Ideias muito fixes!

A Rainha Balzaquiana teve uma ideia genial. Fazer rissóis em barda e em vez de se matar sozinha a fazê-los e engordar 15 kilos a comê-los (até porque como ela disse e bem, rissóis ou se faz em muita quantidade, ou não se faz!) convidou 12 amigas p’ra ir até casa dela fazer em dose industrial e depois cada uma leva o seu quinhão p’ra casa.
Adorei a ideia, e Domingo à tarde, com a chuva a bater na janela, lá estaremos!

Foto gamada descaradamente e sem qualquer tipo de autorização, com desde já mil agradecimentos ao autor porque me conseguiu efectivamente dar fome e mais vontade de fazer rissóis!

Ya, tive que mudar o título, só dava em treta de anónimos

…contrariamente à semana passada, hoje fazem uns maravilhosos 27 graus!
Se calhar é disso, e estou extremamente bem disposta. Há amigos que hoje até podem dizer que estive irritantemente bem disposta 🙂
O certo é que hoje à conversa ao telefone com um dos meus melhores amigos disse algo que o espantou, que é: não sinto necessidade de ter um namorado.
Não é de hoje, vem desde o dia em que passei a ser vegetariana. Não sinto vontade de ter alguém com quem partilhar o jantar que não sejam os meus amigos, não sinto a casa menos cheia por chegar e ter a minha Petzi só pra mim, não há tarefa na qual sinta necessidade de ter um namorado a ajudar-me, quando muito peço ajuda a um amigo homem p’ra me ajudar a carregar uns móveis mais pesados, mas 3 ou 4 miúdas conseguem fazê-lo também. Sinto-me bem quando tenho a cama só pra mim e me espalho inteira pra dormir como mais gosto, em cruz de barriga p’ra baixo. Gosto muito do meu fim de tarde na minha varanda com a minha cervejinha gelada e uma pizza, novamente, melhor só quando acompanhada por amigos. Gosto de marcar as minhas viagens p’ra quando me dá na real gana e com quem me dá na vena, e um amigo ou uma amiga é mais que suficiente. Partilho o que me vai na alma com os meus Pais e com as minhas “manas” e com os excelentes amigos que acumulo como tijolos e que no seu conjunto fazem o porto seguro de que preciso.
Porque é que eu tenho de sentir necessidade dum gajo? P’ra um jantar romântico? P’ra uma viagem XPTO que se espera que seja romântica por ser num resort paradisíaco? Mas senhores, se eu sou mais feliz numa mesa com 4 pessoas de quem gosto e umas boas gargalhadas, se eu nem gosto de resorts e abomino a pança pro ar na praia…
Vejo as comédias românticas e penso: que giro. O “quero apaixonar-me” nem me passa pela cabeça!
Enfim, eu gosto, e gosto MUITO de ser solteira, desta vida em que o meu compromisso é comigo, com a minha cadela que me preenche os dias e me lambe a cara quando acordo, com os meus amigos que não param de surpreender-me pela positiva, com as minhas viagens e Candeia que faço com tanto amor, gosto, gosto de mudar de casa como quem muda de camisa só porque gostei mais do apartamento, gosto da minha liberdade para mudar de País quando me apetece e de me sentir bem com as minhas decisões.
Digam-me, tentem até convencer-me se vos apetecer, a estar com um homem.
Não estou anti-gajos, não é isso, mas se tenho uma vida tãoooo fixe assim, se ainda não encontrei um homem que me acompanhe e que goste do que eu gosto, que seja boa onda, interessante, amigo, porreiro, divertido, que me faça rir e sentir-me de bem com o mundo, porque hei-de eu ir à procura ou sequer estar atenta apenas p’ra ter um “Gaijo”?

A minha sanidade mental

Quando se sai de Portugal com 35 graus e se chega à Holanda com 18, manter a sanidade mental torna-se por vezes complicado. Deixar os amigos “pra trás” e voltar ao desterro custa. A minha sanidade mental é mantida à custa de muitas chamadas pra Portugal, muitos emails trocados, muitos chats…
A todos, todos os que me aturam, o meu mais sincero obrigada. Vocês nem sabem como me ajudam a superar aqueles dias em que me pergunto porque raio estou eu tão longe? Será que vale tudo a pena? Como estão vocês? Sei que querem trocar comigo porque acham que a minha vida deve ser mais divertida (e muitas vezes há que dizer que até é…), mas será que entendem o que é estar tão longe de todos vocês, num País onde não entendo a língua, tão longe dos meus Pais que não caminham pra novos, tão longe….?
Só posso ter um sim como resposta quando alguém me aguenta uma hora de chat (sim Guiducha, é pra ti) ou uma hora de telefone (sim Dina, é pra ti) a tentar falar de outras coisas que não sejam o tempo ou as tropelias da Petzi.
Eu olho pra trás e não me arrependo de nada, fazia tudo outra vez de novo, não sou de second thoughts, mas há dias em que o sol não brilha, que os amigos de cá estão (quase) todos fora, e eu reclamo nem sei bem do quê e fico com vontade de estar mais perto. Nada de me recomendar Espanha que pra lá não vou viver nem depois de morta!
Depois olho pra minha vida cá e gosto. Gosto das pessoas que me rodeiam, das amizades que fiz e faço, das pessoas novas que conheço, da minha casa nova (vou-me mudar pra Haia – Den Haag), gosto dos meus colegas no emprego que são umas jóias, até gosto da minha Manager de cabelo oleoso. O sol é que podia ser um cadito mais forte, ser um bocadinho mais quente…a viagem Lisboa-Amsterdão podia ser um bocadinho mais barata…
E no meio destes desabafos faço o exercício mental e penso e digo: ainda não está na hora de voltar.

Recordações de Verão

Quando era miúda fazia férias em Vila Praia de Âncora, essa bela localidade com praias bonitas e familiares e a vizinha Caminha onde a noite fazia estremecer o Minho com pessoas bonitas e bons bares e discotecas. Era o sítio perfeito para adolescentes.
Fiz bons amigos nessa altura, alguns que ainda hoje conservo. Num dos verões apareceu um menino de Lisboa todo pintas, de cabelo comprido, bem vestido, cheirosinho e com um carro que como dizia o meu irmão, era um Opel Corsa com chasis de Ferrari porque o beto tinha substituído tudo o que podia no carro para que fosse uma bomba e não um mero Opel Corsa. Era amigo dos meus primos, e todos os dias faziamos em conjunto o mesmo ritual: de manhã ficavamos por Âncora ou íamos p’ra praia de Afife, almoço em casa com a família que tinha ido à praça buscar peixinho, café nos Verdes Lírios até às 3, praia em Moledo até às 4 e pico, hora em que se levantava (e ainda hoje levanta) uma ventania monumental e fugiamos para a Marginal p’ro momento gelado e lanche. Banhoca em casa, jantarinho, café novamente nos Verdes Lírios e um copo até à uma em Caminha. Quando os Pais dos Primos permitiam e nos conseguíamos livrar do melga do irmão mais novo da minha Prima (que por sinal casou ontem já com 28 anos..tive que deixar de lhe chamar atilho/empecilho, uma pena! Pshhhhh O tempo passa…), esticavamo-nos um bocadinho até ao Alfândega ou à Indústria em Cerveira onde outro Primo tinha a exploração dum dos bares da Disco. Tenho saudades deste ritmo bom, mas já não tenho 17 anos, não é? Pshhh…o tempo passa…
E há um dia em que voltamos de carro com o beto, e eu vim sozinha no carro com o artista e ele põe uma música que mal se conhecia em altos berros no carro, com as colunas a fazer bater o coração, e…nada, o beijo não saiu (na altura ele tinha namorada e as coisas pareciam todas extremamente complicadas como sempre parecem quando somos adolescentes), mas o momento ficou como um dos mais giros da minha adolescência. Ainda hoje me lembro dele quando ouço Hedonism dos Skunk Anansie

Só voltei a ver o dito beto 5 anos mais tarde quando me mudei p’ra Lisboa. Zangamo-nos e não nos falamos durante 7 anos. Assim teria continuado não fosse o caso do dito cujo me aparecer como Cliente num dos meus Projectos na IBM. Quando o projecto acabou deixamos de nos falar outra vez, mas sempre que ouço esta música sou incapaz de não me lembrar da minha adolescência.

A teoria das Enjoadinhas

Vera kolodzig, um sorriso ficava-lhe bem….

Hoje dizia-me um amigo que os portugueses são uns preconceituosos porque em Portugal não cabe na cabeça de ninguém estares num bar e meteres conversa com alguém, “se metes conversa com uma rapariga ela vai pensar que lhe queres saltar pra cueca, se falares com um gajo ele pensa que és panasca”.
Reflectindo sobre isto aquilo que se me apraz dizer sobre a lado feminino, é que a culpa é dos homens portugueses que gostam das enjoadinhas e criticam aquilo que considero como as fixes, por serem “muito independentes”. No outro dia dizia-me a Luna: as minhas amigas mais porreiras são aquelas que não têm namorado.
Não me entendam mal que eu cá de ressabiada tenho muito pouco ou quase nada, se não tenho namorado é porque não tenho vontade. Como me considero orgulhosamente uma gaja independente e gosto de homens e mulheres independentes, vou aqui em contraposição expor o que é uma Enjoadinha, seres que abomino:
A enjoadinha é regra geral uma gaja dependente.
Só conhece as amigas de há 500 mil anos pq nao confia em ninguém novo e depende delas até pra por as cuecas no estendal.
Só vê o namorado à frente, e caso ele a mande pastar, ou vá apenas sair com os amigos dele, o mundo dela ruiu, a vida é uma grande merda, a felicidade dela depende da companhia dele.
Os Pais continuam a dar-lhe de comer porque tadinha da menina, ela tá agora em inicio de vida, e o dinheiro que ganha é mesmo pra foder em roupas multicolores com bandoletes a condizer com o verniz, tadita, nao precisa neste estágio da vida de saber quanto custa um mês de água, luz e gás. Lá chegará a altura em que virá um otário, perdão, Menino pra tomar conta dela e fazê-la feliz.
As enjoadinhas estão depois casadas uma média de 6 meses e regra geral levam um grande chuto no cú e crescem e aparecem, fazem-lhe mulheres independentes e perdem as outras amigas enjoadas.
Nos piores dos casos, os maridos começam a encorná-las ao fim de 3 meses de casamento e elas calam-se…sim, porque senão ficam sem a luz da vida delas, que as encorna com outra, mas pronto, ele é a razão da felicidade dela! Vai lá ela abandonar tal princípio de vida por causa de um, vá, dois pequenos deslizes…
Quando já têm 3 filhos pendurados às saias e acham que o marido ganha o suficiente p’ra pensão divorciam-se e mudam-se p’ra casa da Mãe com os rebentos atrás e vivem às custas de todos.
Continuam de trombas, a vida é mesmo uma injustiça, que infeliz que eu sou, porque é que será que ninguém me ajuda?!

Posto isto, Maria Sofia la independente, a gaja que fala até com as pedras da calçada, pergunta: dizei-me ó homens Tugas, porque raio é que vocês insistem em cultivar as enjoadas?!?! Deixai-as morrer, sê-de generosos!

Cabeleireira in the house

A minha rica Mãezinha é cabeleireira há 45 anos (três vivas p’ra D. Jú!) e tem imenso jeito p’ra tintas e colorações. No seu elegante cabeleireiro em Braga deixa toda a gente feliz com as madeixas e novas cores de cabelo que faz com primazia.
Ora filho de peixe…peixinho é!
Eu não deixo que ninguém além da minha Mãe ou empregadas me pinte o cabelo e como aqui estou um bocadinho p’ro longe, da última vez que fui a Portugal trouxe de lá as tintas p’ra misturar e pintar eu mesma cá em casa, e o resultado foi o que se segue.
Estou muito orgulhosa de moi même!!
As bonitas madeixas apresentadas são obra das mãos da D. Fernanda e da D. Jú, mas a corzinha que fez desaparecer as raízes quase pretas e cheias de brancas é da minha autoria.
Amigas deslocadas na Holanda, sou gaja p’ra repetir o feito nas vossas lindas cabecinhas por uns módicos 20 euros de cada vez ;))

Para quem achar que é artista também deixo as cores utilizadas qual receita:

– 35 ml de oxidante
– 1/4 de tinta 6/1
– 1/4 de tinta 8/0

Tanto a Wella com a Schwarzkofp têm tintas de muita qualidade.

E voilá!

Boas pinturas!



Tou cheia de saudades da minha boneca :(

Hoje fui até ao aeroporto levar a Petzi que foi com a Maria de avião até ao Porto. Os meus Pais e o Kruk vão buscá-la e ela vai passar os próximos 26 dias com eles.
Eu vou dar uma velejada até Itália e marar no Campo de Fogueiras e obviamente não a posso ter comigo em nenhum dos dois sítios.
Sempre achei que era bonito o amor dos donos pelos animais, e principalmente a dedicação dos animais aos donos, sempre ouvi falar de amor incondicional e do facto de serem animais de companhia, mas nunca pensei que ter um cão significasse ficar sem um bocadinho de nós quando eles não estão por perto.
Já sei que isto tudo é uma parvoíce, que ela não podia estar melhor que com os meus Pais e o namorado canídeo, mas eu tenho muitas saudades da minha boneca e esta casa fica muito vazia sem ela.

Não podemos dar sangue se temos múltiplos parceiros, relações não protegidas, fazemos sexo oral e anal.

O Instituto Português de Sangue vai ficar vazio por esta ordem estúpida de ideias.
Supostamente, se tivemos múltiplos parceiros, relações não protegidas, fazemos sexo oral e anal, então estamos num grupo de risco.
Este Senhor deve ter uma vida sexual extremamente aborrecida, coitada da mulher dele.
Supostamente esta é uma notícia para a comunidade gay, mas se lerem o resto da entrevista verão que se adapata a todos.
Notícia aqui

Autarquias.org

Caro cidadão,

A partir de hoje, tem ao seu dispor a plataforma autarquias.org.

Com o autarquias.org os cidadãos podem alertar os municípios para as mais variadas situações, desde Lixos na via pública, postes de iluminação que não funcionam, buracos na via pública, equipamento danificado, problemas nos abastecimentos, ou outros tipos de problemas, que muitas das vezes as Câmaras Municipais não tem conhecimento.

Os cidadãos podem acompanhar as respostas das autarquias aos alertas apresentados por outros cidadãos, como também participarem nesses mesmos alertas adicionando comentários.

O autarquias.org permite também a criação de debates por cidadãos que pretendem discutir assuntos que lhes pareçam pertinentes com outros cidadãos e com o próprio município ou questionar a autarquia sobre um assunto do interesse de todo o município., como também a abertura de petições.

Participe neste projecto.

www.autarquias.org