Smix Smox Smux

Podem decorar o nome da Banda.
São de Braga.
São loucos.
A música é de muita qualidade.
As letras são…castiças 😀 Eu diria que andam aí na onda dos Taxi…acho que vão gostar.
As meninas que gostarem do vocalista (Filipe Palas) faz favor de mandar comunicação que eu entrego ao borracho, sim?
Eu não posso ficar com ele por seria assim a puxar pro incesto (é irmão duma das minhas melhores amigas e conheço-o desde pequenino, dá-me “ascos”), mas se forem bonitas eu posso “botar uma palabrinha por bós”.
Agora fora de brincadeiras, estes meninos já passam na Antena 3 e tiveram direito a destaque e critica do album no Y do publico.
Andam pelas FNACs do País a fazer promoção.
Vão lá ao Palas apertar-lhe as bochechas e digam que foi a Sofia que mandou 😉

Semana dos jantares em Lisboa – 21 a 29 de Maio

Aterrei no Porto na quarta dia 20 depois de um dia inteiro enfiada em aviões e aeroportos.
Armei-me em dondoca e fui viajar de vestido e tacões, com direito a cão pela trela e tudo. No Porto estava um carro alugado à minha espera, uma caixa de fósforos na qual enfiei uma única mala no porta-bagagens e o resto no assento de trás do C1.
Quando cheguei a Braga deixei a minha Mãe delirante com o meu aprumo de Tiazoca à pressão, mas a mim ia-me dando o fanico e jurei que a junção de tacões, cão e malas: nunca mais!
Quinta tive direito a sessão de beleza no Cabeleireiro, e rumo a Lisboa pro primeiro de muitos jantares já marcados na semana antes de vir.
Os meus queridos 3 Parasitas levaram-me a mais uma das pérolas que encontraram e fomos beber um vinhozito a um bar muito catita (lindo mesmo) no Chiado. Tenho fotos, mas estão tão más que nem me atrevo a mostrar. Mas quem for comigo a Lisboa vai ter direito a conhecer o sítio porque é nota 10! Fica ali na 2° ou 3° rua paralela aos Armazéns do Chiado, agora vá, vão lá à procura porque vão ficar alegremente surpreendidos!
Sexta à noite rumo a mais um CIFA com a Candeia. Bem bacano, o meu Gaijo quando viu as fotos fez o seguinte comentário: Who are these people? You look like a big family!
Depois disto, acho que tá tudo dito, certo?
Ou se calhar não…há que dizê-lo com frontalidade: fui altamente aldrabada! (Eles vão dizer que a culpa foi minha porque não sei ler…) Ia convencidinha que ia ter de dormir no chão…duma casa! Imaginem a minha cara quando se abrem as tendas de campismo e me vejo sem colchão pra pôr debaixo do lombo…não dormi um caroço, dizem que ressonei a noite toda (coisa horrorosa!)e no dia seguinte nem sequer me chateei com o S.Pedro por ele estar a mijar fortemente cá pra baixo. Foi da maneira que dormimos dentro de portas e no chão SEM PEDRAS (que me deixou calhaus marcados nas costas) e todos juntinhos, com as patonças do Selvas na minha tromba, mas tasse bem!
Fora este pequeno aparte…foi tudo impecável e deu pra matar saudades, abraçar amigos, partilhar experiências, conhecer mais malta, ver o sítio de Campo que é lindíssimo, enfim, marar e gritar CANDEIA.
(Tenho uma foto espectacular, mas acho que os outros 25 que lá estão têm direito à privacidade deles, o que é sinceramente uma peninha porque a foto está bestial!)
Regresso ao trabalho na segunda…mas a partir de Lisboa.
A recepção na IBM não podia ser melhor, se chego a ser mais beijocada fico sem bochechas! Ah! E sai aqui uma menção honrosa pro meu caríssimo amigo Júlio com quem falei 3 segundos, mas que pelos vistos vem cá ver as novidades! As minhas mil desculpas por não passar mais tempo contigo, mas eu não cheguei pras encomendas!

Agora os jantares… tenham em conta que eu fiz isto tudo sempre a entrar no escritório às 9 horas..holandesas…que são 8 da manhã portuguesas!!

Segunda com a malta lá de casa, Bro e Pika.
Terça com Pina Coelho, Sarocas, a cantora, o outro Coelho que passa aqui a dizer que tem muitas saudades minhas, sua senhora gaija, e a outra família Coelho, com uma cachopa (também minha homónima) cada vez mai linda! Menção honrosa ainda pra massagem da Inês que com 6 anos já sai à Mãe e é polivalente. Grandes mãos Inês! Grandes!
Quarta com a Garota, o Le Mene, seus cachopos (a minha homónima e o sô grande dentadura sorridente V.) e a Clódita. Também tenho umas fotos que estão mesmo giras, principalmente com o V. em que tenho duas muito divertidas, mas agora, não porque me proibam mas porque eu sou uma mecinha munto consciente e adoro a minha sobrinhada, não ponho cá foto. Há que deixar aqui registado no entanto uma mensagem pros Papás: eles estão lindos a valer, e o V. a cantar e com aquele sorriso de orelha a orelha parte a loiça toda e conquista qualquer um! Preparem-se pras gaijas à porta em filinha!
Quinta com outra grande Amiga e respectivo (sim, porque eu tenho que conhecer os gaijos das minhas amigas, não pra aprovação, mas por uma questão de…integração, pronto, sei lá, porque gosto de conhecer quem tão bem trata as minhas meninas!), sendo que oara além do restaurante simpático no Bairro Alto (ai as saudadinhas que eu tinha do meu BA!) ainda me levaram ao Bar do Hotel do Chiado que tem a vista mais soberba sobre Lisboa que já vi! E olhem que eu sou craque em miradouros em Lisboa! Foi lá que descobri que a foto que tenho aqui no meu blog foi lá tirada…agora só pra terem uma ideia, do bar vê-se Lisboa inteirinha desde a Ponte Vasco da Gama até à Ponte 25 de Abril…soberbo!!
Soberbo foi também o semi-pifo que apanhei nessa noite com meia garrafa de vinho e UM gin tónico! Tava tanto, mas tanto calor (uns 32 graus) que nessa noite pensei que estava na Grécia ou na Turquia, juro. Obviamente, o meio-pifo foi por ficar desidratada. Também foi o único nas férias todas…
Sexta, completamente rota, fui jantar com as minhas Manas, o D. e a filhota que faz anos um dia antes de mim e um dia depois da Mamã dela, a Maria Clara. Adoro o nome dela, acho uma delícia! Tá gira, gira, gira, toda magrita como a Mãe, mas depois com aquela barriguinha redondinha própria dos bebés, tão a ver a coisa? Linda!!!
Jantamos na varanda, pusemos a conversa em dia, falamos como se tivessemos estado juntas ontem, e até o David disse que tinha saudade das duas manas catatuas lá por casa! É que o rapazito, antes de se casar e me levar a minha M. lá de casa, também viveu conosco um mês e sabe que estas 3 se juntaram por um acaso do destino, e que vão ser amigas uma vida inteira!
Sábado tava 3 kilos mais gorda, uns quantos euros bem mais depenada, e sinceramente feliz!
E agora, só pra rematar, deixo uma foto do meu rumo na primeira semana de Junho…Zambujeira do Mar.

Esta é a praia do Brejão do Tejo (acho que é assim que se chama) na Longueira e estas as indicações pra lá chegarem:
Na Longueira entra-se para dentro da localidade em direcção ao restaurante mais visível. Segue-se em frente, entra-se por uma estrada de terra, passa-se os depósitos de água (bem visíveis) e um pouco depois vira-se à esquerda. Estacionam antes de uma casa inacabada que lá está (e antes de o caminho se transformar em areia). A pé, no meio da vegetação do lado esquerdo, têm uma pseudo-ponte feita por uma lage de cimento. Segue-se o caminho pelas dunas até encontrarem a praia. É uma praia aberta e grande, com pouquissima gente. Muito bonita.

Voltamos!

E depois de 3 semanitas de muito mimo e muito descanso, sô Dona Petzi Maria e Sofia voltam a terras holandesas onde hoje chove comó…… muito 🙂
A minha cadelinha voltou apaixonada, anda toda tristonha pelos cantos porque ficou sem o seu companheiro pra brincar. A tristeza da pobre é tão grande que não faz mais que dormir pra ver se o tempo passa mais depressa. Eu nem me dou ao luxo de ficar chateada com este tempo quando olho pra ela.
Quando finalmente tiver um tempinho volto pra colocar umas fotos das praias da nossa maravilhosa Costa Vicentina, eu prometo!
Mientras tanto fica a foto de família 😉

Portugal, aqui vou eu!!!

É assim que me sinto, exactamente como o Senhor da imagem, completamente radiante!
Vou ver os meus Pais,
Almoçar, jantar e beber copos com os meus queridos amigos,
Vou abraçar as minhas “sisters”,
Vou ficar torradinha do sol e com cores saudáveis,
Vou comer CARACÓIS e beber IMPERIAIS (finos pra malta do Norte),
Vou dar umas gargalhadas com os amigos na IBM Portugal (enquanto a semana de trabalho por lá voa),
Vou fazer Candeia,
Vou ser mimada,
Vou mimar-me,
Vou tratar de mim,
Dizer a quantidade de expressões que me caracterizam nesta minha língua nortenha e TODA a gente me vai entender! Vou poder contar piadas na minha língua!
Sentir e ouvir Fado,
Dançar,
Sair à noite,
Vou ao Evento do Partilhate,
Fazer ronha na cama até tarde,
Vou conduzir a mais de 120 km/hora!
Vou beber café decente,
Comer Pastéis de Belém,
Não ter horas p’ra nada,
Chegar atrasada sem ser crucificada,
Ver o Kruk e beijocar o meu outro “canito”,
DESCANSAR,
RELAXAR,
DESLIGAR,
(RE)VIVER.

Amigos, estou em Lisboa de 22 a 29 de Maio, Zambujeira e Aljezur de 30 de Maio a 13 de Junho.
Até já, prometo chegar inteirinha e bem rapidinho! Tou a caminho!

Marcas na tua vida

Há pessoas, momentos e grupos que deixam marcas na nossa vida.
Hoje quero falar da Candeia.
Um dos temas de Campo foi “Deixa a tua marca”.
As pessoas que tenho conhecido ao longo do tempo que passei (e passo como posso) na Candeia marcaram-me.
São eles que vão gozar comigo (daqui a menos de um mês quando nos juntarmos para o CIFA) por causa deste post.
Vão-me chamar lamechas,
vão-me chamar saudosista,
vão-me chamar ausente,
vão-me chamar fófó,
vão-me mandar às favas,
vão-me dizer que sou uma parva por estar tão longe deles e dos miúdos,
vão-me dizer que eu pertenço,
vão-me dizer que eu não sei responder-lhes à letra,
vão ser gozões,
vão ser amorosos,
vou receber abraços e beijinhos,
vou cantar (mal) as músicas da Candeia,

Se te queres juntar a nós
Tens de algo às costas trazer
Um saco, cesto ou mochila
E vontade de a encher

A mochila tem de ter espaço
O que Jesus nos quer dar é tanto
Mesmo que isso te cause embaraço
Não desistas, entoa este canto.

E eu hoje grito alto
Que levo a mochila cheia
De tanto para amar e para ser
De tanto para dar aqui na Candeia

vou fazer aplausos,
vou sentar em roda,
vou rezar,
vou dormir no chão,

vou tomar banho como os gatos,
vou ter conversas parvas,
vou ter conversas muito inteligentes,
vou voltar a partilhar-me,
vou dar,
vou receber.

Depois da família, é do que tenho mais saudades.

Este ano vou voltar a fazer Campo de férias.

Há dias assim…


…em que de repente parece que tudo se compõe, que tudo faz sentido, que nos sentimos bem conosco próprios, com o mundo e com a vida em geral.
Eu praticamente não falo de trabalho, mas hoje vou abrir uma pequena excepção porque acho que é importante.
Quando vim parar à Holanda fi-lo com um objectivo definido: aprender e crescer o mais que pudesse. Ao fim de um ano sinto que cresci menos do que esperava, como tal decidi ter uma conversa franca com a minha Manager.
A “rapariga” é boa pessoa, considero-a boa Manager, um bocadito atrapalhada às vezes porque no meio de tanto trabalho e de 35 pessoas a reportar directamente a ela fica um pouco à toa, mas considero que dado o caos normal, que ela se safa muito bem. Como disse a uma amiga um dia, ela veste Armani da cabeça aos pés e só calça Prada, mas não lava o cabelo. Mesmo assim, é boa People Manager, porque nos ouve e nos quer ajudar a crescer.
Depois da nossa conversa estabelecemos um objectivo pra mim, objectivo esse que me agrada bastante porque me desafia como profissional e me faz sair da “confort zone” em que estou instalada há dois anos. Se por motivos de Mercado não for possível atingi-lo, como para mudar de profissão tenho de falar a língua local e o holandês não é de todo pêra doce, então eu volto p’ra Portugal como o apoio institucional dela como deve ser, e vou-me dedicar a outra profissão, coisa que também será do meu agrado, já que o que eu gosto mesmo é de trabalhar e aprender. Fazer como a Fenix e renascer das cinzas é uma das minhas predilecções.
O facto de o objectivo a que eu me propûs e que ela aceitou com grado, poder não ser atingido, não significa a minha paragem, muito pelo contrário. Amanhã começo a liderar um projecto ao nível do BeNeLux que muito me agrada, e a minha Certificação vai ser paga pela empresa.
Ou seja, a partir de amanhã o caminho que vou percorrer vai ser muito preenchido, e se Deus quiser, muito completo.
Estou MUITO, mas MUITO satisfeita. Esta foi a melhor conversa que podia ter tido e senti uma clareza e receptividade enorme do outro lado. Muito positiva, muito consciente, muito profissional.
É por ser assim bem tratada que eu serei IBMer até morrer, mesmo se o acaso um dia me fizer sair desta empresa (o que eu não acho muito viável nem lógico, mas nunca se sabe), o meu coração vai ser Azul e serei sempre ferrenha da IBM, pela IBM e na IBM.

No mesmo dia aceitei fazer um Campo de Férias da Candeia. Vou voltar a poder fazer uma das coisas que mais preenche o meu coração e a minha vida. Com Amigos. Com jovens e a alegria que é deles e que se torna minha durante 10 dias.

Aceitei ainda fazer parte do Projecto Prédios que Falam (http://prediosquefalam.marar.eu/), e apoiar a iniciativa dum Grupo que considero forte, e com quem partilho ideais, valores e ideias.
O Projecto Partilhate está no bom caminho, e esperamos as vossas histórias e que participem!

Hoje comprometi-me. Aceitei desafios. Decidi ser ainda mais feliz.
A isto chama-se: agarrar o “touro pelos cornos”.
É assim que eu sou.
É assim que eu gosto de ser.
É desta Sofia que eu me orgulho.

Precisamos da TUA história


Partilha’te from Partilha'te on Vimeo.
www.partilhate.com

Não, agora não é hora de olharem pro lado ou mudarem de página.

Agora é hora de falar a sério.
Vamos falar de Partilhar sentimentos.
Hoje tive um dia especialmente puxado.
Passei o dia no Hospital.
Acompanhei um amigo que acabou por ficar internado, de momento para observação, mas que suspeito que terá de ficar uns bons tempos.
Ele está longe da família, longe dos amigos tal como eu.
Estava muito nervoso. Ele tinha noção que não estava bem.
Particularidade deste meu amigo: é gay.
Sofreu durante anos p’ra se assumir. Sofreu pelo simples facto de ser homossexual.
Não é justo. Não é correcto.
Continua a sofrer pelas consequências de o ser.
Não é justo. Não é correcto.
Todos nós temos amigos ou sofremos na pele por vários motivos. Começa-se desde pequenos porque os Pais se divorciaram, ou porque se tem algum tipo de doença crónica e de cura difícil, ou porque, passando à vida adulta, se teve um (ou vários) amores falhados, familiares que faleceram, desemprego, divórcio, filhos, you name it.
Todos nós vamos lá e ajudamos porque conseguimos (achamos nós) compreender e ajudar.
Algum de vós sabe o sofrimento porque passa alguém que tem de assumir perante ele próprio e perante os Pais, os amigos, a família e a sociedade que pertencem a um registo diferente daquele que é considerado “normal”?
Acompanharam alguém nesse processo?
Foram os primeiros a saber?
Têm amigos que pensam que podem ser homossexuais?
Contaram-vos?
E como é que reagiram?
O que é que sentem?

CONTEM-NOS! PARTILHEM! ESCREVAM UMA HISTÓRIA!!!

No Projecto Partilhate precisamos de 200 histórias. Já só nos faltam 139.
A tua história, por mais simples ou banal que seja, pode ser suficiente para que alguém pense “eu não estou sozinho no mundo”.

Se és homossexual, se tens um amigo, um filho, um pai, um tio, um colega de trabalho que sejam homossexuais, o teu contributo é muito necessário.

Partilha a tua história. Podes fazê-lo através de email (estorias@partilhate.com) ou brevemente através do site http://www.partilhate.com.

Um página chega, um parágrafo também.

Agora vou voltar ao lado do meu amigo.
E tu? Tás ao lado do teu?

Sofia

Quando se está fora…


Imagem retirada daqui.

…parece que os amigos explodem em vez de reduzir.
Há quem tenha receio das distâncias, do que isso possa fazer a uma amizade. Já tive várias conversas sobre este assunto com vários amigos meus. Uns dizem que a amizade é cultivada todos os dias, com encontros periódicos semanais ou até diários, outros dizem que conseguem manter amigos e grandes amigos à distância.
As duas facções nunca chegam a um acordo.
Eu tenho uma experiência curiosa.
Tenho dois amigos, o Nuno e o Hugo, que são ferrenhos da primeira. Encontram-se no mínimo todas as semanas, normalmente até todos os dias para conversar, falar sobre temas diversos, a vida pessoal deles, praticam desporto juntos, enfim, tornaram-se quase irmãos. Ora quando conheci estes dois “espécimes” fui confrontada com esta necessidade de me verem constantemente para que eu pudesse “entrar” no círculo estrito das suas amizades.
Eu sou uma rapariga que gosta de conhecer pessoas e tenho, efectivamente, muitos Amigos. Para mim é às vezes difícil gerir tantas amizades e conseguir um tempo razoável pra todos. Não sei bem como é que fiz a coisa, mas o certo é que, apesar de não me verem todos os dias, entrei no círculo. As conversas são excelentes, o carinho é enorme, e a convivência é fácil. No ano passado em Julho vieram-me visitar com mais um amigo deles. Tive 3 marmanjos em minha casa, sendo que tive que me ausentar a meio da visita deles pra ir de viagem pra Croácia, deixei-lhes a minha casa e as chaves, um beijo enorme e abalei.
Pois estes dois Senhores têm sido uma enorme surpresa! Não só me deram entrada VIP no círculo, como, apesar de estar eu no “cú do mundo”, me mandam emails e presentes pelo correio, com uma ternura que me comove sempre, mesmo quando me perguntam se tenho amigas boas, mas mesmo boas pra lhes apresentar.
O certo é, que apesar da convicção ferrenha deles de que uma amizade só é possível através de constância de presença, me adoptaram e permitiram que eu fosse quem sou e como sou, e me tornaram amiga deles. Gosto muito de vocês meus Parasitas!


Imagem retirada daqui.

A segunda parte da minha experiência é a aproximação extraordinária de algumas pessoas que estão em Portugal. Alguns vieram-me visitar mais que uma vez, outros estão no vir, mas todos eles têm tido conversas sérias e profundas comigo via web. A minha opinião é que acabam por desabafar e partilhar comigo coisas pessoais como antes não faziam porque todos eles têm em comum a sua grande timidez e reserva.
Não faz sentido? Faz. Eu explico. No fundo o que acontece é que muitos de nós somos muito mais abertos a falar a um écran, sem ter de olhar olhos nos olhos. Ora se conseguem ter do outro lado alguém que efectivamente conhecem, e com quem até gostam de falar, com a enorme vantagem de não lhes aparecer à frente na hora ou dia seguinte, porque não desabafar com essa pessoa? Ela até dá uns conselhos porreiros, não têm de a encarar dali a breves momentos, ela poupa-lhes os olhares que podem denunciar a outrém que esteja ao lado o que se passa com eles, dá-lhes liberdade para só se terem que “expor” quando eles assim o desejam, querem melhor pra quem é tímido e reservado?
O mais giro e delicioso disto tudo é que eu acabo por, ao estar longe, ter tido (e continuar a ter) o enorme privilégio de os conhecer um bocadinho melhor e a amizade vai crescendo dentro da confidência, e o respeito pelo outro também. E vale a pena. É bom. Sabe bem. GOSTO.
No dia em que regressar tenho noção de que a reacção será uma de duas: ou a amizade é mesmo amizade das fortes e permanece, ou então atenua porque afinal agora estou lá pra terem de me olhar nos olhos. Seja como for, não me importo. Os momentos que me proporcionam de carinho, de ternura, de alegria, de entrega, de disponibilidade, valem tudo.
Depois há ainda aqueles que não sabem mesmo lidar com a distância e que como deixamos de estar junto da vista, passamos a estar longe do coração. Não faz mal. Eu gosto deles à mesma. Porque fizeram parte da minha vida e na altura em que tanto eu como eles estivemos presentes, passamos bons e maus momentos, e isso preenche.
Depois há os amigos novos, aqueles que vou fazendo por terras de socas e moinhos.


Imagem retirada daqui.

As pessoas enriquecem-nos a cada momento, fiz já algumas amizades fortes e que “pase lo qué pase” se vão manter pela vida fora porque isto de termos vivido todos longe da família e dos amigos não é fácil e une-nos muito.
Eu acredito que o nosso coração é enorme, que a capacidade do ser humano de amar é enorme (e amizade é também uma forma de amor), e que estes 4 tipos de amigos valem a pena e todos eles fazem parte da pessoa que fui, da pessoa que sou, e da pessoa que serei. Mão-na-Mão.


Imagem retirada daqui.

Domingo – 29 de Março; Segunda 30 de Março – Braga

Só, mas só para não variar, a minha Mãe fez 3 pratos, a saber: rojões à Minhota, coelho estufado e feijoada.
Umas coisinhas light! Iamos morrendo da farta.
O resto do Domingo foi de família, com visita à casa do meu irmão que se encontra a ser remodelada há CALENDAS! Mas que está a ficar de fazer inveja a qualquer um.
Depois das despedidas e deles terem zarpado novamente pra Lisboa, mais uma cafezada pós jantar, mas desta feita com o Eduardo no Colinatrum Café em Maximinos. As vistas sobre a cidade são igualmente fantásticas, e pronto…mais uma das pessoas que eu tanto gosto de ver quando volto.

O certo é que no meio desta lufa-lufa de café aqui, café ali, salvo algumas falhas graves (da minha parte) como o meu afilhadito e a Iolanda, acho que os melhores (do norte, salvo a minha Broa que é moura) estiveram perto, ofereceram-me o tempo deles e mostraram que as amizades perduram ao longo dos anos, e que, se às vezes parecem abrandar, mas quando nos revemos a força volta e… sabe bem. Sabe muito bem saber que querem estar comigo e que continuamente alteram os planos todos deles só pra passar duas horinhas aqui com a Je.

Segundo foi o dia de cuidar de MIM. Desde manicure, a madeixas, novo corte de cabelo, depilação, muuuuito mais compras (duas carteiras, dois pares de sapatos, 2 camisas, 7 camisolitas, um par de calças e até um bikini!), foi a vez da cafezada de fim de tarde com a minha Bé. Mais conversa em dia, umas boas gargalhadas, confidências e um enorme sorriso quando cheguei a casa pra fazer a mala de volta, a minha Mãe tinha feito bacalhau no forno com puré.

A todos MIL obrigadas, foram umas férias bestiais! Em Maio volto 😉

Quando cheguei a Amsterdam recebeu-me um sol radioso e maravilhosos 20 graus.

O céu estava traçado a laranja:

Portugal – Sábado – 28 Março – Braga remodelada e Amigos

A minha Broa e eu fomos às compras. Eu até nem estava com vontade de gastar dinheiro… até que entrei numa loja que é uma espécie de outlet dos Armazéns Marques Soares e onde as peças estavam com 70% de desconto……pronto, foi tudo p’ro maneta. A Cris comprou uma carteira e eu comprei dois casacos e uns ténis…e passou-se a falta de vontade e entrou-me aquela febre de mulher de compras!
Tivemos de interromper a coisa por volta da uma e meia porque nos esperavam pra almoçar. O meu Pai, o meu irmão, a respectiva namorada do moço, a Cris e eu lambemos os beiços com umas marmotas de rabinho na boca e um arrozinho malandro. O restaurante ROTIV não falha. Pagamos 6 euros cada um pelo prato completo, bebida e eu ainda comi umas natas do céu.
Depois do repasto, marchamos p’ra Brasileira (onde ainda não tinha entrado) e fizemos o habitué em Braga City: passamos duas horas à conversa no café. Dali saímos pra mais umas comprinhas… havia imensas lojas com descontos de 70% e eu estava com a corda toda. Encontramos a Nuska e continuamos na zona Comercial, até que a Cris qual donzela decidiu ir fazer uma sestazinha. E eu e a Nuska fomos lanchar ao Astória. Apareceu o meu querido Hugolina e a sua moçoila Cristina, mais uma cafezada, e só de lá saí já eram 7 da tarde.
Um sábado muito habitual em Braga, passado entre lojas, consumo, cafés e Amigos.
Soube a mel!
Deixo-vos fotos da cidade cada vez mais bonita.