João Só e Abandonados “Meu Bem”

O som de BOA música portuguesa.
Vão gostar.

João Só e Abandonados “Meu Bem”

Por convite da MTV, onde o vídeo “Meu Bem” tem passado em playlist, João Só e Abandonados vão actuar na festa MTV Voting Party no Hard Rock café, dia 1 de Outubro, pelas 23h00, celebrando os 5 nomeados (os Buraka, David Fonseca, X-Wife, Xutos e Pontos Negros) para Best Portuguese Artist, MTV Europe Awards.

A festa é aberta ao público, pelo que estão convidados.

A festa de lançamento do disco é dia 29 de Outubro no Santiago Alquimista.

Antes que perguntem, ninguém me pediu o favor, eu GOSTO MESMO DA BANDA E DA MÚSICA!

E depois pedem-me pra ir ao Consulado pra ir votar nas legislativas. É que é já a seguir! Eu quando for grande quero um Presidente ASSIM

Eu ainda acabo a viver nos EUA, acreditem.


MANIFESTO DE OBAMA PARA OS ALUNOS

Publicado em 09 de Setembro de 2009

O presidente falou ontem aos alunos da América

Sei que para muitos de vocês hoje é o primeiro dia de aulas, e para os que entraram para o jardim infantil, para a escola primária ou secundária, é o primeiro dia numa nova escola, por isso é compreensível que estejam um pouco nervosos. Também deve haver alguns alunos mais velhos, contentes por saberem que já só lhes falta um ano. Mas, estejam em que ano estiverem, muitos devem ter pena por as férias de Verão terem acabado e já não poderem ficar até mais tarde na cama.

Também conheço essa sensação. Quando era miúdo, a minha família viveu alguns anos na Indonésia e a minha mãe não tinha dinheiro para me mandar para a escola onde andavam os outros miúdos americanos. Foi por isso que ela decidiu dar-me ela própria umas lições extras, segunda a sexta-feira, às 4h30 da manhã.

A ideia de me levantar àquela hora não me agradava por aí além. Adormeci muitas vezes sentado à mesa da cozinha. Mas quando eu me queixava a minha mãe respondia-me: “Olha que isto para mim também não é pêra doce, meu malandro…”

Tenho consciência de que alguns de vocês ainda estão a adaptar-se ao regresso às aulas, mas hoje estou aqui porque tenho um assunto importante a discutir convosco. Quero falar convosco da vossa educação e daquilo que se espera de vocês neste novo ano escolar.

Já fiz muitos discursos sobre educação, e falei muito de responsabilidade. Falei da responsabilidade dos vossos professores de vos motivarem, de vos fazerem ter vontade de aprender. Falei da responsabilidade dos vossos pais de vos manterem no bom caminho, de se assegurarem de que vocês fazem os trabalhos de casa e não passam o dia à frente da televisão ou a jogar com a Xbox. Falei da responsabilidade do vosso governo de estabelecer padrões elevados, de apoiar os professores e os directores das escolas e de melhorar as que não estão a funcionar bem e onde os alunos não têm as oportunidades que merecem.

No entanto, a verdade é que nem os professores e os pais mais dedicados, nem as melhores escolas do mundo são capazes do que quer que seja se vocês não assumirem as vossas responsabilidades. Se vocês não forem às aulas, não prestarem atenção a esses professores, aos vossos avós e aos outros adultos e não trabalharem duramente, como terão de fazer se quiserem ser bem sucedidos.

E hoje é nesse assunto que quero concentrar-me: na responsabilidade de cada um de vocês pela sua própria educação.

Todos vocês são bons em alguma coisa. Não há nenhum que não tenha alguma coisa a dar. E é a vocês que cabe descobrir do que se trata. É essa oportunidade que a educação vos proporciona.

Talvez tenham a capacidade de ser bons escritores – suficientemente bons para escreverem livros ou artigos para jornais -, mas se não fizerem o trabalho de Inglês podem nunca vir a sabê-lo. Talvez sejam pessoas inovadoras ou inventores – quem sabe capazes de criar o próximo iPhone ou um novo medicamento ou vacina -, mas se não fizerem o projecto de Ciências podem não vir a percebê-lo. Talvez possam vir a ser mayors ou senadores, ou juízes do Supremo Tribunal, mas se não participarem nos debates dos clubes da vossa escola podem nunca vir a sabê-lo.

No entanto, escolham o que escolherem fazer com a vossa vida, garanto-vos que não será possível a não ser que estudem. Querem ser médicos, professores ou polícias? Querem ser enfermeiros, arquitectos, advogados ou militares? Para qualquer dessas carreiras é preciso ter estudos. Não podem deixar a escola e esperar arranjar um bom emprego. Têm de trabalhar, estudar, aprender para isso.

E não é só para as vossas vidas e para o vosso futuro que isto é importante. O que vocês fizerem com os vossos estudos vai decidir nada mais nada menos que o futuro do nosso país. Aquilo que aprenderem na escola agora vai decidir se enquanto país estaremos à altura dos desafios do futuro.

Vão precisar dos conhecimentos e das competências que se aprendem e desenvolvem nas ciências e na matemática para curar doenças como o cancro e a sida e para desenvolver novas tecnologias energéticas que protejam o ambiente. Vão precisar da penetração e do sentido crítico que se desenvolvem na história e nas ciências sociais para que deixe de haver pobres e sem-abrigo, para combater o crime e a discriminação e para tornar o nosso país mais justo e mais livre. Vão precisar da criatividade e do engenho que se desenvolvem em todas as disciplinas para criar novas empresas que criem novos empregos e desenvolvam a economia.

Precisamos que todos vocês desenvolvam os vossos talentos, competências e intelectos para ajudarem a resolver os nossos problemas mais difíceis. Se não o fizerem – se abandonarem a escola -, não é só a vocês mesmos que estão a abandonar, é ao vosso país.

Eu sei que não é fácil ter bons resultados na escola. Tenho consciência de que muitos têm dificuldades na vossa vida que dificultam a tarefa de se concentrarem nos estudos. Percebo isso, e sei do que estou a falar. O meu pai deixou a nossa família quando eu tinha dois anos e eu fui criado só pela minha mãe, que teve muitas vezes dificuldade em pagar as contas e nem sempre nos conseguia dar as coisas que os outros miúdos tinham. Tive muitas vezes pena de não ter um pai na minha vida. Senti-me sozinho e tive a impressão que não me adaptava, e por isso nem sempre conseguia concentrar-me nos estudos como devia. E a minha vida podia muito bem ter dado para o torto.

Mas tive sorte. Tive muitas segundas oportunidades e consegui ir para a faculdade, estudar Direito e realizar os meus sonhos. A minha mulher, a nossa primeira-dama, Michelle Obama, tem uma história parecida com a minha. Nem o pai nem a mãe dela estudaram e não eram ricos. No entanto, trabalharam muito, e ela própria trabalhou muito para poder frequentar as melhores escolas do nosso país.

Alguns de vocês podem não ter tido estas oportunidades. Talvez não haja nas vossas vidas adultos capazes de vos dar o apoio de que precisam. Quem sabe se não há alguém desempregado e o dinheiro não chega. Pode ser que vivam num bairro pouco seguro ou os vossos amigos queiram levar-vos a fazer coisas que vocês sabem que não estão bem.

Apesar de tudo isso, as circunstâncias da vossa vida – o vosso aspecto, o sítio onde nasceram, o dinheiro que têm, os problemas da vossa família – não são desculpa para não fazerem os vossos trabalhos nem para se portarem mal. Não são desculpa para responderem mal aos vossos professores, para faltarem às aulas ou para desistirem de estudar. Não são desculpa para não estudarem.

A vossa vida actual não vai determinar forçosamente aquilo que vão ser no futuro. Ninguém escreve o vosso destino por vocês. Aqui, nos Estados Unidos, somos nós que decidimos o nosso destino. Somos nós que fazemos o nosso futuro.

E é isso que os jovens como vocês fazem todos os dias em todo o país. Jovens como Jazmin Perez, de Roma, no Texas. Quando a Jazmin foi para a escola não falava inglês. Na terra dela não havia praticamente ninguém que tivesse andado na faculdade, e o mesmo acontecia com os pais dela. No entanto, ela estudou muito, teve boas notas, ganhou uma bolsa de estudos para a Universidade de Brown, e actualmente está a estudar Saúde Pública.

Estou a pensar ainda em Andoni Schultz, de Los Altos, na Califórnia, que aos três anos descobriu que tinha um tumor cerebral. Teve de fazer imensos tratamentos e operações, uma delas que lhe afectou a memória, e por isso teve de estudar muito mais – centenas de horas a mais – que os outros. No entanto, nunca perdeu nenhum ano e agora entrou na faculdade.

E também há o caso da Shantell Steve, da minha cidade, Chicago, no Illinois. Embora tenha saltado de família adoptiva para família adoptiva nos bairros mais degradados, conseguiu arranjar emprego num centro de saúde, organizou um programa para afastar os jovens dos gangues e está prestes a acabar a escola secundária com notas excelentes e a entrar para a faculdade.

A Jazmin, o Andoni e a Shantell não são diferentes de vocês. Enfrentaram dificuldades como as vossas. Mas não desistiram. Decidiram assumir a responsabilidade pelos seus estudos e esforçaram-se por alcançar objectivos. E eu espero que vocês façam o mesmo.

É por isso que hoje me dirijo a cada um de vocês para que estabeleça os seus próprios objectivos para os seus estudos, e para que faça tudo o que for preciso para os alcançar. O vosso objectivo pode ser apenas fazer os trabalhos de casa, prestar atenção às aulas ou ler todos os dias algumas páginas de um livro. Também podem decidir participar numa actividade extracurricular, ou fazer trabalho voluntário na vossa comunidade. Talvez decidam defender miúdos que são vítimas de discriminação, por serem quem são ou pelo seu aspecto, por acreditarem, como eu acredito, que todas as crianças merecem um ambiente seguro em que possam estudar. Ou pode ser que decidam cuidar de vocês mesmos para aprenderem melhor. E é nesse sentido que espero que lavem muitas vezes as mãos e que não vão às aulas se estiverem doentes, para evitarmos que haja muitas pessoas a apanhar gripe neste Outono e neste Inverno.

Mas decidam o que decidirem gostava que se empenhassem. Que trabalhassem duramente. Eu sei que muitas vezes a televisão dá a impressão que podemos ser ricos e bem-sucedidos sem termos de trabalhar – que o vosso caminho para o sucesso passa pelo rap, pelo basquetebol ou por serem estrelas de reality shows -, mas a verdade é que isso é muito pouco provável. A verdade é que o sucesso é muito difícil. Não vão gostar de todas as disciplinas nem de todos os professores. Nem todos os trabalhos vão ser úteis para a vossa vida a curto prazo. E não vão forçosamente alcançar os vossos objectivos à primeira.

No entanto, isso pouco importa. Algumas das pessoas mais bem-sucedidas do mundo são as que sofreram mais fracassos. O primeiro livro do Harry Potter, de J. K. Rowling, foi rejeitado duas vezes antes de ser publicado. Michael Jordan foi expulso da equipa de basquetebol do liceu, perdeu centenas de jogos e falhou milhares de lançamentos ao longo da sua carreira. No entanto, uma vez disse: “Falhei muitas e muitas vezes na minha vida. E foi por isso que fui bem-sucedido.”

Estas pessoas alcançaram os seus objectivos porque perceberam que não podemos deixar que os nossos fracassos nos definam – temos de permitir que eles nos ensinem as suas lições. Temos de deixar que nos mostrem o que devemos fazer de maneira diferente quando voltamos a tentar. Não é por nos metermos num sarilho que somos desordeiros. Isso só quer dizer que temos de fazer um esforço maior por nos comportarmos bem. Não é por termos uma má nota que somos estúpidos. Essa nota só quer dizer que temos de estudar mais.

Ninguém nasce bom em nada. Tornamo-nos bons graças ao nosso trabalho. Não entramos para a primeira equipa da universidade a primeira vez que praticamos um desporto. Não acertamos em todas as notas a primeira vez que cantamos uma canção. Temos de praticar. O mesmo acontece com o trabalho da escola. É possível que tenham de fazer um problema de Matemática várias vezes até acertarem, ou de ler muitas vezes um texto até o perceberem, ou de fazer um esquema várias vezes antes de poderem entregá-lo.

Não tenham medo de fazer perguntas. Não tenham medo de pedir ajuda quando precisarem. Eu todos os dias o faço. Pedir ajuda não é um sinal de fraqueza, é um sinal de força. Mostra que temos coragem de admitir que não sabemos e de aprender coisas novas. Procurem um adulto em quem confiem – um pai, um avô ou um professor ou treinador – e peçam-lhe que vos ajude.

E mesmo quando estiverem em dificuldades, mesmo quando se sentirem desencorajados e vos parecer que as outras pessoas vos abandonaram – nunca desistam de vocês mesmos. Quando desistirem de vocês mesmos é do vosso país que estão a desistir.

A história da América não é a história dos que desistiram quando as coisas se tornaram difíceis. É a das pessoas que continuaram, que insistiram, que se esforçaram mais, que amavam demasiado o seu país para não darem o seu melhor.

É a história dos estudantes que há 250 anos estavam onde vocês estão agora e fizeram uma revolução e fundaram este país. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 75 anos e ultrapassaram uma depressão e ganharam uma guerra mundial, lutaram pelos direitos civis e puseram um homem na Lua. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 20 anos e fundaram a Google, o Twitter e o Facebook e mudaram a maneira como comunicamos uns com os outros.

Por isso hoje quero perguntar-vos qual é o contributo que pretendem fazer. Quais são os problemas que tencionam resolver? Que descobertas pretendem fazer? Quando daqui a 20 ou a 50 ou a 100 anos um presidente vier aqui falar, que vai dizer que vocês fizeram pelo vosso país?

As vossas famílias, os vossos professores e eu estamos a fazer tudo o que podemos para assegurar que vocês têm a educação de que precisam para responder a estas perguntas. Estou a trabalhar duramente para equipar as vossas salas de aulas e pagar os vossos livros, o vosso equipamento e os computadores de que vocês precisam para estudar. E por isso espero que trabalhem a sério este ano, que se esforcem o mais possível em tudo o que fizerem. Espero grandes coisas de todos vocês. Não nos desapontem. Não desapontem as vossas famílias e o vosso país. Façam-nos sentir orgulho em vocês. Tenho a certeza que são capazes.

Pimba das Mulheres

Eu aprendi a dançar nos bailes da aldeia com os meus primos. As bandas tocavam de tudo, até porque Monção é uma cidade “bem do progressista”, com toda a música que passa em Espanha (de qualidade) a chegar antes de chegar ao resto de Portugal.
Mas claro, também passava o Pimba (que na altura nem era Pimba ainda mas música ligeira portuguesa, ou música pirosa como dizia do alto da minha adolescência!)
E como dizem os meus primos, aprendi a dançar “a varrer”, que é como quem diz, eu e a minha prima, bracinhos esticados pra cima e pra baixo sem praticamente sair do sítio! Saudadinhas Prima Cátia? Melhor só quando a Mané nos pagava um tango (cerveja com groselha) p’ras duas a meias!
Eu curtia tanto quando a minha Mãe me deixava ficar em Monção na Senhora das Dores…
Enfim, adiante, o certo é que, mesmo gostando de boa música, ainda hoje quando estou muuuito bem disposta e com BONS amigos, aqueles mesmo mesmo fixes, numa noite de copos, curto umas pimbalhadas bem dispostas e danço, e abano o rabinho, e danço mais com a malta e ai de quem me tire da pista de baile! Pior só se me tirarem a jola das mãos! É estalo certo!
Esta é a minha vertente mais animada caramba, e sim, gosto, e não sei as letras mas com pena, e um dia hei-de ir a um concerto do Toni Carreira só por causa do ambiente que deve ser o máximo!
E quem disser que não curte um bom bailarico de vez em quando: é hipócrita!!!
Bora dançar malta, que hoje é sexta!

HOJE



“Dia 18 de Setembro há uma iniciativa contra o abandono de animais em Portugal. Li no site da Liga Portuguesa dos Direitos dos Animais que cerca de 10.000 animais são abandonados, anualmente, em Portugal. Se fosse um só, já seria demais. Mas são 10.000.

Como podem ler no site do Luto contra o abandono, o objectivo é, no dia 18, lembrar Portugal que há quem esteja de luto por estes animais, que alguém quis e depois descartou. Não acho que alguém se vá vestir de negro, mas imprimir este cartaz (no site há um cartaz próprio para imprimir) e colar no vidro do carro no dia 18 dá, apenas, uma pequena despesa em tinteiro.” (by Goldfish)

Então, já te sentes integrada?

BRAGA

Pergunta frequente e para cuja resposta nem sempre tenho paciência. Hoje aqui explicada em vez única a quem me faz tal pergunta.
Eu sei que sou aquilo a que chamam uma pessoa bastante sociável, mas isso não significa que uma pessoa, mesmo que “sociável” seja capaz de se integrar em 3 tempos.
Andei 4 anos num colégio, mais 8 anos noutro colégio, fui aprendendo a fazer amizades longas e com o tempo. Em Braga, mesmo assim, nem sempre me senti integrada.

COIMBRA

Quando fui para Coimbra fui enfiada num lar de freiras (no qual nunca me integrei) com mais 60 miúdas, conheci do melhor e do pior que pode existir do “bicho” que pode ser “uma mulher”, topo determinadas características a léguas e sou muitas vezes preconceituosa, mas também estilo Cavaco, nunca me engano e raramente tenho dúvidas nesse aspecto. Embora vivesse numa casa com 60 mulheres e tenha feito algumas amigas (muito poucas, diga-se de passagem, as que o são sabem quem são e onde estão 😉 ), só no final do meu segundo ano de faculdade/início do terceiro é que comecei a pertencer a um grupo sólido de amigos e a sentir-me integrada. Foi o primeiro grupo a que pertenci. You see, é que eu nunca fui muito de agrupamentos, de ter 4 ou 5 amigas coladas a mim e vice-versa, sempre gostei de poder falar com toda a gente, quando e onde me apetecesse. Nunca apreciei muito ser liderada ou andar em carneirada, sempre gostei de ser a Sofia e não a miúda baixinha do grupo da fulaninha de tal, ou a que costuma parar no Farol.
Portanto, levei mais de 2 anos p’ra sentir que pertencia a um grupo, grupo esse que respeitava e apreciava a tradição de Coimbra dentro dos limites que eu gostava e com que me identificava e faziamos juntos coisas muito giras que me fizeram amar os meus tempos de Coimbra e sentir-me ligada aquela cidade pra sempre. Hoje são a minha segunda família, tenho a minha “sobrinhada” (que com muita pena raramente vejo, mas de certeza que os Pais lhes falam na maluca da Tia Sofia que vive na Holanda) que já vai nuns..18? 19 miúdos? Perdi a conta! São lindos, têm Pais maravilhosos, têm Avós e Avôs fantásticos (sim, nós somos uns 20 e tal no grupo e conhecemos os Pais todos uns dos outros), e até têm um Bisavô Mirante!

VALLADOLID

Quando fiz erasmus conheci imensa gente, e senti-me integrada no grupo que me rodeava ao fim de 2 meses, mas estavamos todos fora de casa, ninguém tinha os seus melhores amigos por perto, é muito fácil conhecer pessoas e estabelecer relações fortes. Comecei a falar espanhol sem pronúncia ao fim de 1 mês, contudo, durante um ano inteiro, nunca senti que estivesse integrada em Valladolid, muito menos em Espanha. Passados 3 anos de ter terminado o meu erasmus comecei a fazer viagens de veleiro e na primeira viagem os meus companheiros de barcos eram quase todos Vallasolitanos e voltei de visita a Valladolid em Setembro de 2001. Foi a primeira vez que não me senti estrangeira, que nenhum gajo olhou pra mim num bar com olhos de: és estranja, és fácil, vou-te comer! Conhecia todos os recantos da cidade, sempre acompanhada pelos meus amigos fiz um fim de semana inteiro de vida espanhola, fiquei em casa deles, fui aos bares a que eles iam. Foi a primeira vez que me senti: integrada.
Mas levei uns..4 anos, até me “integrar”.

LISBOA

Quando fui viver p’ra Lisboa pensei: é Portugal, são portugueses, vai ser fácil. Já mudaste de cidade 2 vezes, Maria Sofia, a terceira é canja!
Não foi.
Levei CINCO anos p’ra me sentir integrada em Lisboa. Apaixonei-me pela cidade ao fim de um mês, mas levei muito e bom tempo a sentir-me “em casa”. Foi ao fim de 5 anos que fiz parte do primeiro grupo de lisboetas, até lá só conhecia os meus colegas do trabalho e amigos do norte e de Coimbra que estavam desterrados em Lisbon City como eu. Foi de repente, não fiz qualquer esforço, não mudei de pronúncia, continuo a trocar os “v” pelos “b” constantemente e falo como se tivesse uma batata na boca e digo montes de palavrões à mistura. Quisás, se calhar, passei a entender que não podia ir tomar café depois de jantar todos os dias como fazia em Coimbra ou em Braga, passei a entender que quando um Lisboeta te diz: “Jantar? Pode ser! Pra semana, né? Ok, depois combinamos.” NÃO QUER DIZER QUE TENHAM UM JANTAR COMBINADO NA PRÓXIMA SEMANA! Quer apenas dizer que és uma pessoa agradável, com quem o fulaninho gostaria de jantar algum dia, e se, pra semana, ele não tiver nada mais urgente ou mais preemente pra fazer, E SE te voltar a ver e voltar a sentir vontade de ir jantar contigo, ENTÃO, MAS SÓ ENTÃO, combina contigo jantar até naquela própria 5° feira em que se voltaram a ver. MAS não contes jantar antes das 9:30 ou 10 da noite. É que antes de jantar ele(a) tem que ir ao ginásio ou ao yoga, ou tomar café com o amigo(a) tal, vai a casa tomar um duche e SÓ DEPOIS é que vai ter contigo. E nada de ficares ofendido porque ele(a) trouxe com ele o amigo(a) com quem tava a tomar café, afinal é sempre mais uma pessoa que conheces, e se ele(a) o consideram uma pessoa engraçada ou gira, então tu muito possivelmente vais achar que o outro também o é. Além disso, o restaurante é grande, público, e vocês são só amigos, não há necessidade de jantar às luz das velas a dois, nãooooo é?
CERTO.
Eu já tentei contar isto muitas vezes à malta de Lisboa e todos, mas todos se riram e disseram: eh pa, eu sei, mas isso é normal, né?!
NÃO, não é normal. É normal quando se vive numa cidade grande, cheia de coisas p’ra fazer, com milhentas oportunidades e pessoas p’ra conhecer, como Lisboa 🙂
Eu aprendi a fazer este tipo de “combinações” também, e hoje em dia sou craque nelas! Vou tomar café com a Mafalda, trago-a comigo pro copo pré-dinner com o Nuno, o Hugo e o Paulo, acabamos a jantar todos juntos e depois do jantar dou um salto ao bar XPTO onde está a Cris.

HOLANDA 🙂

HOJE, vivo na Holanda há ano e meio, conheço “uma tonelada” de pessoas, fiquei muito amiga de duas ou 3, quisás 4, e gosto muito dos restante, mas não significa que me sinta integrada, percebem? Como eu dizia no outro dia a uma amiga, o facto de eu (ela, todos) conhecer portugueses cá não significa que, lá porque vivo no cú do mundo, tenha de ser a melhor amiga de TODOS os Tugas que conheço cá! Posso ter afinidades com uns num determinado tema, posso ter afinidades com outros noutro tema, e há outros com quem não tenho afinidade nenhuma, que não sentem que tenham afinidade comigo, mas com quem convivo quando estamos em grupo e somos educados e simpáticos uns com os outros, (porque não?!), mas isso não faz deles meus amigos e vice-versa!
O facto de eu poder vir a ter mais amigos holandeses que portugueses não quer dizer que eu possa nessa altura sentir-me mais integrada, porque tal como com os portugueses, eu serei amiga dos holandeses com quem sinta afinidade, e isso meus caros, leva o tempo que levar, e se eu bem me conheço, pelo que acabo de descrever, levará uns 3 ou 4 anos, e eu nem sei se cá vou estar tanto tempo!
TEMPO, É PRECISO TER TEMPO. É PRECISO CALMA. É preciso que eu chegue e diga: que bom voltar a casa. No dia em que eu sair do avião e sentir METADE do que eu sinto quando chego à Portela quando vejo as palmeiras do aeroporto, nessa altura direi: começo-me a integrar. No dia em que eu chegar a Schiphol e sentir o MESMO que sinto quando chego a Lisboa: INTERNEM-ME. Mas não se esqueçam, nessa altura sentir-me-ei: integrada!

If you give up now

Esta música foi escrita a pensar numa amiga minha, e é o espírito dela inteiramente.
Tenho saudades da alegria e positivismo da Sofiazinha (outra Sofia).
Hoje entendo melhor esta música.

If you don’t wanna wait
You left me inside out
It’s too hard for me
There’s no easy way out

You don’t know and don’t ask how
That i’m gonna make it work again
You don’t know and don’t ask why
That i’m gonna make it once again

Refrao
If you give up now, whos gonna loose
Which one of us, is given up now of being free
And if you give up now, whos gonna loose
Which one of us, is given up now of being free

Distance from between us
That we can’t shake out
It’s cristal clear
But it ain’t gonna last

You don’t know and don’t ask why
That i’m trying to make it work
I’m trying to make it work

Refrao

Just look around and see
Who you really need
Who you really want

Refrao

Just look around and see
If you give up you won’t be free
You won’t be free yeah yeah

Eu bem achava que os Gatos andavam muito sossegados…

Esmiúça os Sufrágios. Não conhecia, mas realmente estranhei que os Gatos Fedorentos andassem tão “sossegados”. Eu não vivo é em Portugal pa! Aliás, fica já a minha promessa, que se ficar cá mais de um ano vou trazer uma box de Portugal e ponho um prato de satélite e tudo e tudo.

Por cada pergunta uma gargalhada, prometo. E não, não é com a resposta dos políticos, é mesmo porque são aquelas que sempre se quiseram fazer e nunca se teve coragem, mas com o toque de humor absolutamente perfeito e genial!
Não acho piada aos Contemporâneos (iam me linxando quando disse tal coisa, mas não lhes acho piadinha nenhuma) e confesso que estava cheia de saudades dos BONS humoristas portugueses.

Os Gatos aqui:

E ainda aqui:

Have fun!

Como fazer Rissóis for Dummies

E foi no Domingo passado que 6 Princesas portuguesas se juntaram para a Odisseia do Rissol.
A casa foi gentilmente cedida pela Rainha. Às 14 horas lá estavamos, literalmente de rolo da massa em punho!

Estavamos preparadas para qualquer eventualidade!

Ora vamos lá explicar por partes como é que a malta fez a coisa.

1) Preparou-se o recheio de carne:

2) Preparou-se o recheio de camarão:

3) Água a ferver com uma noz de manteiga, sal e casca de limão:

4) Depois da água fervida atira-se lá p’ra dentro a farinha. Para cada chávena de água há que por uma chávena de farinha. Mexe-se bem mexido até ficar estilo cola de sapato e se conseguir retirar da panela sem esforço

5) Há que amassar a massa, que é como quem diz, dar-lhe porrada:

6) Esticar a massa com o rolo até ficar fininha:

7) Uma colher de sobremesa de recheio lá pra dentro e depois dobrar p’ra poder cortar em meia lua usando um copo:

8) Passar por ovo e depois por pão ralado:

9) Fritar em óleo beeeem quente:

10) Retirar quando estiverem douradinhos e servir acompanhado dum arroz de tomate a fugir (se eu cá tivesse grelos, era um arrozinho de grelos que nem vos digo, nem vos conto!)


(Esta é a amiga T. que fritou mais de 40 rissóis pra malta toda que veio a seguir)


VOILÁ!!!

E apresentam-se as 6 cozinheiras (e a Petzi “aspirador” que esteve lá a fazer a sua parte também e lambeu o chão todinho sempre que caía alguma migalha) cansadíssimas, rotas, e que só se devem voltar a meter em tamanha odisseia daqui a uns 10 anos.

Mas foi muito, muito fixe!

A vossa análise

Hoje, por causa dum concurso que apareceu no facebook através dum amigo meu, tive que dizer uma expressão que eu usasse muito, um ditado popular e outra coisa que não sei traduzir, mas seria algo incapaz de ser traduzido.
ADIANTE, como tão sempre a dizer que eu digo imensas expressões que não lembram ao careca, perguntei a dois amigos, através do chat, o seguinte:

– se tivesses que associar uma expressao portuguesa à minha pessoa, o que é que associavas?

Um respondeu “despachada”, o outro “catita”.
O certo é que a minha questão foi mal colocada e mandada assim a papo-seco e curiosamente eles interpretaram da mesma forma: como é que me defines numa expressão portuguesa?

Achei muita piada ao resultado. Querem tentar vocês, os que me conhecem de facto e os outros que não?