Desafio literário (mais um)

Desafio Literário

A I. desafiou, e só, mas SÓ porque é pra falar do meu passatempo favorito, cá vai a minha resenha literária.

1 – Existe um livro que lerias e relerias várias vezes?

Ao longo dos meus profícuos 34 anos já li tanto livro que releria, mas gosto de ter tempo e espaço para livros que me vão arrebatar que raramente volto a ler algum. Mas já reli vários. Tenho gratas, muito gratas recordações dos meus livros de adolescência e por eles tenho um carinho muito especial como pelo Primo Basílio, a Morgadinha dos Canaviais, as Pupilas do Senhor Reitor, os Maias, o Crime do Padre Amaro… Além destes releria com muito gosto qualquer livro da Alice Vieira que preencheu o meu imaginário dos 7 aos 12 como o Chocolate à Chuva, Lote 12 – 2° frente, Rosa minha irmã Rosa… são livros que ofereço aos meus primos pequenos e que “lambo” em duas horas de intensa alegria. Há mais, mas estes foram fundamentais no meu crescimento, assim como os da Sophia de Mello Breyner, com a qual aprendi a ler, e que por conseguinte pura e simplesmente: gosto, amo e releria.


2 – Existe algum livro que começaste a ler, paraste, recomeçaste, tentaste e tentaste e nunca conseguiste ler até ao fim?


O livro “Fazes-me falta” da Inês Pedrosa. Odeio o livro, a escrita, os textos, detestei o livro do início até ao ponto onde desisti. Se insisti na leitura foi porque gastei dinheirinho naquelas páginas e detesto sentir que gastei dinheiro mal gasto. É como se, cada vez que deixo um livro a meio, tivesse que admitir a minha estupidez perante a escolha, a minha soberba ou ignorância. Mesmo quando o livro é mau leio sempre até ao fim. Pancas. Mas este foi tão mau, mas tão soberbamente MAU que fui incapaz de o terminar.
Além deste posso acrescentar qualquer livro do António Lobo Antunes. Chamem-me estúpida, ignorante, see if I care. Não consigo ler nenhum dos livros do Senhor. Sou incapaz de compreender mais de 3 páginas seguidas. Diria mais: nem sequer uma única página!

3 – Se escolhesses um livro para ler para o resto da tua vida, qual seria ele?


Sou anti-rotina, não sei se conseguia ter um único livro a vida inteira na cabeceira. Um livro que leio e releio quando posso e do qual absorvo sempre algo diferente…eh pa, não é mesmo fácil escolher… talvez um dos livros do Amin Malouf, ou algum do Arturo Perez Reverte…sei lá, que básica que eu sou, mas esta pergunta é um pouco como aquela do: livro que mudou a tua vida?
Há tantos… Livros de que gostei mesmo muito, não necessariamente porque os releria ou porque tenham mudado a vida, mas porque tive um prazer incrível ao lê-los … por exemplo o Jesusalém do Mia Couto, o Deus das Pequenas Coisas (que me custou horrores começar a ler, mas que acabei  de uma assentada depois das primeira 100 páginas e terminei de o ler cheia de tanto sentimento na alma), A Peste do Albert Camus ( magistral, têm que ler!),  o Périplo de Baldassare, O Leão Africano, o Pillars of the Earth, e pronto, fico só por aqui. Relia-os a todos com muito gosto, não sei é se para o resto da vida. O resto é muito longo!

4 – Que livro gostarias de ter lido mas que, por algum motivo, nunca leste?

O Great Gatsby, a Bíblia, o Retrato de Dorian Gray.

5- Que livro leste cuja ‘cena final’ jamais conseguiste esquecer?


Belíssima pergunta! Não faço a mais pálida ideia. Talvez o final do Deus das Pequenas Coisas. Ou o final da Tabla de Flandres ou do Club Dumas. Tenho memória de peixinho Dora, dá pra perceber?


6- Tinhas o hábito de ler quando eras criança? Se lias, qual era o tipo de leitura?


Sempre li muito, desde pequena. A minha professora da Primária oferecia a colecção dos livros da Formiguinha ao aluno que melhor lesse. Como ganhei o concurso durante 3 períodos seguidos, ela decidiu falar com o meu Pai e recomendou os livros da Sophia de Mello Breyner para me incentivar a ler. Lembro-me que os li todos, mas que só comecei a gostar mesmo muito de ler quando comecei a ler Alice Vieira, o Colégio das Quatro Torres, As Gémeas e depois passei para os grandes clássicos Portugueses e aos 11 anos lia Júlio Dinis, Camilo Castelo Branco e Eça de Queiroz…depois foi sempre a abrir!

7. Qual o livro que achaste chato mas ainda assim leste até ao fim? Porquê?

Chato chato, mas mesmo muitíssimo chato foi a Sibila da Agustina Bessa Luis. Rais parta o livro, que aquilo era uma seca do pior e era leitura obrigatória no meu décimo segundo ano. Tive sorte que dois dias antes do teste tive uma noite de diarreia do pior passada na casa de banho acompanhada da Sibila. Chiça penico, que nunca mais o quero ver à frente! Que tortura de texto!!!

8. Indica alguns dos teus livros preferidos.

Já indiquei antes, mas há muitos como o Romance da Raposa, qualquer um do Arturinho (supra citado), A Peste do Albert Camus, a Matilde Assensi tem uns livros muito bem escritos de suspense histórico, qualquer um do Mia Couto, e não me vou repetir mais porque há tanto por ler ainda que este post pode bem ficar muito desactualizado daqui a dez dias.


9. Que livro estás a ler neste momento?

Ando a ler o Fall of Giants do Ken Follet há uns 3 ou 4 meses. O livro é excelente, a pesquisa do autor é soberba, mas tem o enorme inconveniente de pesar 5 kilos (exagero!) e parecer um tijolo amassa miolos o que dificulta o transporte do dito cujo para todo o lado e justifica que eu esteja há tanto tempo a lê-lo. Mas estou a gostar muito, e acima de tudo, a aprender imenso sobre o início deste século e a primeira guerra mundial. Recomendo vivamente o livro, e nem a meio vou!

10. Indica dez amigos para o Meme Literário: 

Não sei se o people já foi escolhido, mas cá vai disto, só pra chatear a malta que eu sei que gosta muito de ler:

Zôzô
Patrícia
Luna
Ceres
waterfall
Sinapse
Joana
Rafa
Jibóia
Nice





Koninginnedag ou Queen’s Day

Vai ser mais ou menos assim, comigo alapada dentro dum barco como os da segunda foto. Nas ruas também é giro, mas no barco é muitooo mais nice!
Neste dia em que se celebra o aniversário da Mãe da Rainha (a Rainha Beatriz nasceu num dia chato, não costuma haver sol por essa altura, por isso mantém-se o dia de anos da avózinha, perdão, Rainha Mãe), os Holandeses passam-se da marmita, vestem todos a cor da casa real (Orange) e vêm pras ruas celebrar. Basicamente, começam a beber às dez da manhã e é até cair, que é como quem diz, aí pelas dez da noite, que esta gente aguenta valentemente muita cerveja.
Ora eu, como a mais comum das mortais, vou celebrar os anos da Rainha com os meus amigos, atendendo a que ela não é propriamente uma amiga íntima e como tal num me convidou pra festinha, nummmm é?
Por isso, e já que ela é esmifra e num paga copos, vou com a minha malta bombar num barco com um gerador cheio de som, com o grande DJ Edgar, e com um fiftee fiftee de Tugas e Estrangeiros.
Diz o meu Colega Inglês e muito bem: o vosso barco é aquele em que as vozes se ouvem mais que o som, certo?
Certíssimo!

Coisas que me mandam e eu gosto de partilhar

Don’t make holes in the dikes. Such behaviour is commonly disapproved and in extreme cases it can get you stoned by wooden shoes. But feel free to put your finger in the dike if you feel the urge.
Don’t buy wooden shoes. They will look completely ridiculous. Which is the reason they will try to sell them to you. A Hollander himself would not want to be found dead wearing them.(Preferably a Hollander doesn’t want to be found dead at all).
Hollanders do not like spending money. They would rather cut of an ear. A Hollander will be your friend for life if you give him something for free. This might explain the great success of McDonalds in Holland. The story that copper wire is an invention of two Hollanders fighting over a found cent is absolutely true.
Happy Queen’s day!!!

Blaze

Nasceu a Blaze.

Magda Matos (ANA Aeroportos):

“Saliento como qualidades da vossa equipa o profissionalismo, a versatilidade, a capacidade de inovar e um sentido prático que não descura o pormenor, mas sobretudo a cumplicidade: a forma como vestiram a nossa camisola e o entusiasmo com que o fizeram tornou evidente que remávamos no mesmo sentido e esse espírito contagiou-se a todos.”

Alexandre Fernandes (Novabase):

“O evento organizado pela vossa equipa trouxe uma abordagem de inovação e criatividade à componente de team building. É dificil encontrar alternativas inovadoras mas que mantenham os valores e desafios à altura desejada.”

Paula Ferreira (Espírito Santo Informática):

“Confesso agora (e só agora 🙂 ) que tive alguns receios: o facto de ser o primeiro evento do género numa empresa naturalmente “resistente” a este tipo de actividades, a diversidade dos participantes, a sua provável dificuldade em descontrair e desligar por um dia dos bites e bytes, enfim… Mas foi um sucesso! A vossa equipa captou o briefing na perfeição e apresentou alternativas que nos permitiram “construir” o dia 22 de Maio de 2009 de forma totalmente alinhada com os resultados que procurávamos e que fechou com “chave de ouro” (gastronomicamente falando)… Parabéns à vossa equipa e Obrigada por tão bons momentos!!”

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Thor

Escrever um post quando ainda se tem o pito aos saltos nunca foi boa ideia.
Fui ver o Thor em 3D e saí da sala de cinema fã do belíssimo produto Australiano que é o Chris Hemsworth, senhores que isto é que é um homem dos Deuses!
Visto em 3D então, senhores! A Natalie Portman é sempre a mesma porca de sorte, raios a partam! Por Thor que aquilo é material de luxo!
Eu pensava que ia ver um filme p’ra pilinhas por causa do trailer. Para não parecer enjoadinha acedi a ir ver o que esperava ser um amontoado de efeitos especiais futuristas, daqueles em que o mundo é invadido novamente e lá vai o “mecinho” salvar toda a gente. Além disso era a terceira vez que recusava o convite do mê amigo e já parecia mal.
Não fui contrariada, mas não fui propriamente entusiasmada.
Sim, eu admito que o facto do belo do Chris ser um monumento à humanidade ajudou bastante, mas o facto é que o filme é uma boa surpresa de entretenimento. Não é um filme para relembrar, mas é com certeza uma noite bem passada e valeu o dinheiro do bilhete.
Gostei e recomendo uma ida ao cinema para ver em 3D.
E para rematar e justificar, aqui fica uma foto do elemento em questão. 
Por Thor!

Como seria se eu não fosse eu?

Há um filme que os americanos idolatram que se chama “It’s a Wonderful Life“. Vi-o há um ano e pico atrás e entendi porque marcou tanta gente. Nesse filme o personagem principal é obrigado a fazer um exercício muito duro: como seria o mundo se ele nunca tivesse existido?
Confesso que a minha arrogância nunca me permitiu ver as coisas desse prisma. E quando tentei fazer eu mesma o exercício fiquei doida ao fim de cinco minutos e desisti. Fiquei triste e de repente foi como se todos à minha volta ficassem mais tristes. Eu quero muito fazer parte da vida de todos aqueles que me rodeiam e a quem consigo chegar.
Se todas as pessoas que se suicidaram tivessem feito esse trabalhinho de casa, muito possivelmente nunca teriam atirado a vida pelo cano.
Todos nós somos importantes na vida de alguém. Mesmo não sabendo, marcamos alguém. Facilmente o turista a quem demos uma dica vai ter um dia mais bonito e vai-se lembrar de nós. Não do nome, não da cara, mas do gesto.
O meu colega de trabalho que sorriu naquele dia de um modo que me aqueceu a alma vai ficar pra sempre na minha lembrança, mesmo já não estando entre nós.
O amigo a quem demos a mão. O primo com quem partilhamos um segredo. Aquela conversa tão inocente em que nos abrimos e mostramos as nossas fraquezas e na partilha … marcamos alguém. O ex-namorado que nos tratou mal e a quem com certeza, marcamos, e não necessariamente pela negativa, embora naquele momento tudo parece-se negro. O Pai. A Mãe. O Irmão. A Irmã. Uma Petzi. Eles deixam a marca deles em nós, mudaram-nos como pessoas e ajudaram-nos a ajudar outros, às vezes sem sabermos como, mas lá estivemos. Todos somos importantes.
Com todas as dificuldades, todos os momentos menos bons, eu não consigo imaginar-me a acordar como uma pessoa diferente num mundo diferente.
Imagino que aqueles que acordam todos os dias sem trabalho, sem comida, sem roupa, com uma pilha de problemas que não sabem nem por onde começar a resolver, que pensem que acordar “noutros sapatos” seria bem melhor. Mas quem lhes disse a eles que alguém com emprego, com comida e um armário cheio de roupa é obviamente mais feliz ou mais amado? Quem lhes disse que a solidão não ataca as pessoas só porque as necessidades primárias estão preenchidas?
Se a vida pode ser mais fácil? Claro que pode. Se eu tenho muita sorte por ter os meus Pais e os Pais que tenho? Claro que tenho. E a minha vida é mais fácil porque ambos estão vivos e junto de mim? Óbvio que sim. Se não têm estas bênçãos, certamente terão outras. É preciso ver com olhos bem abertos a sorte que temos em vez de contabilizarmos o mal que nos acontece. É preciso acreditar que a galinha da vizinha não é mais gorda que a minha, e que se acordássemos no lugar da Kate Middleton muito provavelmente seriamos profundamente infelizes. Eu sei que seria.

Estás sinceramente a precisar de férias quando…

Acabei de telefonar pra um dos meus colegas para colocar uma questão. 
Como não queria incomodar perguntei-lhe se estava de férias ao que ele respondeu: não, uma vez que se girares na cadeira me vais poder ver!
Ouço a voz dele em eco, viro-me e … lá estava o gaijo!
Agora estão todos a gozar comigo!
Ligam-me a perguntar se estou de férias, ou dizem piadinhas como: então Sofia, tou-te a ver, mas estás de férias?
Cromos!