Quando for grande, juro que quero ser como ela!

A Tuxa é a maior máquina de concentração e de organização que já conheci.
No dia 13 de Maio fomos todos a Munique e ela ainda não tinha SEQUER começado a escrever a Tese de Mestrado. Estamos a 9 de Junho e ela não só já a escreveu, como já a entregou ao Júri.
Isto sem férias! Ou seja, ela fez a Tese durante a semana e fins de semana, enquanto trabalha e ainda põe a casa em ordem, dando atenção e carinho pelo meio ao seu Meia-Laranja. E este Domingo ainda deu um saltinho ao Westerpark pros anos dum amigo nosso.
Vão-me desculpar a franqueza, mas p@ta que pariu! Esta Miúda é uma máquina!!
Eu adorava, juro, adorava ter só METADE da capacidade de concentração, dedicação e organização dela. Sem invejas, é mesmo admiração.
Se ela for tão boa como eu a aceitar elogios, vai-me rifar após este post: temos pena!
É que a sério, eu quando for “grande” (pra mais a moça é alta e eu ao pé dela sou mesmo 2 tostões de gente) quero ser assim. Mesmo. Quero.

Vivo en Torre España

Bem diz a minha Mãe que se pagam pela boquinha…
O ano passado depois da viagem à Costa Amalfitana fiquei fartinha até à raiz dos cabelos de Espanhóis e jurei que nunca mais viajava com eles. Fora os amigos que já tenho (e que adoro de todo o coração), já chega de Flamenquitos na minha vida.
Há umas 3 semanas atrás fui à lavandaria e passou por mim um moço que me disse Hello e a quem respondi Hola, porque era tão obviamente Espanhol que teria sido ridículo (e uma tortura p’ra mim) tê-lo deixado falar inglês. Assim que ouvi o Hola seguiu-se o típico: eres española? No, no, yo soy Portuguesa. blablabla, vou pra cima que tenho o arroz no fogão, até qualquer dia, e pirei-me. Este sábado que esteve un sol radioso volto ao jardim a passear a Petzi e atiro-me desenfreadamente pra relva, papo pro ar a apanhar sol e calor, e passa um puto por mim a correr com outro atrás dele: mira, mira! Aqui tenemos pistas! Podemos indentificar el DNA! Pimbas, mais do mesmo. No outro dia foi a moça da cadela que ladrava desalmadamente. Também Espanhola.
Hoje tava a passear a Petzi e no parque estava uma rapariga e um puto pequenino com ano e pouco, dois anos. A criancinha diz Hola, eu respondo Hola, e zuca: eres española? No, no, soy Portuguesa.
Ah! Pero como hablas Español!
Muchas gracias, vivi en España.
Y vives ahi en Torre España?
Perdón?
É que na semana passada, diz ela, vim ao parque com o meu filho e estavam aqui 4 raparigas, todas com os filhos, parecia que tava em Espanha! E elas disseram que vivem todas ali naquele prédio (o meu!), elas e um monte de espanhóis. É o mais perto de Espanha que podes estar en Den Haag. As casas são muito parecidas com as nossas e metade do prédio é Espanhol.

(#”$#%#$&%#$&%)

(o casal era muito simpático, muito Espanhol, mas queridos e adivinhem lá onde é que andam a ver uma casa pra alugar?! Pois.)

Portugal vai-se seguir à Grécia?

Ontem no escritório falei da situação de Portugal, pela primeira vez em dois anos, com os Holandeses.
Começou quando me perguntaram pelas minhas próximas férias e comecei a falar da minha ida a Portugal. Expliquei o que era o Santo António e os meus olhos começaram a brilhar quando iniciei a minha descrição: sardinhas assadas, o povo na rua, as marchas, o vinho carrascão, os amigos e os abraços apertados, O SOL, O CALOR, a praia, a Família, OS AMIGOS, OS AMIGOS, a imperial e os caracóis!
Devo ter sido tão expansiva que seguiu-se um: então, e quando voltas?
O sorriso desvaneceu-se e respondi sinceramente: não me parece que o faça em breve.
– Yup, we understand, Portugal is going to follow Greece, don’t you think?
O meu coração ficou pequenino, mas assenti que se continuarmos assim, não estaremos longe. Expliquei-lhes que a taxa de desemprego está nos 10%, a mais alta dos últimos 30 anos, que o IVA vai ser de 21% (o que inacreditavelmente, eles já sabiam), que a taxa de IRS vai aumentar (se bem que eu sou a favor dos 45% para rendimentos superiores a 150 mil euros), e que o Governo insiste nas obras do TGV, novo Aeroporto e uma Terceira ponte sobre o Tejo.
Enfim, eu não sou nenhuma douta na matéria, mas é o que leio todos os dias. Não vivo em Portugal, só sei que os meus amigos estão todos a aparecer que nem cogumelos na Holanda para trabalhar em áreas especializadas, para fazer Doutoramentos e Pós-Docs, trabalhar em Instituições Europeias, e que a fuga de cérebros em Portugal é uma realidade ainda mais premente que há uns anos atrás e que me revolta profundamente o Estado negar a mesma. Gosto de cá ter os meus amigos, mas não gosto de saber que estão a sair de Portugal porque sentem que são explorados a trabalhar sábados, domingos e feriados sem sequer terem a devida compensação monetária. Que o clima continua a ser fantástico, assim como a comida, mas que as pessoas não têm a possibilidade de os desfrutar condignamente porque só trabalham e só vêm o escritório. Isto tem-me sido dito repetidamente por cada amigo, por cada familiar, independentemente da área profissional.
Explicaram-me (eu confesso que não sabia) que quando o Euro entrou na Holanda o valor era de 2,27 Guilders por euro, e que (tal como em Portugal, na Espanha, na Grécia e noutros Países da Zona Euro) o que os comerciantes fizeram foi apenas trocar o símbolo do Guilder pelo do Euro, logo também os Holandeses perderam poder de compra.
Dizem os “Nostradamus” que o Euro vai desaparecer dentro de dois anos. Perguntei aos meus Colegas Holandeses se achavam que isso ia acontecer. A resposta foi curiosa no mínimo: Yes, probably for Portugal, Greece and so on. The euro will remain for Germany, Netherlands, and a few others, os burros do costume (dito por eles!).
Eu não penso que o Euro tenha volta atrás, mas nunca pensei na probabilidade de apenas alguns países do Norte o manterem.
Não quero com este post discutir política, nem bater no ceguinho e dizer “ai Jesus que Portugal tá tão mal e mimimi”. Só transcrevi a conversa porque achei interessante o facto dos Holandeses estarem ao corrente do que se passa no nosso rectângulo à beira mar plantado e de, pela primeira vez, ter tido uma conversa diferente da habitual “onde vais de férias? Como é que vai o Projecto X? Ó Sofia, podes ajudar aqui?”. Foi relevante. E como este blog é o meu “diário de bordo” da minha passagem pelos Países Baixos, achei que este momento era digno de nota.

Tens isto aqui tão duro!


Sabem quando nos fazem uma massagem nos ombros e soltam o sabido: tens isto aqui tão duro! Seguido duma risadinha parva e dum: a língua Portuguesa é muito traiçoeira! Pronto, tens os ombros muitos stressados, tensos, rijos (mais outra), enfim.
Más posições (lá está a língua traiçoeira. Língua Portuguesa, sim?! Ai, que me parece que esta já não tem salvação!) no avião e em horas de carro pra Paris e Munique, com stress acumulado por meses de trabalho intensivos, tiveram este brilhante resultado: os trapézios estavam tão doridos e tão massacrados, que desde a omoplata até ao cimo do pescoço a dor era única. Ao ponto de não conseguir dormir durante uma semana inteira e ter acordado com os azeites ontem e cheia de fúria dirigir-me ao Doutor Chinês que é especialista em problemas nas costas.
(porque é que tudo o que estou a dizer neste post me soa a dupla interpretação?)
ADIANTE!
Aqui em Den Haag há um, chamemos-lhe Consultório, nem sei se posso chamar-lhe assim…Chinês que tem médicos de Medicina Tradicional Chinesa especialistas em Tuina e em Acupunctura que se diz serem do melhor que há para RSI, problemas de coluna, problemas de costas, pronto.
A particularidade destes Senhores é que são: invisuais e não falam inglês nem holandês.
Quando se chega ao consultório há uma recepcionista que fala holandês e um bocadinho de inglês. É ela (ou ele) quem nos pergunta o que temos e que traduz ao Doutor.
A seguir deitamo-nos vestidinhos em cima duma mesa de massagens própria e começa a … tortura. Cada vez que toca num ponto dolorido e faço o habitual esgar de dor ele não vê, por isso solto um auuu ou um uiii, e ele diz: pain, pain, uuu, auuu.
Como a dor é tanta não dá pra ter tempo pra mandar uma gargalhada, até porque eles no Tuina fazem pressão nos pontos para que a dor passe (não na altura, a dor só passa depois!). Ao fim de 5 “pain, pain, uuu, auuu” já só temos vontade de lhe mandar um murro na tromba e peço aos santinhos que aquilo acabe depressa.
O certo é que saio de lá como se tivesse sido atropelada por um camião, mas no dia seguinte tou nova. Esta semana tenho 3 sessões de “pain, pain, uuu, auuu”. Uma ontem, outra hoje, e a próxima na sexta. Ontem já dormi benzinho, eram 22:30 e tava na cama com as galinhas e hoje cheira-me que às 21:00 já devo roncar. Tou toda partidinha mas sinto claramente que o efeito pretendido foi alcançado. É isso ou pra próxima que o Chinês me aperte num músculo dolorido o meu braço ganha reacção própria e dou-lhe um murro nos tomates que ele vai ver o que é pain!

Um fim de semana na Holanda

Sábado : Vela em Leiden e um escaldão na tromba. Segue-se um jantar acompanhado dos melhores vizinhos do mundo, com o Inter a ganhar e o Mourinho na mó de cima e eu, do Inter desde pequenina!
Domingo: lanche num parque em Amsterdão pra celebrar o anos da C. Um copo em casa do E. que também faz anos, e regresso à beautiful Den Haag pra descanso de Petzi Maria.
Segunda: caminhada de Den Haag a Scheveningen ( 7,5 km) com direito à melhor companhia e se Deus quiser à perda duns kilinhos debaixo do calorzinho bom que FINALMENTE chegou à Holanda.

All I have to say: I LOVE MY LIFE!

É fim de semana!

Eu gosto MESMO MUITO dos meus Colegas Holandeses, e não, eles não lêem o blog (acho eu!) por isso não estou a dar graxa.
Eu gosto mesmo muito deles, tenho um ambiente de trabalho fantástico, divertido e muito profissional, e mando umas gargalhadas valentes todos os dias que vou ao escritório.
Ontem a minha Colega Arzu disse-me que hoje ia ver o concerto dos Toppers. E fomos as duas juntas ao youtube pra eu poder saber QUEM eram os Toppers…É mais ou menos isto, e cada concerto tem um código de vestuário. O ano passado foi azul e branco, este ano é branco e prateado.

Fartei-me de gozar com ela, mas acima de tudo achei que devia ser muito divertido realmente, e confessei-lhe que um dia também queria ir ver o Toni Carreira

E ela exclama: AWSOME!! That looks great!

E eu ri-me que nem uma perdida e disse-lhe que um dia a levo a ver o TONI.

O certo é que os Holandeses gostam de coisas animadas, como disseram os meus amigos, a música deles soa a festival da canção (e a Arzu disse: yeah! Exactly! ) e eu fiquei cheia de vontade de um dia ir ver os Toppers!

Quem sabe p’ro ano não lhe faço companhia! :)))))

Publicidade Holandesa – C1000

Os Holandeses são uns castiços, já o disse aqui várias vezes.
Em termos de publicidade, quanto mais aparvalhada melhor.
A publicidade tem que ter sempre a sua piadinha.
Eu, mesmo não percebendo a língua, rio-me que nem uma perdida.
Até porque eles gozam imenso com eles próprios, e tal como nós fazem umas caricaturas bestiais.
Pra gáudio da malta, aqui fica um exemplo, o dos supermercados C1000 onde tudo se encontra ao preço da uva mijona. É uma espécie de Mini-Preço cá do sítio, mas em tamanho Lidl.

Isso é bué da longe!


De Amsterdão a Paris são 5 horas de carro.
Os meus Colegas Holandeses andam muito espantados com as minhas viagens, acham que eu sou uma ganda maluca e que conduzo muito ao fim de semana.
É nessa altura que eu explico pacientemente: se eu sair de Lisboa de carro 5 horas depois, quando muito, estou em Madrid. E com 10 horas não passo pra lá de Espanha!
Em 5 atravessei a Holanda, a Bélgica e cheguei a Paris.
Só então é que eles, metendo a mão na consciência, dizem o sabido, ah e tal, pois, a Holanda é pequena, mas nós nem temos noção, pois, realmente tens razão. E nós não fazemos o mesmo porque achamos longe, é uma pena.
Depois há outros que me dizem que quando tinham 23 anos se metiam num carro, e faziam 14 horas só pra ir passar o fim de semana a Barcelona.
E eu penso com os meus botões: C’a GANDAS MALUCOS!!!