Tenho tanto para contar… meu querido mês de Agosto
e tão pouco tempo para actualizar o blog com as fotos todas que eu gostava de aqui colocar…
No início de Agosto começaram a chegar os meus amigos que estão fora.
E eu de repente assumi que a minha estadia em Lisboa não é de todo temporária. Sendo assim deixei-me de revivalismos e de ir sempre aos sítios de que gostava e que já conhecia, e decidi conhecer os mil e um novos recantos Lisboetas, e ampliar o meu portfolio de “must go places” em Lisboa.
Começou na segunda-feira dia 10 de Agosto, e não mais parou.
Fui ao Rooftop do Hotel Mundial, fui ao Topo que fica no último andar do Centro Comercial Martim Moniz, fui jantar ao Zapata e ao Cantinho do Azis, e beber mojitos na praça do Martim Moniz, e jantar à Tasca da Esquina, e à Petiscaria, e à Cervejaria do Baleal, e à Rua Cor-de-Rosa e à Pensão Amor (onde vergonha das vergonhas, ainda não tinha posto os pés), e….. andar de veleiro no Tejo. E fiz piqueniques na mata de Alvalade, e fui à Roda dos Livros e petisquei e fiz praia, muita praia sempre com os meus melhores amigos caninos e humanos, e um fim de semana no Algarve com super amigos que vivem na Holanda, na Bélgica e em Londres, uns regressados e em êxtase pelo regresso, e outros felicíssimos por ainda viverem fora onde as emoções correm tão rápido pelas veias e pela alma.
Oh I am so incredibly happy, so incredibly LUCKY.
Enquanto navegava pelo Tejo e passava pela primeira vez por baixo da Ponte 25 de Abril, repetia incessantemente: eu tenho TANTA sorte.
Sou a pessoa mais sortuda do MUNDO MUNDIAL!
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| Mata de Alvalade |
Foi um mês de Agosto e Setembro non-stop, que me encheu as medidas e me retirou tempo para mais posts sobre as minhas viagens, I was too busy living life.
Mas os posts vão regressar, assim como eu regressei ao trabalho depois da viagem da América Central, e assim como regressaram os emigrantes, mas eu, desta vez, fiquei em terras Lusas.
I love my life in Lisbon, I love my life in Portugal. Daqui não saio, daqui ninguém me tira!
Querooooooo um destes pelos meus anos!!!
My Shaun e Nova Iorque pelas paredes
O Shaun é um dos meus melhores amigos e um dos maiores tesouros que ganhei com a minha estadia na Holanda.
Trabalhamos juntos e um dia ele decidiu mandar a vida corporativa às favas, regressou a Nova Iorque e começou um Tumblr chamado Words on the Street, com fotos de “street art” para poder captar através destas imagens a vida da cidade e as constantes mudanças que ocorrem no seu País e no mundo.
Há coisa de uns meses, foi contactado por uma moça Inglesa que faz pequenos documentários e criou uma página para falar sobre “The Human Stories“, pessoas desconhecidas que ela entrevista e pede para falar sobre o que os apaixona.
Eu sigo o tumblr do Shaun, e quando vi esta entrevista fiquei deliciada, e decidi partilhá-la convosco pela sua qualidade e emoção.
Love you and miss you Shaun!
Agora sim! Agora está digna duma capa de revista!!
Querido mudei a casa versão 700 mil, ou a história das mantas, dos sofás que não foram estofados, a lareira elétrica, o espelho e a estante.
Esta história é longa, e chata.
Portanto vou resumir.
Eu quero muito acabar de decorar a minha casa decentemente, mas enfrentava os seguintes dilemas (o drama! o horror! a tragédia!)
- Estofar 2 poltronas custa pelo menos 500€
- Um espelho com 2 metros de comprimento custa quase 400€
- Uma estante de parede a parede como eu gostaria de ter custa pra cima duma pipa de massa, por menos de 1000€ no IKEA não fazia a brincadeira.
- Com 1900€ já faço uma belíssima viagem!!
- Estava presa à forma magnífica como a minha senhoria tinha a casa decorada, mas não tenho qualquer tipo de paciência para andar em leilões a encontrar aquela peça arte-déco especial.
- Os leilões, ou melhor, os móveis comprados em leilões, também custam dinheiro!
- Sempre quis uma lareira elétrica e comprei uma em segunda-mão por 50€ e aquilo não encaixava em lado nenhum….
- Já não preciso de estofar as poltronas que agora separadas já não chateiam
- Já não preciso dum espelho porque mudei a estante de sítio
- Já não preciso de estante porque pus uma das poltronas no sítio dela
- Passei as mantas pras camas e é lá o sítio delas e que bem que ficaram!
- Consegui finalmente borrifar-me pra decoração da minha senhoria e estou muito satisfeita com a minha que não é de capa de revista.
Agora o que falta é só umas petit chouses, daquelas que vi no “estapor” do catálogo novo do IKEA, mas que são todas perfeitamente adquiríveis! A saber:
- Duas carpetes daquelas grandonas de corda impermeabilizadas e anti xixi de canídeos
- Umas almofadas novas que estas estão um horror
- Duas molduras novas pra colocar as fotos magníficas do meu amigo Diego e que vão ficar espectaculares por cima da estante onde ia ficar o espelho!!
John Hannah, a crush
I love this little man.
À descoberta da América Central – Dia 9 – Juayua – un reino cerca del cielo y Tazumal
21 de Julho de 2015, El Salvador
Descemos os Cerros de la Caldera para encontrar uma cascata de água limpida e fresca, onde tomei o banho do ano, e passei por uns túneis marados onde a emoção foi comedida, mas a experiência gira. O jacuzzi natural deixou-me relaxadíssima e de pele suave e sedosa.
Voltamos à cidadezita e passeamos por Juayua, onde há uma igreja com um “Cristo Negro”, coisa que nunca tinha visto, e bastante impressionante.
Voltamos ao nosso mini bus e o amigo Che levou-nos a almoçar a um restaurante de beira de estrada, mas mesmo junto ao Lago Cuatepeque, com uma vista deslumbrante. Gracias Che!!
Umas horitas mais pra cima chegamos aos templos de Tazumal.
O Don Guillermo veio-nos receber, era o nosso guia e também tinha pertencido à guerrilha Salvadoreña.
Como é arqueólogo, embora não seja formado porque não pôde acabar o curso durante a guerra, é uma enciclopédia ambulante e fez com que vissemos o templo de Tazumal com outros olhos, enquanto revelava a sua revolta pelo facto de El Salvador ter dependido primeiro dos americanos, e hoje em dia dos Japoneses, para levar a cabo as suas investigações arqueológicas. Estas, segundo ele, reportam ao período pré-clássico, ou seja, entre 2 mil e 300 anos antes de Cristo. O que é certo é que o museu só tem meia dúzia de artefactos, e tudo o resto se encontra espalhado por Washington, Londres e Paris, e até em Portugal há peças Maias Salvadoreñas.
Voltando à vaca fria, o templo tem o formato de uma tartaruga e tem 12 degraus, um por ano, e cada degrau tem a altura da idade do chaman quando morreu, ou seja, quanto mais estreito é o degrau, mais novo morreu o Chaman. Entre outras coisas, o Tazumal era simbolo de fertilidade.
Era aqui que viviam os chamans, neste local onde existem 14 templos, uns por cima dos outros.
Os Maias tornaram-se religiosos ferverosos com o tempo, no pré-classico só queimavam sangue, no período seguinte matavam os chamans, e no seguinte matavam até 1000 pessoas por dia como oferenda aos deuses, e assim se extinguiram, por matar mais gente que aquela que nascia.
Isto é apenas um lamiré, para saberem a história toda, têm de cá vir conhecer o Don Guillermo, porque eu mais não conto 😉
Highlights
Cerros de la Caldera
Lago Cuatepeque
O Cristo Negro
Tazumal e Don Guillermo
Todas as fotos da Viagem À Descoberta da América Central estão no Albúm de fotos do Facebook da Andorinha Desnorteada.
À descoberta da América Central – Dia 8 – O Oceano Pacífico que não é o da RFM
20 de Julho de 2015, El Salvador
Saímos em direcção a El Salvador bem cedo. O Che veio-nos buscar e conduz-nos por estradas encabritadas sempre junto ao Lago, com paisagens deslumbrantes e imperdíveis.
A entrada em El Salvador é feita facilmente porque o visto da Guatemala serve pra El Salvador, Nicarágua e Honduras também, mas tem que se fazer a saída da Guatemala, ou seja, carimbar o passaporte à saída, e entrar, já depois da ponte, na fila pra verificação de passaporte pra entrar em El Salvador. Se tiverem perdido o passaporte na Guatemala, não conseguem passar pra El Salvador e acaba-se a viagem, por isso agarrem-se bem a ele!!
Fizemos uma ou duas horas de carro depois da fronteira e chegamos ao Oceano Pacífico, uma praia idílica, só nossa, água quente e salgada que pede um banho de mar contínuo, ondas furadas com gosto, e uma prancha de surf.
Um jogo de vólei depois, uns lançamentos em grande pras areias escuras e vulcânicas e mais uma banhoca, sentamo-nos a almoçar um belo peixe frito, ao ritmo duma salsa e merengue e das ondas do mar.
Mais uma horita (ou talvez duas, nem sei) de carro depois, chegamos a Juayua, uma aldeia bem pequenina e acolhedora, onde um hostel bem giro nos aguardava com camitas fofas e água quente e com pressão!
Jantamos um dos pratos nacionais Salvadoreños: popusas. São tortillas de milho recheadas, uma pequena bomba calórica, acompanhada duma Pilsener, a cerveja nacional.
Completamente relaxada depois dum dia em cheio, fui dormir.
Highlights
A praia do Oceano Pacífico
O hostel em Juayua
Todas as fotos da Viagem À Descoberta da América Central estão no Albúm de fotos do Facebook da Andorinha Desnorteada.
À descoberta da América Central – Dia 7 – O descanso da Guerreira no Lago Atitlan
19 de Julho de 2015, Guatemala




O descanso da guerreira

























