My kind of guy?

O Josh Duhamel kinda of, um gajo parecido va, com este sorriso, esta altura, estes olhos verdes escuros que me param o relogio.
O filme “When in Rome” passou na TV Holandesa anteontem e tive a oportunidade de me babar durante hora e meia.
E antes que me digam como uma antiga chefe minha “tem muita cara de puto deslavado”, fiquem voces sabendo que so’ escolhi o “modelito” porque acho que este gajo vai envelhecer muitissimo bem tal como o Pitt ou o Cloney.
E eu gostava de envelhecer ao pe’ dum gajo que nao tenha medo da idade, de ficar careca ou barrigudo. Eu sei que ha aqui muito “trabalho” mas tambem ha muito e boa genetica. E este nao e’ dos que vai ficar pelado e encher-se de botox, digo eu!
Como este ja e’ da Fergie dos Black Eyed Peas vou ter de encontrar um assim pra mim. Vos garanto que estarei de cabeca perdida e anilhada em menos de 6 meses. Se o gajo gostar de caes entao…: 2 meses e nao se fala mais nisso!

http://www.imdb.com/media/rm80250368/nm0241049

PS: esta foto não foi escolhida ao acaso. Eu escolhi porque o tipo está a representar o tipo de homem simples mas charmoso de que gosto.

O optimismo andou escondido, mas hoje, no primeiro dia do ano, apareceu

No último ano, talvez porque 2011 foi um ano horribilis, parece que me esqueci do meu positivismo aprendido e treinado. 

Talvez também porque 2012 foi um bom ano, com saúde para todos os meus apesar de um ou outro revés (na minha casa nunca ninguém tinha ido à faca e no espaço de um ano foram três, só me safei eu. E como dizia o meu irmão no Natal, não te ponhas fina Sofia que só faltas tu experimentar os deleites dum hospital), tive escondido numa gaveta o meu alto espírito e a sensação de que está tudo bem e vai correr tudo ainda melhor. 
Quisás porque tenho seguido muito de perto a situação em Portugal e fui contagiada pelo espírito negro de Passos Coelho, dos jornais, e da verdadeira realidade de tanta gente que ainda ontem vivia à grande e hoje emigra para escapar à falta de emprego… o certo é que regredi por um ano e passei a estar ansiosa pelo futuro.
A previdência é uma coisa boa e algo a que não estava habituada. Sempre vivi bastante bem e torrei tudo o que podia em viagens, jantares e sapatos. Gastei de mais.
Este ano aprendi a ser mais comedida e a precaver situações inesperadas e comecei um caminho diferente que me vai permitir sentir-me mais confiante no futuro, menos ansiosa se algo corre mal.
Talvez tudo isso se tenha espelhado na sensação que tive ao acordar hoje, dia 1 de Janeiro de 2013. Um feeling enorme de que vai correr tudo bem, que está tudo óptimo e que o futuro não é negro, é estrelado, cheio de estrelas e vias lácteas.
Acordei com um feeling enorme de que vou voltar para Portugal. Não este ano. Mas antes de 2016. E reparem, não disse voltar A Portugal, mas voltar PARA Portugal.
Eu não saí de Portugal desesperada por não poder comportar as contas ou desempregada. Saí pra me especializar e ampliar o meu curriculum. Há dois anos atrás vi as portas a fecharem-se à minha frente com a entrada da Troika e das mil medidas de austeridade. E senti-me encurralada. Isto não estava nos planos.
Faz hoje 4 anos e 8 meses que saí por um máximo de 2 ou 3 anos. De repente vi-me a fazer planos para saltar da Holanda para outro País que não Portugal. Só quem cá vive sabe o que custa este clima e o mal que nos faz ao espírito e o difícil que é aguentar dia após dia a falta da luz de Lisboa, a falta da família, dos amigos, dos petiscos e da vida que tínhamos e que já não existe, e saber que mesmo voltando, nada será igual. E as dúvidas existenciais que se apresentam quando ouço alguém dizer: não posso ter três semanas de férias seguidas, o meu chefe nunca o permitirá. O escândalo na voz das pessoas quando digo que entro às 9 e saio às 17, que trabalho 50% do meu tempo a partir de casa e que jamais terei essa sorte em Portugal.
Hoje, de repente, num sonho, num feeling interior senti que tudo isto vai ser possível, que vou poder voltar, ter as regalias a que tão bem me habituei e que 2013 vai ser o ano em que vou construir esse caminho.
E quis deixar este sentimento por escrito, para mim. Para um dia vir cá e saber o dia em que senti que se virava uma página. Não porque seja o primeiro dia do ano, mas porque depois de dois anos de ansiedade, senti finalmente (e novamente), que tudo tem um propósito. Que construo o meu caminho e que cada passo que dou tem uma direcção, e que tudo se conjuga para que a direcção seja a melhor possível para mim e para os meus três encantos e para a minha família.
Que assim seja.
PS: e para quem precisar de mais um empurrão, fica aqui um blog cheio de energia positiva: http://positiveenergy2.blogspot.nl/

Quem lhes desse juízo é que era!

Eu gostava de saber qual é a p…da piada de atirarem foguetes dias inteiros e estouram de tal maneira que mais parecem bombas a aterrar na Palestina. 
Seriously!
Pra mais são as crianças que o fazem porque os paizinhos lhes compram fogo de artifício. São 3 dias desta m… non-stop!!!!
O que me vale é que os meus cães não entram em pânico, senão estava bem lixada.
Estou preparada pra um cenário de guerra.

O último a sair que apague a luz!

Foi isto que me disse um amigo do meu irmão depois de eu lhe relatar a minha chegada ao aeroporto do Porto.
Eu fui no dia 22, sábado, a pensar que teria um dia mais calmo que a sexta-feira.
O avião estava cheio, mas está sempre. É um Fokker 100, não cabia nem mais uma agulha lá dentro.
Levei os 3 cães comigo e quando cheguei ao Sá Carneiro fui buscar os cães à bagagem sem formato.
Lá estavam a Petzi e o Bitoque completamente histéricos. A Juicy tinha ido na cabine comigo na mochila vermelha. Estava lá também um piloto giro à brava que me pediu pelas alminhas pra eu tirar os cães da caixa pra ele os ver e eu fui uma otária e libertei-os. Foi o caos. Fizeram logo xixi (limpa Sofia!) e o Bitoque fez cócó no caminho pra saída. Apanhei o “sim senhor” do chão (já disse que fui muito estúpida ao libertá-los?), deitei-o no WC e segui com os dois pela trela e a Juicy às costas. A Petzi lembrou-se de largar o calhau a meio do corredor “Nothing to declare”. Lancei mão dos lenços de papel novamente e apanhei o dito cujo do chão.
Furiosa comigo mesma e com o giraço do Piloto, saio pela porta das chegadas e fico cegueta com os flashes e os telemóveis todos apontados a gravar o vídeo da chegada de alguém que não era eu.
Costumam estar umas cem pessoas por lá àquela hora.
No dia 22 estavam certamente bem mais de 300 a puxar pras 500.
Nunca tinha visto tanta gente naquele aeroporto. Estava tudo à espera dos filho(a)s, maridos, amigo(a)s. Tinha aterrado também um avião que vinha de Lisboa e outro de Londres. E eu a ser filmada porque tinha um cão numa mochila e mais duas gotas de água no chão. De repente há um senhor e uma moça que desatam a bater palmas à minha passagem.
Eu não sabia se rir ou se chorar. De repente aparece-me à frente uma amiga da Candeia. “Olá, tás boa?”; “Eu estou, e tu?”; “Estou à espera do João, está em Londres, mas vamos passar o Natal cá em cima”; “Ah.” (cabeça a mil: pois Sofia, faz sentido, eles casaram no ano passado, faz sentido, sim, ele foi agora mas ela ainda cá está). “Então e tu Sofia, chegaste agora mesmo não foi?”. “Maria, tenho um cagalhoto no bolso”.

Acho que ela pensou que eu tinha andado a fumar o que não devia antes de me meter no avião, mas eu estava era a suar por quantas tinha porque estava demasiado agasalhada pros 12 graus do Porto, stressadíssima porque os cães estavam histéricos porque apanharam um susto enorme na descolagem (de tal modo que se ouviu os latidos deles na cabine) e ainda por cima estava naquele preciso momento a chegar à conclusão que a reportagem que tinha lido no ionline naquela manhã não era exagerada como eu pensava.
Estava completamente siderada, em transe, eu não queria acreditar. Não tinha palavras.
O ionline foi à Portela entrevistar as pessoas que chegavam pro Natal: a nova vaga de emigração apenas comparável à dos anos 60.
Este gajos dramatizam sempre, fonix! Que exagero! Também não é preciso tanto!
Ou assim pensei até aterrar e ver aquele espectáculo todo.

Chegada a Braga larguei os cães em casa e vim pra rua onde decorriam a festa de encerrramento de Braga Capital Europeia da Juventude. Fui ter com o meu irmão. Comigo estavam os meus Primos mais novos de 24 e 27 anos. Foi a primeira vez em 16 anos que nos juntamos os 4. Um vive em Angola, e eu aqui. Os nossos irmãos em Portugal. Finalmente juntos e com idade pra beber uns canecos e assim foi.
O meu irmão estava num jantar com os amigos dos tempos da faculdade. Todos eles de Economia e Gestão. Eles tinham montado os seus próprios negócios, tinham lojas de delicatessen, restaurantes, empresas próprias ou exploravam as dos Pais. Quatro deles tinham emigrado no ano passado.
A pergunta que mais se ouvia na rua não era o típico Bracarense “E quê?”, mas sim “E tu, onde estás?”. Moçambique (resmas, paletes, contentores de Bracarenses em Moçambique, acho que o Farol, o Viana e o Bracara lá devem lá estar em peso), Angola, Rio, São Paulo, França, Suíça, Londres e como não, Holanda.
Inacreditavelmente, no dia em que celebravam a Juventude de Braga, nas ruas só se via malta da minha idade ou mais velha. “São os que ainda têm algum poder de compra porque se aguentaram bem no tempo das vacas gordas e ainda têm bons empregos; ou então emigraram já com emprego garantido e as coisas correm bem. Como tu”. Esta foi a resposta que levei quando me espantei pela quantidade de gajos da minha idade que vi na rua. Todos mais gordos e muitíssimo mais carecas, já agora. Ser mulher é altamente. Aquilo era a festa da mangueira. Por cada seis homens havia uma mulher. Outra que também não entendi.

E foi assim que relatei a loucura do aeroporto. Que relatei o meu espanto com esta profusão de emigrantes e gente espalhada pelo mundo inteiro e o Gil me disse: pois é, isto agora está assim. O último a sair que apague a luz.

Sai um robe quentinho pra mesa 3 oh faz favor!!

A minha querida Maezinha encontrou em casa dela um robe que me ofereceu ha uns 4 anos e que eu nunca mais tinha visto. Posto isto decidiu oferecer-me algo que ela considerou bem mais util e mais uns trocos que vao dar pra eu compensar parcialmente as UGGs que os meus terroristas roeram.
Ora pois entao ca fica a foto e facam como eu: riam-se a bom rir!
E se o vosso coracao parar quando virem as botas, nao se preocupem, a mim aconteceu-me o mesmo. Depois passa.
O que importa e’ eu estar bem preparada pra ter sempre a casa impecavel pro mariduncho que nao tenho, qual anos 60. Nem a vossa avo’ bate a minha Mae aos pontos!

O “berdadeiro” emigrante

Traz consigo uma mala a mais so pra poder fazer chegar ao Pais de acolhimento as delicatessens da santa terrinha, a saber: um belissimo queijo da serra, um kilo de presunto, couves Portuguesas e tronchudas pra congelar nao va apetecer um cozidinho a Portuguesa, 4 ou mais chouricos e alheiras e se ainda conseguir traz vinho e aguardente feita pelo Primo, Tio ou Avo.
Eu, alem disto tudo (excepto o vinho) porque ja nao havia peso que aguente ainda trouxe: um mini-aspirador, uma maquina pra cortar o pelo aos caes e outra pra secar os xuxus e 5 livros novoa. E la estao 21 kilinhos e uma emigra muito satisfeita!