Se eu tivesse jogado no Euromilhões, se calhar a esta altura estava rica…

Escrevo isto, e hoje leio isto:

Hoje, engolindo as suas lições de moral contra os países do Sul, Rutte vai apresentar a demissão à rainha Beatriz. Com a Holanda agora também ameaçada pela Fitch de retirada do triplo A, o governo demissionário fica sem nenhum instrumento político para fazer o país chegar ao défice dos 3% e impôr cortes violentos na saúde e nos funcionários públicos.

É uma suprema ironia que, até há muito pouco tempo, a Holanda fosse – ao lado da Alemanha – o país das maravilhas que cumpria à risca a castidade monetária da Europa do Norte. Por várias vezes Mark Rutte e o seu ministro das Finanças defenderam a expulsão do euro de todos os países incapazes de cumprir os objectivos fixados. O governo holandês advogou publicamente a criação de um euro restrito às economias fortes do Norte – e até já tinha nome para essa nova moeda: neuro.

Hoje, o mesmo Mark Rutte vai reunir o Conselho de Ministros em Haia para apresentar a demissão do seu governo. A ruptura deu-se no sábado, quando o Partido da Liberdade (extrema-direita) rompeu a coligação governamental, recusando-se a dar o aval ao pacote de austeridade que vai permitir à Holanda atingir o défice de 3% previsto no tratado. E assim, inesperadamente, a cabeça de Rutte acabará a seguir o destino dos seus colegas do Sul, cujos governos colapsaram por causa dos pacotes de austeridade.

Foi o líder da extrema-direita, Geert Wilders, que acabou com a harmonia no governo holandês. Wilders rejeitou o programa de austeridade – que implicava cortes de cerca 14 mil milhões de euros no orçamento – justificando não aceitar que os cidadãos holandeses fossem obrigados a pagar dos seus bolsos “as exigências insensatas de Bruxelas”.

“Não queremos seguir as ordens de Bruxelas”, disse Wilders, citado pelo Financial Times. “Não queremos ver os nossos reformados a sangrar em nome dos diktats de Bruxelas”.

Podem ler tudo no ionline: http://www.ionline.pt/dinheiro/crise-da-divida-chega-aos-moralistas-governo-holandes-cai-defice-esta-risco

Vêm como os meus dejavus são lixados? Quem me dera não ter acertado.

Caro Senhor Embaixador

Este fim de semana fui ao Festibérico no sábado à noite e tive a oportunidade de conhecer o Senhor Embaixador de Portugal na Holanda que é a simpatia em pessoa.
Mas isto começa antes…
Ora como sabem, o meu passaporte foi roubado/desviado/perdido em Bali. Um dos motivos pelos quais precisei dum passaporte temporário em vez de um salvo conduto foi porque não estava registada no Consulado da Holanda, logo não tinha provas de que residia na Holanda e que este meu último destino de viagem era “legal”. Não vou entrar em detalhes, o certo é que decidi tirar o passaporte cá e registar-me no Consulado de Portugal e lá tirei eu uma manhã pra ir a Haia.
Ora aqui a amiga Sofia até tentou passar desapercebida, mas assim que entrou deu de frente com um Senhor a quem tinha prometido enviar umas fotos …. em 2008. A primeira paragem então foi o Senhor Manuel a quem me dirigi com um bocadinho de vergonha: sabe, o Senhor já não se lembra se calhar, mas eu há coisa de 4 anos prometi que lhe enviava umas fotos dos Lusitanos durante o Europeu 2008 e nunca mais lhas mandei porque perdi o seu email e não sabia o seu nome… mas eu não me esqueci!!! Se me mandar um email, eu prometo-lhe que lhas envio desta vez.
Siga email pra Sofia.
Segunda paragem, o Senhor que me atendeu: ahhh! A menina é a tal que perdeu o passaporte em Bali e que falou muito bem dos serviços da Embaixada de Jakarta, não é? Ligou pra cá no outro dia, foi comigo que falou. Ora vamos lá tratar disto. O seu BI por favor? Oh menina… o seu BI caducou dia 21 de Fevereiro. Quando é que veio de Bali? Dia 25 não foi? Teve muita sorte!!
(primeira paragem cardíaca de Sofia Maria)
Então vamos lá tratar do cartão do cidadão primeiro e só depois é que podemos fazer o passaporte.
Terceira paragem: a menina/Senhora/Dona??, eu prefiro menina Sofia. Eu acho que já a vi em qualquer lado…
Eerrrhmm… eu não me lembro de si Sofia, se calhar viu fotos minhas no blog…
Tem um blog?
Tenho.
Eu acho que já o li…
Diga lá aí o seu blog!
Andorinha desnorteada.
Vou espreitar!
Só não houve uma quarta paragem porque ficou tudo resolvido num instantinho no meio duma simpatia enorme (e não estou a dar graxa, aqueles Senhores são todos mesmo muito simpáticos. Excepto quando o Benfica perde que aí a Sofia está com os azeites autorizados a Benfiquista que se preze. Por isso já sabem, vão lá sempre que o Benfas ganhar).
Bom, este patati patatá todo porque o que me aconteceu no sábado foi que cheguei ao festibérico e cumprimentei a Sofia e a Maria João (PS: Johnny, tens uma homónima cá), e elas todas contentes apresentam-me ao Senhor Embaixador.
O Senhor que é um amor dá-me dois beijinhos, eu de “bacalhau esticado” fico muito espantada, cumprimento o Senhor de volta e começamos todos a falar. Mais espantada ainda fiquei quando me disse que antes de vir pra cá estava no Gabinete do Protocolo do Estado, por isso devo ter metido a pata na poça à força toda, gaja pra isso sou eu.
Até aqui tudo muito bem, não fosse a Sofia dizer-lhe: Senhor Embaixador, esta menina tem um blog tão engraçado, o Senhor tem que ir ler as histórias do Manelinho!!

E foi neste preciso momento que me caiu a alma aos pés.

Ora eu que escrevo o que me vai na alma como sai, que disparos palavrões à toa (sou minhota, ora bolas, mas mesmo assim não se justifica…), que tenho 95% de escrita de disparate corrido, que não falo sobre política de esquerda ou de direita, que não tenho UM texto aqui escrito por mim que eu diga: sim senhora!!! tenho o meu blog recomendado ao Senhor Embaixador.
Além disso ele é tão educado e preocupado que um dia destes dá cá um saltinho pra fazer a vontade à Sofia e ainda vê um texto meu e fica corado.

Por isso, Senhor Embaixador, este texto é para si.
Peço-lhe desde já as minhas mais sinceras desculpas por qualquer “assassinato” por mim perpetrado à língua Portuguesa.
Também lhe peço desculpas pelas minhas faltas de educação escritas mas lembre-se que eu sou nortenha e as palavras não têm a mesma conotação para mim, o que para mim é light…
Por último, acredite que além das histórias do Manelinho e dos meus cães, ainda presto algum serviço oportuno à Comunidade Portuguesa na Holanda e que o meu blog, apesar da falta de qualidade na escrita, tem muita qualidade “na alma”.

Foi um prazer, espero que o seu mandato nos Países Baixos seja produtivo e que nos ajude a todos que cá vivemos a sentirmos Portugal mais perto.

Os meus sinceros cumprimentos,

Sofia

Trazer Portugal até à Holanda

Se não nos destacamos na Holanda pelo sucesso da nossa economia, deixemos que o nosso cinema os conquiste. O Festibérico, a bem da Península e da 7ª arte, dá um valente contributo!

Escrito pela minha querida amiga Sónia Lacerda.

PS: caso não saibam, a Sónia foi a criadora da “Liga dos Últimos” e vive cá e lá, entre a Holanda e Portugal, e é produtora e argumentista de documentários como o “Está lá”

Gosto de viver aqui!

Ontem comecei a trabalhar às 8 e meia, e eram 4 e meia da tarde e fechei o tasco. Tenho trabalhado muito, achei que merecia acabar cedo.
Equipei-me e fui ao ginásio fazer 7 quilómetros de passadeira (a Tuxa ameaçou que não me deixa subir à montanha com ela na Colômbia e eu achei melhor pôr-me fina).
No gym encontrei uma vizinha que conheci há umas semanas no ginásio, uma cachopita de 17 anos com Mãe Colombiana e Pai Espanhol de Burgos. Chama-se Teresita. É um amor e é adolescente. E eu gosto imenso de falar com adolescentes entre os 16 e os 18, farto-me de rir, de me lembrar como é que era quando tinha a idade deles, e posso fazer um “bocadinho-inho” de Candeia sempre que palheto com eles, mais na base do ser “um exemplo” pros miúdos.
Sei das coisas que eles não contam aos Pais, sou a cota fixe (muitas vezes pensam que eu tenho 26 ou 28 anos, são uns fofuruscos), e tenho a oportunidade de me tornar amiga deles. É giro, é fixe, é algo de que tenho saudades e a Teresita é a minha “Candeia” local, e ontem veio com outra amiga Colombiana também ela com 17 aninhos e estiveram-me a contar as suas aventuras dentro do gym, como quando diziam: ay que rico, ay que bueno que está el chico, ay que cuerpo e depois os tipos passavam por elas e diziam: hola señoritas! E morriam de vergonha por terem sido apanhadas “ah e tal, falamos espanhol e os gajos não percebem!”. Foi um fartote de rir durante meia hora.
À saída da passadeira encontrei um dos meus amigos do SEF e falamos mais 15 minutos, soube que a Susana Gateira.NL está a fazer o seu furor no meio dos Cloggies, bebemos um chazinho, e lá fomos cada um à sua vida, ele pro treino e eu pra casa.
Venho a pé pra casa (são mesmo 5 minutos) e encontro a minha vizinha e amiga Portuguesa com a sua filhota linda de 8 meses. Vinham de bicicleta vindas do infantário. Viemos as duas a comentar o quão giro, agradável e “quentinho” é encontrar amigos pela rua no dia-a-dia.
Nisto aparece o Pai da criança e mariduncho da minha amiga, e juntamo-nos mais 5 minutos de como adoramos viver neste bairro, onde é tudo tão limpo, tão organizado e simpático, cheio de lojas e sítios giros.
Enquanto brincamos com a Matilde aparece o Manelinho de bicicleta em direcção ao supermercado pra se reabastecer de ovos. Os meus vizinhos lêem o meu blog e brincaram com o moço, e pronto, lá nos separamos todos à porta de casa, felizes e muito contentes por esta meia hora de fim de dia em que nos encontramos, demos umas beijocas e uns abracinhos bons à Tuga, e falamos do quão bom é viver num sítio onde se gosta, não só da casa, como da vizinhança, e onde, qual aldeia, tropeçamos uns nos outros e jantamos ou almoçamos juntos, conhecemos os filhos e os cães dos outros e vamos vendo a vida avançar num País tão remoto como se estivéssemos efectivamente em casa.
É mesmo BOM!

Boring!

O meu sábado:

– Ir à farmácia e descobrir que os medicamentos na Holanda deixaram de ser comparticipados desde o dia 1 de Janeiro.
– Comprar champôo pros cães – check
– Compras supermercado – check
– Estudar 3 horas pro CISA – check
– Dar banho aos 3 cães – check
– Conhecer um Professor da Nova enquanto passeava os cães e convidá-lo pra vir jantar a minha casa no Domingo – check
– Fazer lasanha vegetariana pro jantar e deixar o meu inquilino temporário a lamber a travessa – check.
– Ir dormir à meia noite porque estou rota, mesmo sendo sábado – CHECK!

Lidar com a pressão e com o stress

É coisa que não assiste os meus amigos e coleguinhas Holandeses.
(Henk, this is not for you)
A resistência dos Holandeses ao stress e à pressão anda muito perto do menos um.
É só tentar apertar um bocadinho a corda e é vê-los a entrar em pânico, responder torto, falarem mal de vocês até à Mãe, e a meterem baixa por esgotamento passado pouco tempo.

Nunca pressionem um Holandês. Além dele não trabalhar melhor, também vos vai passar a ignorar. Têm uma mola anti-stress, é escusado. E passam a não vos gramar, o que é bem pior. Ficam na listinha negra deles e dão-vos com uma carga nominal de stressados que é encarada de forma muito negativa nesta terra.

Vocês não querem ser os stressados da equipa, da empresa. Ao serem-no são excluídos como se tivessem peçonha porque eles odeiam, mas ODEIAM stress.

Jamais tentem encostá-los à parede. Não funciona. Eles não sabem o que é e não se vão dar por achados. No limite ficam de “burro amarrado” durante umas semanas até se sentirem mais aliviados, como se tivessem acabado de conseguir ir obrar ao fim de 8 dias.

Ora o mundo está diferente, a crise não bateu só à porta da Grécia e de Portugal, da Itália e dos “calaceiros” do sul. A crise também bateu na porta deles. E começa a haver ameaças de despedimentos, e eles não sabem o que é estar no desemprego porque aqui praticamente não existe. E eis algo com que não sabem lidar. Estão portanto a ser pressionados e há muita gente a stressá-los e eles estão-se literalmente a passar.

Eles andam a fritar e eu ando feliz da vida porque adoro trabalhar sobre pressão. Mas há alturas em que a verbalização Portuguesa e até Holandesa me faz muita falta, nomeadamente nas alturas em que metemos a piadinha fácil que descontrai.
E depois há aquelas alturas em que em bom Português dizemos: despacha lá isso e deixa-te mas é de merdas! Ou o bom salutar: já te mexias, não? Isso é pra hoje? Vais levar muito tempo a despachar isso? Aquele gajo não fode nem sai de cima!

E aqui não o posso fazer pura e simplesmente porque ninguém me entende. Ai e a falta que me fazia ultimamente.

A nossa casa é um reflexo de quem somos

Espalhadas pela casa estão um sem número de recordações da minha vida, acima de tudo família, amigos, viagens e cães.

Andei a colocar os quadros e recordações que trouxe das minhas últimas viagens. Ainda me falta a secção de fotografia que tenho que colocar no corredor, mas tenho que mandar imprimir as fotos antes (se alguém quiser recomendar um site onde se possa encomendar online, agradeço de coração).

A juntar aos quadros de Buda, a um prato com a minha tromba que de tão kitsch é fantástico, aos pratos de madrepérola balineses, tenho uma reprodução dum artista Croata e uma colecção de “magnets/imans” das cidades onde estive, e é claro, a minha colecção de livros infindáveis.
Como o meu frigorífico cá de casa tem uma porta e não permite lá por os magnets, fui ao IKEA, comprei duas pranchas magnéticas e armada de berbequim dei comigo a furar as paredes de betão qual profissional e a ir rematando aos poucos a minha casa. E não abri nem uma cratera na parede!

Falta-me comprar cortinas novas porque as antigas estão estragadas e as que vi custavam 1800 euros e achei que era melhor não. E aos poucos os cães vão deixando de roer coisas e fazer asneiras, e vou poder comprar uma carpete nova, e continuar a coleccionar mais recordações, mais viagens, mais amigos.

E a decoração vai mudando, mas ficando cada vez mais pessoal e este é cada vez mais o meu lugar e a minha casa. O ano passado por esta altura só pensava em mudar de casa. Este ano completo-a como posso já que não penso arredar pé daqui tão depressa. Mas nunca se sabe o dia de amanhã 🙂

Quadro de Bali, candeeiro da Bósnia, rolo de papel higiénico da Euroshop.

Quadro com fotos da Toscana e o chaveiro com as chaves de toda a gente, menos as minhas. Ceres, reconheces as tuas? 😉
O quarto das “crianças” e meu escritório, quadro magnético à direita e tábua de passar a ferro à esquerda

Quadro de cortiça com coisas que me dizem, como por exemplo, que sou a cor amarela ou que sou amor 🙂 A Candeia é assim.

Quadro magnético à esquerda e roupeiro atrás da porta cheio de mil e duzentas e trinta e cinco echarpes.

As trelas penduradas (finalmente!) na parede e uma cena que trouxe da Malásia pra colocar cartas e chaves, e o que me apetecer.

A parede da minha sala com mais quadros dum lado que outro à espera que eu faça mais viagens e compense o lado esquerdo. E tralhas em cima da mesa que não deviam lá estar.

O quadro da direita do topo é uma foto de Lisboa antiga a preto e branco comprada em Alfama, o quadro com o senhor de chapéu preto é dum artista Croata que faz umas serigrafias fabulosas, e ao centro está uma aguarela de Melaka, na Malásia. Depois temos o quadro do beijo que é um poster e fica lá bem, e um quadro do Escher oferecido pelo meu melhor amigo.

Uma boneca de madeira Hungara oferecida pelo Filipe, fotos de amigos, fotos de família e uma borracha que trouxe da Croácia do Museum of Broken Relationships que diz: bad memories eraser. Esta estante foi realmente uma verdadeira odisseia e foi montada pela Luna e por mim, depois de termos desesperado a limpá-la de gordura pó e afins. Mais memories 😉

Dois quadros pintados à MÃO, feitos com AREIA e comprados a um artista local em Bali, no monte Batur. Buda em baixo e BabaGanesha à esquerda em cima. Filhos de amigos nas fotos, uns alemães e outros americanos.

Quadro comprado em Alfama e os livros do Jaiminho Oliveira. Passarinhos oferecidos por uma amiga muito querida. Supostamente tenho que fazer um pedido por passarinho, mas não o fiz ainda.

Quadro de cortiça à esquerda cheio de notas e postais enviados. Tenho uma planta de coentros, outra de rosmaninho, e uma de basílico que cresce freneticamente, assim como a de menta do lado direito. Tenho zero jeito pra plantas, mas estas sobrevivem-me heróicamente.
Os meus livros, a minha família, os meus amigos em diferentes estágios da minha vida e da deles: em casamentos, em viagens, no meu rasganço, quando eu tinha um ano, e um dedal que me trouxeram da Rússia como recordação.

Os três pratos de madrepérola Balineses negociados por 10 dólares (os 3) porque contei ao vendedor a história do Rui Costa que chorou quando marcou o golo pelo Fiorentina contra o Benfica. Foi a única coisa que consegui comprar mais barata que os meus amigos todos.

Quando fui viver pra Lisboa dividi a casa com a Martinha e a Mafaldinha. Como éramos as três escorpião o meu Pai mandou fazer este azulejo lá pra casa. Ainda hoje esta é uma toca, a minha toca.

Esta parede vai ter fotos de todos os amigos que já me visitaram e vai ser no quarto de visitas. Começou por ter no centro aquele que é o meu lema e o meu modo de vida e que podem ler em detalhe na foto que se segue. Do lado esquerdo está a prenda que a Azeituna me deu quando cá veio (com o pequeno pormenor que me deram uma foto onde nem o meu irmão nem outros dois grandes amigos estão…touços!)

To remember always

Porque é que ainda aí estás se o clima é uma porcaria?

Então Sofia? E tu? Eu trabalho das 8 às 17, passeio os cães e depois vou ao gym dia sim dia não. Nos outros dias aprendi com os Holandeses e faço o que posso pra ser feliz como eles:


LOVELY! Here, just click!




How, you ask, are the Dutch spending all this free time (or the additional 697 hours to be exact)? Well, my friends, they are certainly enjoying themselves. I’ve seen ‘em. They’re riding their bikes, they’re sitting at cafes discussing the weather, they’re leisurely shopping for hagelslag and drop, they’re enjoying mama/papa-dags, they’re eating herring, they’re taking their 25 days/year of vacation, they’re frolicking in their tulip fields. Jokes aside, the Dutch do somehow manage to top the list of productivity in the EU, so something seems to be working and let me tell you, they’re having a hell of a good time at it!
The women, however, appear to be having the best time of all – being ranked as the “Happiest Women in the World“. It appears they’ve figured out what we all inherently know as true: working less is better.
Perhaps that’s why Dutch people are so attached to their agendas! They need those little books, and iphone calendars to help them schedule all their bloody free time! :) It’s a good life in the lowlands, I ain’t complaining ;)

Coisas que me estão a incomodar

– Pessoas que se encostam a mim à espera que eu faça o trabalho delas;
– Pessoas que se encostam a mim à espera que eu lhes faça o que quer que seja. Detesto ter pessoas que dependem de mim;
– Pessoas que, como não gostam de conflitos directos, me enviam emails a dizer o diz-que-disse que não gostaram. Terei eu que aturar estas merdas?
– Pessoas que me manipularam e a quem eu neste momento partia as perninhas de bom grado.
– Pessoas sem carácter.
– A falta de flexibilidade de tanta gente que conheço, profissionalmente e pessoalmente;
– O facto de praticamente nenhum dos meus colegas Holandeses saber gerir stress e andarem todos uma pilha com algo que é perfeitamente normal se tivessem metade da capacidade de desenrasque de qualquer Português. Ah, but then again, a palavra desenrascar não existe noutras línguas. Está explicado.

E não é porque seja segunda-feira, não está mau tempo lá fora (está até um dia lindíssimo de sol), e também não estou com TPM.
É que há coisas que realmente me incomodam profundamente e escrevê-las ajuda-me a lidar com elas. Pelo menos deixam de andar aos trambolhões dentro dos meus pensamentos.

Body Jam ou X’Bam ou a saga do ginásio…

Estas férias chamaram-me velhinha.
Isto depois de fazer duas horas duma aula de yoga, ter conduzido hora e meia por estradas da treta, ter andado de elefante (que é 10 vezes pior que andar a cavalo), mais 3 horas de carro pela montanha e pela cratera dum vulcão, ter dormido 5 horas, acordado às 3 e meia da manhã, ter feito 3 horas de trekking na subida e descida ao vulcão Batur, mais 3 horas de carro pra chegar ao barco, mais uma hora de barco, às 3 da tarde aterrei a dormir e não acordei mais até à uma da manhã.
Sentia o corpo todo moído, como se tivesse sido atropelada por um camião, e queixei-me de dores nos músculos durante 4 dias.
E chamaram-me velhinha porque os outros 13 estupores estavam frescos que nem alfaces e nem uma dorzinha pra contar pra história!
O certo é que há dois anos que não fazia exercício rigorosamente nenhum e elas não matam mas moem e fiquei um bocadiiiinho pro entrevada. Sucumbi então às piadas e bocas e disse que se houvesse um ginásio que ficasse mesmo ao lado de casa que ia passar a ir.
Quando cheguei a Amesterdão uma das minhas amigas não me deu hipótese e mandou-me um link dum ginásio que fica a 5 minutos a pé de minha casa. E lá fui eu…
Cheguei lá pra ver só como é que era e topei com o comercial mais simpático (e giro) à face da terra e pronto, inscrevi-me e como me ofereceram a jóia mais os dois primeiros meses no Domingo passado fui às primeiras aulas.
Sábado fui à Susana Gateira escolher a minha roupinha, e depois do investimento, além de ficar boa comó milho naqueles outfits, só conseguia pensar em pô-la a render.
Olhei pro esquema de aulas e decidi experimentar umas quantas pra ver o que quero mesmo fazer. Comecei por fazer uma aula de Pilates seguida duma de zumba. Brutinha que só eu, no Domingo fiquei logo toda podre. Na terça fiz uma aula de body balance, ainda um bocadinho dorida, mas correu bem. Na quarta fui experimentar o Step, mas aquilo era uma alta de step (muito) avançado e não há aulas iniciais e eu andei feita tolinha atrás do prof durante uma hora e não acertei UMA! E eu fiz 3 anos de step quando era pita! Nem uma!
Frustadíssima, ontem fui experimentar a aula de X’Bam ou como chamam em Portugal: BodyJam.

Isto, sem tirar nem pôr:

Meus amigos, nem a meio da aula ia e já estava podre. No fim da aula os meus gémeos doíam horrores.
É que aquela cena é SEMPRE a abrir, aos SALTOS, a correr, a dançar e aos pulinhos, com uma professora que era todo um personagem, sempre a rir, muito bem disposta, com uma p@ta duma energia que me deixou a pensar que eu nem com dez red bulls lá ia. Mas adorei!
Ia fazer uma aulinha de body balnace a seguir, mas caga lá nisso! Levei 20 minutos a fazer o caminho pra casa, a baby steps. QUE COÇA!
Se recuperar das dores, no sábado vou experimentar o bodycombat, só pra ter a certeza que escolhi direitinho o que quero fazer.
De momento tenho escolhido:
3° feira Body Balance
5° feira X’Bam
Domingo Pilates e Zumba.

Se vir que gosto (e aguento) Body combat, passo a fazê-lo à segunda e ao sábado.

Se fiquei tolinha? Não. Sinto-me é realmente muitíssimo melhor, apesar de ter um andar novo nas próximas semanas e posso finalmente pensar em fazer trekkings de 4 a 8 horas sem morrer a meio do caminho. E a Colômbia espera por mim…e não vai haver piedade na subida da montanha.
Eu que nunca fui gaja de ginásio, aos 35 mudei de opinião. Nunca é tarde pra começar, certo?