Diário da viagem ao Vietname & Camboja – DAY 12 – Hoi An – praia

19 de Novembro de 2014, Vietnam

Hoje combinamos com o Ronny e a Carine, e fomos procurar as praias de Hoi An.
De bicicleta, pelo caminho vimos uma turista que dava gritinhos de alegria em cima dum bufalo. Tudo serve pra sacar mais uns dólares ao turista. Nós que assistimos à cena, só nos conseguíamos rir a bandeiras despregadas.

Chegados à praia, o mar picado tinha comido a areia, tinhamos só um niquinho 🙁
Passei o dia esticada na espreguiçadeira, a ler um livro do Poirot. Agatha Christie em férias não falha, entretém e anula tempos mortos, sem nunca cansar o cérebro.

Almoçamos crab com tamarind, dormimos uma sesta, e acabamos no hotel dos nossos amigos onde fiz mais uma massagem fabulosa. Tudo o que queria fazer à noite era jantar uma sopa e dormir, mas viemos jantar à cidade, e escolhemos o Miss Sao.
ESPECTACULAR, a melhor comida até hoje no Vietname, e a mais barata. Comi woutons, que é uma espécie de dumplings cruzado com raviolis. Maaaaravilhoso! Gostamos tanto que decidimos lá jantar nos dias seguintes.

A seguir fomos a uma Wine house que fica dentro do museu das pedras preciosas. Já não suporto mais cerveja, sinto-me um barril com pernas! O espaço é lindíssimo, um bocado caro, mas vale a pena. Sentada no bar, caga-me um pássaro na perna, uma coisa pequenina, vá lá! Ainda bem que as vacas não têm asas! Dizem que dá muita sorte. Isso espero! Dava-me um jeitaço 😉

A seguir voltamos ao Q bar, onde pra meu espanto projectavam numa parede exterior, um clássico com o Clark Gable. Sentamo-nos e eis quando oiço “olha lá”! vindo de uma boca que não era a nossa. Uns 8 ou 10 tugas estavam de visita também.
Passado mais 15 minutos aparecem mais 3 miúdos de Castelo Branco, também eles de mochila às costas como eu. Os outros eram Coimbrinhas, que tinham vindo de passeio à Ásia. Not my kind of people, já levei que chegasses com eles quando estudava em Coimbra. Fiquei na conversa com os putos, e eram meia noite meia quando decidi voltar pra casa. Como nao tinha vindo de bicicleta, fui numa mota com um homem que tossia e cospia desalmadamente, foi o meu pseudo taxista, mas à meia-noite e meia já não havia outra solução….quando me vi na cama até achei que era mentira!

Highlights

Banhos de sol
A Miss Sao

Diário da viagem ao Vietname & Camboja – DAY 11 – Hoi An

18 de Novembro de 2014, Vietnam

Nove e um quarto é muito cedo pra uma partida de avião. E tenho o intestino avariado, acho que lhe dei mais do que devia no chá de gengibre…a ver se perco os dois kilos que ganhei nestes dias 😉

Dizem que está a chover em Hoi An, eu espero que a previsão meterológica esteja equivocadíssima!!

Mas não estava, chove que Deus a manda… E nós instalamo-nos num bar a mandar jolas abaixo!
Quando a chuva abrandou saltamos de café em café, fomos vendo a cidade que é um bijouzinho, regressamos ao hotel de bina, e viemos jantar ao Morning Glory. Bem fixe, mas caro (pro Vietname, entenda-se!).
E nisto sou sobressaltada com abraços e exclamações: os nossos amigos Belgas, o Ronny e a Carine, tinham-nos encontrado! Foi tão fixe! Estes senhores são uns grandes personagens, tãoooo simpáticos, que se não fosse eu conhecer mais Belgas à patada, pensava que os belgas são um povo amoroso, caloroso e simpático, eheheh
O certo, é que foram das melhores coisas que nos aconteceu nesta viagem, um casal com 60 anos, com uma filha da minha idade, super activos e cheios de vida e de vontade de viver e viajar. Com um coração enorme, pessoas simples que aproveitam cada momento e que estão disponíveis pra andar de um lado pro outro com dois “putos”.

Hoi An é uma vila pequena, que de noite se ilumina inteirinha com baloēs de luz e velas mil. Tem imenso artesanato local, é uma tentação pra qualquer turista àvido de souvenirs. Tem imensos costureiros por todo o lado, que replicam fielmente qualquer peça que lhes mostremos e a fazem à nossa medida. Tal como todas as cidades que vivem do turismo, a única coisa chata é estarmos a ser constantemente abordados pra que lhes compremos alguma coisa, façamos uma massagem, jantemos no restaurante deles. Do lado de lá da ponte estão os backpackers, do lado esquerdo, a malta mais velha e com algum dinheiro que quer comprar coisas e tem possibilidade de pagar um restaurante ou um bar mais caro que o normal no Vietname.

Bem gira esta vilazinha, foi uma dica da Telma e do Pedro a quem muito agradecemos!

Highlights

O Ronny e a Carine
Hoi An iluminada à noite

Diário da viagem ao Vietname & Camboja – DAY 10 – Hanoi, a cidade da loucura

17 de Novembro de 2014, Vietnam

Hanoi está sempre em movimento, só pára lá pras onze da noite. Motas constantemente a passar, pessoas constantemente a cozinhar e a comer, lojas constantemente a vender, tudo é…constantemente.
O nosso hotel ofereceu-nos um upgrade e estamos agora no La Siesta Hotel, mesmo no Old quarter. É um oásis de paz, o serviço é pra lá de extraordinário, e têm o melhor chá que bebi desde que cheguei: gengibre, lemon grass e canela. O único stress é que a partir de agora, todos os outros hoteis nos parecerão miseráveis, mesmo que excelentes. Realmente, se me perguntarem o melhor de Hanoi, eu vou responder: o Hotel La Siesta. Os empregados são todos tão simpáticos que dá vontade de estar no hotel pra ser atendida por eles! E o Spa ainda não abriu, porque se houvesse spa, eu duvido que tivesse mexido uma palheira pra fora do La Siesta o dia todo.

Bom, já perceberam, escuso de estar a bater na tecla, realmente foi top.

De manhã saí pra passear e fazer um shoppingzinho…acho que andei 50 metros até à primeira paragem…uma loja de quadros onde estavam 3 rapazes sentados a pintar os quadros à mão pra atestar que aquilo não eram prints manhosos. Comprei um quadro enorme, e lindo de morrer, e outro mais comercial que diz Hanoi, também muito giro. Ambos custaram-me 26 euros.
Sim, ambos! Só não trouxe a loja atrás porque me controlei (não muito), mas havia lá quadros espectaculares. Mais abaixo encontrei outra artista que pintava qualquer foto que lhe entregassemos. A senhora era mesmo muito boa, foi pena eu não ter uma foto de família porreira, senão encomendava-lhe um quadro. Ela estava a reproduzir uma foto a preto e branco dos anos 20/30, tirada em Paris, fabulosa.

A seguir afundei-me em sapatos…é que eu calço o 34 e estes tipos fazem os sapatos pra Zara no mundo inteiro, e pra mais 300 mil marcas! Estiquei-me um bocado (muito), mas cada par custava 15 euros! Três sabrinas e umas sandálias depois, dei o tasco do shopping por encerrado. Faltava uma coisa, uma Chanel falsificada pra minha amiga Cristina. Não que ela me tivesse pedido, mas eu sei que ela gosta muito e como faz anos em Janeiro, era giro arranjar-lhe uma, disseram-me que as havia por 17 dólares… Entro na Swarosky e pergunto a uma das moças que lá trabalha, onde é que posso arranjar uma “fake chanel”. E ela pergunta: fake one, fake two, or super fake? Wtf! Eles têm classificações pros tipos de falsificações! Muito à frente!
E foi amorosa e deu-me uma morada, e lá fui eu, com o Mister Ming no tuk tuk (cabrão do velho limpou-me quase 7 euros por hora e meia de tuk tuk), à procura da morada.

Quando lá chego, o número 27C era um cabeleireiro…há um senhor mesmo à frente da loja que me vê, pede-me o papel com a morada tipo porteiro, e manda-me entrar no cabeleireiro e subir umas escadas… quando chego cá a cima vejo uma salinhapequena, praí com 9 m2 no máximo, cheia de malas e sapatos, tudo falsificado, alguns com etiquetas e tudo (os super fake). Ele era Vuitton, Chanel, Manolo Blanik, Ferragamo, you name it.

As tipas olharam pra mim com cara de: como é que esta ave rara veio cá parar?! E claro, como sou estrangeira e tenho cara de multibanco com pernas, pediram-me 250 dólares por uma mala, e eu recusei. Eu sabia que elas custavam 20 dólares pras pessoas locais, as gajas estavam mesmo a ver se me arrancavam o pelejo. Quando lhes disse que nem pensar, disseram-me: tens ali o mercado, boa sorte! Bitches!

Lá fui eu ao mercado, no meio de freaken no where, e novamente vejo uma porradona de gente a olhar pra mim com cara de “esta anda aqui perdida, donde terá caído o pardal?!”, e percebo que estou no meio da real thing, este mercado não era pra turista ver, era mesmo deles, e vejo de tudo à venda, inclusivamente cágados pra comer, e graças a Deus não vi cães nem gatos, senão acho que me dava uma coisa má… E vejo daquelas bancas à Bourdain, e penso 3 vezes se me sento ou não a comer com eles e depois penso: é melhor não, não consigo identificar a comida, e 90% disto parece entranhas, esquece. I’d better not.

Volto ao Mister Ming (vi-me lixada pro encontrar!), e fui de volta pro Old quarter, e decido voltar pro hotel, tinha a cabeça cheia, já não quis fazer mais visitas turísticas, o meu cérebro explodia de informação.

Sentei-me a almoçar num restaurante ao lado do hotel, trip advisor winner 2014, ah? 😉 e mandei vir umas ameijoas com molho picante que eram a p…. Da loucura. À minha frente sentou-se um casal Brasileiro muito novinho e simpático, que me fizeram companhia ao almoço.

Atravessei a rua e fui fazer uma massagem nos pés (ou God, a senhora foi 5 estrelas, e cheia de vergonha – os Vietnamitas são super tímidos, é tão giro 🙂 – disse-me que tenho problemas de pulmões, fígado e de coração, tudo porque o meu pé esquerda doía em tudo o que era ponto…tou quilhada meu, mais me vale encomendar o caixão! :))))

Voltei pro hotel eram 5 da tarde, falei com o meu Pai via facetime (o meu irmão foi pra Angola na semana passada e não os avisou, e eu no Vietname sem avisar a minha Mãe, coitada, quase a empacotamos, ahahahaha), tomei uma banhoca maravilha e fui jantar outra vez ao mesmo sítio. Comi novamente como uma porca (já engordei dois kilos, tenho que começar a fechar a boca urgentemente), e sentei-me no rés-do-chão a beber um vinho. À minha frente sentou-se o Martin, um Canadiano muito simpático, com quem dei umas gargalhadas porreiras. Infelizmente, ele não vinha ainda pra Hoi An, pelo que nos despedimos passado umas horas de conversa com um: have a nice life. Acontece imenso nestas viagens, já nem vale a pena trocar emails a não ser que o trajecto seja o mesmo. Como dizia a música: la vida es una tômbola, twist twist tômbola.

Highlights

Sapatos do meu número!
O quadro branco, cinzento e vermelho
A massagem aos pés
O restaurante mesmo ao lado do hotel
O La Siesta luxury boutique hotel
A loja de malas falsas refundida no meio do nada
O fixe do Martin

Esta profusão de fios nos postes é retratada imensas vezes em quadros. Não sei como não ficam todos eletrocutados quando chove…

Esta Senhora era extraordinariamente bonita, tinha uma classe inacreditável, parecia que a nobreza andava de bicicleta. Linda.

Descobertas

Nunca tive jeito pra desenho.
Lembro-me de ter estado um mês a desenhar uma afia nas aulas de desenho do sétimo ano.
Tive aulas de pintura quando tive 15 anos e os dois quadros que fiz foram enmoldurados pelo meu Pai na sua bondade, mas gozados por toda a família pela sua falta de graça ou qualquer resquício de obra de arte em si.

Na viagem ao Irão a Maria José mostrou-nos em primeira mão o poder do sketch urbano em viagem: toda a gente se aproximava para ver e entabulava conversa com ela, e como recompensa pela alegria de se verem imortalizados num livro de desenhos, abriram-nos vários monumentos que se encontravam fechados ao público, abriram-nos portas em todos os lados, ofereceram-lhe os seus contactos e os seus préstimos e nós fomos todos felizes à boleia e … é incontornável, como não, roídos de inveja desta comunicação e troca entre locais e turistas.
Também quero!!!

E meio a sério, meio a brincar, fartei-me de dizer à Maria José e ao grupo: “diabos me levem, se eu que nunca fiz dois traços, num vou começar a desenhar!!”

O Filipe Morato Gomes também quis, e a Sista Pipas também, e a Vera também e … e começou tudo a rabiscar, e eu andei a adiar por causa das aulas de holandês e das aulas de Pilates (com máquinas, mega top! Perdi 3 kilos num mês, nem quero acreditar!) e depois foi o lufa-lufa das viagens pra Holanda e… E no sábado passado deixei-me de merdas e fui comprar o material, principalmente porque vi os sketchs do Filipe, ele que também nunca soube desenhar na vida (diz ele) e tem feito cada um melhor que o anterior e…e eu já não podia mais com a inveja e pronto, abasteci-me de:

– duas canetas pretas “water and fade proof”, uma de 0,2 e outra de 0,5

– uma caixa de 12 aguarelas Aquafine da Daler Rowney

– um pincel com reservatório de água

– um caderno da Moleskine para aguarelas (tem uma fita cor de rosa e diz na fita que é próprio pra aguarelas)

Ontem o grupo veio jantar cá a casa, e começaram a cobrar-me a promessa, e eu hoje, com tempo e boa disposição, sentei-me na minha varanda disposta a desenhar um dos meus sítios favoritos no mundo: o meu jardim!

E quando vi o resultado até tremi…

Wooow! Eu fiz isto!! Fotografa Sofia, que tu nunca mais fazes dois iguais!

Cheia de medo de estragar a “obra de arte”, mas convencida que não podia deixar a coisa ficar pela metade, pus-me a colorir. EU, que nunca usei aguarelas na vida! Não há-de ser nada Sofia Maria, vambora que tu hás-de ser capaz!!

Concentra-te miúda!

E nisto apercebo-me que só estava a brincar aos desenhos há 40 minutos e já tinha feito isto tudo.

Não pára Sofia, não pára!

E saiu-me isto, e estou aqui que nem posso de orgulho, com a baba a escorrer forte e feio, como se tivesse feito uma maratona inteirinha. Foi só um desenho miúda, vê lá se te controlas! Digo eu a mim mesma quando olho, incrédula, pro desenho que eu fiz sozinha, EU, que nunca tinha desenhado sequer dois traços.

Diário da viagem ao Vietname & Camboja – DAY 9 – Bai Tu Long Bay

16 de Novembro de 2014, Vietnam

O meu dia de anos estabelece o ritmo do meu ano todo, e os meus 38 anos vão ser um ano de muitas viagens e muito sossego.
Começarem bem, logo só podem correr bem. No ano passado passei a noite do dia 15 com amigos, e o dia enroscada em mantas com a minha comadre Mariana e os miúdos. Já sabia que me vinha embora para Portugal, e a festa foi de despedida. E foi esse o “tom” do meu ano, um grande e enorme adeus ao meu tempo na Holanda.

Este ano vou viajar.

E pra abrir logo a pestana, depois do pequeno almoço fomos andar de bicicleta. Binas todas podres, pareciam as embaladeiras de Amesterdão lol e como o assento mega rebaixado pra mim 😉
Não sei como é que fiz a proeza, mas não é que não malhei?!

A meio paramos numa praia muito bonita, completamente deserta. Estava fresquinho, por isso não fui à àgua, mas sentei-me numa pedra ao pé do mar, a ouvi-lo zangado ao bater nas rochas. Soube-me a mel aquela meia hora.

Pedalamos mais 10 minutos e regressamos ao barco, que nos levou a Bai Tu Long Bay.
As fotos não fazem jus à beleza deste lugar, não há 500 barcos com turistas como em Ha Long Bay, não há senão barcos de pescadores e silêncio.

E eis que finalmente o sol aparece!

Mais duas horas e meia de barco e um repasto francamente delicioso, e estamos novamente no porto. Que pena! Eu agora ficava no barco mais 3 dias na boínha!
E que bem que se come no Vietname…

Oh well, o que é bom acaba depressa, e há toda uma Hanoi à minha espera pra descobrir!!

Highlights

Bai Tu Long Bay
O casal Belga
Hot pot


Aviso à navegação

O Unibanco dá-lhe conhecimento de uma nova tentativa de fraude que está a ocorrer através de contacto telefónico, por parte de indivíduos que se identificam como funcionários de empresas de tecnologia conhecidas no mercado.
Nestes telefonemas, os clientes são informados que os seus computadores necessitam de manutenção devido a vírus existentes. Para resolução do problema, são solicitados dados dos cartões de crédito para pagamento de uma suposta solução de antivírus e reparação remota do computador.
Recomendamos que nunca forneça dados pessoais ou confidenciais, que coloquem em risco a sua privacidade e os seus produtos financeiros.

Caso receba uma mensagem ou um telefonema que lhe pareçam suspeitos, informe-nos de imediato por telefone ou e-mail:
21 350 15 00 / 707 503 080 (dias úteis das 9h às 19h) 
ou unibanco.clientes@unicre.pt.
Relembramos que o Unibanco nunca solicita, por e-mail, dados do seu cartão ou outras informações confidenciais. Todas as comunicações referentes aos dados do cartão emitido pela Unicre são solicitadas por carta, páginas seguras (https) e no Unibanco Connect, seguindo os padrões internacionais, nunca pedimos a totalidade dos números do seu cartão.
Para mais informações de segurança consulte Aqui.

Diário da viagem ao Vietname & Camboja – DAY 8 – Hanoi e Bai Tu Long Bay – hoje conto 38

15 de Novembro de 2014, Vietnam

Acordei com os azeites. Tinha dormido pouco e pra azar o meu colega de viagem achou que era engraçado acordar-me mandando-me com uma almofada à cabeça. Escusado será dizer que quase lhe arranco a mona. Eu queria acordar com alguém a dar-me os Parabéns, não assim.
Fui tomar o pequeno-almoço eram sete e meia, e por sorte estavamos no melhor hotel possível, o Hanoi Elegance Ruby e eles foram espectaculares, ligaram pra nossa agência, a Ethnic Travel (que recomendo vivamente pras vossas viagens no vietname, que me foi recomendada pela minha amiga Marcinha – I own you big time girl!) que foram tão eficientes como o hotel e passado 5 minutos de relógio estavam a recolher-nos, passado mais 5 estavamos na agência, e 98 dólares depois estavamos na carrinha em direcção a Ha Long Bay. A viagem dura 5 horas de mini-bus/ van. Deu pra uma cochilada mal dada, e por volta da uma estavamos no barco com mais 2 ingleses, 2 belgas e duas alemãs. O grupo era engraçado e muito simpático.
O barco arrancou e passado hora e meia estavamos num kayak a dar uma voltinha na baía, soberba, sem turistas e sem mais barcos que o nosso.

Encostamos o barco junto a um viveiro de ostras. Aprendi que eles “fabricam pérolas”, basicamente “plantam” uma espécie de semente de coral dentro das ostras, isto depois de as criarem durante 18 meses. Depois esperam mais 18 meses pra poderem colher as pérolas, mas só 30% das ostras dão pérolas, e dessas, só 10% têm uma qualidade aceitável. São 3 anos para meia dúzia de dongs/dólares.
Eu sou doida por ostras, perguntei o preço das que servem pra comer: 50 mil dongs por kilo. Dois euros aproximadamente. E isso são quantas ostras?
Contei 18! Foi basicamente oferecido! Comprei pro grupo, e ofereci-as ao jantar, foi a forma de celebrar os meus anos 😉
O resto do dia passou-se dentro do barco, até que chegamos a um porto e entramos numa carripana que tinha uma mota, e uma caixota onde coubemos 8…assustador pensar que uma motoreta nos estava a levar a todos por uma estrada de terra batida.
Lá chegamos inteiros à homestay, numa ilha onde ainda não há luz elétrica (só chega em Janeiro de 2015). Uma casa da Ethnic Travel onde vivem 4 pessoas, pescadores, que recebem os turistas e os ensinam a fazer spring rolls 🙂 comemos soberbamente, e tão abundantemente nestes dias, que nos sentimos a arrebentar no fim de cada refeição. Come-se brutalmente bem no Vietname.

Por esta altura a minha telha já se tinha dissipado há muito, estava era com um camadão de sono inacreditável. Eram 9 e meia quando aterrei na cama, depois de uma boa converseta com o grupo. Dormi até até às sete e meia do dia seguinte!

Happy Birthday to me!!!

Highlights

Bai Tu Long Bay
Ethnic Travel
Hotel Hanoi Elegance Ruby – a eficiência e a simpatia
As ostras por 2 euros
O grupo super simpático
Happy Birthday to me!

Isto são OSTRAS!!




O reclame de pensos da Evax

Perguntam-me praticamente todos os dias como é que tem sido o meu regresso, se ainda estou satisfeita por estar de volta, se gosto de viver em Lisboa novamente, se não tenho saudades da Holanda, e se não acho que fui precipitada.

E eu lá respondo, cheia de paciência (que não tenho) que sim, que estou extremamente satisfeita, que adoro estar de volta e que não faço intenção nenhuma de regressar à Holanda e que não tenho saudades nenhumas do País de acolhimento.

E todos (excepto aqueles que regressaram como eu) me olham como se eu estivesse a delirar, como se eu andasse a fumar cenas estranhas ou a tomar pastilhas que me fazem ver unicórnios cor-de-rosa.

É claro que eu me passo com a incompetência dos correios Portugueses (uma encomenda nunca leva menos de duas semanas a chegar e nem bilhetes me deixam a dizer que tentaram a entrega e que tenho que levantar no sítio X, é suposto eu adivinhar! Gente burra), é claro que eu me passo quando tenho que marcar uma consulta da especialidade e me leva duas semanas (e no privado), é claro que eu me passo quando combino um jantar pras oito e me aparece a malta toda às nove (não me passo muito, mas vá), é claro que eu tenho pesadelos com a hipótese de perder a minha carta de condução e passar um dia inteiro no IMTT, o serviço mais incompetente do planeta, pra pedir uma nova. É óbvio que me custa que os meus cães não possam entrar em praticamente todo o lado, e que já tenha tido que fazer as compras à porta duma loja de produtos pro cabelo (a sério, a ASAE proíbe cães numa loja de produtos de cabeleireiro? I don’t think so!).

Mas estas merdas, desculpem a expressão, não representam rigorosamente NADA comparativamente com a alegria de perceber as minhas cartas, de poder telefonar a reclamar na minha própria língua, de ouvir as pessoas pedir licença e desculpa, de poder ouvir a minha música favorita na rádio a qualquer hora e de entender as piadas dos locutores, de entender o telejornal, de poder comunicar com todas as pessoas e crianças que passam por mim na rua, de ser a Menina Sofia no meu bairro (adooooro ser Menina), de amar cada sítio novo que me mostram (café, restaurante, loja) ou que descubro, e a incomparável felicidade de acordar com a luz do sol a entrar pela janela, que elimina qualquer tristeza, preocupação ou dor interior, porque me aquece a alma e o espírito. De poder ir ao teatro, ao cinema e a espectáculos de rua e entender não só o que dizem, mas todas as componentes emocionais e comentários dos que assistem e participam dos eventos como eu.

Só não compreende isto quem nunca viveu num País cuja língua lhe é incompreensível, quem nunca viveu sem sol durante dias a fio, quem nunca detestou a selecção musical e os gostos dum povo, quem nunca viveu num País com o qual não se identifica minimamente.

Eu adoro os canais de Amesterdão, os parques e as casas Holandesas de janelas imensas. Gosto do facto de poder andar de pijama na rua e ninguém reparar, gosto dos meus vizinhos que trazem uma garrafa de vinho, dois copos, batatas fritas e azeitonas pra rua, e estão sentados no passeio a aproveitar os raios de sol ao fim do dia, borrifando-se pro que pensa quem passa. Gosto muito dos meus amigos que lá deixei e da disponibilidade que eles têm pra estar comigo a toda a hora por um motivo ridículo qualquer, gosto da entreajuda entre malta expat, e dos preços baixos e coisas giras da Hema.

Mas todas estas coisas de que eu gosto na Holanda não compensam, nem de longe nem de perto, a felicidade que sinto quando entro no meu carro e me faço à estrada ao som da Smooth FM, óculos de sol no nariz para impedir o sol de me cegar durante a condução, a janela aberta e o ventinho quente a passar-me no rosto, em direcção a CASA, à casa dos meus Pais. A alegria intensa que sinto quando me dizem que vão fazer um jantar ou um almoço, ou vão a um festival de música e eu poder dizer: SIM, eu vou. O êxtase de poder bater à porta de um dos meus amigos mais chegados a qualquer hora, e de me mandarem entrar e ainda me darem de merendar enquanto brinco com os filhos deles.

É tão difícil explicar a quem nunca passou pela ausência, a felicidade de se estar presente a todo o momento. É a melhor adrenalina do mundo!

Já conhecem?

Mandaram-me o link pra este blog chamado Divas em Apuros, e foi uma hora de gargalhada pura, há muito tempo que não lia um blog tão engraçado. É revigorante ver que ainda há quem saiba escrever e seja original, tinha saudades de ler coisas destas:

(…)
(…)

Muito bom mesmo, Parabéns Menina ou Meninas, Divas, vocês fizeram-me rir, muito.