Tanto pedi, que consegui

que eu seja mais bonita que ela, que eu seja mais bonita que ela, que eu seja mais bonita que ela, que eu seja mais bonita que ela, que eu seja mais bonita que ela, que eu seja mais bonita que ela, que eu seja mais bonita que ela, que eu seja mais bonita que ela, que eu seja mais bonita que ela, que eu seja mais bonita que ela, que eu seja mais bonita que ela, que eu seja mais bonita que ela, que eu seja mais bonita que ela.
E não é que sou mesmo?!
Convencida, charmosa, um bocadinho pro rechonchudinha ultimamente mas também não é nada que não vá ao sítio, gira, uma fixe, divertida, boa moça, que agrada sempre às mãezinhas todas, eu aqui tão maravilhosa…e vai e troca-me por aquele camaféu! BURRO!

Pela Rita F. na Rua da Abadia:

As das mulheres em particular, que são as que conheço melhor porque eu própria também não consigo evitar certas destas exigências, vão desde inteligência, cultura e educação a cor dos olhos, rabo giro, roupa gira, nariz pequeno, nariz grande, sinal na cara, moreno, alto, baixo, gordo, “misterioso”, “decidido”, “confiante”, “sensível”, “que não tenha vergonha de chorar”, “que nunca chore”, “artístico”, “artístico sem ser gay”, “que seja de esquerda”, “que seja de direita”, “que seja centrão”, “que nunca vote”, enfim, uma imensa panóplia que com certeza os homens também terão quando idealizam a mulher perfeita.
O problema é que, às vezes, estamos mesmo à espera que as pessoas reúnam esta parafernália toda de qualidades, e temos uma lista mental com tópicos que vamos riscando, “ai, mas eu não quero uma pessoa que diz ‘há-des”, “ai, mas eu nunca poderia gostar de alguém que acha que cinema português é Adão e Eva”, “ai, mas eu nunca poderia gostar de alguém que usa pullover por cima dos ombros”, “ai, mas eu nunca poderia gostar de alguém que foi ver a Beyoncé ao vivo e adorou”, etc., etc. Confesso que estou a traçar um quadro propositadamente negro – compreendo perfeitamente que ninguém queira partilhar um minuto, quanto mais a vida, com indivíduos que correspondam a este perfil.
Mas enfim, chega-se a um ponto em que tempos de perceber que há coisas que não têm importância nenhuma (não são, seguramente, “há-des” e gostar de Beyonce, mas talvez, por exemplo, o pullover por cima dos ombros seja tolerável… ou talvez não). E que, ou abrimos os olhos para as pessoas que nos rodeiam e que talvez sejam, sei lá, “espectaculares”, ou nos sentamos, especados e especadas, pacientemente à espera de Godot que, como Beckett ensina e bem, nunca há-de chegar e é bem feita.

Eu só quero um Homem que me faça rir quando estou furiosa e que, pelas alminhas, não use camisolas pelos ombros. Obrigada Rita, concordo plenamente contigo.

Pérola de sabedoria

Hoje disseram-me esta pérola que tenho de escrever pra me re-lembrar porque é que os Homens são de Marte e as Mulheres de Vénus:

Uma Mulher chamar ingénuo a um Homem, é o equivalente a um Homem chamar gorda a uma Mulher.

Brilhante! Eis que descobri o motivo pelo qual 50% dos meus amigOs já se chatearam comigo alguma vez, isto p’ra não falar dos namorados.

If you give up now

Esta música foi escrita a pensar numa amiga minha, e é o espírito dela inteiramente.
Tenho saudades da alegria e positivismo da Sofiazinha (outra Sofia).
Hoje entendo melhor esta música.

If you don’t wanna wait
You left me inside out
It’s too hard for me
There’s no easy way out

You don’t know and don’t ask how
That i’m gonna make it work again
You don’t know and don’t ask why
That i’m gonna make it once again

Refrao
If you give up now, whos gonna loose
Which one of us, is given up now of being free
And if you give up now, whos gonna loose
Which one of us, is given up now of being free

Distance from between us
That we can’t shake out
It’s cristal clear
But it ain’t gonna last

You don’t know and don’t ask why
That i’m trying to make it work
I’m trying to make it work

Refrao

Just look around and see
Who you really need
Who you really want

Refrao

Just look around and see
If you give up you won’t be free
You won’t be free yeah yeah

Não há fome que não dê em fartura


Esta gente é toda louca. Ou andam todos a coçar a micose, ou decidem fazer tudo duma vez e trabalhar “around the clock”.
Ontem comecei a trabalhar às 8:30 da manhã, parei 15 minutos para almoçar, das 16:00 às 18:00 estive ao telefone (literalmente aos berros) com 2 holandeses (sendo que um deles é talvez a mais besta que conheci, a pessoa mais desagradável, bruto, racista e fdp que encontrei nesta terra) e continuei até às 20:30. Uma hora de break de jantar e siga pra bingo até às 23:00.
Dez minutos de ronha com o Gaijo no sofá, e dormir que nem um calhau. Acordar às 6:30 da manhã, banho, enfiar um café pela goela abaixo, preparar a apresentação, duas horas de call ao telefone, e são agora 11:30. Tou tão podre…
E no DOMINGO vou ter de bulir, nem quero acreditar! Acho que hoje vou-me emborrachar até à morte! Ou isso…ou caio redonda no sofá e só me levanto quando houver sol, ou seja, daqui a uma semana.
Quarta vou pra Portugal.

Percebemos…


…que o nosso “Gaijo” é um querido quando:

nos diz que engordou 8 kilos num mês depois de nos termos queixado insistentemente que estamos gorduchinhas e que a balança acusa mais 4 kilos, só porque sabe que nos vai fazer sentir bem.