Los Hungaros

Trabalhar com os Húngaros é algo que me deixa fora de mim, mais ainda que com os Indianos. E daí, se calhar não.
É que os Húngaros com quem trabalho obedecem ao template rigoroso que lhe mandamos e é como se fossem acéfalos. Eu não compreendo esta cena da estupidificação. Eu sei que não é suposto ter-se génios para fazer tarefas rotineiras da treta que eu não quero fazer, mas uma certa inteligência era agradecida. Não.
Se eu não mandar a folhinha de excel IPSIS VERBIS como eles têm lá exposto que deve ser, não entendem. Juro-vos que é desesperante.
Para terem uma ideia, aqui há uns tempos, durante uma espécie de auditoria interna daquelas da treta (que as a sério são feitas por pessoas com mais que dois dedos de testa), a tipa pediu-me um documento que em 2007 não existia. Vou repetir: NÃO EXISTIA. E não existia porque nem sequer fazia parte do processo elabora-lo, logo ninguém o fez. Esse documento só pode ser feito no início do contrato porque era um inventário. Ora se o contracto continuou e não se fez esse inventário inicial, é óbvio que 3 anos depois não faz sentido nenhum fazer um inventário inicial.
Eu expliquei isto à criatura mas ela não percebeu. Qual máquina só repetia: não posso aceitar a evidência porque falta o inventário. Cheguei ao ponto de perder a paciência e perguntar-lhe se ela sequer entendia o que estava a pedir. Ela disse que sim, e passou o meu caso pra chefe dela. Que também era Húngara. Tive o prazer de chamar de fina maneira “estúpida” à Senhora, porque também ela tinha a checklist do que eu devia entregar ao lado e eu não mandei aquele item, logo a checklist não estava completa, logo a colega também não queria fechar o assunto.
MAS O DOCUMENTO NÃO EXISTIA!! Eu não o podia inventar!! Tive vontade de lhe perguntar se queria que o tirasse agora do cú com um gancho, mas ela não ia perceber.
Este tipo de sistema dá cabo de mim. As pessoas não fazem puta de ideia do que estão a fazer. É como se fossem máquinas. Estupidificadas. Como se lessem um binário. Ou é preto ou é branco. É um beige e não lêem. Não lêem como aqueles programas de identificação de caras: tem bigode, já não é igual à foto. E eu passo-me. E perco a paciência. Porque eu recuso-me a acreditar que esta gente seja estúpida, só foi mal ensinada. E a culpa da falta de conteúdo não é deles, é da besta que lhes passou o trabalho. Porque partiu do princípio que eles não precisavam de saber mais que o necessário. E encontraram o povo certo, que não faz perguntas, apenas executa. Dasse!

E penso nisto todos os dias.


Os meus amigos que estão a dar a volta ao mundo dizem-me (de cada vez que tenho a sorte de falar com eles) que o que mais os impressiona são as pessoas que conhecem nos Países por onde têm passado, pessoas essas com vidas tão duras e ainda assim sorridentes. Sempre que alguém me diz que está com uma depressão penso para com os meus botões: as pessoas dão pouco valor ao afortunadas que são e depois dá nisto.

Esta foto foi tirada por eles no caminho para Lhasa, no Nepal. Lembrem-se dela antes de acharem que a vossa vida é uma merda.

Nunca tinha pensado nisto.

Pelo J. Rentes de Carvalho.

Um dos meus melhores amigos trazia-me as namoradas lá a casa logo na primeira semana de namoro. Não era suposto eu “farejar mazelas” mas sim a dita namorada entender que eu era uma Amiga. Não era amante, não era ex-namorada, não era um amor não correspondido, era só A Sofia, A Amiga. E eu gostava desta posição no ranking da amizade. Aliás, gosto.

Ah e tal, és tão boa pessoa porque até fazes voluntariado e tudo, gostava tanto de fazer o mesmo que tu!

Ai é? Então é seguir aqui o post da Izzie e comprar fatos de treino prós putos que eu depois hei-de aturar.
E vocês nem sonham na miséria que é cada vez mais patente, nem sonham com o sofrimento de miúdos pequenos e grandes que não têm de todo a mesma sorte que nós. Hoje uma das minhas miúdas disse-me: “eles disseram que eu era pobre”. Ao que eu disse: de momento és. E não lhe menti. Porque ela é uma das poucas que se vai safar, nem que eu tenha que a adoptar.
Mas na sua grande grande maioria, por experiência sei que miséria gera miséria, e estes putos precisam mesmo. Deixem-se de comprar m@rdas nos chineses, e contribuam pros Anjinhos:

o projecto chama-se Anjinhos de Natal, e podem encontrar informação no feicebuque, aqui neste blogue, ou pelo mail anjinhos.de.natal@gmail.com. Trata-se de proporcionar a crianças desfavorecidas uma prenda no sapatinho, e um autefite novo, a saber, um fato de treino quentinho. Uma pessoa decide eia, vou oferecer uma prendinha a uma criança que não as tem, escreve para aquele email, recebe o nome e idade do petiz, o tamanho do fato de treino a comprar, e o brinquedo que o infante pôs na sua lista. Fácil, hein?

Rir é o melhor remédio VIII

MACHO – É chegar em casa tarde da noite, após uma festa com os amigos, ser recebido por sua mulher segurando uma vassoura e ter coragem de perguntar: “Vai voar ou vai varrer?”

MUITO MACHO – É chegar tarde da noite em casa, após uma festa com os amigos, cheirando a perfume e cerveja, batom no colarinho, e ter coragem de dar um tapa na bunda da sua mulher e dizer…. “Você é a próxima, gordinha”.