tudo questão de treinar o dono!
Chegamos as duas rebentadinhas do treino e bateu uma soneira…
Há tanto tempo que eu não fazia uma sesta de Domingo à tarde!
No sofá do escritório foi um regalo, principalmente porque começou a chover a rodos lá fora e o barulho da chuva nas janelas foi o embalo perfeito. Que maravilha!
Acordei às sete da tarde, relaxadissima depois de 3 horas de soneca, despachei umas cenas na net, jantei, dei de jantar, fomos passear as duas e agora tenho ali à minha espera o fecho em beleza dum fim de semana muito bem passado…

Tot ziens!

Compras online

Eu, que não sou viciada em shopping, aliás, odeio centros comerciais.
Eu, que compro por instinto quando gosto muito e nunca vejo 500 mil lojas onde posso comprar ainda mais parecido ao que gosto porque ou gostei ou detestei.
Eu, que quando tenho um vício em alguma (muito poucas) marca, não pela marca em si, mas pelo estilo de roupa, vou lá sempre direitinha comprar como um tiro.
Eu, que quando gosto mesmo muito até me esqueço do preço (+ ou -).
Eu, que sou minuscula (visto XS pra cima, S a M pra baixo e calço o 34) e uma chata p’ra encontrar coisas pro meu tamanho.
EU, recebi o link duma loja e marca americana que desconhecia, cheiinha de coisas clássicas mas modernas, jovens e sexys como eu gosto, com um algodão duma qualidade fabulosa, logo eu!!

JÁ ME DESGRACEI!!!

Agora é a vossa vez: http://www.abercrombie.com/anf/index.html

Prémio Jovens que Pensam

Ora sendo eu uma cabecinha pensadora, uma jovem no seu auge, (no apogeu diria mais!) sendo a Rita uma outra jovem que (graças a Deus) pensa também, deu-me um prémio, que desculpa a sinceridade miúda, mas parece sacado dum poster à porta da Igreja.
Mas que agradeço e aprecio, até porque me dá assim um incremento de ego por saber que o meu intelecto foi finalmente reconhecido pelas grandes patentes! 😉

E agora que já disse bacoradas que cheguem, este prémio é para atribuir a todos aqueles que se interessam pelo ser humano e contribuem para um mundo melhor (pareço uma Miss a falar).

200 HISTÓRIAS | 200 AUTORES – PROJECTO PARTILHA’TE EDITA LIVRO SOBRE HOMOSSEXUALIDADE


Será que se todas as lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros se
tornassem roxos de repente, no dia seguinte teríamos direitos iguais?
Será a diferença que nos torna especiais?
Histórias reais, simples ou complexas, tristes ou alegres, grandes ou pequenas, de rejeição ou
aceitação, de amor ou de ódio, individuais ou de grupo, mas histórias que partilhem fragmentos de
vida. Muitas pessoas têm dificuldade em lidar com este tema porque não o conhecem, porque não
falam sobre ele. Se a homossexualidade deixar de ser um tema tabu, e todas as pessoas
perceberem que os homossexuais são pessoas exactamente iguais às outras, o assunto vai passar
a ser banal e perde importância. O projecto PARTILHA’TE é uma iniciativa de um grupo de amigos
que se juntou para desmistificar preconceitos, informar pessoas e educar para a diversidade.
Ao longo dos anos, muitos homossexuais, bissexuais e transgéneros sofreram em silêncio porque
não podiam partilhar com ninguém a sua diferença, o seu problema. Muitas histórias tiveram finais
trágicos. Para que estes sejam cada vez menos, é preciso contar histórias.
O armário é um sítio muito escuro para se viver!
O resultado deste projecto é publicar um livro, em português, com 200 histórias de partilha de gays,
lésbicas, bissexuais, transgéneros, amigos, familiares e colegas que contribua para que estas
pessoas deixem de ser vistas como pessoas diferentes.

Para mais informações, contactar:
Maria Costa | T. 93 804 56 80 | partilhate@partilhate.com