Tenho um banner muito bonito que foi feito por um moço amoroso que eu nem conheço, mas estou fartinha do mesmo. Alguma alma caridosa percebe disto e está disposta a fazer-me um banner novo? Em caso afirmativo, podem enviar as propostas pra: sofiaandorinhaquevoa@gmail.com
Abraçar é algo tão pessoal. Quando alguém nos abraça permitimos que invadam aqueles dois palmos de distância que mantemos à nossa volta e chamamos “espaço íntimo”. Dependendo de como fomos educados, se os nossos Pais nos davam abraços com frequência ou não, podemo-nos sentir mais ou menos à vontade com o gesto. Mas mesmo que tenhamos tido uns Pais amorosíssimos, passamos sempre por aquela fase denominada adolescência em que rejeitamos o nosso corpo, que achamos que um abraço é sinónimo de ser lamechas e fracos, e desabituamo-nos a abraçar. Aqui há uns anos fiz uma terapia um bocado marada (de que não me lembro bem o nome) com uma Senhora extraordinária e que começava cada sessão com um abraço. Aquilo era estranhíssimo! A terapia devia-se ao facto de eu não verter uma única lágrima há uns bons 10 anos e como tal, cada vez que me emocionava ficava com tudo contido dentro do peito e tinha falta de ar, dores físicas mesmo. Basicamente, não conseguia libertar os sentimentos. A terapia foi impecável sendo o momento áureo da mesma o dia em que desatei a chorar a ver o Extreme Make Over. Juro. Depois de 10 anos sem uma única lagriminha no canto do olho, não é um bom filme que me liberta, não é uma música, é uma casa a ser demolida e reconstruída por gajos pagos a peso de ouro em reality TV. Seriously? Adiante! Passado aí um ano de ter terminado a dita terapia comecei a fazer Candeia. Ora a Candeia é um grupo em que abraçar é a modos que mandatório. No meu primeiro fim de semana de animadores pensei que aquela gente fazia toda parte duma seita e que estava tudo tolinho. Um dos primeiros exercícios era estarmos todos em roda e tínhamos que ir abraçar uma pessoa que achassemos que precisava dum abraço. Ora eu não conhecia nenhum daqueles cromos! Como é que eles sabiam se eu precisava ou não?!?! De repente dou comigo a receber uma porradona de abraços e eu sem me deslocar pra abraçar ninguém. O certo é que os abraços eram distribuídos com tanto carinho, com tanta disponibilidade por parte de cada pessoa que eu … gostei! E durante 6 anos tive direito a todo o tipo de abraços: fortes, chorosos, daqueles que tiram as saudades, dos outros em que se sente o coração, abraços medrosos, abraços palhaços, abraços carregados em ombros, abraços, abraços, abraços. Já não faço Candeia desde Setembro de 2010 e desde então abraço e sou abraçada, e alguns com saudades, principalmente quando me vêm visitar (ou o mega abraço que dei e recebi dos farrapos que andam a dar a volta ao mundo, e meu, aquilo foi um abraço à séria!!!), mas geralmente não é a mesma coisa. Porque a não ser que seja alguém que esteja habituado a fazê-lo, a mágica quebra-se no sentimento retraído involuntário do outro provocado pela minha invasão do espaço íntimo deles.
Enfim, não me posso queixar, até porque sempre que vou a Portugal my Candeia “mimes me!” mas digamos que passei duma eficácia de abraço de 100% para uns… 30%. E ontem abraçaram-me como nesta foto (pirosa, peço muitas desculpas mas não encontrei melhor que isto) tendo-me apanhado desprevenida, e derreti-me inteira e percebi AS SAUDADES que eu tenho deste tipo de mimo. Tenho mesmo muitas muitas saudades. Quero mais.
E só porque tenho mesmo muitas saudades, ponho aqui alguns dos meus xi-corações favoritos. (se esperavam fotos dos meus exs estão munto enganados!)
que costumo ler: podem por favor rever as vossas configurações das caixas de comentários pra que eu possa subscrever pra ver as vossas respostas? É ir às configurações dos comments e por aquilo como incorporado, por exemplo. Quem quiser, óbvio! Mas depois não se chorem se não vos responder! Ass: a gaja que tem a mania que é importante.
Rueff à Presidência! Rueff à Presidência! Rueff à Presidência! Rueff à Presidência! Rueff à Presidência! Rueff à Presidência! Rueff à Presidência! Rueff à Presidência! Rueff à Presidência! Rueff à Presidência!
Os Maridos das Outras (Letra e música: Miguel Araújo Jorge)
Toda a gente sabe que os homens são brutos
Que deixam camas por fazer E coisas por dizer Muito pouco astutos, muito pouco astutos Toda a gente sabe que os homens são brutos
Toda a gente sabe que os homens são feios
Deixam conversas por acabar E roupa por apanhar Vêm com rodeios, vêm com rodeios Toda a gente sabe que os homens são feios
Mas os maridos das outras não,
Porque os maridos das outras são O arquétipo da perfeição O pináculo da criação Dóceis criaturas De outra espécie qualquer Que servem para fazer felizes As amigas da mulher Tudo o que os homens não (Tudo o que os homens não) Os maridos das outras são
Toda a gente sabe que os homens são lixo
Gostam de músicas que ninguém gosta Nunca deixam a mesa posta Abaixo de bicho, abaixo de bicho Toda a gente sabe que os homens são lixo
Toda a gente sabe que os homens são animais
Que cheiram muito a vinho E nunca sabem o caminho Na na na na na, na na na na na Toda a gente sabe que os homens são animais
Mas os maridos das outras não,
Porque os maridos das outras são O arquétipo da perfeição O pináculo da criação Dóceis criaturas De outra espécie qualquer Que servem para fazer felizes As amigas da mulher Tudo o que os homens não (Tudo o que os homens não) Os maridos das outras são
Voz, guitarra acústica, guitarra eléctrica, baixo, bateria e percussão
Gravado nos estúdios Meifumado, em Famalicão, nos dias 21, 22 e 23 de Março de 2011
Miguel Araújo Jorge: letras, músicas, vozes, instrumentos, produção e arranjos Zé Nando Pimenta: gravação João Bessa: Misturas (Boom Studios) Masterização: Jamal Ruhe (West West Side Music Studios, NY) Realização/Fotografia: André Tentugal Câmaras: André Tentugal, Luis Pedro Cardoso e Maria Ferreira da Silva
Então Sofia? E tu? Eu trabalho das 8 às 17, passeio os cães e depois vou ao gym dia sim dia não. Nos outros dias aprendi com os Holandeses e faço o que posso pra ser feliz como eles:
How, you ask, are the Dutch spending all this free time (or the additional 697 hours to be exact)? Well, my friends, they are certainly enjoying themselves. I’ve seen ‘em. They’re riding their bikes, they’re sitting at cafes discussing the weather, they’re leisurely shopping for hagelslag and drop, they’re enjoying mama/papa-dags, they’re eating herring, they’re taking their 25 days/year of vacation, they’re frolicking in their tulip fields. Jokes aside, the Dutch do somehow manage to top the list of productivity in the EU, so something seems to be working and let me tell you, they’re having a hell of a good time at it! The women, however, appear to be having the best time of all – being ranked as the “Happiest Women in the World“. It appears they’ve figured out what we all inherently know as true: working less is better. Perhaps that’s why Dutch people are so attached to their agendas! They need those little books, and iphone calendars to help them schedule all their bloody free time! It’s a good life in the lowlands, I ain’t complaining
Ouço imensas vezes a Rádio Comercial e o hit do Boss AC sexta-feira. Gosto do ritmo e sei a letra de cor porque se cola literalmente ao ouvido, mas também porque mexe comigo. embrulha-me o estômago.
Esta letra é o espelho perfeito da sociedade actual Portuguesa. Cada vez conheço mais gente que foi educada sendo hiper protegida pelos Pais, que lhes garantiram uma casinha, um curso, um carro e que lhes deram preparação ZERO para lidarem com a vida, essencialmente, com o fracasso. Como nunca tiveram que dar ao litro senão pra estudar e ouviram N vezes “o teu trabalho é estudar, não tens que te preocupar com mais nada! Eu pago a conta da água, da luz, do gás, a renda ou a hipoteca da casa, e tu ESTUDAS que é pra teres um futuro!” há muita malta hoje em dia que pensa que tudo lhes vai cair do céu. Tal como caiu o guito pros copos à sexta, o carro e a gasolina, a casa e as contas pagas. Caiu tudo do céu, e porque eles se portaram bem e estudaram. Como tal têm direito à recompensa plena: um bom emprego! E oh Pai, arranja aí umas connections! E tenho uns amigos aqui e ali, eles ajudam. E agora que essa mama acabou e não há emprego? Como é que se anda pra frente? Como é que se vive?? Como é que se constrói um CV? Vê-se na net mas aonde? E onde é que eu arranjo um emprego? E uma casa? Pera lá, mas afinal quanto dinheiro é que preciso pra viver? Eh pa, deixa cá fazer contas… o dinheiro do emprego tem que dar pra comprar a roupa de marca, o relógio XPTO, ir aos concertos in, pagar jantaradas e copos de fim de semana e mais umas idas ao Algarve ou à Costa Alentejana. E o resto? O Pai e a Mãe pagam. Fico a viver em casa. É na boa, os meus velhotes nem stressam por eu entrar e sair, tenho comida à pala, tasse bem. O bom emprego há-de aparecer! Se veio pros outros também há-de vir pra mim! Então e mudar de cidade? Eh pa, não, os meus amigos tão todos a curtir em Lisboa e eu vou agora pro Alentejo! Brincas, não? Nem pensar! Então e mudar de País? Isso deve ser bacano, eu até fiz erasmus e tudo, foi curtido. Então e como é que faço? Pa, tenho lá um amigo em Londres, abanco em casa dele e logo se vê, nem que vá lavar pratos! E aquilo lá tem muita vida, e há muita borga e malta com quem estar, deve ser fixe! Ele orienta-me lá trabalho. Ele orienta casa. Ele orienta amigos. Não tenho que me preocupar. Alguém há-de tomar conta de mim! Se o fizeram até hoje, porque é que não há-de ser sempre assim no futuro? Eu até me portei bem!
Então mas faço o quê?! Amiguinho, quem não chora não mama! Vamos culpar o Governo!
Letra
Tantos anos a estudar para acabar desempregado Ou num emprego da treta, mal pago E receber uma gorjeta que chamam salário Eu não tirei o Curso Superior de Otário … não é falta de empenho Querem que aperte o cinto mas nem calças tenho Ainda o mês vai a meio já eu ‘tou aflito Oh mãe fazias-me era rico em vez de bonito É sexta-feira Suei a semana inteira No bolso não trago um tostão Alguém me arranje emprego Bom Bom Bom Bom Já Já Já Já Eles enterram o País o povo aguenta Mas qualquer dia a bolha rebenta De boca em boca nas redes sociais Ouvem-se verdades que não vêm nos jornais Ter carro é impossível Tive que o vender para ter combustível Tenho o passe da Carris mas hoje estão em greve Preciso de boleia, alguém que me leve É sexta-feira Suei a semana inteira No bolso não trago um tostão Alguém me arranje emprego Bom Bom Bom Bom Já Já Já Já É sexta-feira Quero ir p’ra brincadeira Mas eu não tenho um tostão Alguém me arranje emprego Bom Bom Bom Bom Já Já Já Já Basta ser honesto e eu aceito propostas Os cotas já me querem ver pelas costas Onde vou arranjar dinheiro para uma renda? Não tenho condições nem para alugar uma tenda E os bancos só emprestam a quem não precisa A mim nem me emprestam pa mudar de camisa Vou jogar Euromilhões a ver se acaba o enguiço Hoje é sexta-feira vou já tratar disso É sexta-feira Suei a semana inteira No bolso não trago um tostão Alguém me arranje emprego Bom Bom Bom Bom Já Já Já Já É sexta-feira Quero ir p’ra brincadeira Mas eu não tenho um tostão Alguém me arranje emprego Bom Bom Bom Bom Já Já Já Já Bom Bom Bom Bom Já Já Já Já Tem que ser BOM JÁ!
Não estou a colocar imagens pra “encher chouriços”. É que eu acredito pia e fielmente nesta frase. E custa-me horrores falar constantemente com pessoas que estão sempre à espera. Essencialmente custa-me ver gente que está sempre à espera do momento ideal para ser feliz. É hoje, é agora, é já. Só depende de ti. Repitam muitas vezes:
Esta vida é muito curta. Esta vida é muito curta. Esta vida é muito curta. Esta vida é muito curta. Esta vida é muito curta. Esta vida é muito curta. Esta vida é muito curta. Esta vida é muito curta. Esta vida é muito curta. Esta vida é muito curta. Esta vida é muito curta. Esta vida é muito curta. Esta vida é muito curta. Esta vida é muito curta. …………. mesmo muito curta. Sigam em frente, não esperem por ninguém.