Não é “concerteza” é COM CERTEZA!
Eu sei que a senhora é administrativa, mas se a sua função é estar agarrada a um computador a responder a perguntas que lhe chegam por email, tem de saber responder SEM ERROS.
O mais giro foi que eu coloquei a questão no site no dia 20 de Fevereiro a pedir uma resposta até dia 4 de Março. Respondem-me a 17 de Março a perguntar se não me terei enganado e se não seria dia 4 de Abril.
Quando explico que “não senhora, que era pro mês passado” diz-me então: concerteza.
Ai que até me dói a alminha. Depois querem ganhar muito dinheiro por mês que é pra poderem comprar malas da Vuitton e viajar muito como a outra.
Eu sofro, a sério que eu sofro.
Só pra rematar o assunto
Eu acredito num Portugal melhor, e quero acreditar tanto que vou rezar com todas as minhas forças que, se estes comentários e estes posts todos serviram pra alguma coisa, que tenham servido para que as 500 pessoas que cá passam diariamente estejam todas na Manifestação em Lisboa este sábado*.
PS: *em vez de ir levar os putos à natação, comprar aquela camisola que não faz falta nenhuma ou jantar com o manelinho da esquina que nos anda a piscar o olho há tanto tempo.
Um abraço!
Sofia
Inércia
A título de exemplo sobre o que eu quero dizer com pontos de vista sobre a mudança, aqui vai um exercício feito pela Teresa, que pegou nisto:
E fez isto:
E note-se algo bem claro: não é preciso mudar de País.
É preciso fazer alguma coisa.
Se eu tenho alguma “luta”, é única e exclusivamente contra a inércia.
A inércia dá cabo de mim.
Mais merdas que me ultrapassam.
Aqui há uns tempos ouvi uma entrevista que foi feita ao Jel, ou pelo Palmeirim, ou pelo Alvim, já não me lembro. Quando a entrevista acabou duas coisas cruzaram a minha mente, a saber: este gajo não é nada estúpido. Mas c’a grandessíssima pancada nos cornos que este tipo tem!
Depois ouvi a música dos Deolinda sobre a geração sem emprego, divulgada aos quatro ventos como se se tratasse duma música de intervenção pura, do tempo em que fazíamos revoluções com cravos vermelhos e que no poder estavam ditadores e militares. E pensei p’ra comigo, esta gente tem muito tempo livre e pouca vontade de mexer o traseiro e fazer algo para efectivamente mudar alguma coisa. Tristes os que pensam que é assim que se sai do buraco em que Portugal se enfiou.
Agora ouço que Portugal vai à final da Eurovisão com esta palhaçada que são os Homens da Luta, que nos caracterizam com fatos em que parecemos o Zé Povinho de há 40 anos atrás, mulheres gordas e vestidas de lavradeiras, homens de boina e bigode, e cartazes tristes e ridículos, como a sátira das Revistas à Portuguesa que só a nós nos dizem algo e que surgiram numa altura em que a censura era mãe e o que se fazia refletia a realidade, repito, há 40 anos atrás. E depois há a cambada de atrasados mentais (peço desculpa, mas não tenho outro nome) que gastaram 60 cêntimos para fazer com que levemos “com alegria” os nossos palhaços lá fora. Mas está tudo maluco ou sou eu que não compreendo o alcance dos inteléctualóides de merda que por aí andam?
Mas algum dia se faz, no século XXI, uma revolução com música?! Mas será que ninguém compreende que o mesmíssimo palerma que votou nos Homens da Luta (“porque era giro que eles ganhassem! É pro Governo ver, ehehehe, que eu sou altamente cerebral e vou foder 60 cêntimos várias vezes para eles perceberem que eu estou descontente!!”) é o mesmo estúpido que votou no Sócrates e em todos os outros políticos corruptos da merda que temos no poleiro, porque achou “pelo menos este conheço, já sei com o que é que conto!”? Mas será possível que esta gente não entenda que nós não precisamos de 280 deputados a roncar na Assembleia da República? Mas será possível que ninguém faça ALGO em vez de se abster nas eleições “que é pra mostrar que estou descontente!”.
Cambada de cobardes, de preguiçosos, de COMODISTAS!!
A partir do sofá e do telemóvel faz-se qualquer coisa, tudo senhores, mas tudo o que lhes pedirem. Mas atenção! tudo aquilo que não implique LUTAR VERDADEIRAMENTE POR UM PORTUGAL MELHOR!
CAMBADA DE HIPÓCRITAS!!
Massada de peixe
Apetece-me falar mas não sei bem de quê. Repetir que tenho imensa vontade de alapar o courato ao sol é contra-producente. Fecho os olhos e vejo a praia e as palmeiras e a areia e ao fim de exactamente 5 minutos … booooring! também não é bem por aqui. Viajar agora para sítios onde esteja frio não me apetece. Vou mudar de casa e gastar guito e transportar os tarecos todos pra outra cidade e isso implica gastar dinheirinho. Hoje recebi uma carta dos senhores dos impostos, muito simpática, que dizia que não lhes devo nada. Ao menos isso. Mas eu quero mesmo é que a carta diga que me vão devolver pilim. Isso é que eu quero. Que é pra eu ter a certeza que me vou poder escarrapachar ao sol pra algum lado. Comprar um bilhete de avião, e ir. Mas depois há a questão dos dias de férias. Ora eu reservei três semanas este ano pra Route 66. Se as minhas amigas se cortam à última da hora até as como! Ou não. Pego em mim e vou ali até à Guatemala e assim. Eu gostava muito de ir ao Egipto e à Líbia e à Tunísia, mas dizem os telejornais que se calhar agora não é boa ideia. Espero que as bombas não destruam tudo que é pra eu poder visitar ainda alguma coisinha que não sejam escombros. Também espero que os filhos da puta que tomam as decisões de as mandar pelas populações abaixo morram com uma ronha no cú e tapume na boca pra saberem o que lhes dói.
Depois também tenho pensado sobre quanto tempo devo ainda ficar na Holanda. Chegando a Fevereiro é sempre o mesmo drama. A questão é que este tempo não se aguenta. Mas passando o mês de março em fast forward, chega-se a Abril, Queen’s Day, Vondelpark e festinhas, mais uns festivais, férias e santos em Junho, e de repente é Julho, Agosto tolera-se, vai-se a Portugal outra vez, vai-se de férias em Setembro, e passou mais um ano. E nisto o tempo voa e estou cá há mais tempo que o que tinha pensado. Também é certo que só agora é que estou a cumprir o meu segundo (e mais importante) objectivo profissional que define quando pra cá vim. Há muito tempo que me apetece tirar dois meses de sabática e ir passar uns tempos ao Equador, ou a Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, enfim, fazer voluntariado por dois mesitos. Mas também me apetece casar e ter filhos e isso não sei se é compatível com planos a dois anos. E eu não sou nada boa a fazer planos. Vira-se sempre tudo do avesso, dá-se uma mudança inesperada, eu coopero e lá vou eu. Sempre assim. Eu nem tenho muito tempo livre pra pensar nisto tudo. O certo é que fixe, fixe, era eu cá estar mais dois anos a bulir, depois tirar 2 ou 3 meses de sabática, e voltar pra Portugal, viver em Lisboa na casa ensolarada que sempre quis ter.Se no meio disto tudo arranjasse um gajo porreiro que quisesse alinhar nesta aventura toda, casava e tudo. Ou ajuntava-me, que vai dar ao mesmo.
E lá pra Julho acho que vou buscar outra Petzi. Vou ver se ela escolhe um cão ou uma cadela pra trazer pra casa connosco. E assim esta aventura toda dos dois anos vai ser acompanhada por mais um elemento canino. Também pode ser que eu tenha sorte e a Petzi tenha o cio em Abril, e aí já a levo até ao veterinário e tuca tuca com o Kruk e têm mais cãezinhos. Depois não sei bem como é que faço em Junho para ir de férias tendo cachorros tão pequenos em casa, mas de certeza que consigo alguém que me ajude a tomar conta dos cachopos.
Entretanto vou continuar a pensar em sol, e em caipirinhas, e no cabrão do meu irmão que foi hoje pro Brasil, e posso pensar ainda que em Julho podia bem ir ao casamento da minha amiga Luciene no Brasil, mas nesse mês não podia comprar o cão. Mas depois também não tenho dias de férias que cheguem pra ir à Route 66. E se as minhas amigas se cortam que faço eu a 3 semanas de férias? Será que as posso acumular pro ano que vem e fazer mês e meio num lado qualquer, por exemplo, em Fevereiro do ano que vem não por cá as patas!
Gostava mesmo de viver em Nova York. Mas depois era muito longe e eles não dão muitos dias de férias. E assim não brinco. Se calhar passava lá o mês e meio! Mas tinha de ser com sol. Mas e depois a praia e as caipirinhas? Ai, não sei. Tou confusa.
Era isto.
Hoje já é quinta
e amanhã já estou no avião pra ir dar beijinhos aos Papás, comer bacalhau e abraçar amigos. Soooo nice!
A Primária
Se calhar já vos aconteceu, mas a mim só me aconteceu esta semana.
A minha turma da primária decidiu juntar-se no feicebuque porque em Setembro de 2012 faz trinta anos que entramos p’ra primeira classe.
TRINTA ANOS.
God.
Adiante!
O certo é que eu, como sempre, sou uma privilegiada e andei numa escola onde só havia duas turmas, uma com 40 alunos e outra com 36. A ideia é juntar o grupo de 76 manos que jogavam à bola com um pacote de leite achocolatado esborrachado e as meninas que saltavam ao elástico e esperavam horas pra andar de baloiço.
Parece-me muito bem.
Entretanto as pessoas vão surgindo e eu vou reconhecendo as caras e de momento apraz-se-me dizer o seguinte:
1) o rapazinho por quem fui apaixonada durante 4 anos de escolinha é hoje uma estampa de homem! Já na altura tinha olho, co’a breca! Só queria que vissem o moço, o homem é lindo! Casado, infelizmente, mas lindo.
2) ainda bem que ninguém sabe das fotos da primária e que na altura se tiravam poucas. As minhas dos 8 anos pra cima não abonam nada a meu favor. Pareço um porquinho rosadinho pra engorda. Fico lixada quando há alguém do grupo que me reconhece, é sinal que não emagreci grande treta.
3) nem todos, mas uma parte dos homens perderam o cabelo. Não é fácil reconhecer a malta assim!
4) arriscava-me a dizer que 90% do pessoal tá casado e com filhos.
5) as meninas que eram bonitas, estão ainda mais bonitas e depois de serem mães não engordaram nada. A sério. Chatas!
Continuam todos simpáticos, mas o tempo não perdoa e voa, e as memórias também. E eu já não vivo em Braga há 16 anos e como tal este momento é possivelmente mais giro pra mim que estou longe que para a boa parte que está na mesma cidade.
Mas não peço ao tempo pra voltar atrás. Está-se muito bem aqui e agora. Afinal de contas, já não pareço um barril!
O feicebuque tem destas coisas
Eu que não tenho (nem deixo!) os meus Pais no meu Facebook, hoje adicionei o Pai dum grande amigo meu da Faculdade. Isso mesmo Garota, o teu Sogro está no meu Facebook! É que eu gosto muito deles, e da grande Dona Lurdes, e tenho todo o gosto em eles saberem que aqui a amiga Sofia continua avariadinha e destravadinha como nos tempos da FEUC e daquela famosa semana de Queima que passei em casa deles. Aquilo é que foi tratamento de luxo!! Roupinha passada a ferro todos os dias à uma da tarde, aquilo era saltar da caminha, banhoca, almocinho EM PIJAMA, mais uma soneca, enfiarmo-nos no traje e Parque da Cidade cá vamos nós! A melhor Queima de sempre!
É tão bom conhecer os vossos Pais. Se calhar é por isso que há coisas que nunca mudam! Gosto tanto deles.
PS: isto é um private post entre mim, a Garota e o LeMene. Não sabem quem são? Ehh pa, não sabem o que perdem! São pérolas dentro de conchas, estamos entendidos? Aquilo é de geração em geração: Avós, Filhos e Netos! Tudo de luxo!!! Mas é pra mim e pros mais 30 malotas que foram no carro da Queima das Fitas que ardeu em Maio de 1998. Um grande carro.
É só darem o mote e lá vou eu
Costumo dizer que gostava de ter por Den Haag ou Amsterdão metade da paixão que tenho por Lisboa. E hei-de conhecer melhor Den Haag, está nas minhas prioridades pra este ano.
Mas Lisboa…ah, Lisboa.
(50% destas fotos foram tiradas pela Ana, e acho que até a primeira do post inferior também é da autoria dela)
Tou cá com umas saudades de Lisboa
(esta foto foi tirada por moi même)
