Isto é tão verdade

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Post para residentes FEMININOS Tugas na Holanda

Meninas, este post é sobre depilação definitiva com luz pulsada.
Eu fui a uma Clínica no centro de Amsterdão, mais propriamente pros lados de Concert Gebouw (chique!!) tratar do meu problema de acne aqui há dois anos atrás.
Os resultados foram extraordinários. Foi caro, mas valeu a pena. A minha cara que estava próxima da parte detrás de um autocarro depois dum acidente, voltou a aproximar-se da maravilhosa pele sedosa que tinha aos 20. Com umas rugazitas de expressão, é claro, mas uma verdadeira belezura.
Eu queria por aqui a foto onde melhor se nota, mas não tou a encontrar, por isso paciência, vão ter de acreditar na minha palavra!
Bom, nessa dita Clínica, a mesma moça fazia depilação definitiva, só que aquilo custava os olhos da cara (e o outro também)e achei que 280 euros pra axilas e downstairs era um balúrdio.
A Fadoua (que é a mocinha de mãos milagrosas) montou o gabinete dela perto de Surinemplein, e além da rapariga ser exímia nos tratamentos e produtos, levou com ela outra coisa muito importante: a limpeza!
Quando liguei pra Clínica e me disseram que a moça já lá não trabalhava ia-me dando um faniquinho, mas com jeitinho deram-me o novo local e número, telefonei e este sábado lá fui eu. Com a sorte imensa que me caracteriza (esta minha estrelinha brilhante, oralilas!) expliquei à Fadoua que tinha que estar despachadinha à uma da tarde porque ia fazer a depilação definitiva a outro lado e ela diz-me: ah, e não queres fazer comigo? É que eu tenho cá uma promoção de 90 euros pra downstairs e axilas e assim fazias tudo no mesmo sítio!

Não foi de modas! Era mais barato que o que eu tinha arranjado em Braga city e a moça é uma profissional já por mim condecorada, por isso é óbvio que não só aceitei como lhe disse que faço questão de divulgar.

Minhas Meninas Tugas na Holanda, ficam aqui os contactos e usem e abusem. Eu JURO que não tenho comissão nem levo nada à borla. Há tanta gente a perguntar-me onde é que se encontram coisas e preços e sítios na Holanda, que achei que este seria um bom serviço público:

Precious Skin Institute
Legmeerplein 2
1058NL Amsterdam

Telefone: 020-6694455
website (com preçário e tal): http://www.ps-institute.nl/index.html

Podem dizer à Fadoua (lê-se Fádua) se vos apetecer que vão da parte da menina Portuguesa. Sou a única! Assim ela sabe logo que é pra promoção da depilação. É que a moça fala inglês mas não é assim uma craque daquelas, por isso têm que lhe falar devagarinho pra ela perceber tudo, ok? Ela é novinha e amorosa.
Gaijos, também espalhar às vossas mulheres e namoradas que aposto que elas vão agradecer. Só Deus sabe o que nós sofremos quando nos arrancam a penugem pá!
Pronto, too much detail….

Hoje quando acordei, tinha os super Mario Bros na minha janela

Juro.

Saio do quarto a espreguiçar, ouço umas vozes e sinto o cheiro a tinta e penso: estão a pintar o hall.
Completamente a dormir chego à minha sala onde tenho a dita janela de parede a parede de 5 metros e 60 e estão dois “manos” a pintar a varanda enquanto me dizem adeusinho. Como bons Holandeses, são enormes, e estes on top são gordos. Um é loiro e o outro é moreno, e o moreno tem um casaco com pelinho na gola, meeeeeesmo mesmo como o dos Super Mario Bros.

Amsterdam Dance Event

Chovia que Deus a mandava ontem. A potes. Torrencialmente.
A vontade de sair de casa era aproximadamente zero, mas o nosso amigo já tinha comprado os bilheres pro Amsterdam Dance Event.
Como não havia mais remédio senão largar as mantas, então siga pra um bom restaurante antes. Sim, que se eu não começar mais cedo, corto-me ao resto. Pra mais supostamente é pra ouvir batida…
Restaurante Capri no Joordan, recomenda-se.
A seguir “aterramos” num barco, perto de Amsterdam Centraal. Gente pra entrar q.b., não estava de todo vazio, nem havia filas intermináveis. De repente tudo se compõe e noto que lá dentro há bastante gente.
P’ra Holandeses, estavam muito bem vestidos. Tanto eles como elas. Se quisessem dar-se a ares até Moet Chandon havia. O ambiente era bom, não andavam bêbados a caírem-me em cima, pelo menos.
Entre muita escolha, fomos ao Hed Kandi, sempre era house e eu aguentaria a coisa já que trance e afins não costuma ser muito a minha onda.

Eis senão quando surge uma passagem de modelos. Péssimas. Más, muito más. Não sabiam andar, a elegância na passerele era: bola! As testas pareciam pistas de aterragem, as roupas eram um desastre. A única mulher que era bonita e cujo trajar era decente: a saxofonista.
A mulher agarrou-se ao saxofone como se não houvesse amanhã e durante 2 ou 3 horas, nem sei bem porque perdi a conta, tocou com os DJs e a percurssão e deu show.
Só parei de dançar quando os pés avisaram: é mais 20 minutos em cima disto e vais pra casa de andarilho!

O nome artistíco da Senhora Saxofonista é péssimo, mas ela é excelente: The Lovely Laura on sax, ela chama-se Laura Fowles e este é o web site dela: http://www.laurafowles.com/
Posso dizer que, sem sombra de dúvidas, foi do melhor som que já apanhei numa noite na Holanda. MUITO BOM.

Sem corda ao pescoço

Esta semana reparei pela primeira vez (já sabemos que eu sou mesmo muito despistada e não ligo nenhuma a pormenores) que os Holandeses não usam gravata com os fatos!
Melhor dizendo, aí uns 80% (se não mais) dos Dutchs não usa o “estrangulador” que eu confesso que acho que é uma peça de roupa lindíssima.
Adoro gravatas.
Acho que são o que define a elegância dum fato e às vezes diz-me muito sobre o bom gosto de um homem.
E estes melros não usam!
Qual é o sentido de um fato se não se usa gravata?
E os Holandeses que usam, têm um ar muito mais composto, até porque, aqueles que usam efectivamente, pelo menos na minha empresa, não têm gravatas com bonequinhos feios.
Tive um Colega Inglês que tinha umas gravatas péssimas que ele achava o máximo, com uns desenhos gigantes do Mickey e do Pateta com o Pluto. Uma coisa indescritível!
O certo é que, como o meu ambiente é de malta técnica que anda de calça de ganga e descontraído (às vezes esticam-se), e até um gajo que se travestia pra trabalhar já vi nesta terra, nunca liguei puto e não reparei que eles têm sempre um ar diferente de fato. Com a mudança de edifício passei a ver a malta de vendas, por exemplo. Esses e os outros, abrem o botão de cima e põe uma t-shirt branca por baixo e siga a marinha.
Eu ainda não vi um Dutch primo do Toni Ramos nesta terra – estes gajos pura e simplesmente não têm pêlos. Tinha uma amiga na Faculdade que dizia: eu gosto é dum bom “tapete”! o Tuga é mesmo peludinho, senhores…! – logo os branquinhos podem ter até dois botões abertos sem t-shirt que a coisa passa.
Gravata é que nem vê-la!
E é estranho.

Vai nevar

É a previsão de tempo pra próxima semana. NEVE!

NEVE!!

NEVE!!!

NEVE!!!

NEVE!!!

NEVE!!!

este Inverno é previsível que seja mais frio (ainda) que o do ano passado.

ARE YOU CRAZY?!?!?!

Nope, é mesmo:

NEVE!!!

Het weer van maandag 18 oktober

Vanmiddag en vanavond zwaar bewolkt met lichte regen of motregen, bij een maximumtemperatuur tussen de 11 en 13 °C. De wind is matig, kracht 3 uit ZW. In de avond zwak tot matig, kracht 2-3.
    vandaag morgen wo 20 okt. do 21 okt. vr 22 okt. za 23 okt.
    vrij veel bewolking bewolkt en af en toe regen bewolkt en een enkele lichte bui zwaar bewolkt met lichte regen of motregen bewolkt en een enkele lichte bui zwaar bewolkt en kans op buien
Temperatuur temperatuur 12 -2 13 8 9 3 9 2 11 4 13 6
Zonneschijn zon 45% 50% 60% 35% 40% 30%
Kans op regen neerslag 90%
0mm
90%
8mm
90%
44mm
85%
13mm
85%
5mm
70%
5mm
Wind verwachting wind 3Windrichting ZW 3Windrichting W 3Windrichting NW 3Windrichting W 3Windrichting W 3Windrichting ZW

Mudanças. Acessório. Supérfluo.

Hoje mudei de edifício. Mudamos para o outro lado da rua, logo a transformação não é assim tão grande, mesmo assim deu para ver comportamentos e reacções. Recebemos um email 4 dias antes a dizer: quarta-feira mudem-se pro andar X no edifício A. Há caixas ao pé das secretárias para esvaziarem os armários. Foi assim. A frio. Sem anestesia.

Daqui

Lembro-me que quando mudamos de Alvalade pro Oriente foi uma tragédia grega, porque os filhos estavam nas escolas mesmo ali, porque o marido ou a mulher trabalhava ali ao lado e vinham os 2 no mesmo carro, porque há anos que compraram a casa ali ao pé só pra não terem que fazer mais que 3 estações de metro, e o que dizer do que iam sofrer os senhores da padaria, da churrasqueira, da perfumaria, do talho que era tão jeitoso, daquela loja onde éramos clientes há 10 anos e já sabiam o meu número e faziam desconto e tudo e mimimimimimimimimimimimi.
Foram meses de tortura, com todos a queixarem-se e os poucos que andavam contente com a mudança, caladinhos, não fossem alguém arrancar-lhes a pele por estarem felizes porque se não era conveniente pra maioria, também não podia ser conveniente pra eles!

A ideia que eu tenho é que os Holandeses não vivem ao pé do emprego. Vivem onde gostam. Também não é necessariamente ao pé dos sogros ou dos Pais por causa das crianças.
É onde podem comprar e onde gostam da casa. E de X em X tempo, consoante os acontecimentos da vida, mudam de casa. Regra geral mudam de casa quando vivem sozinhos por vários motivos (chegam a mudar-se uma vez por ano), mudam quando se juntam/casam, depois quando têm filhos (porque vão para sítios onde os miúdos podem brincar com a natureza. Muito gostam estes gajos dum sapo, senhores!), consoante o número de filhos que tenham ou uma ou outra razão, podem mudar mais 2 ou 3 vezes, e finalmente, mudam quando estão perto da velhice e os filhos estão fora de casa, e compram uma casa de rés-do-chão, se possível sem escadas e com um quarto apenas (que é pro casal, não há cá quarto pros filhos ou visitas! Pro sogro/sogra/Pai ou Mãe, esquece lá isso, é o lar que é pra onde querem ir os velhotes ó pá, vou agora eu ficar aqui com o chouriço em casa! Adiante!).

O certo é que a mudança de edifício foi feita com tão pouco alarido, que eu hoje até fui pro antigo e esqueci-me que iamos mudar. É que ninguém se queixou! E as caixas foram cheias até às bordas, e não houve ninguém a “chorar” porque aquele disco que consegui comprar em 1976, com todos uns 128K, ia ter que ir pro lixo.

Lembro-me ainda que quando mudamos de Alvalade pro Oriente tive uma ideia peregrina que foi adoptada: tinham direito a uma caixa os “mobiles” e os “fixos/serviços centrais/administrativos” tinham direito a duas caixas. Tudo o resto que era acessório devia ser dispensado e deitado fora, ou levado pra própria casa.
A quantidade de lixo gerada era absolutamente inacreditável! O destruidores de papel encravaram várias vezes e os caixotes do lixo esbordavam com tirinhas e tirinhas e tirinhas de papel branco.
Eu também levei uma caixa. Quando cheguei ao Oriente, pus tudo num armário e nunca mais lhe mexi até que passado ano e meio tive que mudar de edifício outra vez. Deitei tudo fora, ficaram só 2 ou 3 dossiers.
Quando vim de Lisboa pra Amsterdão peguei nesses 2 ou 3 dossiers e fi-los em tirinhas. Não trouxe nada comigo excepto um disco rígido com informação pessoal.
Estou cá há dois anos e meio e hoje mudei de edifício novamente.

O meu armário estava vazio.

Trouxe o computador e a agenda às costas, e contentinha da vida sentei-me noutra cadeira, encostei-me a outra mesa e estou noutro edifício.
Ao longo de todos estes anos aprendi a deixar pra trás o que não interessa, a deixar de me agarrar ao passado e aprendi a agarrar-me à mudança. A mudança é leve. Tudo o que era acessório ou supérfluo ficou pra trás. Não tenho cá a folha, a foto, aquele post it e mais a data de traquitanas que tinha antes por isso agora: é fácil seguir em frente.

13 de Outubro de 2010

PS: Estou contente porque neste edifício há mais movimento, mais pessoas, há gente de mais Países e acima de tudo, mais novas. Nada contra os mais velhos, mas tenho 3 colegas de bengala, não estou a brincar. A média de idades era de 47 anos. Agora pelo menos tenho malta que me anima o dia!