Se nao os tens a tremer é porque nao te está a acontecer!!

Vale a pena 30 minutos do vosso tempo pra ver este vídeo, só ficam a ganhar.
Este rapaz é um motor de força, de motivação, e não é pela pronúncia bonita que tem. É porque não tem medo de errar.
Já disse aqui muitas vezes, e repito, que o eu sinto que me faz diferente de muita gente que conheço é a falta de medo de errar. Nunca desisti de um exame na Faculdade, nem naquele que tirei 5 valores. Fui sempre a todas e fiz bem mais de metade do curso assim, sempre a pensar: não estou preparada, mas que s’a lixe!
Não desisti de Portugal. Vim pra fora porque acho que o mundo é grande e se há coisa que é “a minha área” como diz o Miguel, é mesmo esta coisa de mudar de vida, de mudar de País, de cidade, de casa, de lidar com culturas diferentes e arriscar ter clientes maiores e fazer coisas que à partida parece que têm 3 vezes o meu tamanho. Olhar pra um Holandês com um metro e noventa e não me sentir pequena mesmo que me doa o pescoço de olhar pra cima. Não ter medo. Não viver com medo. Borrifar-me pro que os outros pensam, ou melhor dito, borrifar-me pras expectativas deles e acreditar nas minhas. Se não fosse a falta de medo de errar nunca teria dito a frase que levou os meus chefes a contratar-me na empresa onde estou: se pensou contratar-me até agora e mudou de ideias porque tenho uma cadeira pra fazer na época de Dezembro, cadeira essa que eu vou fazer com certeza!… é uma pena pra si, e uma pena pra mim, mas o Senhor é que sabe.
Se não fosse a falta de medo de errar o meu irmão nunca teria dito: aquilo que me falta em experiência sobra-me em vontade de aprender. Foi assim que foi contratado.
Se não tenho medos? Então não tenho! É ver-me à espera da mala nas chegadas do aeroporto, enquanto não a tenho nas mãos não descanso. É ver que os meus cães estão em perigo e vão ver se não fico logo histérica. É saber que alguém na minha família está doente e é ver aparecer o medo de os perder de vista. Tenho medo de ser assaltada e borrei-me todinha em Nápoles e no Martim Moniz. Agora medo de mudar? Medo de errar? Não tenho medo nenhum!
Miguel Gonçalves, tem-los a tremer porque te está a acontecer. Espero que a tua empresa bata recordes de contratações, de negócios fechados e recém-licenciados vendidos. Bom ano rapaz! E obrigada.

Morremos de medo do aspirador

O Kruk não reagiu lá muito bem à paternidade, mas é compreensível já que os mais pequenos o perseguiam literalmente e tentavam morder-lhe as orelhas e o pêlo fofinho e ainda puxar-lhe o rabo. O desgraçado do bicho teve uns dias difíceis, tiraram-no da sua rotina, do seu dono sempre presente e deixaram-no ficar na companhia de 2 terroristas. Não foram tempos fáceis pra Kruk Manuel, mas ele superou a prova e ao fim de 15 dias já resmungava com os filhos e punha-os na linha.
Foi difícil no entanto tirar uma foto aos quatro, é que nenhum parava quieto. Até que a empregada ligou o aspirador e eles saltaram todos mortos de medo pra cima do sofá pra se encostar a mim. Chorei de tanto rir, e ainda consegui tirar umas fotos manhosas. A Petzi tem a franja muito grande e nunca se lhe vê os olhinhos, temos que mudar de cabeleireiro. É que ainda por cima a senhora que lhe cortou o pêlo entendeu mal as minhas instruções e deu a carecada da vida da cadela à Petzi. Ficou tão feiinha…tadita. Mas bom, os novos cortes de cabelo ficam pra próxima ronda, a três.
Aqui está então a Família Forsight completa. Lambidelas é o que vos mandam!

É agora Dona Teresa, tire a foto agora! Sim, sim, largue o aspirador, deixe-o a trabalhar!

A Juicy é igual à Mãe e o Bitoque igual ao Pai. Meninas do lado esquerdo, meninos do lado direito.

Bitoque: Oh Mãe, o Pai não brinca comigo! Petzi: Está mas é quietinho Bitoque Manuel! Kruk: aí menino, longe, eu tou aqui no meu canto e não quero chatices!

DESLARGA-ME!! Que puto chato!

Oh man, agora são dois!!

Nãaaaaaaaao! Isto é tortura!! DESLARGUEM-ME!

Que massacre que és Bitoque! Vais levar tantas quando cresceres. Oh Petzi, não lhe posso mesmo morder de volta?

Juicy cheia de sono
Bitoque, em pose de principe
Ena! Eles estão todos a dormir e eu posso ficar aqui na minha mantinha. Sorrio pra foto e tudo!
Estou-te a lamber, tu tens direito a muitos beijinhos, muitos miminhos, eu sou uma Mãe e pêras, passa a palavra!
Os meus rebentos são a coisa mai linda deste mundo! E finalmente vê-se a minha fronha linda (este penteado não me favorece particularmente)!

LOL

(Recebido pela internet, autor desconhecido)

A CIGARRA E A FORMIGA
(Versões alemã e portuguesa)

Versão alemã

A formiga trabalha durante todo o Verão debaixo de Sol. Constrói a sua casa e enche-a de provisões para o Inverno.
A cigarra acha que a formiga é burra, ri, vai para a praia, bebe umas bejecas, dá umas quecas, vai ao Rock in Rio e deixa o tempo passar.
Quando chega o Inverno a formiga está quentinha e bem alimentada. A cigarra está cheia de frio, não tem casa nem comida e morre de fome.
Fim

Versão portuguesa


A formiga trabalha durante todo o Verão debaixo de Sol. Constrói a sua casa e enche-a de provisões para o Inverno.
A cigarra acha que a formiga é burra, ri, vai para a praia, bebe umas bejecas, dá umas quecas, vai ao Rock in Rio e deixa o tempo passar.
Quando chega o Inverno a formiga está quentinha e bem alimentada.
A cigarra, cheia de frio, organiza uma conferência de imprensa e pergunta porque é que a formiga tem o direito de estar quentinha e bem alimentada enquanto as pobres cigarras, que não tiveram sorte na vida, têm fome e frio.
A televisão organiza emissões em directo que mostram a cigarra a tremer de frio e esfomeada ao mesmo tempo que exibem vídeos da formiga em casa, toda quentinha, a comer o seu jantar com uma mesa cheia de coisas boas à sua frente.
A opinião pública tuga escandaliza-se porque não é justo que uns passem fome enquanto outros vivem no bem bom. As associações anti pobreza manifestam-se diante da casa da formiga. Os jornalistas organizam entrevistas e mesas redondas com montes de comentadores que comentam a forma injusta como a formiga enriqueceu à custa da cigarra e exigem ao Governo que aumente os impostos da formiga para contribuir para a solidariedade social.
A CGTP, o PCP, o BE, os Verdes, a Geração à Rasca, os Indignados e a ala esquerda do PS com a Helena Roseta e a Ana Gomes à frente e o apoio implícito do Mário Soares organizam manifestações diante da casa da formiga.
Os funcionários públicos e os transportes decidem fazer uma greve de solidariedade de uma hora por dia (os transportes à hora de ponta) de duração ilimitada.
Fernando Rosas escreve um livro que demonstra as ligações da formiga com os nazis de Auschwitz.
Para responder às sondagens o Governo faz passar uma lei sobre a igualdade económica e outra de anti descriminação (esta com efeitos retroactivos ao princípio do Verão).
Os impostos da formiga são aumentados sete vezes e simultaneamente é multada por não ter dado emprego à cigarra. A casa da formiga é confiscada pelas Finanças porque a formiga não tem dinheiro que chegue para pagar os impostos e a multa.
A formiga abandona Portugal e vai-se instalar na Suíça onde, passado pouco tempo, começa a contribuir para o desenvolvimento da economia local.
A televisão faz uma reportagem sobre a cigarra, agora instalada na casa da formiga e a comer os bens que aquela teve de deixar para trás. Embora a Primavera ainda venha longe já conseguiu dar cabo das provisões todas organizando umas “parties” com os amigos e umas “raves” com os artistas e escritores progressistas que duram até de madrugada. Sérgio Godinho compõe a canção de protesto “Formiga fascista, inimiga do artista…”.
A antiga casa da formiga deteriora-se rapidamente porque a cigarra está-se cagando para a sua conservação. Em vez disso queixa-se que o Governo não faz nada para manter a casa como deve de ser. É nomeada uma comissão de inquérito para averiguar as causas da decrepitude da casa da formiga. O custo da comissão (interpartidária mais parceiros sociais) vai para o Orçamento de Estado: são 3 milhões de euros por ano.
Enquanto a comissão prepara a primeira reunião para daí a três meses, a cigarra morre de overdose.
Rui Tavares comenta no Público a incapacidade do Governo para corrigir o problema da desigualdade social e para evitar as causas que levaram a cigarra à depressão e ao suicídio.
A casa da formiga, ao abandono, é ocupada por um bando de baratas, imigrantes ilegais, que há já dois anos que foram intimadas a sair do País mas que decidiram cá ficar, dedicando-se ao tráfego da droga e a aterrorizar a vizinhança.
Ana Gomes um pouco a despropósito afirma que as carências da integração social se devem à compra dos submarinos, faz uma relação que só ela entende entre as baratas ilegais e os voos da CIA e aproveita para insultar Paulo Portas.
Entretanto o Governo felicita-se pela diversidade cultural do País e pela sua aptidão para integrar harmoniosamente as diferenças sociais e as contribuições das diversas comunidades que nele encontraram uma vida melhor.

A formiga, entretanto, refez a vida na Suíça e está quase milionária…
FIM

Back to Amsterdam

Passei duas semanas e meia em Portugal que pareceram 2 meses.
Aconteceu tudo condensado em pouco tempo e quando se tem uma Família que adora “o drama, o horror, a tragédia” torna-se bastante cansativo a nível emocional.
Além disso 3 cães nesta fase dão um trabalho horroroso, passo o dia i-n-t-e-i-r-o atrás deles de esfregona na mão e a apanhar kilos de cagalhotozitos discretos. Se juntarmos a isso o facto de eu não ter ido de férias e ter tido que trabalhar remotamente, estes 15 dias deram cabo de mim.
Ontem aterrei finalmente em Amesterdão, a minha querida amiga Nini foi-nos buscar ao aeroporto e ainda me trouxe sopa de panceta e espargos. Tenho uma sorte do caneco, a sério.
Quando me vi sentada no MEU sofá, na MINHA casa, com os MEUS cães, a jantar o que ME dava na real bolha e quando ME dava na real gana, até achei que era mentira.
Passo a explicar: eu tenho uma Família muito boa, muito querida, mas com uma propensão pro drama/teatro/emoção que não há explicação possível. Aquilo que é ultrapassado em qualquer casa com um simples: não. Ou um simples: tudo bem, pode ser. Na minha tem de ser logo um filme do Fellini, parece uma casa de italianos. No outro dia dizia-me a mulher do meu primo que na casa dos Pais do marido estão sempre todos a falar alto, é tudo muito dramático, tudo muito “loud”, que sempre que lá vai, muito embora os adore de coração, que tem a sensação de viver numa família Italiana, daquelas dos filmes.
Pois é “exactoquanto” como na minha casa, não fosse a minha Mãe e a Sogra dela primas direitas e educadas na mesma casa.
Tenho uma inveja incrível daquela malta que tem uma família normal, em que todos se dão bem, em que as coisas são resolvidas de forma pragmática. Eu só queria que na minha casa houvesse pragmatismo. Calma. Tranquilidade. Mas é impossível porque se começa a falar de alhos e acaba-se nos bugalhos. Por exemplo: uma simples mijadela/cagadela fora do sítio dum cão redunda facilmente num: se não estás bem põe-te, podes ir pra onde vieste, porque tu nunca fazes nada de jeito e vais acabar sozinha. Ou noutra versão: fecha a persiana. Não quero. Mas quero eu que senão os ciganos, os romenos, os não sei das quantas veem tudo lá de fora e podem vir assaltar a casa ou violar-te! (?????????)
Mais um exemplo: desliga o aquecedor à noite senão as botijas do gás podem explodir! (????????) Sim, porque tudo o que de mau pode acontecer só acontece de noite.
Fiz mais de 5 mil kilómetros de carro até à Bósnia, mas a minha Mãe fodeu-me a paciência porque eu ia de noite de carro pra Batalha.
Juro. É mesmo assim.
Um what the fuck? não resolve. Tentar entender, também não resolve. Se me rio, acham que estou a gozar e lá vem o carnaval montado. E eles sabem que não estão a fazer sentido nenhum, mas estão velhos, estão chatos, estão confusos, não querem nada que lhes interrompa as rotinas que têm mas ao mesmo tempo querem-me lá, e em casa, coisa que obviamente é “no can do”.
Todas as pessoas que nos conhecem dizem “em vossa casa não há tristeza! São todos bem dispostos, deve ser uma festa!”. E é. Mas esquecem-se que além de sermos todos bem-dispostos convinha também que fossemos 4 pessoas pacientes e de pavio comprido, em vez de pavio curto.
Note-se que a parte positiva é que da mesma maneira que vem, da mesma maneira que vai, ou seja, na maioria das vezes passado 2 dias já não nos lembramos, ou fazemos de conta que não nos lembramos e siga a marinha.
Mas é cansativo comó car…..
Há anos que faço um esforço enorme por ser mais calma, mais tranquila, com uma vida menos sobressaltada, sem ter sempre as emoções tão à flor da pele. E acreditem que é um esforço monstro, mas que compensa. E como já não estou habituada a tanto filme, quando venho de Braga agradeço a Deus os 3 mil kilómetros que nos separam e que me deixam sossegadinha no meu canto, sem filmes, sem dramas, só com alegrias e boas ondas. E é assim que decido que daqui pra frente mais de 3 dias em Portugal é muito. Um fim de semana tá de bom tamanho, mesmo que o bilhete custe mais 200 euros.

Sobre a geração à rasca sobre a qual respondi a um inquérito no outro dia, estes são os pensamentos do Tolan, mas podiam bem ser os meus.

Convém dizer que quando eu escolhi o meu curso e quando recomendo cursos aos (poucos) miúdos da Candeia ou outros amigos jovenzinhos, o meu discurso é este, mas sem números da OCDE. Não se pode tirar uma licenciatura em Teatro e esperar ganhar um rio de dinheiro só porque se percebe de cenários num País onde a aposta no Teatro é muito fraca. É muito bonito fazer-se o que se gosta, mas uma boa dose de realismo nunca fez mal a ninguém.

http://tolanbaranduna.blogspot.com/2012/01/geracoes-rasca.html

Disparar sem sentido ou orientação é tão Português que nem entendo como é que já fomos caçadores.

O Português sofre de vários problemas crónicos, a saber:

1) Treinadores de bancada qualificados;
2) Críticos mordazes pelas costas nunca pela frente;
3) Falta de capacidade de síntese; (nesta assumo-me muito Tuga)
4) Falta de direccionamento e orientação.
5) Gente deprimida e com tendência ao queixume crónico.

A Coca-cola fez uma publicidade que não pretende ser enganosa, política ou mistificadora. É uma empresa que todos os anos publicita mensagens de esperança e de alegria, são os criadores do Pai Natal que vocês colocam pendurados nas janelas (ó minhas bestas!) e que tanto usam para explicar às criancinhas que não há menino Jesus, nem Pai e Mãe a quem pedinchar prendas.
A Coca-cola e os agentes publicitários que fizeram este spot são senhores bem dispostos e que acreditam que há que haver esperança nem que seja um dia por ano, no mínimo no dia que eles criaram há uns bons anos atrás.

Porque raio é que foram inventar a resposta à publicidade da Coca-cola, ó gente deprimida?! Acham mesmo que é assim que vamos mudar alguma coisa em Portugal? Acham realmente que é assim que o Governo, as Troikas e a Banca e todos os sacanas deste mundo, vos vão ouvir? Seriously? Wake up and smell the coffee minha gente. Façam-se ouvir da forma certa, não é através de argumentos destes.
Tou farta de gente deprimida!

Quero ver no que isto vai dar…

Portugal que é o País dos abusos vai liberalizar (ainda mais) o mercado de arrendamento: http://www.ionline.pt/dinheiro/inquilinos-rendas-baixas-vao-ter-provar-sao-pobres
O que eu sei é que há muita gente em prédios decrépitos a pagar mil escudos ( 5 euros) de  renda e que as desculpas dos donos dos prédios para não fazer obras é que tal não compensava. Ora se por um lado é uma boa desculpa para revitalizar o mercado imobiliário, por outro lado falta saber onde é que vão parar as pessoas que realmente não têm condições para pagar mais já que auferem 400 euros de reforma. Isto vai ser bonito…será que vão ter em conta que os filhos dos que recebem 400 euros também vivem naquelas casas com a renda em nome do que menos recebe? Será que há capital para revitalizar estes prédios e o mercado? Será que vale a pena? Tenho muitos mixed feelings relativamente a este assunto.

Vamos lá a ver se nos entendemos: qual privacidade?

A proposta do Governo, aprovada em Conselho de Ministros e enviada para a Assembleia da República, sobre a utilização da videovigilância pelas forças de segurança atribui ao ministro da Administração Interna o poder absoluto de decidir sobre a instalação e adequação destes sistemas em espaços públicos na prevenção da criminalidade.
A Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) entende que essa competência lhe compete.
O constitucionalista Jorge Bacelar Gouveia considera que a proposta do Governo «é uma solução equilibrada na medida em que hoje se afigura necessário recorrer aos meios de videovigilância para garantir uma maior segurança nos espaços públicos».
Para o também deputado do PSD, «não se trata de invadir a privacidade das pessoas nas suas casas ou nos seus estabelecimentos».
«Nesta perspectiva, esta legislação destina-se a corrigir um excesso de fundamentalismo que a CNPD tem exercido nalguns pareceres recentes em relação a esta matéria», considerou.

Pessoal, captação de dados não é a mesma coisa que manipulação de dados.
A videovigilância permite proteger as pessoas e captar imagens que podem ser usadas em caso de crime.

Acreditem que ninguém está interessado na vossa vida comezinha e em quantas vezes foram ao Continente esta semana. Eu pessoalmente não me podia estar mais a borrifar.
Acreditem ainda que é extremamente complicado andar atrás de um cidadão ao estilo “Big Brother is watching you” e que o cruzamento de dados necessário para re-construir um dia vosso não é realizado porque as empresas não o podem fazer, muito menos o estado. É por isso que a Comissão de Protecção de Dados está a mexer-se irrequieta na cadeira, porque acha que se a autorização de instalação de câmaras passar para a Administração Interna vai dar poderes ultra ao Estado. Ora aqui é que está o busilis da questão: isto é tudo uma questão de poder, quem manda em quê e em quem?
Que eu saiba a CPDN permite que qualquer borra-botas instale uma câmara numa loja para me vigiar e sem qualquer controlo. Se o Senhor Chico lá da mercearia da esquina o pode fazer, porque diabos é que o Estado não pode ter câmaras nas Escolas para ver as cargas de porrada que os miúdos dão uns aos outros? Porque é que não pode haver uma câmara naquela rua escura e deserta onde eu não gosto de passar ali ao pé do Martim Moniz? 
Deixem de ser burros minha gente, eu sei que vocês vêem muitos filmes de espionagem com o George Clooney e que por isso se sentem experts na matéria, mas não são. Quando vão a Nova Iorque não gostam de andar a laurear a pevide sem problemas e sem medos? Sabiam que há câmaras por todo o lado pra vos proteger e que a criminalidade de rua reduziu abruptamente?
Qual direito à liberdade? Qual direito à privacidade?
Em que modo, género e número é que a minha LIBERDADE é restringida? A de ter sexo numa esquina ao pé do Castelo? A de comprar droga no Bairro Alto? A de bater nos meus filhos onde bem me apetecer? A de gritar e humilhar a minha mulher e vice-versa? Não, esperem, já sei! A Liberdade de falar mal do Estado vigente! Oh pa, eu quase me esquecia dos nossos traumas do tempo do Salazar! Vamos ser perseguidos, ora pois tá claro!
Seriously?
Tenham juizinho.