É só pra dizer…

…que bem mais de metade dos meus colegas no Egipto se chamam Ahmed e a outra parte chama-se Mohamed. Os outros 5% têm outros nomes quaisquer que não se sabe se é feminino ou masculino. E hoje finalmente desmistifiquei uma ideia: não é que as minhas colegas Egípcias têm fotos na Intranet com o lencinho na mona? E não é que lhes fica bem? Também qualquer coisa é melhor que a brigada do lençol turca, Alá nem sempre é bondoso com as feições dos povos e não há quem tire aquela expressão Beatriz Costa na aldeia da roupa branca à maioria das Turcas, não há.

30 percent ruling granted on or after 1 January 2012



New conditions
To qualify for the 30 percent ruling, the following conditions have to be met:
–          The employee is recruited from abroad;
–          The employee did not reside within 150 kilometres from the Dutch border at the time of hiring.
–          The employee’s gross salary (inclusive of the tax free reimbursement under the 30 percent ruling) is at least  EUR 50,000 per annum;
–          The maximum duration of the 30 percent ruling is eight years;
–          Any period spent in the Netherlands over the last 25 years will be used to reduce the maximum duration of the 30 percent ruling.
PHD and masters graduates
PHD and masters graduates who are hired within a year of completing their studies will benefit from a relaxation of rules for this group:
–          The minimum salary requirement is EUR 38,007 gross (inclusive of the net reimbursement under the 30 percent ruling;
–          In the case of the PhD being completed in the Netherlands, the requirement of “being recruited from abroad” will not have to be met.
Scientific researchers
There will be no minimum required salary for scientific researchers who are employed by a university and/or a research institution that is subsidized by the government.
Scarcity on the labour market
The requirement regarding scarcity on the labour market, which is an important criterion under the ruling valid until the end of 2011, will be deemed to be met if the minimum salary requirement is met.  The ministry of finance indicated, however, that for sectors where every candidate meets the minimum salary requirement, the scarcity test will still be applied.

 30 percent ruling granted before or on 31 December 2011
We can deduce that a request for the 30 percent ruling made in 2012, with retroactive granting back to 2011 would still fall under the 2011 rules. This is the case if the start date of the employment is in 2011, and the request is filed within four months after the start date of the employment.
However, in case of switching jobs, a new 30 percent ruling application needs to be submitted. The new requirements will then apply.
60 months check may influence eligibility
Under the current regulations, the ruling is granted for a period of 120 months (10 years).The maximum duration of 10 years will still be valid for the “old” rulings.  However, the first 60 months are fixed, but as of year six, the tax office has the possibility to check if the requirements of the ruling are still met by the employee.
This 60-month check will still be applicable under the new regulations.
For those who have a 30 percent ruling granted before 2012 and haven’t yet reached the 60-month period, the tax office can check after this period that the requirements under the new rules are met.
This means:

  • the gross salary should, after the 60 month, be at least EUR 50,000;
  • employees hired from within the 150-kilometer radius will no longer qualify after the first five years.

The 25 years requirement will however not be used when checking eligibility after five years.
For those who have already had the ruling for more than 60 months on 1 January 2012, the new tests on salary and distance will not have any consequences, even in the case of a job switch.

(from Expatica.com)

Falta de paciência

Não tenho paciência pra gente mula, dissimulada, chica-esperta, que faz as coisas em sussuros soprados em orelhas alheias para levar a deles avante. Não gosto, fico doida, perco a cabeça e só tenho vontade de os despedir, pudesse eu. Detesto que me façam perder tempo, que me consumam horas de vida por pura preguiça, porque não querem fazer, porque não dão soluções alternativas, porque pura e simplesmente se acham mais espertos e mais inteligentes que os outros e como tal, água mole em pedra dura tanto bate até que fura, até eu ceder. E eu não cedo. Até porque não está na minha mão poder ceder. Está definido, é pra cumprir. É como as leis. Just fucking do it!
Quando me comem por lorpa então fico possuída. Detesto, detesto, detesto. Fazerem-me perder tempo e ainda fazerem-me fazer figura de ursa é algo que não admito. E se habitualmente já não sou uma pessoa paciente, nestas alturas não sou de todo tolerante e só me apetece dizer-lhe em bom Português: mas vais fazer essa merda ou não? Tás à espera de quê?
E não posso. Já em Portugal não podia, e aqui também não posso. Isto não se pode dizer, não é educado, não é profissional, e também não é politicamente correcto. Então vou engolindo sapos, uns atrás dos outros, e às duas por três já não os posso ver à frente e fico contente, mesmo contente porque eles vão mudar de funções e se calhar reformarem-se. E ficar contente porque alguém perdeu o emprego ou a função não é correcto. Mas poupa-me tanto tempo.
Por isso, a vós meus “amigos”, que me fizestes perder horas da minha vida tenho-vos a dizer apenas o seguinte: temos pena.

Eu uso sempre a mesma password, não entendo como é que me entraram no email!

Ora cá vai uma aulinha sobre como construir uma password decente, que é pra depois não chorarem sobre o leite derramado. Não costumo dar aulinhas de geek porque nem o sou, mas às vezes vejo amigos meus a digitarem as passwords nos PCs deles e até fico branca. Pessoal, uma password é uma chave, tal como a chave que têm na porta. Agora, se comprarem uma tranca foleira pra porta de casa, não se podem queixar depois de terem sido roubados, não é? Pois com as passwords é a mesma coisa, por isso toca a abrir o olhinho, sim? Juízo e não digam que nunca vos ensinei nada!
Passwords used should adhere to the following minimum requirements. They should:
·    be at least eight positions in length, when supported by the technology,
·    contain a mix of alphabetic and non-alphabetic characters (numbers, punctuation or special characters) or a mix of at least two types of non-alphabetic characters,
·    not contain the userid as part of the password,
·    not be reused until after at least eight iterations, and
·    not be shared
Additionally, passwords must not be predictable or trivial. For example:
·    They must not contain keyboard patterns such as “asdfg”.
·    They must not contain dictionary words or letters substituted with numbers, such as d1cti0nary or passw0rd.
·    They must not be “first time” passwords (sometimes referred to as “default” passwords).
·    They must not be common or trivial, such as “password” or “password1”.
Agora toca tudo a colocar uma password decente no blogger, e no email, e por favor, mas please, pelas alminhas, não a escrevam num post it guardado dentro da gaveta ou colado no écran do PC, sim? Tentem, vá, tentem.

Los Hungaros

Trabalhar com os Húngaros é algo que me deixa fora de mim, mais ainda que com os Indianos. E daí, se calhar não.
É que os Húngaros com quem trabalho obedecem ao template rigoroso que lhe mandamos e é como se fossem acéfalos. Eu não compreendo esta cena da estupidificação. Eu sei que não é suposto ter-se génios para fazer tarefas rotineiras da treta que eu não quero fazer, mas uma certa inteligência era agradecida. Não.
Se eu não mandar a folhinha de excel IPSIS VERBIS como eles têm lá exposto que deve ser, não entendem. Juro-vos que é desesperante.
Para terem uma ideia, aqui há uns tempos, durante uma espécie de auditoria interna daquelas da treta (que as a sério são feitas por pessoas com mais que dois dedos de testa), a tipa pediu-me um documento que em 2007 não existia. Vou repetir: NÃO EXISTIA. E não existia porque nem sequer fazia parte do processo elabora-lo, logo ninguém o fez. Esse documento só pode ser feito no início do contrato porque era um inventário. Ora se o contracto continuou e não se fez esse inventário inicial, é óbvio que 3 anos depois não faz sentido nenhum fazer um inventário inicial.
Eu expliquei isto à criatura mas ela não percebeu. Qual máquina só repetia: não posso aceitar a evidência porque falta o inventário. Cheguei ao ponto de perder a paciência e perguntar-lhe se ela sequer entendia o que estava a pedir. Ela disse que sim, e passou o meu caso pra chefe dela. Que também era Húngara. Tive o prazer de chamar de fina maneira “estúpida” à Senhora, porque também ela tinha a checklist do que eu devia entregar ao lado e eu não mandei aquele item, logo a checklist não estava completa, logo a colega também não queria fechar o assunto.
MAS O DOCUMENTO NÃO EXISTIA!! Eu não o podia inventar!! Tive vontade de lhe perguntar se queria que o tirasse agora do cú com um gancho, mas ela não ia perceber.
Este tipo de sistema dá cabo de mim. As pessoas não fazem puta de ideia do que estão a fazer. É como se fossem máquinas. Estupidificadas. Como se lessem um binário. Ou é preto ou é branco. É um beige e não lêem. Não lêem como aqueles programas de identificação de caras: tem bigode, já não é igual à foto. E eu passo-me. E perco a paciência. Porque eu recuso-me a acreditar que esta gente seja estúpida, só foi mal ensinada. E a culpa da falta de conteúdo não é deles, é da besta que lhes passou o trabalho. Porque partiu do princípio que eles não precisavam de saber mais que o necessário. E encontraram o povo certo, que não faz perguntas, apenas executa. Dasse!

É aqui que noto a diferença

Perguntam-me muitas vezes como é que são as chefias Holandesas. Quando tento explicar que, apesar de serem aparentemente frias, são mais humanas que muitos chefes Portugueses, as pessoas ficam intrigadas e depois do “wow, a sério? Ele/ela disse isso?” surgem mais perguntas sobre a cultura em si. 
Esclareçamos que em todos os Países, Culturas e Nacionalidades existem chefes competentes e incompetentes. Chefes que nasceram para ser chefes (os que eu denomino como People Managers) e aqueles que nasceram para serem meros executores de ordens superiores sem qualquer uso de critério (os maus chefes). Eles existem em todos os lados, em todas as organizações, é escusado discutir.
No entanto, embora aqui também existam maus chefes como em todo o lado, existe uma cultura de humanização do chefe:
– Regra geral eles apresentam-se de um modo muito acessível, sem Doutores ou Engenheiros que suportem o cargo. 
– Quando é necessário dirigir-mo-nos a eles, podemos fazê-lo de forma aberta. 
– Se temos um problema pessoal ou familiar e o expomos de forma concreta, dão-nos tempo (por lei temos direito a 15 dias para cuidar de familiares, sendo que têm que ser gozados de uma assentada, e recebemos 75% do valor diário de salário relativamente a esses dias) para o solucionar e não nos telefonam 20 vezes a pedir informações sobre o nosso trabalho.
– Falarmos com eles sobre férias e sobre os filhos são o maior desbloqueador de conversa que existe.
– Não são pessoas de ir a casa da família todas as semanas (nem pouco mais ou menos), mas fazem um esforço por compreender que a nossa (minha) cultura é diferente, e como somos latinos (e “com o sangue mais quente”), temos maior necessidade de estar perto, logo permitem que possamos trabalhar remotamente ou em situações de crise ou em períodos críticos como o Natal.
– Respeitam incondicionalmente o nosso período de férias, e quando vamos de férias, vamos mesmo, ou seja, há alguém que nos substitui e durante as abençoadas 3 semanas que vamos, não há telefonemas, nem pedidos de acesso ao email, nem nos telefonam para o telemóvel pessoal. Que é pessoal, e como tal eles não têm, nem querer ter, acesso ao número.
– E o que eu mais gosto: sabem apreciar as qualidades dos seus recursos e somos reconhecidos pelo que fazemos. Em Portugal multiplicamo-nos em 20 postas e pedaços e mesmo assim o chefe diz: podias ter feito melhor. Isto não foi suficiente. Mas tá bom. Até chega.
Aqui não. Aqui somos reconhecidos quando trabalhamos e pelo esforço que fazemos. E o que é melhor: dizem-nos isso! E sabe muito bem chegar ao final do ano e saber que somos reconhecidos. E nem é pela bela da palmadinha nas costas, é mesmo porque no mínimo, não nos fazem sentir desvalorizados para se valorizarem aos próprios.
Para tentar explicar um bocadinho este texto de uma forma prática, deixo-vos as palavras que recebi esta manhã do meu novo Big Boss. Espero que assim seja mais esclarecedor do que estar aqui apenas a tecer elogios aos Holandeses.
“My name is XXXX, an IBM-er since May 1997, currently living in Haarlem after having moved 27 times in 40 years across 7 countries. The “Francophones” in Belgium will no doubt be happy to hear that due to my French wife, I also speak fluent French, as does our 5 year old son.

Ever since the first days on the job, I have been impressed with the Services Delivery team. The level of professionalism, passion to deliver the best  24/7 service to our customers and dedication to IBM’s success, is equal to the best this company has to offer.
It is clear to me too that very few IBM-ers outside this team realize the breadth and depth of what you mean to our customers. It may very well be that you and your capabilities are the best kept secret inside IBM, something we should all work on changing.
“

É por coisas destas que ainda cá estou. É que esta “diferença” em particular, pelo menos para mim, é muito importante.

Sem jeito nenhum

Não me apetece escrever, tou a fazer um trabalho que é uma seca e tá sol lá fora e eu cá dentro, rais ma parta que tenho que acabar esta porra e já a recomecei três vezes porque o meu colega é um taralhoco e dá-me a informação aos bochechos. Pronto, já disse.
Agora é do Garfield