Desafio Literário
O livro “Fazes-me falta” da Inês Pedrosa. Odeio o livro, a escrita, os textos, detestei o livro do início até ao ponto onde desisti. Se insisti na leitura foi porque gastei dinheirinho naquelas páginas e detesto sentir que gastei dinheiro mal gasto. É como se, cada vez que deixo um livro a meio, tivesse que admitir a minha estupidez perante a escolha, a minha soberba ou ignorância. Mesmo quando o livro é mau leio sempre até ao fim. Pancas. Mas este foi tão mau, mas tão soberbamente MAU que fui incapaz de o terminar.
Além deste posso acrescentar qualquer livro do António Lobo Antunes. Chamem-me estúpida, ignorante, see if I care. Não consigo ler nenhum dos livros do Senhor. Sou incapaz de compreender mais de 3 páginas seguidas. Diria mais: nem sequer uma única página!
Sou anti-rotina, não sei se conseguia ter um único livro a vida inteira na cabeceira. Um livro que leio e releio quando posso e do qual absorvo sempre algo diferente…eh pa, não é mesmo fácil escolher… talvez um dos livros do Amin Malouf, ou algum do Arturo Perez Reverte…sei lá, que básica que eu sou, mas esta pergunta é um pouco como aquela do: livro que mudou a tua vida?
Há tantos… Livros de que gostei mesmo muito, não necessariamente porque os releria ou porque tenham mudado a vida, mas porque tive um prazer incrível ao lê-los … por exemplo o Jesusalém do Mia Couto, o Deus das Pequenas Coisas (que me custou horrores começar a ler, mas que acabei de uma assentada depois das primeira 100 páginas e terminei de o ler cheia de tanto sentimento na alma), A Peste do Albert Camus ( magistral, têm que ler!), o Périplo de Baldassare, O Leão Africano, o Pillars of the Earth, e pronto, fico só por aqui. Relia-os a todos com muito gosto, não sei é se para o resto da vida. O resto é muito longo!
Belíssima pergunta! Não faço a mais pálida ideia. Talvez o final do Deus das Pequenas Coisas. Ou o final da Tabla de Flandres ou do Club Dumas. Tenho memória de peixinho Dora, dá pra perceber?
Sempre li muito, desde pequena. A minha professora da Primária oferecia a colecção dos livros da Formiguinha ao aluno que melhor lesse. Como ganhei o concurso durante 3 períodos seguidos, ela decidiu falar com o meu Pai e recomendou os livros da Sophia de Mello Breyner para me incentivar a ler. Lembro-me que os li todos, mas que só comecei a gostar mesmo muito de ler quando comecei a ler Alice Vieira, o Colégio das Quatro Torres, As Gémeas e depois passei para os grandes clássicos Portugueses e aos 11 anos lia Júlio Dinis, Camilo Castelo Branco e Eça de Queiroz…depois foi sempre a abrir!
Já indiquei antes, mas há muitos como o Romance da Raposa, qualquer um do Arturinho (supra citado), A Peste do Albert Camus, a Matilde Assensi tem uns livros muito bem escritos de suspense histórico, qualquer um do Mia Couto, e não me vou repetir mais porque há tanto por ler ainda que este post pode bem ficar muito desactualizado daqui a dez dias.
Ando a ler o Fall of Giants do Ken Follet há uns 3 ou 4 meses. O livro é excelente, a pesquisa do autor é soberba, mas tem o enorme inconveniente de pesar 5 kilos (exagero!) e parecer um tijolo amassa miolos o que dificulta o transporte do dito cujo para todo o lado e justifica que eu esteja há tanto tempo a lê-lo. Mas estou a gostar muito, e acima de tudo, a aprender imenso sobre o início deste século e a primeira guerra mundial. Recomendo vivamente o livro, e nem a meio vou!






