Mas há muita coisa que não posso dizer aqui.
Vejamos as minhas opções:
– Falar de política – está muito batido além do que é absolutamente deprimente ver que a p* da Merkel agora deu uma de salvadora da Pátria Lusa ao colocar investimento alemão em solo Português. Não nos ocuparam no tempo do Hitler, ocupam-nos agora. Fodem-nos por um lado e fazem-se de amiguinhos pelo outro estendendo a mão qual Madre Teresa de Calcutá enquanto nos vendem armas como fizeram aos gregos ou sabe-se lá, uns submarinozitos pra substituir os que temos já que o ALD deve estar a acabar e convém renovar stock.Já estou a ficar irritada, é melhor parar por aqui.
– Falar de religião – é coisa proibida neste blog. Cada um tem a sua e há que respeitar e ser respeitado.
– Falar de Economia – nunca me senti tão frustada por ter um curso de Economia que está mais ultrapassado que nunca. Não serve sequer pra eu entender a economia mundial actual! pffff
– Falar de viagens – ando numa de alto corte de custos porque preciso de juntar dinheiro pra duas ou três coisas ultra importantes que passo a citar: comprar um carro no fim de 2013, ir ao casamento de três dos meus melhores amigos a Portugal e ser madrinha dum deles e pagar um curso de Holandês como deve ser mas dos avançados.Tenho uma marcada e paga em Abril pra ir aos Açores, mas o que eu quero mesmo mesmo muito é ir fazer os lagos e as montanhas rochosas do Canadá durante 3 semanas e passar uma semana em Toronto. A outra opção é passar 3 semanas na Califórnia e uma em Nova York. Ora viagens + carro + curso de holandês = porrada de dinheiro que não tenho, desculpem lá qualquer coisa se vos dei a impressão que era o Abramovich, mas não sou.
– Falar da minha família – está tudo bem lá em casa e recomenda-se. O meu Pai for pôr uma peça nova na anca e disse-me que a cicatriz dele no rabo era assim…. aí do tamanho de dois telemóveis!Chorei a rir. Desde quando é que os telemóveis são medidores?! Afinal de contas a cicatriz dele tem um dedo de tamanho. Vivam os avanços da medicina caramba! O meu Tio que foi operado há uns 10 anos diz que tem dois riscos de alto abaixo no rabo, um em cada bochecha.O dia 1 de Novembro foi dos dias mais giros de família que já tive desde que emigrei. Falei via skype com os Nandes todos em reunião, enqto comiam castanhas assadas à minha frente (isso lá se faz a uma emigra pah?), até vi a minha prima só com metade da placa, o meu primo Néné, os meus primos pequenos tão lindos, falei com os meus Pais que estavam babadíssimos porque o sobrinho Luis lhes pagou o almoço e fez a ronda da terrinha sempre a esbanjar charme, e por fim com o meu primo Luís pra saber como ia Melgaço city e o resto da minha família. Cinco estrelas! Adorei!
– Falar dos meus cães – já estão enjoados, não? 😉 Começam o treino dia 23 de Novembro com o método do clicker e mal posso esperar. Vai-me dar muuuuuito trabalho, e vai-me custar uma fortuna em biscoitos pra cão, mas vai correr bem e a sô Dona Petzi e a sô Dona Juicy vão ser umas perfeitas ladys! E o Bitoquinho, um Senhor!
– Falar de comida! Tenho batido as receitas todas da Donna Hay e comprei dois livros dela, o Fast, Fresh and Simple e um que se chama Salads and Vegetables, e fiz um risotto com tomates cherry e pesto (eu nunca tinha feito risotto na vida) que estava pura e simplesmente a puta da loucura! A mulher é um portento!!!
E tenho que cá voltar com as fotos da Museum Night e explicar o que é, porque foi das coisas mais giras que já fiz em Amesterdão à noite, e adorei! Também tive cá os meus primos e tenho fotos que comprovam que os meus cães são EXCELENTES pra crianças, fizeram deles gato sapato!!!Bem, pelos vistos até tinha o que contar! 😉 Esta minha preguiça ultimamente dá cabo de mim!
Boa pinga
O que fazem os emigrantes como eu na Tugo
Esta sexta vou até Lisboa comer caracóis, apanhar muito solinho e ver o Tejo…
E prendas que eu me dou a mim própria
Vi este livro numa livraria em Zurique e custava a módica quantia de 34 euros.
Achei um absurdo, por isso tirei-lhe umas fotos e quando voltei encomendei o livro online. Pela primeira vez na vida encomendei um livro na amazon em segunda-mão. Pois o livro veio como novo, IMPEC, e custou-me 7 euros (portes de envio incluídos).
E agora já posso fazer os parque nacionais todos da Europa.
É óptimo pra fazer escapadas e pretendo “limpá-lo” inteirinho aos bocadinhos.
Os parques recomendados da Croácia já cá cantam, agora só me faltam as outras 300 páginas!
Pro caso de gostarem de fazer trekking, caminhadas ou montanhismos, eis um livro que dá óptimas dicas e que podem aproveitar.
Mais que um mantra, um óptimo conselho!
Bergamo, Itália
Bergamo. Não conhecia, não tinha pensado em visitar, mas depois de analisar com a Tuxa as hipóteses na ida para o Lago di Garda decidimos parar por lá e foi A surpresa da viagem, pelo menos para mim.
A cidade é lindíssima, cheia de palácios reconstruidos, uma Universidade que me deixou com vontade de voltar a estudar e cada loja com comida que só de ver tive vontade de ter um estômago elástico. Se lá ficasse um mês que fosse vinha de lá com mais dois números de calças de certeza absoluta.
Ao fim do dia, depois de dar-mos uma volta pelo Lago di Garda acabamos a jantar no restaurante Baretto di San Vigilio na Citta Alta e foi um dos melhores repastos da minha vida. Como comemos, God. Deixo-vos o link para o restaurante para poderem voltar: http://www.baretto.it/
Cada vez que pensávamos que tínhamos terminado ofereciam-nos mais alguma coisa: uma mousse de manga para limpar o palato, e depois de umas sobremesas orgásmicas ainda nos ofereceram copinhos com panacota, a minha perdição. Saí de lá a rebolar mas feliz como um pardalito.
Nada como as imagens pra vos aguçar o apetite:
| continuamos a tradição “a la Amelie Poulain” e temos uma foto em cada cidade que visitamos, eheheh |
| Esta é a Juicy, feliz e contente na mochilinha dela. |
| Estes raviolis são os que estão na foto em baixo cozinhados e sao A LOUCURA! |
| A Juicy também foi, mas passou a vida ao colo duma moça que nos acompanhou e que se apaixonou pela minha bichinha. Estava a ver que não a conseguia trazer de volta!! |
| Bitoque on the go! |
| Petzi on the go! |
| Isto é Tiramisu!! |
Alpes Suiços
Não desapareci. Estive 3 dias na Bélgica num curso de CISA e jantei com a Inês e com a Sinapse (obrigada meninas, salvaram-me a viagem!).
Passei um Domingo e uma segunda em Braga (não me matem as Bracarenses) pra um baptizado relâmpago em que fui Madrinha da coisa mai linda do universo
Depois conduzi até à Suiça onde tive um dia em Lugano, sítio lindo de morrer e que a Tuxa há-de postar e recomendar (eu buli, ela curtiu, mas eu ganhei uma garrafa de San Vigilio 2007, reserva especial – VAI BUSCAR, que isto é pra quem pode, não é pra quem quer!), e a seguir fui pro Lago di Como onde acabei por conhecer o resto que me tinha ficado atravessado durante a viagem de Setembro onde só tive meio dia.
RECOMENDO!
Fiquei FÃ INCONDICIONAL de Bergamo, ao qual irei dedicar um post especial porque merece, e acabei a atravessar os Alpes Suiços de Itália até à Suiça e fiquei maravilhada, sendo que esta paisagem foi provalvelmente o cenário mais especial que tive oportunidade de ver nos últimos tempos.
Agora estou em Zurique, pronta pra mais uma reunião amanhã, onde se ultimam as minhas últimas horas de viagem nas próximas seis semanas.
Sim, porque já tenho outra viagem na calha. Pra quem está com inveja, seja da boa ou da má: dizem que há pomadas altamente qualificadas no mercado.
Já agora: viajar a trabalho só vale a pena quando se tem TEMPO e amigos da qualidade de Tuxa Maria.
(fotos da autoria dela, não minha)
Snorkeling em Pulau-menjangan – Bali
Quando fomos a Bali a Thessazita e o Fred disseram-nos que TÍNHAMOS que ir fazer snorkeling a Pulau-Menjangan porque estava no Top 10 deles pra fazer o dito.
Ora euzinha nunca tinha feito snorkeling, a Tuxa estava desgostosíssima porque ainda nem sequer tinha estreado o equipamento novo que tinha levado, e eu pensei: siga a marinha, se não aguentar subo pro barco e acabou-se.
Como não gosto de ser desmancha prazeres e detesto pensar que posso morrer estúpida por não experimentar uma coisa que todos dizem ser tão espectacular, enchi-me de coragem e disse à Tuxa: vamos que eu também quero ir!
E VALEU BEM A PENA!
Além de não me ter afogado, fiquei fã e no fim já controlava o tubo embora ainda não me aventurasse em mergulhos.
No início fiquei à rasca porque me deram um tubo que deixava entrar água, mas depois de ter trocado de tudo foi um ala que se faz tarde, qual peixinho no meio dum aquário. E foi LINDO!
E como não tínhamos máquina pra andar debaixo d’água, à cara podre roubei as fotos todas da Thessa e do Fred e publico agora para que veja a loucura que é andar a boiar pelas águas Balinesas.
Palminhas pra quem souber os nomes dos peixes e não vale dizer nemo!!
Jersey, UK
Nem sequer sabia onde ficava no mapa. Pensei que era Guernsey, mas não. É mesmo Jersey. Há umas quantas ilhotas todas muito próximas entre a França e a Inglaterra que são Paraísos Fiscais e têm a banca e as consultoras em peso lá instaladas.
Por motivos profissionais fui literalmente empurrada a lá ir.
No início fiquei animadita, mas depois vi os voos e vi que não dava pra ir e vir no mesmo dia e nem sequer dava pra ficar em Londres a visitar amigos numa noite de trabalho. Tinha que bater lá com os costados uma noite, numa ilha no cú do mundo, onde não conheço ninguém, com um voo de regresso no dia seguinte às 7 da manhã.
Antes de vos pregar uma seca que define as “joys” de viajar a trabalho, vou só falar um bocadinho do quão giro é levantar voo de Amesterdão em Abril e ver lá de cima os campos todos coloridos pelas tulipas, as casas todas certinhas e organizadas em bairros como se tudo fosse marcado a régua e esquadro (e é), com os lagos pelo meio, parques de bicicletas, os portos, tudo plano, tudo verde, uma autêntica casa de bonecas à escala; e aterrar numa ilha (Jersey) em que se vê do avião onde começa e onde acaba, rodeada de mar, muito verde, cheia de castelos antigos e casas senhoriais inglesas, com acumulados de casas aqui e ali, com muitos parques cheios carros e cheia de rebanhos de ovelhas.
E obviamente, influenciada pelo livro da Charlotte Bronté que ia a ler, transportei-me em segundos para o século 19 e imaginei como deveria ser tranquila e bem cuidada nessa altura.
Aterrei deliciada, confesso. Acho que esta foi a melhor (e única realmente boa) parte da viagem.
Os voos estão todos muito bem definidos e saí de Amesterdão às 10 da manhã pra chegar à uma da tarde (GMT, ou seja, menos uma hora que na Holanda) a Jersey. Não parei de porta a porta de gate pra gate. Os aeroportos de Londres e de Amesterdão são imensos, fiz “piscinas” dentro dos mesmos e foi sempre a correr e sempre a abrir. Queria estudar um bocadinho mas nem sequer tive tempo pra abrir o PC e fazer uns exercícios. É “sai de avião”, faz corredores kilométricos, de malas e portátil às costas para passar em novo check in, SMILE! pimbas mais uma foto e continuar sempre a andar até chegar ao gate rés-vés- Campo de Ourique e embarcar noutro avião.
Foi chegar a Jersey, fazer check in, engolir literalmente uma club sandwich, trocar os ténis pelas botas de tacão e começar uma reunião às 2 e meia e acabar às 7 e meia da tarde, non-stop. Chovia que Deus a mandava, foi chegar ao hotel e mandar-me pra dentro da banheira e pedir room-service.
Estava uma tempestade do caneco e o meu hotel estratégicamente escolhido ficava junto ao mar e a uma marina.
Fiquei no Radisson Blue Waterfront que recomendo vivamente caso algum dia lá queiram ir. Os quartos são impecáveis e o som do mar a bater embalou-me.
Fotos? Se virem as fotos do hotel vêem tudo o que eu vi de Jersey. Ah, e o mini mini aeroporto.
Pequena (grande) curiosidade, SETE % da população da ilha são PORTUGUESES, muitos deles Madeirenses. Mas há de tudo, fui recebida por uma Holandesa, servida por uma Húngara, o Italiano serviu-me o room-service, o taxista era Brasileiro, a minha Cliente era Portuguesa, o staff de limpeza do Cliente era todo Português, e no fim foi um Polaco que me fez o check out. As pronúncias percebem-se perfeitamente e tem a sua piada.
E foi isto que vi em dois dias. Acordei num dia às 7 da manhã e noutro às 5 e meia. Passei ao todo 12 horas dentro de aeroportos, não vi um caroço da ilha fora o que vi do avião e no taxi do aeroporto até ao hotel. Acabei arrebentadinha, com uma cara de merda, e estou morta por me enroscar nos meus cães e dormir.
Oh the joys of travelling for work! As pessoas nem pensam que na maioria das vezes não nos dão mais que umas míseras horas de reunião e que embora muitas vezes isto faça a diferença e valha a pena profissionalmente, as outras horas todas de viagem são horas que nos são roubadas ao sono ou pura e simplesmente passadas a correr de porta a porta, sempre na esperança de não se perder a ligação, logo completamente desperdiçadas. São horas da minha vida que nunca mais recupero e que não me acrescentam como pessoa.
Vale a pena viajar a trabalhar quando nos mandam a Nova Iorque e podemos ficar lá um fim de semana a conhecer e palmilhar terreno, ou à Àfrica do Sul, ou à Rússia, ou a S. Paulo ou ao Rio de Janeiro ou a Londres e temos amigos nalgum destes sítios e ficamos uns dias extra. Agora fazer horas de aviao pra tudo o que recebemos ser trabalho que fica pendente do momento em que aterramos em casa: é muito cansativo.
Mas elás, acho que há sempre um testo para cada panela, e haverá muita gente que gosta desta adrenalina e deste tempos movimentados e isolados.
Coisas de se ficar mais velha talvez. Acho que a yuppie que havia em mim morreu há uns anos.






























































