É isto que as féchionistas deviam ler.

Basta dar uma volta pela blogosfera para se perceber que a maioria de nós se liga mais facilmente a uns Louboutin que à pessoa que trabalha ao nosso lado. Que as sinapses se organizam melhor ante o mais leve vislumbre da mala da estação que por quem privamos diariamente. Embeiçamo-nos por um par de calças, trocamos às voltas à carteira e fazemos tudo para as comprar, num esforço que não tem paralelo quando lidamos com os outros. Um guarda-roupa recheado de estilo passou a ser o nosso Cartão do Cidadão. Concatenamos cores e padrões e entramos em relações profundas com objectos que ocupam um lugar que não lhes é devido.

Obrigada Sílvia, é mesmo o texto todo. Vão ler, vão!

Isto de ter uma cadela hipé mega gorda

faz com que me sobre pouco tempo para outras coisas como acabar de vos contar a Rota do Adriático. E não vamos falar de política senão acabamos todos a chorar e não há necessidade.
Tenho estado entalada em trabalho e auditorias, e o fim de semana em Barcelona foi fantástico, mas vim de lá bastante cansada. Acho que ainda não recuperei de todo e nem sequer me embebedei. É que isto de andar de mala às costas é muito giro, mas mói que se farta. Já sei que não têm peninha minha nenhuma, e não é pra ter. Eu aproveito muito bem a minha vida e os meus momentos. Mas que estou cansada, isso estou.
Entre várias outras coisas que me apetece contar, conto-vos que nas fotos oficiais do casamento fiquei na foto dos noivos com os irmãos da noiva. Baba e orgulho escorriam-me pela boca assim aos gomos, drop, drop, drop. Comi divinalmente, tanto comida Catalã como Asturiana. Tinha imensas saudades de comer BONS enchidos, BOM queijo (comi um queijo Manchego de ovelha e rosmaninho que ainda está cravado na minha memória – Quesos de la Huz) e “embandulhei” tudo o que pude. Andei pros lados da Sagrada Família e tirei um porradão de fotos. E o nome da cidadezita onde foi o casamento é Sils e não Sigs…sorry!
Tomei a decisão de dedicar mais tempo às pessoas que me são mais próximas e deixar de tentar ir “a todas”. Conheço gente a mais, e faço demasiados fretes: “ai não que senão é chato” ou a variante “tenho que ir senão vai ficar chateado(a)”. Vou ter 3 cães e não me vai sobrar muito tempo para despender com pessoas que desaparecem de circulação passado uns meses ou que só me convidam “porque ela é sempre tão animada”. 
Passo a explicar: eu nunca fiz amigos de copos, porque é que os haveria de ter agora? E vou começar a cobrar cachet de animadora de serviço. Seriously. Esta merda de ah e tal, vens à festa porque és muito divertida, nem imaginam a estucha que é. Tudo bem que é muito bom que achem que eu sou uma pessoa animada, é mesmo bom sinal, é sinal que sou feliz. Mas o próximo (a) que me tentar usar para animar a malta, juro que fica a falar sozinho. Saio porta fora assim que perceber que é pra isso que lá estou. É que vocês não acreditam se vos disser a quantidade de malta que me convida pra tal. São pessoas que nem sequer gostam muito de mim ou que não têm algo em comum comigo, mas que me convidam porque eu sou bem disposta e falo com toda a gente. Tipo vaso de flores, estão a ver? Naquela do “olha que gira, fica mesmo bem ali a dar vida à sala”.
Acabou-se.
Nem toda a gente tem que gostar de mim, mas eu também não tenho que gostar de toda a gente, certo?
Para verem o lado positivo da coisa, eu fiz alguns amigos de quem gosto a PACOTES e raramente os vejo porque o meu tempo voa a combinar cenas com outras pessoas. Tenho a Iolanda em Braga que mal vejo, a Laura em Barcelona, a Inma em Zaragoza, o Pedrocas em Den Haag, o Marmita e o Hugo, a Patxi e o Pina e os meus putos da Candeia em Lisboa, a Francesinha no Porto, e mais uns quantos por aí espalhados a quem não consigo dar a atenção que merecida porque passo a vida a combinar coisas por impulso, com gente que se calhar não me interessa assim tanto.
Agora vai ser restrito e quem quiser mesmo mesmo muito estar comigo, que venha cá casa que eu agora vou ali ser avó e já venho.
PS: vou fazer o meu funil, se é que me entendes!

Se casa Laura y Xavi

Amanhã vou-me meter num avião rumo a Barcelona para assistir ao casamento da Laura y do Xavi.
Somos todo um agrupamento de 50 pessoas, família incluída. Adoro!
Sou a única Portuguesa. Sou a única que no parlo Catalan. Sou a única que vai do cú do mundo pra assistir ao casamento de uma das minhas melhores amigas há quase oito anos. O casamento vai ser em Outubro e não em Setembro porque La Sofi se iba de vacaciones en Septiembre y lo pasamos a Octubre.
Quanto mais conheço a Laura e o Xavi mais me cai o queixo com o nível de amizade que o ser humano é capaz de atingir. Conheci a Laura num veleiro em 2003 nas Ilhas Gregas. Íamos em barcos diferentes e três dias antes da viagem acabar trocamos uns CDs de lounge, blues e Tribalistas, e no fim da viagem achamos que era uma pena não nos conhecermos mais e convidei-a pra vir a Portugal quando quisesse. Em Outubro a Laura apareceu em Lisboa. Tirei uma semana de férias e fui-lhe mostrar Portugal de Melgaço até Lisboa. Parecia que fazíamos férias juntas há anos. Ficamos amigas até hoje.
A Laura é oito ou nove anos mais velha que eu. Aos 37 quando já tinha praticamente desistido de aturar elementos, encontrou o Xavi, o seu São Bernardo porque o moço é o que chamamos em Português, um pacholas.
Quando fiz 30 anos estava muito deprimida, achava que o mundo ia acabar com a idade. Falei com a Laura que me tentou explicar que o melhor vinha agora. Os 30 é que eram a loucura e que eu ia perceber depois. Não acreditei nela. Por isso no dia dos meus anos mandou-me entregar na minha casa em Lisboa um ramo enorme de flores lindo de morrer. Ia ser um aniversário inesquecível porque ela tinha decidido que me ia mostrar “a luz”. Eles já namoravam há uns tempos mas eu ainda não conhecia o Xavi. A Laura matou dois coelhos duma cajadada só e além do ramo, amandou-se a ela mesma, ao Xavi e ao Iñaki para Lisboa para garantir que eu percebia que os 30 iam ser a melhor década da minha vida e apresentar-.me o moço. E eu gostei muito do pacholas. E ele gostou muito de mim. E praticamente adoptaram-me. E ofereceram-me como prenda uma viagem de avião a Barcelona, válida durante 6 meses, para garantir que não passavam muito mais tempo sem me ver. E em Março do ano seguinte lá fui eu velejar com os amigos deles pela Costa Brava. E foi mais espectacular do que possam imaginar. No ano seguinte fui eu a Barcelona nos anos da Laura e preguei-lhe uma surpresa daquelas com a ajuda do par. E depois emigrei. E em 2009, como já fazia mais de 2 anos que não nos víamos, o Xavi ofereceu como prenda de anos à Laura uma viagem a Amesterdão, onde ambos já tinham estado, só para poderem estar comigo. E eu voltei a ficar sem palavras. E agora vão casar e eu estou muito feliz porque duas das melhores almas que conheço se vão unir oficialmente e eu vou lá estar. Perdida no Catalão mas “encontrada” por eles. E como o casamento é mesmo familiar, vão-me buscar ao aeroporto, vamos jantar, sábado vou ao cabeleireiro com a Laurita, depois há almoço num restaurante seguido de festa em casa deles em Sigs, uma aldeia perdida a norte de BCN, e no Domingo trazem-me de novo ao avião, mas só depois de almoçar com a família toda outra vez. A Petzi está enorme por isso não pode ir, mas estiveram dispostos a dispensar o gato deles durante uns dias pra eu poder lá estar com ela sem problemas. A sério, afinal quem casa? Casamos os 3? :))) Onde é que acaba a minha festa para começar a deles? Sou tão mimada por estes dois caramelos que um dia destes ponho-me na alheta pra Barcelona só pra poder ser adoptada definitivamente!
E lá vou eu, sem Petzi, mas de alma e coração cheios, prontinhos para a voltar à Holanda a transbordar de alegria! Vivam a minha Laurinha e o seu Xavi!!

A regra dos 30% na Holanda é toda uma novela

Isto vai dar cá uma bronca… só agora é que se estão a aperceber da quantidade de pessoas que vão dar à sola e que realmente não têm quem os substitua a todos. Note-se que a taxa de impostos na Holanda é a mais alta, ou das mais altas da Europa. Note-se que estes gajos não têm desemprego praticamente nenhum, logo não vão ter gente que compense todos os que querem ir embora. Por último, as empresas vão ter de gastar milhões para manter empregados a 73K/ano e sair para outros Países que fiscalmente sejam mais atractivos. Há muita gente a pensar com os pés….

http://www.dutchnews.nl/news/archives/2011/10/big_cities_fear_30_ruling_chan.php

Sabedoria

Perguntaram numa ocasião a Mahatma Gandhi quais são os factores que destroem o ser humano, ele respondeu assim:

“A Política sem Princípios, o Prazer sem Responsabilidade, a Riqueza sem Trabalho, a Sabedoria sem Carácter, os Negócios sem Moral, a Ciência sem Humanidade e a Oração sem Caridade. A vida tem ensinado a mim, que as pessoas são amáveis, se eu sou amável; que as pessoas estão tristes, se estou triste; que todos me querem bem, se eu quero bem a eles; que todos são maus, se eu os odeio; que há rostos sorridentes, se eu sorrio para eles; que há rostos amargurados, se estou amargurado; que o mundo é feliz, se eu sou feliz; que as pessoas tem nojo, se eu sinto nojo; que as pessoas são gratas, se eu tenho gratidão. A vida é como um espelho: Se sorrio, o espelho me devolve o sorriso. A atitude que tomo na vida, é a mesma que a vida tomará ante mim.”

“Quem quiser ser amado, que ame”

Estas palavrinhas bem pensadas fazem bem a muita gente que aí anda. Arrebitem e deixem-se de culpar os outros pela vossa infelicidade.

Short list dos nomes canídeos

Ora após muita risota e muitas ideias de paletes de gente querida, amorosa e galhofeira, os nomes que se seguem são os que vão ficar em stand-by por vários motivos:

1) Petro (de petromax) e Bófia (de fita-bófia)
2) Leia & Luke
3) Lucky & Luke
4) Constança & Matias
5) Juicy & Banzé
6) Francesinha e Minibock
7) Bitoque e Bifana

Obrigadíssima a todos!

Nunca vi tantos cães por metro quadrado como em Verona.

Inédito! Enquanto andou no chão a Petzi meteu-se com todos os que pode. Social como a dona, é mais que óbvio. Farta de parar de 5 em 5 minutos metia na mochila e então é que foi a loucura. Senti e vi pessoas de máquina fotográfica em punho a tirar-lhe fotos. Sorri a mais de 50 pessoas (fora as outras que não vi) que se acotovelavam pra chamar a atenção dos companheiros, pais e amigos pro cão numa mochila. Fui parada por, sem exagero, umas 15 pessoas que lhe quiseram fazer uma festinha e dizer olá. E desmanchei-me em lágrimas (cabrão do TPM que nem em férias me larga) com uma senhora que se borrifou pra varanda da Julieta e disparou no discurso mais sentido e mais carinhoso para com a Petzi: tu sei magnificenta, como tu sei carina, como ti voglio benne, e pelo meio dirigia-se a mim rapidamente dizendo que tinha tido uma cadela maltês que faleceu há dois anos atrás depois de 14 anos como sua magna companhia, como sei bella, tu sei magnificienta mi senti? Si, tu me senti. Magnificenta.
De repente revi-me na Senhora e começaram-me a bailar as lágrimas enquanto me imaginei na rua, numa qualquer cidade do mundo, daqui a uns bons anos, a fazer festas e enlevar-me com o maltês de um desconhecido. Agradeci sinceramente com os olhos a Senhora que entretanto me leu a alma e despedi-me ainda com as lágrimas a bailar enquanto me saia um grazzie Sinhora entaramelecido.