Como queres começar o teu dia?
A Marar é um projecto de Amigos meus. Muitos são os mesmos que me ensinaram a ser Candeia. E é por quem são e o que fazem que sinto imensas saudades deles. ADORAVA ter feito parte desta missão de loucura saudável da Marar.
É nestas alturas que digo: rais parta, gostava de viver em Portugal outra vez!
Depois penso: mas hoje quero começar o meu dia alegre e mostrar que se pode ser feliz sabendo que os tenho no meu coração e os levo pra todo o lado, até pra blogosfera.
Obrigada Marar!!! Obrigada Amigos. Gostei de vos ver!
Eu bem tento, mas nunca consigo explicar muito bem porque é que a Candeia é ….
…parte de mim, parte da minha vida, parte do meu ser.
Vou tentar outra vez.
Foi na Candeia onde recuperei o melhor de mim
Braga é uma cidade muito católica. Estudei em colégios de padres e freiras, mas em casa sempre me deixaram pensar livremente.
A religião em si nunca foi o fundamental pra mim, mas sim os valores que tinha em comum com os amigos que fiz nos colégios da cidade, amigos esses que de algum modo eram educados de uma forma semelhante à minha. Acima de tudo acho que eramos todos muito protegidos. Além disso tive muito tempo pra fazer amigos a sério, e os nossos Pais faziam questão de nos dizer a todos coisas como: partilha com o teu colega, não sejas competitivo, pede pros outros o que queres pra ti, ri muito, brinca muito, mas sê responsável, estuda e constrói o teu futuro.
Depois fui pra faculdade.
Na universidade tive muita sorte e tive (e ainda tenho) um grupo de amigos EXTRAORDINÁRIO. Os nossos Pais educaram-nos de maneiras semelhantes, tinhamos e temos valores em comum como a lealdade, a confiança, a coragem, a destreza e a valentia, o saber desenrascarmo-nos, trabalhar em grupo para obter melhores resultados, a dedicação, a verdadeira amizade.
Sempre fui muito “inocente”, muito crente nas pessoas, na bondade, na alegria, sempre ri muito, sempre fui animada.
Sempre, mas sempre falei pelos cotovelos.
Sempre fui muito bem tratada.
Muito mimada, eu diria.
Tive muita sorte.
Depois fui trabalhar.
Na empresa acharam que a minha constante boa-disposição e maneira de falar “nortenha” e de coração na boca, em que dizia tudo o que pensava, era errado.
Disseram-me que não podia ser assim. Não podia ser como era.
A dada altura deixei de poder ser eu.
ACHEI que devia ser mais como “eles” “queriam”.
Como se tivesse um garfo espetado no rabo, sempre séria com os clientes, com cara de que todos me devem e ninguém me paga.
Pensei tinha de saber mentir pra poder ser uma boa vendedora. Nunca fui boa vendedora.
Pensei que tinha de saber ser egoista, que tinha de guardar tudo pra mim porque senão iam roubar o “meu pedaço de terreno”.
Continuei a ser uma pessoa sorridente e bem disposta, até porque não sei ser de outra maneira, mas tornei-me muito mais fria, mais distante.
Os meus amigos diziam-me: tás uma chata, só falas de trabalho, resmungas o tempo todo e só pensas em ti, só falas de ti.
Quando entrei pra Candeia voltei a lembrar-me de como era bom dar-ME aos outros, como era fácil e sabia bem partilhar.
Voltei a encontrar pessoas com os mesmos valores e educação que eu.
Que sorriem sempre.
Acreditam que não há uma única foto deste último campo em que não esteja à gargalhada?
A Candeia faz-me bem à alma.
Permitiu-me voltar a ser quem era e entender melhor a mensagem que me tinham passado na empresa.
O que me tinham querido explicar e que eu tinha entendido de outra forma, é que ao ser uma pessoa tão aberta e tão generosa, no mundo dos negócios, ia acabar com os meus pontos fracos todos à vista.
Porque, por exemplo, toda a gente ia saber se eu tinha ou não namorado e alguém menos correcto poderia usar esse facto para justificar o meu rendimento ser mais alto ou mais baixo. Só pra dar um exemplo, atenção.
Aprendi que tenho EXCELENTES colegas, mas que as pessoas que trabalham comigo não têm que ser TODAS minhas amigas. Mas que há colegas que se tornam Amigos.
Acima de tudo, APRENDI que o que me queriam dizer é que eu tinha de separar a minha vida pessoal da minha vida profissional, e que não devia falar da minha vida pessoal no emprego. E estavam certíssimos.
E a Candeia deu-me espaço pra eu poder ter uma parte pessoal, uma parte e um mundo que é só meu.
Onde eu sou a verdadeira Sofia,
a que ri muito,
a que diz TUDO o que lhe passa pela cabeça,
a que PARTILHA,
a que mostra fraquezas sem achar que está a ficar exposta, porque na Candeia podemos todos ser fracos,
porque todos podemos e temos o direito a ser chamados de seres humanos.
E os seres humanos têm fraquezas e têm direito a tê-las.
É na altura em que somos mais débeis que encontramos mais forças porque temos uma mão amiga que nos ajuda a sair do charco.
Foi tudo isto que eu aprendi na Candeia.
Sou melhor pessoa.
Recuperei o melhor de mim mesma.
Brasil – parte 2 e qualquer coisa
Praia da Cacimbinha, perto de Pipa.
Fotos da autoria do Reinhardt (a minha máquina G10, com capacidade pra tudo e mais um par de botas também foi…mas sem bateria, e o carregador? Na Holanda! Fazia cá imensa falta, digam lá? Só não me esqueço da cabeça porque a trago agarrada ao pescoço. Por isso todas as fotos vão ser cortesia dos outros 6 que foram curtir a passagem d’ano na Lagoa do Bonfim.)
Brasil – parte 1 e meia
Tenho mesmo muito pra contar, si falar assim em brasileiro, posso dizer que foi uma maaaaaaravilha, qui Deus foi bom demais comigo!
Fui mais abençoada naquela semana qui passou que nos últimos dez anos, ele foi Nosso Senhor do Bonfim guie seus passos, qui os Anjos iluminem seu caminho, qui Deus lhe proteja, qui nossa Senhora a ajude a conseguir tudo o qui quer!
E num é que foi mêmo assim? Consegui tudinho!
Eu andei de buggie, eu fiz skibunda, aerobunda, mas o que delirei mesmo foi concretizar o sonho de FINALMENTE fazer Parapente, pra mais numa das praias mais bonitas que conheci até hoje. Eu diria mesmo que, até à data, a mais bonita.
Na praia da Cacimbinha, a L. negôciô antes di voar, e nos deu a oportunidadi de fazer essa loucura que o companheiro Franciú Reinhardt fez o favô de gravar pra gaúdio di todos vocês!!
Não virei peludinha não, são as pernas do Reinie, visse?
(Thanks for sharing!)
E essa daqui lá no ar e aterrando de bunda (quase vira parabunda), sou eu!!!!!
Vai, diz pra mim que essa praia não é linda dimais?!?!
(tudo o que for escrito em brasuca daqui pra frente vai ter mooontes de iiii, não fui eu que desaprendi a escrever, sim?)
Bom Natal, Bom Ano, Bom essas coisas todas
com muita saúdinha, muita alegria e muita amizade!
Agora siga pra bingo em 2010 e toca a actualizar o blog. Tenho muito pra contar, mas estou arrebentadinha da viagem, por isso vou só deixar um cheirinho da maravilha que foi o Brasil….
Também quero!
Espero mesmo muuuuuito que aconteça o mesmo amanhã à tarde!!! Que fixe!!!
Malta no aeroporto, faz favor ficar feliz porque vai viajar, sorrir mais e dançar muito, sim?!?! BOM ANO!!!
Vou ali dar um saltinho ao Brasil e volto em Janeiro, sim?
O tipo só podia tar a brincar!
Conheci um tipo indiano à entrada pro exame de CISM. Nisto o tipo pediu-me o telefone, e aqui a tótó, como pensou que era por motivos profissionais, deu-lho.
Assim que saí do exame já tinha um sms.
Fonix, e agora? Lá respondi, que obrigadinha, que um dia destes tomavamos um café como ele pedia, mas que eu andava ocupada e tal, que não podia ser.
Ou seja, à boa portuguesa, dei desculpas a mais.
Outro sms: então quando é que pode ser?
Não respondi.
Deve tar a brincar comigo?! O tipo se calhar acha que eu sou burra e não sei que há castas e mais uma quantidade de tradições e merdas que a mim não me cabem na mona, lá no País dele. Devia querer dar uma. Bateu na porta errada.
Acabo de receber OUTRO sms: queres vir jantar no dia 7 de Janeiro?
Medida drástica é necessária, tasse mesmo a ver:
I’m not in the Netherlands, and I don’t date man, I’m sorry.
Ainda me estou aqui a rir sozinha!!! LINDO! C’a ganda ideia Sofia Maria!
Não queridos, ainda não mudei de orientação sexual, gosto muito de homens, no worries, mas pra um Indiano melga só algo como isto funcionava.
E funcionou!
Sorry, I didn’t know about that…
Nem ele, nem eu! :))))) Mas que resultou, resultou!
Claro que não posso usar isto com pessoas que conheço, mas este caramelo nunca o vi antes, nem o devo ver depois, e se vir e não me chatear, é um favor que me faz.
Muito bom, tou bué da contente! LOOOOOOOL
Qual espírito natalício qual carapuça!
Ó meu, vai atrás doutra, vá, não melgues!
Completamente fora do espírito natalício, vejam se gostam disto
Eu gostei.
Dirty Projectors – Stillness Is The Move
Wolfgang Amadeus Phoenix by Phoenix
Grizzly Bear – Two Weeks
It’s a Wonderful life and White Christmas, the classics
Dediquei-me a alguns clássicos de Natal da época dourada da década 40 como o It’s a Wonderful Life e o White Christmas.
Só naquela de ver porque raio estavam sempre classificados ou como o melhor, ou como um dos melhores filmes de Natal de sempre.
No It’s a Wonderful Life relembramos que todos nós tocamos a vida de muita gente, e que todos, mas todos somos importantes para alguém. E há que acreditar no anjo da guarda 🙂
Entre imensas coisas que aprendi e de que gostei, no filme que originou a popularização da música I’m dreaming with a White Christmas, adorei este momento e esta música. E passei a contar blessings, instead of sheeps:











