Hoje quando acordei, tinha os super Mario Bros na minha janela

Juro.

Saio do quarto a espreguiçar, ouço umas vozes e sinto o cheiro a tinta e penso: estão a pintar o hall.
Completamente a dormir chego à minha sala onde tenho a dita janela de parede a parede de 5 metros e 60 e estão dois “manos” a pintar a varanda enquanto me dizem adeusinho. Como bons Holandeses, são enormes, e estes on top são gordos. Um é loiro e o outro é moreno, e o moreno tem um casaco com pelinho na gola, meeeeeesmo mesmo como o dos Super Mario Bros.

By Sissi

Esta rapariga é fabulosa, parece que me lê os pensamentos:

A tristeza acontece, as questões infelizes aparecem, sem que possamos fazer nada. Mas cultivar a natureza de um sentimento que nos faz mal, que nos oblitera, nos confunde e nos mata, através de um automatismo de pill-popping – vão ao Google – sem mais trabalho nosso ou pedido de ajuda, parece-me pouco. Vivemos rodeados de PPP com síndrome de KKK – este acho que não precisam de ir ao Google. E cada um faz o que quer, obviamente. Mas não me fodam. Não me olhem de lado quando me proclamo feliz, quando me meto nas merdas new age porque a old age não me faz sentido ou quando escrevo textos destes porque sei, melhor que muita gente, o que é morrer e nascer de novo.
 

You gotta love Facebook

Hoje fui “encontrada” no facebook por uma amiga do liceu.
Era a minha melhor amiga quando eu tinha 15 anos e no fim do 9° ano voltou p’ro Brasil de onde a Mãe era originária.
Voltei a vê-la quando tinha aí uns 18 ou 19 anos, talvez. Sei que foi logo a seguir a ter entrado para a Universidade.
Depois disso perdi-lhe completamente o rastro e acreditem que fiz um esforço incrível pra encontrar a Lu.
Corri seca e meca, falei com os amigos todos em comum e foi um vento que se lhe deu.
Nada.
Niclas.
Ninguém sabia de nada, nunca mais ninguém a tinha visto e houve alguém que me disse que se teria casado e que continuava no Brasil, um País pequenininho, assim maneirinho pra pesquisar, né?
No ano passado estive no Brasil na passagem d’ano e pela enésima vez vasculhei o facebook inteiro à procura dela e niclas. A esperança secreta dum: eu não acredito!! Encontrei-te aqui no fim do mundo!
Os filmes que eu faço são giros.
Hoje, do nada, através de outra amiga de infância: puffff!! Via Facebook, a melhor aplicação do mundo, carago!!! A minha melhor amiga de adolescência!! Tenho que lhe mandar uma Caderneta de Cromos caramba!

E depois assalta-me aquela coisa do:

ele é muito boa pessoa, ‘tadito. Mas é tãooo chatinho.
E porque é que eu gostei mesmo do moçoilo?
E se ele vem praqui querer traduzir tudo? Tenho que escrever assim fanhoso, com letras e cenas e coiso que ele não catrapisque nem no google.
Dizia eu, o gaijo é melga. Sabe sempre toneladas de coisas a mais que todos nós juntos.
É daqueles tipos, como dizia um amigo meu, que é só abrir a boca e estamos a levar com uma enciclopédia nos cornos! Toma lá com o volume de I a K!

Bonzinho comó milho, graças a Deus. O “home” era um monumento à humanidade.
Metro e 88 de six pack em punho.
Nunca fazia nada que não fosse controlado. Não conheço pessoa com maior auto-controlo. Verdadeiramente impressionante.
Ora aí tá uma coisa que me dá na nervoeira que é aquele people (ai que isto de fazer coiso e tal pro google translator não se armar em bom dá-me uma trabalheira … apre) que não sabe ser espontâneo. Regra geral é a malta do: ah e tal, aqui não que parece mal. Ah e tal, fizeste isso? Que horror! O que é que os outros vão pensar? Ah e tal, que giro, mas eu nunca faria uma coisa dessas! Ah e tal, que vergonha!
Esse gangue é aquele que reúne a maior quantidade de gente inadaptada que conheço e que não sabem o quão bom é atirarmo-nos duma pedra com mais de 5 metros de altura, sem rede, mesmo que borradinhos de medo porque alturas não é o nosso forte.
Gente com medo de mudar, de arriscar, de fazer.
Este só foi pra China depois de lhe mandar um pontapé naquele cú que até rodopiou em duplo. Foi quase à pancada que alugou a porcaria da casa e vendeu o carro.
E quando teve que decidir, foi ao tio-ao tio, ó Sofia, que é que eu faço? IDE! IDE Senhoreee!!
Vai com Deus filho, e vai pela sombra.
Porque é que eu andei contigo mesmo? Eu que sempre abominei panacas, diz-me lá o que é que me passou pela mona?! Se não fosses tão boa pessoa, (porque és, lá isso és) ias ver!
Ah! Já sei!
Honesto. Eras (e és) honesto e sincero. Chatinhoooo, só que sério. O sentido de humor era assim… diferente. Não é mau, é diferente.

Como e porque é que andamos com pessoas, gostamos delas, e depois olhamos p’ra trás e perguntamos a nós próprios: sobre que efeito de que droga andaria eu?
O amor não é cego. O amor é estrábico!

Amsterdam Dance Event

Chovia que Deus a mandava ontem. A potes. Torrencialmente.
A vontade de sair de casa era aproximadamente zero, mas o nosso amigo já tinha comprado os bilheres pro Amsterdam Dance Event.
Como não havia mais remédio senão largar as mantas, então siga pra um bom restaurante antes. Sim, que se eu não começar mais cedo, corto-me ao resto. Pra mais supostamente é pra ouvir batida…
Restaurante Capri no Joordan, recomenda-se.
A seguir “aterramos” num barco, perto de Amsterdam Centraal. Gente pra entrar q.b., não estava de todo vazio, nem havia filas intermináveis. De repente tudo se compõe e noto que lá dentro há bastante gente.
P’ra Holandeses, estavam muito bem vestidos. Tanto eles como elas. Se quisessem dar-se a ares até Moet Chandon havia. O ambiente era bom, não andavam bêbados a caírem-me em cima, pelo menos.
Entre muita escolha, fomos ao Hed Kandi, sempre era house e eu aguentaria a coisa já que trance e afins não costuma ser muito a minha onda.

Eis senão quando surge uma passagem de modelos. Péssimas. Más, muito más. Não sabiam andar, a elegância na passerele era: bola! As testas pareciam pistas de aterragem, as roupas eram um desastre. A única mulher que era bonita e cujo trajar era decente: a saxofonista.
A mulher agarrou-se ao saxofone como se não houvesse amanhã e durante 2 ou 3 horas, nem sei bem porque perdi a conta, tocou com os DJs e a percurssão e deu show.
Só parei de dançar quando os pés avisaram: é mais 20 minutos em cima disto e vais pra casa de andarilho!

O nome artistíco da Senhora Saxofonista é péssimo, mas ela é excelente: The Lovely Laura on sax, ela chama-se Laura Fowles e este é o web site dela: http://www.laurafowles.com/
Posso dizer que, sem sombra de dúvidas, foi do melhor som que já apanhei numa noite na Holanda. MUITO BOM.

Sem corda ao pescoço

Esta semana reparei pela primeira vez (já sabemos que eu sou mesmo muito despistada e não ligo nenhuma a pormenores) que os Holandeses não usam gravata com os fatos!
Melhor dizendo, aí uns 80% (se não mais) dos Dutchs não usa o “estrangulador” que eu confesso que acho que é uma peça de roupa lindíssima.
Adoro gravatas.
Acho que são o que define a elegância dum fato e às vezes diz-me muito sobre o bom gosto de um homem.
E estes melros não usam!
Qual é o sentido de um fato se não se usa gravata?
E os Holandeses que usam, têm um ar muito mais composto, até porque, aqueles que usam efectivamente, pelo menos na minha empresa, não têm gravatas com bonequinhos feios.
Tive um Colega Inglês que tinha umas gravatas péssimas que ele achava o máximo, com uns desenhos gigantes do Mickey e do Pateta com o Pluto. Uma coisa indescritível!
O certo é que, como o meu ambiente é de malta técnica que anda de calça de ganga e descontraído (às vezes esticam-se), e até um gajo que se travestia pra trabalhar já vi nesta terra, nunca liguei puto e não reparei que eles têm sempre um ar diferente de fato. Com a mudança de edifício passei a ver a malta de vendas, por exemplo. Esses e os outros, abrem o botão de cima e põe uma t-shirt branca por baixo e siga a marinha.
Eu ainda não vi um Dutch primo do Toni Ramos nesta terra – estes gajos pura e simplesmente não têm pêlos. Tinha uma amiga na Faculdade que dizia: eu gosto é dum bom “tapete”! o Tuga é mesmo peludinho, senhores…! – logo os branquinhos podem ter até dois botões abertos sem t-shirt que a coisa passa.
Gravata é que nem vê-la!
E é estranho.