Trabalhar à Espanhola?
Ora bem, a minha amiga Laura que aparece neste vídeo foi uma das maiores promotores das mudanças levadas a cabo na empresa em que trabalha. Uma empresa Catalã, de médio porte, que se tem expandido e crescido bastante nos últimos 5 anos contrariamente à maré normal “de la crisis”.
Na Vanguardia online publicaram um artigo que pretende ser motivador para outras empresas em Espanha, e porque não, no resto do mundo (com quanto que os entendam em Espanhol).
Eu não sei se eles efectivamente dançam antes de cada reunião ou quando a reunião se torna tensa (porque não estou lá pra ver), mas sei que são práticas de Team Building que têm resultados comprovados.
Eu fiz um curso há muitos anos em que no início de cada sessão tínhamos que dançar todos ou fazer um jogo, e só depois é que continuávamos. E a verdade é que aumentou a camaradagem entre nós e trabalhavamos muito melhor. E se seguíssemos o exemplo deles? Seria isto “trabalhar à Espanhola”? Ou à “Catalã”? Ou pura e simplesmente adoptar uma postura diferente e aprender a gostar de ir para o local de trabalho?
Como diz o outro: vale a pena pensar nisto.
O artigo completo encontra-se aqui: http://www.lavanguardia.com/vida/20120202/54248189678/empresa-catalana-incorpora-juego-trabajo.html
Aula de Holandês
– Em Português:
Podes esperar sentado que de pé ainda te cansas!
– Em Inglês a la Zézé Camarinha (traduzido à letra by me):
You can wait for that sitting down. You will be tired if you wait for that standing up!
– Em Holandês:
Je kan wachten tot je een ons weegt!
Traduzido para Inglês: you can wait until you weigh 100 grams.
“Traduzido” para Português:
“Quando as galinhas tiverem dentes!”
:))
Os Franceses
Aviso à navegação: vou destilar TODO o meu fel. E escusam de vir com mimimis que têm família Francesa, que um quarto da minha família também é Francesa e isto também se aplica a eles.
Que tipos mais arrogantes, mais CHAUVINISTAS, mais calaceiros!
Uma das coisas giras do meu trabalho, em especial das minhas funções novas, é ter que trabalhar com várias culturas, principalmente com aquelas que não conheço. Mas isto hoje de giro não tive nada.
Ora pois, hoje foi o dia da minha primeira reunião com França. Comecei por ter uma manhã de cão, extremamente produtiva mas muito cansativa. Em vez de uma hora de reunião tive 5. Resultado: cheguei a casa às duas da tarde e os meus queridos “rebentos” tinham destruído o apoio pra pés do sofá, ou melhor dito, tinham estilhaçado a esponja toda a que conseguiram chegar. A minha casa parecia saída dum furacão, com direito a mijadelas indevidas e algum que outro cócó espalhado. Se os podia ter deixado fechados num quarto? Podia, mas não era a mesma coisa! Eles tinham ganido como se lhes tivesse a arrancar as patas, logo tive que os deixar “à solta” já que previ que devia levar mais de uma hora. Como levei mais, fizeram asneiras da grossa. Bem feita pra mim.
Posto este cenário de “guerra”, sento-me para começa a call com França lavada em desculpas pela meia hora de atraso.
Durante a call percebo que o senhor não sabe quais são as responsabilidades dele e que não devo levar a minha avante. Ora eu sou bastante insistente (os Holandeses chamam-me pitbul) quando quero alguma coisa, e eu quero que o fulano francês faça um plano. O tipo fez-se de parvo até que eu comecei a tratá-lo como se ele tivesse 10 anos. Confesso que estiquei a corda. Expliquei tudo direitinho, e o tipo, calaceiro que só visto: ah e tal não é da minha responsabilidade. Ora fodido estás amigo, que eu já fiz o que tu fazes, e sei que É da tua responsabilidade. Continuei a esticar a corda e a insistir e o que faz o gajo? Com o seu arrebatamento Francês, desligou-me o telefone na tromba! Fiquei piursa, mas como já sei o que a casa gasta, entrei no chat passado 20 minutos, fiz-me de madalena arrependida, ai ai, o senhor desculpe, estiquei-me, fui muito arrogante e muito mandona, mas é que isto ou se faz, ou se faz, ao que o tipo me responde: eu sei que a colega está sobre muita pressão, mas não pode pressionar-me que eu não tenho tempo, e já agora, by the way, tem uma foto tão bonita na Intranet, deve ser boa pessoa, uma menina tão gira, só pode.
#!$”%$&$%&$#%##”$
Chauvinista de merda!
Respiro fundo, faço-me de parva como só as Portuguesas sabem, aceito o coro mal batido e continuo a tentar explicar ao senhor que peço desculpa pelo mal entendido,que só quero ajudar e o tipo responde-me: assim tipo Mãezinha? Posso tratá-la por Mum?
Eu juro que se a conversa não tivesse sido por chat lhe tinha arrancado as goelas à mão. Mas que raio de conversa é esta?!!
Respiro BEM fundo, revejo o texto e apercebo-me que o motivo pra me ter desligado o telefone na tromba se devia: 1) o gajo quer que eu faça o trabalho dele; 2) o tipo não quer ajuda duma mulher; 3) o gajo acha que só os Franceses é que sabem lidar com a situação.
Mas está tudo bem se aqui a colega quisesse ir dar uma “voltinha”, o facto de ter idade pra ser meu Pai e filhos é tranquilo, é tudo uma questão de atitude “mon cheri”!
Que grandessíssimo %&#$%$#%
Só por ser pra ele vou fazer questão que tenha que se coçar sozinho. Francês de Paris, diz ele. Eu sei que estás sobre muita pressão “mon cheri” (dizia-me o gajo), mas tens que ver que nós aqui não fazemos nada manualmente, nem muito menos como nos dizem. You shouldn’t be so bossy. I like your help but don’t tell me what to do.
Respira fundo mais 15 vezes. O gajo tem mesmo que fazer o que eu lhe digo porque quem manda é a Holanda e porque estou a cumprir o processo à risca.
Ai, mas nós cá na França não somos fãs de receber ordens.
Respirei fundo mais 15 vezes, e disse-lhe que pas de probléme, que eu já tinha transmitido a ideia, mas que pronto, ai coitadinha de mim que tinha falhado e fica pra uma próxima.
Amanhã de manhã vou tratar-lhe da saúde, vou deixá-lo tão entalado, mas tão entalado, que vos garanto que vai passar a gostar mais de azeite à colherada que de mon cheri!
Já agora e btw, formas de se manterem motivados
All in here:
By Geoffrey James
1. Condition your mind. Train yourself to think positive thoughts while avoiding negative thoughts.
2. Condition your body. It takes physical energy to take action. Get your food and exercise budget in place and follow it like a business plan.
3. Avoid negative people. They drain your energy and waste your time, so hanging with them is like shooting yourself in the foot.
4. Seek out the similarly motivated. Their positive energy will rub off on you and you can imitate their success strategies.
5. Have goals–but remain flexible. No plan should be cast in concrete, lest it become more important than achieving the goal.
6. Act with a higher purpose. Any activity or action that doesn’t serve your higher goal is wasted effort–and should be avoided.
7. Take responsibility for your own results. If you blame (or credit) luck, fate or divine intervention, you’ll always have an excuse.
8. Stretch past your limits on a daily basis. Walking the old, familiar paths is how you grow old. Stretching makes you grow and evolve.
9. Don’t wait for perfection; do it now! Perfectionists are the losers in the game of life. Strive for excellence rather than the unachievable.
10. Celebrate your failures. Your most important lessons in life will come from what you don’t achieve. Take time to understand where you fell short.
11. Don’t take success too seriously. Success can breed tomorrow’s failure if you use it as an excuse to become complacent.
12. Avoid weak goals. Goals are the soul of achievement, so never begin them with “I’ll try …” Always start with “I will” or “I must.”
13. Treat inaction as the only real failure. If you don’t take action, you fail by default and can’t even learn from the experience.
14. Think before you speak. Keep silent rather than express something that doesn’t serve your purpose.
Train Your Brain to Focus – Paul Hammerness, MD, and Margaret Moore – Harvard Business Review
Tou farta de passar graxa aos meus colegas hoje com Dears e emails calmos e tudo muito certinho. Tenho que deixar de tomar destas pastilhas.
O tu que sabes quem és, esta é pra ti
Lembras-te da raposa?
Ontem: POW!!!! em frente ao chefe dele e tudo.
Buuuff (isto sou eu a soprar pro cano da espingarda a la filme)!
Ou em bom Português: toma lá ó cabrão!
Se quiseres depois dou-te umas aulas 😉
O que eu precisava era de uma armadilha de caçador!
Trabalho com muita gente, mesmo muita gente. E com vários Países, logo, com várias nacionalidades.
Este ano que passou descobri que independentemente da nacionalidade existem “raposas velhas” em todos os sítios.
“Raposa velha” é aquele fulano/fulana que tem mais de 25 anos de casa e que aprendeu a dar a volta aos chefes sendo manhoso, fazendo-se de vítima (ai estou tão cheio de trabalho, já não aguento mais!), fazendo única e exclusivamente o que quer, mas dando a ilusão de que está sempre pronto para cumprir com todos os nossos pedidos. Normalmente trabalha nas costas das pessoas, atrás do pano, e mexem-se bem na organização. Tentam plantar sementes de diz-que-disse e espalham boatos que minam as pessoas mais novas que tentam chamar a atenção para o facto de eles efectivamente não fazerem nenhum.
São gente perigosa se não soubermos como jogar. Normalmente é malta insegura que esconde a sua incompetência e incapacidade por trás de grandes filmes montados em que, lá está, se fazem de vítimas.
Não são filhos da puta, são apenas gajos/gajas com arte, que à pala de tantos e tantos anos de trabalho no mesmo sítio digamos que…sabem viver. Encontram-se aos magotes na Administração Pública e na Banca mas estão em vias de extinção. É que hoje em dia mudamos muito de empresa e como tal não é habitual passarmos 20 anos na mesma. Mas ainda há muito boa gente dessa.
Ora a minha organização não compactua muito bem com este tipo de pessoas. Eu então tenho-lhes verdadeiro pó. É gente que me faz perder tempo, e eu detesto que me façam perder tempo.
Normalmente não preciso de fazer muito porque eles são eliminados com o tempo, coisa de um/dois anos e não aguentam a pressão e acabam por se fazer à vida. Mas há alguns que se vão safando como podem e duram mais. E esses, oh esses dão cabo do meu sistema “nervótico”. Principalmente porque eu sei jogar, e entalo-os. Então aí começam a sacar trunfos debaixo da manga e às vezes vencem pelo cansaço. Aqui há uns anos passei-me dos carretos com um Senhor que, raposa velha e filho da puta, tinha uma conversa quando o Director de Projecto estava presente na sala, e outra assim que ele saía pra atender um telefonema. Aí sacava do fel e atacava-me, qual filme. Só faltava dizer: you are soooo screwed!
Eu estava a fazer o meu trabalho, ele há um ano que empatava uma resposta, e se na organização antiga dele isso funcionava e era gajo pra enterrar o assunto durante 5 anos ou pro resto da vida, na minha, com todos os mecanismos de controlo que estão presentes, não há a mínima hipótese. Obrigamos o Senhor a tomar uma decisão. E a única forma de o fazer foi por o chefe dele a apertar-lhe os gargamelos.
Agora deparei-me com outra, e está a ser mais difícil de gerir. A minha vontade é despedir o gajo, mas eu não tenho poderes pra isso. Também não lhe posso cortar os cafés que vai tomar de meia em meia hora. Mas posso fazê-lo trabalhar. Benza Deus as ferramentas de controlo que o fazem suar. Para terem uma ideia, é como ter a possibilidade de por um torno nos tomates do tipo e ficar a observar enquanto aperto devagarinho, devagarinho, devagarinho……. POW!!!!!!!
Só pra chatear
Kumar Sanjeev na Índia está como os José Silva para Portugal.


