Obrigada Sílvia, é mesmo o texto todo. Vão ler, vão!
Um dia inteiro assim era coisa pra me agradar
(acho que já partilhei este vídeo, mas como não tenho a certeza e gosto tanto disto, cá vai!)
Petzi hipé mega gorda
Isto de ter uma cadela hipé mega gorda
Se casa Laura y Xavi
Amanhã vou-me meter num avião rumo a Barcelona para assistir ao casamento da Laura y do Xavi.
Somos todo um agrupamento de 50 pessoas, família incluída. Adoro!
Sou a única Portuguesa. Sou a única que no parlo Catalan. Sou a única que vai do cú do mundo pra assistir ao casamento de uma das minhas melhores amigas há quase oito anos. O casamento vai ser em Outubro e não em Setembro porque La Sofi se iba de vacaciones en Septiembre y lo pasamos a Octubre.
Quanto mais conheço a Laura e o Xavi mais me cai o queixo com o nível de amizade que o ser humano é capaz de atingir. Conheci a Laura num veleiro em 2003 nas Ilhas Gregas. Íamos em barcos diferentes e três dias antes da viagem acabar trocamos uns CDs de lounge, blues e Tribalistas, e no fim da viagem achamos que era uma pena não nos conhecermos mais e convidei-a pra vir a Portugal quando quisesse. Em Outubro a Laura apareceu em Lisboa. Tirei uma semana de férias e fui-lhe mostrar Portugal de Melgaço até Lisboa. Parecia que fazíamos férias juntas há anos. Ficamos amigas até hoje.
A Laura é oito ou nove anos mais velha que eu. Aos 37 quando já tinha praticamente desistido de aturar elementos, encontrou o Xavi, o seu São Bernardo porque o moço é o que chamamos em Português, um pacholas.
Quando fiz 30 anos estava muito deprimida, achava que o mundo ia acabar com a idade. Falei com a Laura que me tentou explicar que o melhor vinha agora. Os 30 é que eram a loucura e que eu ia perceber depois. Não acreditei nela. Por isso no dia dos meus anos mandou-me entregar na minha casa em Lisboa um ramo enorme de flores lindo de morrer. Ia ser um aniversário inesquecível porque ela tinha decidido que me ia mostrar “a luz”. Eles já namoravam há uns tempos mas eu ainda não conhecia o Xavi. A Laura matou dois coelhos duma cajadada só e além do ramo, amandou-se a ela mesma, ao Xavi e ao Iñaki para Lisboa para garantir que eu percebia que os 30 iam ser a melhor década da minha vida e apresentar-.me o moço. E eu gostei muito do pacholas. E ele gostou muito de mim. E praticamente adoptaram-me. E ofereceram-me como prenda uma viagem de avião a Barcelona, válida durante 6 meses, para garantir que não passavam muito mais tempo sem me ver. E em Março do ano seguinte lá fui eu velejar com os amigos deles pela Costa Brava. E foi mais espectacular do que possam imaginar. No ano seguinte fui eu a Barcelona nos anos da Laura e preguei-lhe uma surpresa daquelas com a ajuda do par. E depois emigrei. E em 2009, como já fazia mais de 2 anos que não nos víamos, o Xavi ofereceu como prenda de anos à Laura uma viagem a Amesterdão, onde ambos já tinham estado, só para poderem estar comigo. E eu voltei a ficar sem palavras. E agora vão casar e eu estou muito feliz porque duas das melhores almas que conheço se vão unir oficialmente e eu vou lá estar. Perdida no Catalão mas “encontrada” por eles. E como o casamento é mesmo familiar, vão-me buscar ao aeroporto, vamos jantar, sábado vou ao cabeleireiro com a Laurita, depois há almoço num restaurante seguido de festa em casa deles em Sigs, uma aldeia perdida a norte de BCN, e no Domingo trazem-me de novo ao avião, mas só depois de almoçar com a família toda outra vez. A Petzi está enorme por isso não pode ir, mas estiveram dispostos a dispensar o gato deles durante uns dias pra eu poder lá estar com ela sem problemas. A sério, afinal quem casa? Casamos os 3? :))) Onde é que acaba a minha festa para começar a deles? Sou tão mimada por estes dois caramelos que um dia destes ponho-me na alheta pra Barcelona só pra poder ser adoptada definitivamente!
E lá vou eu, sem Petzi, mas de alma e coração cheios, prontinhos para a voltar à Holanda a transbordar de alegria! Vivam a minha Laurinha e o seu Xavi!!
A regra dos 30% na Holanda é toda uma novela
Isto vai dar cá uma bronca… só agora é que se estão a aperceber da quantidade de pessoas que vão dar à sola e que realmente não têm quem os substitua a todos. Note-se que a taxa de impostos na Holanda é a mais alta, ou das mais altas da Europa. Note-se que estes gajos não têm desemprego praticamente nenhum, logo não vão ter gente que compense todos os que querem ir embora. Por último, as empresas vão ter de gastar milhões para manter empregados a 73K/ano e sair para outros Países que fiscalmente sejam mais atractivos. Há muita gente a pensar com os pés….
http://www.dutchnews.nl/news/archives/2011/10/big_cities_fear_30_ruling_chan.php
Preciso de dicas novas…
O que é que é um must see em:
Kuala Lumpur
Malásia
Filipinas
Bali
Vá, podem começar a insultar-me, mas pralém disso podem dar dicas também? É só uma ideia louca, mas também uma opção. Ajudem lá a avó, vá lá…
Sabedoria
“Quem quiser ser amado, que ame”
Estas palavrinhas bem pensadas fazem bem a muita gente que aí anda. Arrebitem e deixem-se de culpar os outros pela vossa infelicidade.
Short list dos nomes canídeos
Ora após muita risota e muitas ideias de paletes de gente querida, amorosa e galhofeira, os nomes que se seguem são os que vão ficar em stand-by por vários motivos:
1) Petro (de petromax) e Bófia (de fita-bófia)
2) Leia & Luke
3) Lucky & Luke
4) Constança & Matias
5) Juicy & Banzé
6) Francesinha e Minibock
7) Bitoque e Bifana
Obrigadíssima a todos!
Nunca vi tantos cães por metro quadrado como em Verona.
Inédito! Enquanto andou no chão a Petzi meteu-se com todos os que pode. Social como a dona, é mais que óbvio. Farta de parar de 5 em 5 minutos metia na mochila e então é que foi a loucura. Senti e vi pessoas de máquina fotográfica em punho a tirar-lhe fotos. Sorri a mais de 50 pessoas (fora as outras que não vi) que se acotovelavam pra chamar a atenção dos companheiros, pais e amigos pro cão numa mochila. Fui parada por, sem exagero, umas 15 pessoas que lhe quiseram fazer uma festinha e dizer olá. E desmanchei-me em lágrimas (cabrão do TPM que nem em férias me larga) com uma senhora que se borrifou pra varanda da Julieta e disparou no discurso mais sentido e mais carinhoso para com a Petzi: tu sei magnificenta, como tu sei carina, como ti voglio benne, e pelo meio dirigia-se a mim rapidamente dizendo que tinha tido uma cadela maltês que faleceu há dois anos atrás depois de 14 anos como sua magna companhia, como sei bella, tu sei magnificienta mi senti? Si, tu me senti. Magnificenta.
De repente revi-me na Senhora e começaram-me a bailar as lágrimas enquanto me imaginei na rua, numa qualquer cidade do mundo, daqui a uns bons anos, a fazer festas e enlevar-me com o maltês de um desconhecido. Agradeci sinceramente com os olhos a Senhora que entretanto me leu a alma e despedi-me ainda com as lágrimas a bailar enquanto me saia um grazzie Sinhora entaramelecido.
