Pros dias em que nos sentimos o monstro das bolachas

Li isto no Cup of Jo e achei espectacular, tinha de partilhar:

It doesn’t make sense to call ourselves ugly, because we don’t really see ourselves. We don’t watch ourselves sleeping in bed, curled up and silent with chests rising and falling with our own rhythm. We don’t see ourselves reading a book, eyes fluttering and glowing. You don’t see yourself looking at someone with love and care inside your heart. There’s no mirror in your way when you’re laughing and smiling and happiness is leaking out of you. You would know exactly how bright and beautiful you are if you saw yourself in the moments where you are truly yourself.

Pérola de sabedoria

Hoje disseram-me esta pérola que tenho de escrever pra me re-lembrar porque é que os Homens são de Marte e as Mulheres de Vénus:

Uma Mulher chamar ingénuo a um Homem, é o equivalente a um Homem chamar gorda a uma Mulher.

Brilhante! Eis que descobri o motivo pelo qual 50% dos meus amigOs já se chatearam comigo alguma vez, isto p’ra não falar dos namorados.

Elogio ao Amor


O MEC escreve como ninguém quando é preciso chamar os “bois pelos nomes”.
Aqui há dias tentei explicar a um amigo meu que tenho saudades de me apaixonar. Ele não percebeu. Eu expliquei novamente que tenho saudades a sério de ter um coração arrebatado, forte, sem controlo nem rédeas, que seja capaz de se deixar ir, só porque sim.
Ele não percebeu mesmo.
Chamou-me idealista, utópica, disse-me que vivia num mundo de faz de conta, e que a realidade não é assim. Que a vida é boa, mas não é um filme.
E eu continuei: gostava de me apaixonar à séria e que a paixão fosse recíproca. Só pra saber como é que é, a que é que sabe, como será ter alguém VERDADEIRAMENTE apaixonado por nós e vice-versa.
Eu sinto este amor, esta força, esta vontade de dar e de ser quando faço Candeia.
Já tava na hora de ter um Gaijo pro fazer, não?
Ele encolheu os ombros, sorriu e disse-me: boa sorte.

E no dia dos meus Anos o meu amigo António (que também faz Candeia e não só), postou este texto, e eu vi-o hoje, e se eu tivesse em Portugal tinha-lhe ido lá dar um abraço e um beijo repenicado naquela bochecha só por ser capaz de me entender. Sem ter de me explicar.

MEC: Elogio ao Amor

“Há coisas que não são para se perceberem. Esta é uma delas. Tenho uma coisa para dizer e não sei como hei-de dizê-la. Muito do que se segue pode ser, por isso, incompreensível. A culpa é minha. O que for incompreensível não é mesmo para se perceber. Não é por falta de clareza. Serei muito claro. Eu próprio percebo pouco do que tenho para dizer. Mas tenho de dizê-lo.

O que quero é fazer o elogio do amor puro. Parece-me que já ninguém se apaixona de verdade. Já ninguém quer viver um amor impossível. Já ninguém aceita amar sem uma razão. Hoje as pessoas apaixonam-se por uma questão de prática. Porque dá jeito. Porque são colegas e estão ali mesmo ao lado. Porque se dão bem e não se chateiam muito. Porque faz sentido. Porque é mais barato, por causa da casa. Por causa da cama. Por causa das cuecas e das calças e das contas da lavandaria.

Hoje em dia as pessoas fazem contratos pré-nupciais, discutem tudo de antemão, fazem planos e à mínima merdinha entram logo em “diálogo”. O amor passou a ser passível de ser combinado. Os amantes tornaram-se sócios. Reúnem-se, discutem problemas, tomam decisões. O amor transformou-se numa variante psico-sócio-bio-ecológica de camaradagem. A paixão, que devia ser desmedida, é na medida do possível. O amor tornou-se uma questão prática. O resultado é que as pessoas, em vez de se apaixonarem de verdade, ficam “praticamente” apaixonadas.

Eu quero fazer o elogio do amor puro, do amor cego, do amor estúpido, do amor doente, do único amor verdadeiro que há, estou farto de conversas, farto de compreensões, farto de conveniências de serviço. Nunca vi namorados tão embrutecidos, tão cobardes e tão comodistas como os de hoje. Incapazes de um gesto largo, de correr um risco, de um rasgo de ousadia, são uma raça de telefoneiros e capangas de cantina, malta do “tá bem, tudo bem”, tomadores de bicas, alcançadores de compromissos, bananóides, borra-botas, matadores do romance, romanticidas. Já ninguém se apaixona? Já ninguém aceita a paixão pura, a saudade sem fim, a tristeza, o desequilíbrio, o medo, o custo, o amor, a doença que é como um cancro a comer-nos o coração e que nos canta no peito ao mesmo tempo?

O amor é uma coisa, a vida é outra. O amor não é para ser uma ajudinha. Não é para ser o alívio, o repouso, o intervalo, a pancadinha nas costas, a pausa que refresca, o pronto-socorro da tortuosa estrada da vida, o nosso “dá lá um jeitinho sentimental”. Odeio esta mania contemporânea por sopas e descanso. Odeio os novos casalinhos. Para onde quer que se olhe, já não se vê romance, gritaria, maluquice, facada, abraços, flores. O amor fechou a loja. Foi trespassada ao pessoal da pantufa e da serenidade. Amor é amor. É essa beleza. É esse perigo. O nosso amor não é para nos compreender, não é para nos ajudar, não é para nos fazer felizes. Tanto pode como não pode. Tanto faz. É uma questão de azar.

O nosso amor não é para nos amar, para nos levar de repente ao céu, a tempo ainda de apanhar um bocadinho de inferno aberto. O amor é uma coisa, a vida é outra. A vida às vezes mata o amor. A “vidinha” é uma convivência assassina. O amor puro não é um meio, não é um fim, não é um princípio, não é um destino. O amor puro é uma condição. Tem tanto a ver com a vida de cada um como o clima. O amor não se percebe. Não é para perceber. O amor é um estado de quem se sente. O amor é a nossa alma. É a nossa alma a desatar. A desatar a correr atrás do que não sabe, não apanha, não larga, não compreende.

O amor é uma verdade. É por isso que a ilusão é necessária. A ilusão é bonita, não faz mal. Que se invente e minta e sonhe o que quiser. O amor é uma coisa, a vida é outra. A realidade pode matar, o amor é mais bonito que a vida. A vida que se lixe. Num momento, num olhar, o coração apanha-se para sempre. Ama-se alguém. Por muito longe, por muito difícil, por muito desesperadamente. O coração guarda o que se nos escapa das mãos. E durante o dia e durante a vida, quando não esta lá quem se ama, não é ela que nos acompanha – é o nosso amor, o amor que se lhe tem. Não é para perceber. É sinal de amor puro não se perceber, amar e não se ter, querer e não guardar a esperança, doer sem ficar magoado, viver sozinho, triste, mas mais acompanhado de quem vive feliz. Não se pode ceder. Não se pode resistir. A vida é uma coisa, o amor é outra. A vida dura a Vida inteira, o amor não. Só um mundo de amor pode durar a vida inteira. E valê-la também.”

Miguel Esteves Cardoso in Expresso 2007

Arranjem um Amante

A Adriana tem umas ideias fantásticas, e eu vou “roubar” na íntegra o texto que ela tinha no blog dela porque achei fabuloso.
Adriana: muito obrigada!

Ainda e outra vez um texto que recebi por email. Dessa vez é de autoria do psicólogo e escritor argentino Jorge Bucay, tradução do original ‘Hay que buscarse un Amante’:

Muitas pessoas têm um amante e outras gostariam de ter um. Há também as que não têm, e as que tinham e perderam. Geralmente, são essas últimas as que vêem ao meu consultório para me contar que estão tristes ou que apresentam sintomas típicos de insônia, apatia, pessimismo, crises de choro, dores etc.

Elas me contam que suas vidas transcorrem de forma monótona e sem perspectivas, que trabalham apenas para sobreviver e que não sabem como ocupar seu tempo livre. Enfim, são várias as maneiras que elas encontram para dizer que estão simplesmente perdendo a esperança.

Antes de me contarem tudo isto, elas já haviam visitado outros consultórios, onde receberam as condolências de um diagnóstico firme: ‘Depressão’, além da inevitável receita do anti-depressivo do momento.

Assim, após escutá-las atentamente, eu lhes digo que não precisam de nenhum anti-depressivo; digo-lhes que precisam de um amante!

É impressionante ver a expressão dos olhos delas ao receberem meu conselho. Há as que pensam: ‘Como é possível que um profissional se atreva a sugerir uma coisa dessas?!’ Há também as que, chocadas e escandalizadas, se despedem e não voltam nunca mais. Àquelas, porém, que decidem ficar e não fogem horrorizadas, eu explico o seguinte: amante é ‘aquilo que nos apaixona’, é o que toma conta do nosso pensamento antes de pegarmos no sono e é também aquilo que, às vezes, nos impede de dormir.

O nosso amante é aquilo que nos mantém distraídos em relação ao que acontece à nossa volta. É o que nos mostra o sentido e a motivação da vida. Às vezes encontramos o nosso amante em nosso parceiro, outras, em alguém que não é nosso parceiro, mas que nos desperta as maiores paixões e sensações incríveis. Também podemos encontrá-lo na pesquisa científica ou na literatura, na música, na política, no esporte, no trabalho, na religião, na boa mesa, no estudo ou no prazer do passatempo predileto… Enfim, é ‘alguém’ ou ‘algo’ que nos faz ‘namorar’ a vida e nos afasta do triste destino de ‘ir levando’.

E o que é ‘ir levando’? Ir levando é ter medo de viver. É o vigiar a forma como os outros vivem, é o se deixar dominar pela pressão, perambular por consultórios médicos, tomar remédios multicoloridos, afastar-se do que é gratificante, observar decepcionado cada ruga nova que o espelho mostra, é se aborrecer com o calor ou com o frio, com a umidade, com o sol ou com a chuva. Ir levando é adiar a possibilidade de desfrutar o hoje, fingindo se contentar com a incerta e frágil ilusão de que talvez possamos realizar algo amanhã.

Por favor, não se contente com ‘ir levando’; procure um amante, seja também um amante e um protagonista … da sua vida!

Acredite: O trágico não é morrer, afinal, a morte tem boa memória e nunca se esqueceu de ninguém. O trágico é desistir de viver. Por isso, e sem mais delongas, procure um amante …

A psicologia, após estudar muito sobre o tema, descobriu algo transcendental: ‘para se estar satisfeito, ativo e sentir-se jovem e feliz, é preciso namorar a vida’.

Pensamento do dia VI

Every great dream begins with a dreamer. Always remember, you have within you the strength, the patience, and the passion to reach for the stars to change the world.

Harriet Tubman

Paciência = Patience

Patience

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The state or quality of being patient; the power of suffering with fortitude; uncomplaining endurance of evils or wrongs, as toil, pain, poverty, insult, oppression, calamity, etc.

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The act or power of calmly or contentedly waiting for something due or hoped for; forbearance.

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Constancy in labor or application; perseverance.

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Sufferance; permission.

E é assim que vou ter que ser: PACIENTE!!

Com os poios da Petzi, com as mijinhas da Petzi, com os poios da Petzi, com as mijinhas da Petzi, com os poios da Petzi, com as mijinhas da Petzi, com os poios da Petzi, com as mijinhas da Petzi, com os poios da Petzi, com as mijinhas da Petzi, com os poios da Petzi, com as mijinhas da Petzi, com os poios da Petzi, com as mijinhas da Petzi, com os poios da Petzi, com as mijinhas da Petzi, com os poios da Petzi, com as mijinhas da Petzi, com os poios da Petzi, com as mijinhas da Petzi…..

E com mais algumas coisas fora a Petzi, of course!
Com os agendinhas, por exemplo 😉
Com as greves planeadas da TAP exactamente pro Natal…mas eu desta vez vou com a KLM 😉

E acho que assim de repente…é isso 😀

Qdo falo de paciência lembro-me sempre daquela anedota: Deus, dai-me paciência pra aturar o meu chefe, pq se me dais força arrebento-lhe a tromba!

(NOTA: A minha chefe é fixe)