The Hangover Movie

The Hangover – 2009

Muito bom pra fechar um Domingo à noite em beleza!

Divertido, diferente, umas boas gargalhadas e uma certa inveja, nunca tive uma borga assim!

“The ultimate bachelor party goes bad when the groomsmen wake up in their Las Vegas hotel room with a tiger in the bathroom, a 6-month old baby in the closet and no idea where the groom is. What happens next? Watch the trailer and take a look for yourself.”

Just two days before his marriage with Tracy Garner, Doug Billings, in the company of two friends: Phil Wenneck and Stu Price; and Tracy’s eccentric brother, Alan, head out to party in Vegas. Driving his father’s Mercedez, they rent a pricey villa at Caesar’s and head for the rooftop to have a good time. Three of them later wake up with a hangover, unable to re-collect what exactly happened. With the villa in a wreck, turned upside down, they find that they have a baby in the closet, a grown tiger in the bathroom, Stu has a missing tooth and a hooker for a bride, and Doug is missing. Hilarious chaos results as the trio head out to re-trace their steps, find out that occurred in order to try and locate Doug, and bring him home in one piece before the wedding

Gamorra. Nápoles – nunca mais lá ponho os pés. Disse isto antes de ler o livro.

Não foi à toa que me dei ao trabalho de fazer um post com duzentas mil fotos sobre as minhas férias na Costa Amalfitana.
E nenhuma delas foi colocada casualmente.
Repararam nos iates de luxo? Eram aos milhares. Estes são só alguns.
Repararam nas casas em Capri? E nas casas de Procida? Deram pelo contraste?
Ainda faltam as de Nápoles.
Nápoles é uma cidade riquíssima em história, teve o mesmo impacto em mim que Istambul pois transmite imponência, respeito pela relíquia cultural que é, que foi.
Tal como Istambul, é cheia de colorido e suja.
Mas Nápoles é mais que suja, é muito suja, extremamente suja, imunda. E tem o maior número de indigentes por metro quadrado que já vi. Chegamos a andar em grupos de 8, e nem assim me senti segura. Eu que não sou nada de paranóias (quem me conheça que ateste, por favor), tive sempre a impressão que estava a ser observada, seguida. Não só pra me roubarem a máquina, como pra me violarem, cuspirem, insultarem, não sei. As pessoas andavam todas de carro, nas ruas só andavam maltrapilhos. O comércio estava metade aberto, metade fechado. Fechado à séria, com portões de correr em algo mais forte que zinco. Blindado. Ninguém andava a pé, só de motorino/vespa ou de carro. Sempre. Fora os turistas, os idiotas e provincianos dos turistas. Carteiristas é mato, mas isso eu já sabia. Com esses podia eu bem, afinal de contas, vivi na Graça. A um idiota que ia connosco, depois de o termos avisado umas 3 vezes, limparam-lhe 500 euros do bolso das calças. Mas quem? Quem é a besta que anda com 500 euros em dinheiro no bolso??? Pra quê?!
Saiu-lhe a lotaria ao carteirista.
Ninguém me tocou, mas estive sempre com medo.

A louca (na verdadeira acepção da palavra) da espanhola que me fez companhia no primeiro dia achou que era seguríssimo vir a pé da estação de comboios até ao hotel, afinal eram só 750 metros. Só são dos piores de Nápoles.
A estúpida que vos escreve achou que o Hotelshuttel do aeroporto me deixaria mesmo à porta do hotel (como em Lisboa)e pela primeira vez não apanhou táxi.O shuttel deixou-me a uns 200 metros da porta, no meio duma praça. Em 200 metros fiquei com a nítida sensação de que o que me estava a valer era a experiência ganha na nossa Lisboa. Estava no meio do “Rossio, em direcção à Almirante Reis”.

De Nápoles fui pras ilhas, e voltei nos últimos dois dias. Estavam 39 graus, não se podia andar em lado nenhum. Enfiei-me no único sítio onde me sentia segura. Os autocarros de Hop-in Hop-off. Não tinham ar condicionado e os lugares cobertos eram ainda mais abafados que os do topo. Fiz as 3 linhas que havia, a vermelha, a azul e a verde, tudo sentada na parte de cima, com um chapéu enfiado pelas orelhas abaixo e a pensar que ia morrer de calor, mas queria ver Nápoles. Nunca mais lá ia voltar. Não fiz hop-off uma única vez.

Eu tenho grandes amigos Italianos que conheci em erasmus. Enquanto lia o Gomorra lembrei-me de várias situações, episódios, coisas que se passaram comigo. E lembrei-me continuamente de Nápoles, é claro.

– Lembrei-me que sempre nunca gostei da pinta do italiano de Nápoles que fez erasmus comigo. Fumava na altura, 10 charros de haxixe por dia. Como quem fuma tabaco. E não tenho ideia de ele andar pedrado o dia todo. Era mal educado, vestia bem, mas era diferente. Ignorava toda a gente, e era extremamente interesseiro. Não me lembro do nome dele. Dava-se bem com um pintas do Porto de quem eu também não era grande fã, mas que era bom moço.

– Lembrei-me que diziam que o Pier Luigi que era filho de mafiosos, ou estava ligado à Máfia. Lembro de ser o único sobre quem se dizia isto e a quem os próprios italianos diziam isto. Falar em Máfia era suficiente pra se sentirem insultados. Era palavra QUASE tabu. E eles raramente levantavam o tema. Mas com o Pier Luigi era diferente. Era uma jóia de rapaz, eu achava-o muito bonito (tinha uns olhos verdes(ou eram azuis?) brutais), mais velho um pouco que os demais, estava a estudar Medicina mas gostava de borga. E ele não se sentia insultado, mas não gostava e sorria de uma forma…diferente, quando lhe diziam estas coisas. (Johnny, be my guest pra meter a tua colherada, a minha memória já não é o que era).

– Lembrei-me dos discursos do Stefano, do Roberto e do Marco sobre Itália e de eu não entender puto do porquê deles estarem tão zangados na altura. Afinal, eramos uns putos!

– Lembrei-me que quando estive em Londres com o Giovanni (que é de Puglia, Siciliano), entramos num snack-bar pra comer uma fatia de pizza e um sumo de laranja (que há uns 8 anos atrás me custou 1600 paus!). Estavam lá uns italianos, dois rapazes e duas raparigas, aí com uns 18 anos cada um. Um dos rapazes era muito bonito. Começaram a falar connosco, e quando perguntam de donde somos (o Gigo e eu estavamos a falar espanhol), o Giovanni diz (em inglês!) que é espanhol e eu portuguesa. Os meus olhos abriram-se até às bordas. Como é que o gajo ia acreditar em tal coisa? E porquê a mentira?
Porque são de Nápoles, e não te preocupes que eles nunca vão perceber que eu sou italiano.
Achei aquilo tudo ridículo, principalmente o Gigo achar que não parecia italiano, mas o certo é que os gajos caíram que nem patos. No fim da refeição deles pediram a conta, e depois de pagar receberam o troco. Era um pratinho de alumínio. Eles retiraram o dinheiro, despediram-se de nós com um Ciao, e o que era bonito, cuspiu uma escarreta muito verde pra dentro do pratinho e diz em alto e bom som: The tip!
Eu ia vomitando. O Giovanni encolheu-se mais um bocado e disse-me: percebes agora?

– Lembrei-me dum tipo que conheci cá e que me disse que só vai a Itália porque tem de visitar os Pais, porque senão nunca mais lá punha os pés. E de eu lhe ter dito: jamais renegues de onde vens. E o tipo ficou todo furioso comigo.

– Lembrei-me das palavras dum ex- italiano com quem andei, que era de Milão. Ele diz que o Sul é um terceiro mundo. Não é Itália. Ou melhor, é, mais que o Norte até, mas que parou no tempo, que tem 30 anos de atraso de desenvolvimento. E que sente vergonha do sul. E de eu ter achado isto uma palermice e um snobismo exagerado.

– Lembrei-me dos italianos que nos receberam agora nos portos quando amarravamos e dum que me disse: Io sonno il cappo.

“Eu sou o Chefe. Ele só faz o que eu mando. E eu não o mandei dizer que não havia luz.”

Isto depois de termos estado 4 horas sem luz uma vez amarrados em Porto. Ele disse que nós nunca tínhamos estado sem luz porque ele não tinha dado por ela. Ele não estava lá, mas se tivesse falhado a luz, teria dado por ela.
Senti-me num filme. Depois da frase então, foi pagar, agarrar no braço da Carmem (e nas orelhas também, porque a tonha queria ter ficado lá a discutir), e pirarmo-nos bem depressinha. Foi na ilha do bar chillout que está nas fotos e foi antes do belo do gin tónico.

– Lembrei-me das duas chinesas que vi nesse mesmo porto de Izquia que se prontificaram pra me dar uma massagem por 5 euros. Quando lhe dei 10 e disse: guarde o troco, a mulher forçou-me literalmente a deitar-me e deu-me mais 15 minutos de pancada nas pernas, pelos outros 5 euros. Foi uma cena muito estranha, muito marada, nunca tal me tinha acontecido num Porto, e esta era a sétima vez que eu velejava.

Lembrei-me de muito mais, senti muito mais, revivi muitos sentimentos, um misto de revolta, com nojo, com um conformismo final e um encolher de ombros because they actually are anyware, até na Holanda. Com uma raiva pela continuidade que os chineses dão ao que os cabrões da Camorra lhes ensinam a fazer. Raiva da ganância, da ambição, da competição, da loucura, do desprezo pela vida humana, e pena, muita pena, do desespero de todos os que nascem naquela zona e fazem parte do Sistema.

Agora ficam as fotos de Nápoles, onde eu nunca mais vou por os pés.







(Esta casa não parece mesmo a casa dos Bicos no campo das Cebolas em Lisboa?!)

































Mas comi mesmo muito bem, só de ver a foto daquela espécie de bagel gigante de pão de centeio, com azeite, mozzarella de buffala e presunto…



Bonita Nápoles. Podre Nápoles. O pôr-do-sol é magnífico. Nunca mais aí volto. Mas gostei.


Costa Amalfitana – Agosto 2009

Quisás estranharam que eu não falasse das minhas férias em Itália em 2009.
Estive na Costa Amalfitana.
A companhia não foi das melhores. O que vale é que me pagaram (literalmente) p’ra ir, e como tal, tudo era ganho, especialmente o passeio. Bebi tudo o que pude com os olhos, captei o máximo que consegui com a câmara, abstive-me da tremenda falta de educação e da arrogância dos clientes que levava no veleiro.
As ilhas são muito bonitas, o porto e cidade de Amalfi foram uma surpresa,










A Ilha de Capri é ostentação e passarela, mas tem o por do sol mais magnífico,






























Procida fez-me voltar aos filmes italianos dos anos 40 e ao Cine Paradiso,





Positano desiludiu-me, mas tem umas vistas nocturnas espectaculares,









Izquia ficou-me na retina e o barzinho de chillout onde pude fugir dos tolinhos todos com quem estava, mantendo-me a salvo na companhia da Carmen e do nosso gin tónico, valeu……….,





A água é verde esmeralda



e a comida absolutamente divinal. E cara. Muito, muito cara.
Tudo, mas TUDO é horrorosamente caro. Um gin tónico em Capri custou-me 20 euros, mas tive sorte porque foi num dia em que houve uma falha geral de luz, senão, por estar sentada no bar quando o pedi (em vez de ao balcão), ter-me-ia custado 40 euros. No kidding.

Serviu pra comprar sandálias do meu número (34),

pra comer faustosamente (comi a melhor sobremesa da minha vida, gelado natural de fruta envolvido na pele da própria fruta, uma verdadeira arte!),





(Todos estes pratos são da Trattoria da Barracca em Amalfi)

serviu para ficar bem morena, e jurar que nunca mais me apanham numa viagem de grupo com espanhóis. Foi a última.

A culpa não é deles….

… é nossa!

Qual de nós o melhor…

Na minha casa a boa-disposição reinou sempre, graças a Deus. Mas o Kruk e a Petzi tornaram-na infinitamente melhor. A alegria que transmitem e a paciência que têm para conosco é absolutamente contangiante!

(a ideia das bandoletes de rena foi do meu Pai que é pior que nós todos juntos)

O Kruk posa sempre pra foto e não se importa com massacre nenhum, sempre feliz este bichinho!

A Petzi desfila com cara de: porquê eu, Senhor? Porquê?!


Tou no ir! Isto não abona nada a minha imagem! Bora Kruk, deixa-os aí!

Tens razão! Que se lixe os enfeites! Cornos é pra eles, agora eu! Tu não me trais pois não boneca?

Eu??? Nahhhhh! Ó Querido! Qual donzela à espera do seu Princípe no Cavalo Branco! (riso maléfico!)

Ser Candeia, por Ana Rita Poge


O testemunho que se segue foi escrito pela “Saramago” Ana Rita Poge.

Impõe-se uma (não breve) introdução. A Ana Rita, ou Pagé, como lhe chamamos, começou como Participante nos Campos da Candeia, e hoje em dia é Animadora tal como eu e outros privilegiados. Na Candeia há quatro faixas etárias: os Faíscas (6-10), os Fagulhas (11-14), os Fogueiras (15-17) e os Labaredas (17-19) (se me enganei, corrijam-me por favor).
A Pagé foi a minha primeira Fogueira 🙂
A primeira vez que fiz um Campo foi um Campo de Faíscas. Animar pequeninos é tão fácil, são tão giros, tão fofinhos, tão…easy!
No ano seguinte propuseram-me animar Fogueiras. Pra início de conversa teria de ir conhecê-los num dos CLCs (Clube da Lua Cheia que ocorre de 15 em 15 dias para os Fogueiras e Labaredas, durante todo o ano). Fui recebida pela Fogueira Pagé, que alegremente me pregou dois beijos seguido dum: dia 1 faço anos! Tens de me dar os Parabéns! Vais-me telefonar, não vais? Olha que eu fico chateada se não te lembrares!
Ela não sabia, mas eu estava morta de medo dos Fogueiras, é uma enorme aventura, peso e responsabilidade lidar com os “mais velhos” que fazem juízos de valor (pensava eu), e dizem tudo o que lhes passa pela bolha, e que quando fazes uma cena mais louca na qual eles não alinham, não têm papas na língua e soltam-te um: que seca!!
(Este ano a coisa evoluiu e dizem: boooooooooring!)
Além disso sente-se sempre a sensação que devemos ser role-models pra eles, e nós não somos propriamente os seres mais perfeitos à face da terra, não é? 🙂
Fiquei com o número de telefone dela, e no dia 1, obedientemente, lá telefonei pra Pagé, que ficou toda contente, até porque tinha recebido já 500 mil chamadas e mais não sei quantos mil sms pra sua contabilização (Oh, I’m so popular!!), mas (tive uma sorte louca) eu tinha sido a primeira animadora a ligar-lhe. Seguiram-se mais chamadas, mas dali a 15 dias, apareci no CLC e a Pagé tava toda contente e ajudou-me a conhecer os outros Fogueiras todos e dizia a toda a gente bem alto: ELAAAAA, sim, ELAAAAAAAAA ligou-me!!
E eu só pensava: ufa! Benditos alarmes no telemóvel!
Nesse ano fiz Campo com ela, eu como Animadora, ela como Participante.
A partir daí só fiz campos com Fogueiras. É um vício, uma paixão lidar com os “mais velhos”, que no fundo são “pequeninos” em ponto grande no coração, mas que nos desafiam a fazer mais a ir mais longe, a puxar pela destreza e imaginação, e acreditem, não é fácil surpreender miúdos que fazem 4 colónias por verão, alguns há mais de 10 anos… Vence a Amizade, vence o Carinho, vence o Amor.

O texto que escrevi no outro dia veio duma conversa que tivemos as duas pelo MSN. Apesar de estar na Holanda, eu faço questão de estar perto, o mais perto que conseguir dos “meus” Fogueiras. CLARO que não consigo telefonar a mais de 40 “putos”, mas consigo ir mantendo contacto estreito com uns 5 ou 6. É o possível.
A Pagé já é Animadora, mas vai ser sempre ser a “minha/nossa” Fogueira.

Escreve assim um bocadinho à Saramago (she is sooo gonna kill me for this!), mas como Animadora dela que fui, “lê-la” é conseguir explicar um pouco da magia que sinto cada vez que faço um Campo. Os “meus/nossos meninos” valem TODO, TODO o esforço e loucuras que possa fazer por eles. Quando se lê o impacto que tivemos neles e COMO entenderam a mensagem…you get speechless. E o coração transborda.
OBRIGADA PAGÉ!!!


“Desde muito pequenina sempre tive dois sonhos SER ESCUTEIRA E ANDAR EM COLÓNIAS DE FÉRIAS, estes sempre foram os meus sonhos principais e sempre que me diziam Rita pede um desejo eu pedia estes dois que para mim eram os que achava que eram impossíveis de realizar.

Entretanto aos meus 6 anos entrei para um colégio onde aprendi a crescer e a viver mais de perto a vida. Com o tempo fui fazendo coisas maravilhosas que nunca pensei fazer, comecei por experimentar ballet na verdade eu pensava… mas este não é o desejo que peço mas deve ser giro e durante 6 anos fiz e adorei. Entretanto a vidaproporcionou-me mais experiências e aventuras. Finalmente matei o bichinho da curiosidade e o meu sonho de fazer uma colónia de ferias. Para mim era tudo mágico saber que o meu verão iria ser diferente e super divertido, e fui e aquelas duas semanas para mim foram boas mas com o passar dos anos e do tempo queria mais então aos 12 anos entrei para os escuteiros e ainda mais feliz era porque os meus sonhos estavam-se a concretizar. Quando experimentei não quis outra coisa os anos foram passando e hoje ainda lá estou com a mesma garra e entusiasmo. Aos 15 anos entrei para a CANDEIA pensava eu vou para uma colónia mas diferente deve ser giro . Quando la cheguei era tudo diferente duma colónia de férias que já tinha experimentado era imensa gente com guitarras na mão a cantar musicas originais e por sinal divertidas, chamativas adorei o ESPÍRITO por acamparmos que para mim já não era novo mas numa “suposta “colónia de ferias, era. Nunca pensei era tudo tão magico quando chegamos depois de cantarmos aquelas musicas tão giras disseram-nos o tema de campo AGARRA A VIDA. Brutal a partir dai nunca mais parei a Candeia foi crescendo na minha vida e eu fui percebendo a lógica e a mensagem da Candeia, a Candeia não é uma daquelas colónias habituais de ferias mas sim uma Associação que acolhe crianças que vivem em Instituições e que durante o ano fazem várias actividades, e aí eu percebi o quanto a Candeia era importante na minha vida porque num abrir e fechar de olhos a Candeia passou a ser importante para mim e foi lá que cresci que aprendi a ser madura a dar valor às verdadeiras coisas importantes da vida e com o tempo vou percebendo que mesmo hoje em dia estes sonhos de ser Escuteira e andar numa colónia é banal mas para uma criança às vezes não é bem assim.

Hoje sou feliz com os meus grandes 2 sonhos são eles que me dão força para a minha vida principalmente a CANDEIA os momentos mais mágicos para mim são os momentos de partilha é onde tento ser um pouco transparente , a candeia para mim é o meu ponto seguro onde penso em tudo onde faço tudo que me apetece fazer no meu dia a dia mas não faço porque a palavra Marar para muitas pessoas é ridícula mas para mim não. Marar é o estado normal, é nele que me sinto bem, segura dos meus medos e das minhas inseguranças. É no meu porto seguro que vou buscar energias para enfrentar tempestades. Ao longo dos anos vou crescendo com a Candeia, foi aqui onde eu aprendi a ser mais segura, madura e foi isso que ao longo dos anos me fez ter força para lutar para uma outra fase muito importante para mim na Candeia: SER ANIMADORA. Para mim era uma barreira muito difícil de conquistar porque tinha de mostrar que era uma animadora madura o suficiente para enfrentar coisas adultas. Infelizmente não podemos agradar a gregos e troianos mas com algum esforço consegui chegar onde eu mais queria. E é isto que me faz estar na candeia, é acreditar que tudo na nossa vida é possível mesmo com barreiras acreditar e lutar pelo o que mais queremos por mais que nos deitem a baixo, é AGARRAR A VIDA ao máximo e sorrir sempre. E as minhas energias todas vou buscá-las ao meu ponto seguro onde sei que la ninguém me julga pelo o que sou ou penso se faço macacadas ou não, e é com estas energias que a Candeia faz parte da minha vida há 4 anos e tal como a Candeia a mim me deu segurança e alegria na minha vida quero fazer o mesmo às nossas crianças porque sem um sorriso a vida não brilha e eu graças a tudo o que aprendi e ao que vou aprender, o meu sorriso brilha e brilha e hoje ninguém mo tira… e é isto o que a Candeia é para mim, sinto-me uma verdadeira estrela a brilhar…“

Sempre na vanguarda! IBM simula cérebro de um gato com supercomputador

Notícia em brasuca aqui: http://www.geek.com.br/blogs/832697758/posts/11677-ibm-simula-cerebro-de-um-gato-com-supercomputador

Por Luciana Alves

Em comunicado à imprensa, cientistas da IBM anunciaram a realização de uma simulação computadorizada equivalente ao cérebro de um gato. Elaborado em parceria com a Universidade de Stanford e o Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, dos Estados Unidos, o simulador representa um progresso significativo na chamada computação cognitiva.

Para executar a simulação cortical do cérebro quase em tempo real, superando em número os neurônios e as sinapses encontradas no córtex de um gato, a equipe construiu um simulador cortical que incorpora uma série de inovações em computação, memória e comunicação, assim como sofisticados detalhes biológicos obtidos por meio da neurofisiologia e da neuroanatomia.
(continua)

O programa simula um cérebro com um bilhão de neurônios, capazes de processar 10 trilhões de sinapses (troca de informações entre os neurônios) individuais. Segundo os pesquisadores, seu objetivo é criar um programa de computador capaz de simular e emular as habilidades do cérebro para a sensação, percepção, ação, interação e cognição.

A simulação do cérebro de um gato foi realizada em um supercomputador Blue Gene, com 147.456 CPUs e 144 terabytes de memória principal, mas os pesquisadores imaginam que, no futuro, possa existir um chip sinaptrônico, um processador que funcione utilizando os mesmos mecanismos das sinapses cerebrais.

Porque as lojas de chineses que brotam em PT me irritam solenemente

O ZÉ, depois de dormir numa almofada de algodão (Made in Egipt), começou o dia bem cedo, acordado pelo despertador (Made in Japan) às 7 da manhã.

Depois de um banho com sabonete (Made in France) e enquanto o café (importado da Colômbia) estava a fazer na máquina (Made in Chech Republic), barbeou-se com a máquina eléctrica (Made in China).

Vestiu uma camisa (Made in Sri Lanka), jeans de marca (Made in Singapure) e um relógio de bolso (Made in Swiss).

Depois de preparar as torradas de trigo (produced in USA) na sua torradeira (Made in Germany) e enquanto tomava o café numa chávena (Made in Spain), pegou na máquina de calcular (Made in Korea) para ver quanto é que poderia gastar nesse dia e consultou a Internet no seu computador (Made in Thailand) para ver as previsões meteorológicas.

Depois de ouvir as notícias pela rádio (Made in India), ainda bebeu um sumo de laranja (produced in Israel), entrou no carro Saab (Made in Sweden) e continuou à procura de emprego.

Ao fim de mais um dia frustrante, com muitos contactos feitos através do seu telemóvel (Made in Finland) e, após comer uma pizza (Made in Italy), o Zé decidiu relaxar por uns instantes.

Calçou as suas sandálias (Made in Brazil), sentou-se num sofá (Made in Denmark), serviu-se de um copo de vinho (produced in Chile), ligou a TV (Made in Indonésia) e pôs-se a pensar porque é que não conseguia encontrar um emprego em PORTUGAL…

Talvez esta mensagem devesse ser enviada aos consumidores portugueses.

O Ministério da Economia de Espanha estima que se cada espanhol consumir 150€ de produtos nacionais, por ano, a economia cresce acima de todas as estimativas e, ainda por cima, cria postos de trabalho.

Ponham a mensagem a circular. Pode ser que acorde alguém.

Abana aí desse lado!


Coisas que só me acontecem a mim….a este meio metro de gente.

Ontem fui ao escritório pra ter uma reunião com a minha Colega A. assim pequenina como eu. Nisto ela decide que quer uma bebida energética porque tava a morrer de sono. No escritório existe um coffee corner em cada ponta de cada um dos imensos andares. Nós estavamos sentadas numa mesa mesmo atrás dum deles. Passado 3 minutos ela chama por mim.
– What?
– Can you come and help me?
– Why? Is that stuck? Just buy another one!

Lá levantei o rabo da cadeira, chego à máquina e lógico, prognóstico correcto: tava encravada.
A A. estava furibunda. Tinha por duas vezes posto dinheiro na máquina e uma garrafa encravou a outra, ou seja, nem à primeira, nem à segunda tentativa tinha conseguido o que queria.
Nisto sai duma das mesas um Colega todo prestável:

– We can try to push it out. Let’s try to shake the machine.

E aqui a tuga do desenrasca: Sure!

Ora ele a abanar dum lado, eu agarrado do outro lado, os dois sem grande força de músculos, abanamos, abanamos!

Eu: Shit, this machine always eats our money!
Eu: Hey A., come on, help us out.

A A. veio e abana também.
Niclas, as garrafas ficaram ainda mais entaladas.
Ela lá desistiu, comprou outra bebida, e o senhor despede-se pedindo desculpas por não ter conseguido ajudar.
Assim que nos sentamos de novo à mesa diz a A.:

– That would have been a nice picture! You and Mr. X pushing the machine back and forward!
– WHAT??? Mr. X????
– No way! You didn’t know who that was?!?!?
– NO!!!

Pois é, tive a abanar a máquina das bebidas com o Chefe do Chefe da minha Chefe. Um dos Executives do BeNeLux arregaçou as manguinhas e toca de abanar o mostrengo da máquina pra ajudar uma Colega. Muito porreiro, há que dizer!
E Eu, sim, EU,a desnorteada, disse palavrões à frente do dito Senhor, e ainda mandei a outra abanar a máquina também!
Tivemos mais meia hora a chorar a rir depois.
Como é que é possível eu trabalhar há ANO E MEIO a 150 metros do Mr. X e não saber quem ele é?!?
Como é que é possível eu não saber quem é o Chefão?!
Já falei com ele ao telefone umas duas vezes, mas nunca tive nenhuma reunião com ele e nunca precisei de falar com ele, mas bolas, há fotos na Intranet…
Zero curiosidade.
Acho que pra primeira entrevista, os dois juntos a abanar uma máquina, foi um bom começo! :))))

Testemunho de alguém que escolheu a Alegria

P’ra quem me pediu, e pra quem por aqui passa e queira saber, a Marar e os seus contactos podem ser encontrados em: http://www.marar.eu/

Pra início de conversa têm logo o objectivo da Marar: Queremos transformar o mundo num local mais feliz!

E não é só garganta. Eles tentam e conseguem.

Aqui há uns tempos vi o filme “It’s a Wonderful Life” e como escrevi na altura, todos nós tocamos a vida de muita gente, e que todos, mas todos somos importantes para alguém.(aqui)

Abaixo segue o link para um testemunho que lhes chegou no dia em que fizeram o vídeo do post anterior: Como queres começar o teu dia?
É muito giro, e vale mesmo a pena ler e ver como coisas tão simples nos podem mudar o semblante carrancudo.

No dia em que colocámos o filme da nossa última missão online, recebi um email de um amigo que me surpreendeu e me deixou feliz.

Contava-me ele que há uns tempos tinha recebido um email de uma amiga a relatar uma experiência que tinha vivido à saída do metro. Essa experiência não era nem mais, nem menos que a missão Como Queres Começar o Teu Dia?

Ele partilhou comigo o email e eu pedi à autora (Mariana) que me deixasse publicá-lo no nosso blog.

Aqui está o email. É longo, mas vale muito a pena. Percebe-se bem o impacto que a missão teve numa pessoa que nos era totalmente desconhecida.

(In Marar.eu by Rodrigo Dias)