Não se deve ficar infeliz com a desgraça alheia

mas hoje soube-me bem ver uma das minhas vizinhas à rasca com a cadela dela.
Aqui à porta de casa há um relvado e a minha tem a mania de correr lá desenfreada e de me puxar pela trela que vais esticando e puxando pros lados e mostrando que esta piolha, meio kilo de cão, consegue efectivamente periclitar o meu balanço. Depois é o saco plástico que tenho na mão que foge enquanto que ela tenta qual coelho “cavalgar” pra mais longe, tudo isto sem sair do sítio e continuamente a fazer figura de ursa. Depois há aquele momento fabuloso em que passa outro cão e ela o “cumprimenta” com umas latidelas e eu penso: terra engole-me, o outro cão vai tão sossegadinho e na vida dele e está-te a ignorar ó estúpida, não sejas oferecida, tá quieta! Rais parta, c’a vergonha, pareces uma assanhada! CALOU!!
Fui outra vez ao Chinoca e à vinda em frente ao relvado vejo uma vizinha com um fox terrier a debater-se e-x-a-c-t-a-m-e-n-t-e como eu! Comecei-me a rir e aproximei-me e digo à moça com a lata que me é habitual: Thank God there is someone else like me!
Um olhar e um: tás praí a dizer o quê? Diz qualquer coisinha em inglês e eu percebo logo que é Espanhola. Pronto, lá fiquei eu a dar à língua com a Inés que ficou toda contente (obviamente) porque eu falava a língua dela, trocamos impressões sobre cabeleireiros dos cães e coisas desse género e eu lá lhe explico que me senti identificada com ela por causa da cadela, que a minha também faz sempre as mesmas fitas e que os outros são tão educadinhos e rebébéu (muito gosto eu de falar, senhores!) e a tudo isto reparo que algo me incomoda. Bastante. A p@ta da cadela dela late o tempo TODO. Não se calou! E era aquele latido que entra no ouvidinho. A vergonha dela comparada com a minha, digamos…a minha é de trazer por casa!
Segundo a rapariga, a cadela é um mimo dentro de casa e quando sai à rua passa-se e late incessantemente. Se fosse comigo já lhe tinha dado um remédio daqueles de cortar o pio, assim uma rouquidãozinha nunca fez mal a ninguém, né?
Gosto tanto da minha Petzi! Abençoadinha!

Tens isto aqui tão duro!


Sabem quando nos fazem uma massagem nos ombros e soltam o sabido: tens isto aqui tão duro! Seguido duma risadinha parva e dum: a língua Portuguesa é muito traiçoeira! Pronto, tens os ombros muitos stressados, tensos, rijos (mais outra), enfim.
Más posições (lá está a língua traiçoeira. Língua Portuguesa, sim?! Ai, que me parece que esta já não tem salvação!) no avião e em horas de carro pra Paris e Munique, com stress acumulado por meses de trabalho intensivos, tiveram este brilhante resultado: os trapézios estavam tão doridos e tão massacrados, que desde a omoplata até ao cimo do pescoço a dor era única. Ao ponto de não conseguir dormir durante uma semana inteira e ter acordado com os azeites ontem e cheia de fúria dirigir-me ao Doutor Chinês que é especialista em problemas nas costas.
(porque é que tudo o que estou a dizer neste post me soa a dupla interpretação?)
ADIANTE!
Aqui em Den Haag há um, chamemos-lhe Consultório, nem sei se posso chamar-lhe assim…Chinês que tem médicos de Medicina Tradicional Chinesa especialistas em Tuina e em Acupunctura que se diz serem do melhor que há para RSI, problemas de coluna, problemas de costas, pronto.
A particularidade destes Senhores é que são: invisuais e não falam inglês nem holandês.
Quando se chega ao consultório há uma recepcionista que fala holandês e um bocadinho de inglês. É ela (ou ele) quem nos pergunta o que temos e que traduz ao Doutor.
A seguir deitamo-nos vestidinhos em cima duma mesa de massagens própria e começa a … tortura. Cada vez que toca num ponto dolorido e faço o habitual esgar de dor ele não vê, por isso solto um auuu ou um uiii, e ele diz: pain, pain, uuu, auuu.
Como a dor é tanta não dá pra ter tempo pra mandar uma gargalhada, até porque eles no Tuina fazem pressão nos pontos para que a dor passe (não na altura, a dor só passa depois!). Ao fim de 5 “pain, pain, uuu, auuu” já só temos vontade de lhe mandar um murro na tromba e peço aos santinhos que aquilo acabe depressa.
O certo é que saio de lá como se tivesse sido atropelada por um camião, mas no dia seguinte tou nova. Esta semana tenho 3 sessões de “pain, pain, uuu, auuu”. Uma ontem, outra hoje, e a próxima na sexta. Ontem já dormi benzinho, eram 22:30 e tava na cama com as galinhas e hoje cheira-me que às 21:00 já devo roncar. Tou toda partidinha mas sinto claramente que o efeito pretendido foi alcançado. É isso ou pra próxima que o Chinês me aperte num músculo dolorido o meu braço ganha reacção própria e dou-lhe um murro nos tomates que ele vai ver o que é pain!

Um fim de semana na Holanda

Sábado : Vela em Leiden e um escaldão na tromba. Segue-se um jantar acompanhado dos melhores vizinhos do mundo, com o Inter a ganhar e o Mourinho na mó de cima e eu, do Inter desde pequenina!
Domingo: lanche num parque em Amsterdão pra celebrar o anos da C. Um copo em casa do E. que também faz anos, e regresso à beautiful Den Haag pra descanso de Petzi Maria.
Segunda: caminhada de Den Haag a Scheveningen ( 7,5 km) com direito à melhor companhia e se Deus quiser à perda duns kilinhos debaixo do calorzinho bom que FINALMENTE chegou à Holanda.

All I have to say: I LOVE MY LIFE!

Recuerdos de Paris # 22

Estes faziam os nossos perfis com uma tesoura. Ficava perfeito. Custava 20 euros, estes gajos passam-se! E havia quem pagasse. Afinal eu dei 10 euros por uma merda sem jeito nenhum…mas 20? Por um papel cortado na hora? Pft! Mas há que dizer que os gajos eram mestres. Dava gosto vê-los fazer.

Recuerdos de Paris # 21

E como não podia deixar de ser, fui chulada. O gajo começou por fazer o quadro contra minha vontade, mas o ego foi mais forte, e quis ver o resultado. Começou por dizer que o quadro valia 50 euros ( hahahaha, o gajo era um cómico. Seriously, 50 euros?!) e acabei a pagar 10, mas porque sim, porque tenho especial simpatia por Croatas.
Ficou giro, mas a minha prima mais nova fazia bem melhor (a miúda é uma artista!).

Bebidas refrescantes

Mental note PRA MIM e pra quem quiser:

(retirado daqui pra eu poder guardar e fazer pra mim também depois)

Yggyroska

3 morangos; 1 colher de sobremesa de açúcar; 5 cl de vodka preta de framboesa; gelo picado

Coloque 5 cl de vodka preta de framboesa (se nunca viu à venda, procure pela marca, Eristoff) num shaker e junte dois morangos. Adicione uma colher de sobremesa de açúcar e gelo picado. Se não sabe como fazê–lo, damos-lhe duas dicas: coloque algumas pedras de gelo numa misturadora ou embrulhe num pano e aproveite para descarregar o stress nas pedras de gelo, batendo com força com a ajuda de um rolo da massa. Agite bem o shaker. Os morangos vão ficar aos pedaços (e às vezes até entopem a palhinha). Para enfeitar ponha um morango inteiro a boiar no copo.

Onde beber: Yggy Bar, Rua da Atalaia, 21, Bairro Alto, Lisboa

Preço: 4€ (20 cl)

Para quem: Malta nova. Ideal para beber à beira da piscina ou numa noite quente de copos com amigos

Ao som de: “Rock The Casbah”, The Clash

Cacau frio

130 gr de chocolate em barra; 130 gr de natas;

20 pedras de gelo

Aqueça as natas no microondas durante alguns minutos. Corte o chocolate em pequenos pedaços e derreta-o nas natas aquecidas. Deixe arrefecer e ponha tudo numa misturadora com 20 pedras de gelo. Será o suficiente para entreter quatro gulosos. O chocolate não vai ficar totalmente líquido e, tal como o cacau quente, pode comê-lo à colher.

Onde beber: Rojoo, Rua de Santa Justa, 84 Lisboa

Preço: 2,95€

Para quem: Todas as idades, o que é importa é ser guloso. Beba no exterior. Se não tiver um terraço, uma janela também serve.

Ao som de: “Morena de Angola”, Chico Buarque

Margarita

Sal fino; 4 cl de tequila; 1 cl de triple sec;

1 limão; 1 cl de sumo de lima; gelo picado

Primeiro derrame o sal fino em cima de um balcão (limpo, de preferência). Passe um limão pela borda do copo e vire-o ao contrário para que o sal fique colado. Junte gelo picado (ver receita Yggyroska) e, de seguida, a tequila – a melhor é a El Jimador, mas as Sierra e El Mariachi também se recomendam. Acrescente o triple sec (da marca Cointreau) e o sumo de lima.

Onde beber: Siesta, Passeio Marítimo de Algés, Lisboa

Preço: 5,5€

Para quem: Ideal para quem quer embebedar-se sem dar por isso.

Ao som de: La Cumbia del Mole, Lila Downs

gin tónico com manjericão

5 cl de gin Bombay; 6 folhas pequenas de manjericão; 1 garrafa de água tónica; 4 pedras gelo

Num copo balão de pé alto (pouco utilizado para o gin), deite quatro pedras de gelo e 6 folhas de manjericão. Junte 5 cl de gin Bombay e água tónica até encher o copo. As folhas prendem-se à palhinha com a ajuda de um palito.

Onde beber: Fox Trot, Tv. de Santa Teresa, 28, Lisboa

Preço: 5,5€

Para quem: Conversadores com a noite pela frente. Não deve ser bebido na rua para não estragar o ambiente.

Ao som de: “Sabor a Mi”, Los Panchos

Limonada

2 limões de Torres Vedras

1 copo de água da torneira bem fresca

1 colher de sopa de açúcar

Esprema os limões de Torres Vedras que comprou nessa manhã no mercado. Junte a água da torneira que estava à espera no frigorífico e uma colher de sopa de açúcar. Mais rápido e refrescante é quase impossível.

Onde beber: A Merendinha, Rua Nova do Almada, 45, Lisboa

Preço: 0,90€

Para quem: Encalorados e apanhados de surpresa pelo calor do fim de Maio. Ou para todos os sortudos que já estão de férias.

Ao som de: “Holiday”, Madonna

Sangria branca

1 garrafa de espumante; laranja; limão; ananás; licor beirão; água castelo; triple sec; hortelã; gelo

Deite uma garrafa de espumante num jarro grande com muito gelo. Corte a fruta em pequenos pedaços e junte ao espumante, com uma garrafa de água do castelo. No caldeirão, ponha também um pequeno cálice de triple sec e outro de licor beirão – o líquido, entenda-se, não o copo. Não há cereja para enfeitar, mas há hortelã para dar ainda mais sabor.

Onde beber: Os Arcos, Rua Costa Pinto, 47, Paço de Arcos

Preço: 22€

Para quem: Grupos de amigos felizes. Para beber em qualquer lado, até num piquenique na rotunda ajardinada mais próxima

Ao som de: “All Along The Watchtower”, Jimi Hendrix

Groselha

1 garrafa de xarope de groselha; açúcar e água

Uma garrafa de xarope de groselha dá para muitos copos, se lhes juntar água (12 cl). Pode comprar no supermercado, mas se preferir fazê-lo: mexa groselhas maduras e açúcar numa taça. Passadas 24 horas, esmague tudo até ficar em calda. Leve a lume brando durante 4 minutos, deixe arrefecer e engarrafe.

Onde beber: Quiosque do Refresco, Jardim do Príncipe Real, Lisboa

Preço: 1,70€

Para quem: Nostálgicos que sonham com a Terra do Nunca e recordam a infância.

Ao som de: “Verano Azul”

Green destiny

6 cl de Bison Grass Vodka; 10 cl de sumo de maçã; 2 cl de limão espremido; 2 cl de polpa de açúcar (2 colheres de açúcar e 1 de água num blender); 1 kiwi; 1 pepino sem sementes

Junta-se tudo numa tigela e esmagam-se os ingredientes com um pilão. Mexe-se tudo num shaker e bebe-se com muita calma.

Onde beber: Cinco Lounge, Rua Ruben António Leitão, 17-A, Lisboa

Preço: 7,5€

Para quem: Sportinguistas que afogam as mágoas ou amantes de cocktails

Ao som de : “Crystalized”, The XX