To my colleague and friend Henk

Ora, descobri, ou melhor, ele contou-me… que o meu Colega e amigo Henk lê o meu blog.
And he actually goes through the trouble to use Google Translator to understand what I write.
Like… seriously?!

How do I know this?

‘Cause he said so this monday, in front of other two other Colleagues, at the same time he said he stop reading it around the time I talked about my hair body…
(Depilação definitiva)

I’m so gonna kick his behind some day.

And I had to laugh. Cause this is why Henk is my favourite person at the office.

He is the only one that has no problems on teaching me bad words (swearing and stuff), he has absolutely no issues in making me say those same words out loud (so that I die out of embarrassment), he tries to frame me every time he can by saying full sentences in Dutch that are senseless, just to get the word Sofia in there and make me loose my concentration leading people to think I can actually speak Dutch!, he sends me funny things that I can post, and he is a reaaaaaally nice person, even when he tries not to be. Even when he tries really hard by listening to hard rock really loud, I still think he is cool.
Parece quase Tuga, entendem? Arrelia-me até à medula só porque sim. It’s like being home.

So this post is for you: THANK YOU HENK for being such a cool guy.
Beijinhos
Sofia

PS1: Este Senhor é casado e Pai de filhos, é um castiço do best e é o meu colega que me atura sempre que preciso de telefonar pra sítios onde não falam corno de inglês tipo a empresa da água, da luz, do gás, da máquina de lavar roupa, e afins. É aquilo que em Português chamamos de:”um porreiro”!!!

PS2: By the way, I’m someones friend cause I got a two plus in my PBC. I don’t mind!!! lol

Porque é que devemos ir de férias.

 Estou plenamente de acordo com esta Senhora que está coberta de razão.

You still have vacation days to take. For some of you this might be just a couple of days – for others it might be weeks. But there are only four weeks left in 2010 and time is running out.

According to a recent Rasmussen report, only 46% of workers plan to take all of their vacation this year. That means that 54% of employees are leaving vacation days unused. Are you one of them? If so, here are five great reasons why you should take all your vacation:

1. You earned it. It’s a benefit. It’s worth money. You might be surprised that last year Expedia estimated there would be 436 million unused vacation days in 2009 and valued that at $63.33 billion. (I’ll do the math for you – that’s at an hourly rate of $18. Your vacation days may be worth far more than that.)

2. It won’t change your annual appraisal. I have news for you – most management teams complete their performance discussions before the holidays (because they plan to be on vacation). Unless you are in sales and need to make quota for the quarter, or you discover a technology that solves world hunger, chances are your bottom line won’t change because you took some time off over the holidays.

3. Your boss won’t notice. The truth is, unless you’ve specifically been asked to provide coverage, no one will notice. And consider this – if you are the only one working, then you’re also the only one to blame when something goes wrong. You might be a martyr, but you won’t be a hero.

4. It costs the company money. If you happen to work in a company that still allows vacation days to be carried over from one year to the next, this costs the company money. Whatever days you defer have to be carried as a liability, and when you do “cash them in” they will cost more than they do today.

5. You need a break. If you can’t take a sabbatical, at least take your vacation! Oh – and when you do take that break, resist the urge to spend all day on your laptop, your blackberry, your cell phone… you get the idea.

R.I.P.

Há 10 minutos atrás soube que um dos meus Colegas de trabalho foi encontrado morto em casa esta manhã. Na semana passada foi ele que me fez rir porque fez de conta que se escondia (a rir) ao ver-me passar, naquela do: por favor, não me venhas pedir trabalho. E fez-me sorrir porque foi um gesto que os meus Colegas Portugueses que me apreciavam faziam muito, e cá nunca ninguém o tinha feito. Fez-me “sentir em casa”. E hoje, do nada, já cá não está. Somos tão pequeninos. Somos tão frágeis. E eu não lhe agradeci por me ter feito sentir que estava entre amigos. Rest in peace Chris.

Petit esclarecimento

Eu não disse que passei a chefe. Há promoções que não implicam chefia, ah!

Em Portugal eu tinha um cargo com um peso de responsabilidade tão grande que quase andava de joelhos só do peso nos ombros.
Quando vim pra cá a ideia era ter um cargo idêntico, mas com um cliente com o triplo do peso.
Não, não sou masoquista.
Mas sou uma pessoa pequenina que gosta de coisas grandes. (é favor não conspurcar a minha maravilhosa frase com a vossa mente perversa)
Por motivos vários, não pude ficar com o cliente previsto inicialmente e estive a fazer outro trabalho muito interessante, mas que não era bem bem o que eu queria….
E agora, 2 anos e meio, muita paciência (logo eu que de paciente não tenho nada, não sei bem como é que fiz isto…) e suspiros, depois , finally, o cliente com a dimensão que eu previa, é meu.

E se querem saber algo AINDA mais incrível…andava de olho neste cliente desde 2006….. esta parte é que é de woooow, a vida dá muita volta!

Ora isto é assim simples

FUI PROMOVIDA!

Pronto, e era isto que eu tinha sentido que ia acontecer. 

– E a segunda metade do ano está em aberto, quisás porque me parece que ainda é cedo planear mais que as viagens…e porque tenho um feeling dos meus (e sou tipo Cavaco Silva que nunca se engana e raramente tem dúvidas) que não me adianta planear nada porque algo/alguém planeará por mim. Prevejo mudanças (ando armada em Maya), só não sei bem quais.

As minhas premonições são fabulosas pá, só não acertei (ainda!) no Euromilhões! E falhei ali por um mês ou 2, mas tasse! Viajei e tudo no segundo semestre! hehehehe

Mudanças. Acessório. Supérfluo.

Hoje mudei de edifício. Mudamos para o outro lado da rua, logo a transformação não é assim tão grande, mesmo assim deu para ver comportamentos e reacções. Recebemos um email 4 dias antes a dizer: quarta-feira mudem-se pro andar X no edifício A. Há caixas ao pé das secretárias para esvaziarem os armários. Foi assim. A frio. Sem anestesia.

Daqui

Lembro-me que quando mudamos de Alvalade pro Oriente foi uma tragédia grega, porque os filhos estavam nas escolas mesmo ali, porque o marido ou a mulher trabalhava ali ao lado e vinham os 2 no mesmo carro, porque há anos que compraram a casa ali ao pé só pra não terem que fazer mais que 3 estações de metro, e o que dizer do que iam sofrer os senhores da padaria, da churrasqueira, da perfumaria, do talho que era tão jeitoso, daquela loja onde éramos clientes há 10 anos e já sabiam o meu número e faziam desconto e tudo e mimimimimimimimimimimimi.
Foram meses de tortura, com todos a queixarem-se e os poucos que andavam contente com a mudança, caladinhos, não fossem alguém arrancar-lhes a pele por estarem felizes porque se não era conveniente pra maioria, também não podia ser conveniente pra eles!

A ideia que eu tenho é que os Holandeses não vivem ao pé do emprego. Vivem onde gostam. Também não é necessariamente ao pé dos sogros ou dos Pais por causa das crianças.
É onde podem comprar e onde gostam da casa. E de X em X tempo, consoante os acontecimentos da vida, mudam de casa. Regra geral mudam de casa quando vivem sozinhos por vários motivos (chegam a mudar-se uma vez por ano), mudam quando se juntam/casam, depois quando têm filhos (porque vão para sítios onde os miúdos podem brincar com a natureza. Muito gostam estes gajos dum sapo, senhores!), consoante o número de filhos que tenham ou uma ou outra razão, podem mudar mais 2 ou 3 vezes, e finalmente, mudam quando estão perto da velhice e os filhos estão fora de casa, e compram uma casa de rés-do-chão, se possível sem escadas e com um quarto apenas (que é pro casal, não há cá quarto pros filhos ou visitas! Pro sogro/sogra/Pai ou Mãe, esquece lá isso, é o lar que é pra onde querem ir os velhotes ó pá, vou agora eu ficar aqui com o chouriço em casa! Adiante!).

O certo é que a mudança de edifício foi feita com tão pouco alarido, que eu hoje até fui pro antigo e esqueci-me que iamos mudar. É que ninguém se queixou! E as caixas foram cheias até às bordas, e não houve ninguém a “chorar” porque aquele disco que consegui comprar em 1976, com todos uns 128K, ia ter que ir pro lixo.

Lembro-me ainda que quando mudamos de Alvalade pro Oriente tive uma ideia peregrina que foi adoptada: tinham direito a uma caixa os “mobiles” e os “fixos/serviços centrais/administrativos” tinham direito a duas caixas. Tudo o resto que era acessório devia ser dispensado e deitado fora, ou levado pra própria casa.
A quantidade de lixo gerada era absolutamente inacreditável! O destruidores de papel encravaram várias vezes e os caixotes do lixo esbordavam com tirinhas e tirinhas e tirinhas de papel branco.
Eu também levei uma caixa. Quando cheguei ao Oriente, pus tudo num armário e nunca mais lhe mexi até que passado ano e meio tive que mudar de edifício outra vez. Deitei tudo fora, ficaram só 2 ou 3 dossiers.
Quando vim de Lisboa pra Amsterdão peguei nesses 2 ou 3 dossiers e fi-los em tirinhas. Não trouxe nada comigo excepto um disco rígido com informação pessoal.
Estou cá há dois anos e meio e hoje mudei de edifício novamente.

O meu armário estava vazio.

Trouxe o computador e a agenda às costas, e contentinha da vida sentei-me noutra cadeira, encostei-me a outra mesa e estou noutro edifício.
Ao longo de todos estes anos aprendi a deixar pra trás o que não interessa, a deixar de me agarrar ao passado e aprendi a agarrar-me à mudança. A mudança é leve. Tudo o que era acessório ou supérfluo ficou pra trás. Não tenho cá a folha, a foto, aquele post it e mais a data de traquitanas que tinha antes por isso agora: é fácil seguir em frente.

13 de Outubro de 2010

PS: Estou contente porque neste edifício há mais movimento, mais pessoas, há gente de mais Países e acima de tudo, mais novas. Nada contra os mais velhos, mas tenho 3 colegas de bengala, não estou a brincar. A média de idades era de 47 anos. Agora pelo menos tenho malta que me anima o dia!

Aí uns 80%!!

Hoje entrei numa sala de reunião e estavam lá ONZE Holandeses e eu. Já conhecia metade deles. Os outros tinham o aspecto habitual: farmers simpáticos e cabelos tirados dum filme dos anos 60.
Quando entro o Chair da reunião vira-se e solta o habitual ar de frete amarelo, como quem está prestes a dar um peido mas está entalado: English, right Sofia?
Eu olho à volta…. tou quilhada. Se fosse em Portugal, onze tugas e um bife, era já ver o bife acabar mal passado com um ovo a cavalo.

No, it can be in Dutch.

REALLY?
É tão fácil agradar estes tipos pensei eu.

Do you follow us completely?

Nah, about 80%. (C’a ganda aldrabona!!!) I’ll ask Bjorn in case I don’t know.

GREAT!! Todos contentes, como se lhes tivesse saído a lotaria,  desatam em Holandês a grande speed e eu muuuuito concentrada e apanhei aí uns…50%.

Entretanto faço uma pergunta, em inglês claro. Vai o Senhor, super simpático, e claro, como eu disse que era 80, pimbas, toma lá disto, e arranca em segunda em Holandês enquanto eu aceno a cabeça com ar muito concentrado e de quem entende perfeitamente a problemática e penso: aquilo eram 18 meses ou 36? $%#$&$%. Se isto falhar dou uma actriz do carago!

Mentir não compensa, ser exagerada ainda menos, não querer admitir que ainda não falo esta porra ao fim de 2 anos e meio é mesmo vergonhoso (pra mim!) e a gaita é que tou MESMO a ver os emails a cairem-me em Dutch. I’m sooo screwed!

As duas piores coisas que me podem fazer é:

1) tomar-me por lorpa

2) empatar-me e fazer-me perder tempo

Perco o sentido, a noção, o temperamento latino e o nortenho saltam e só tenho vontade de correr tudo à bofatada!

Eu por acaso tenho cara de burra?! Acham que eu ao fim destes anos todos não sei como é que se fazem as merdas?! Tentarem-me enganar não é boa onda meus caros, e não vos sai barato!!

Normalidade


Eu realmente não sei explicar a energia e alegria de ontem.
Só sei que ontem por volta das 6 da tarde tava com uma p@ta duma dor de cabeça…não sei se do speed todo, se de ter passado uma hora numa call a fazer a pronúnciazinha Brasileira para que os meus Coleguinhas Brasucas me entendessem. Um benuron, e muito soninho, fizeram milagres.
Hoje tomei exactamente os mesmos comprimidos, o meu (único) café matinal, enfim, fiz tudo igualzinho, e estou aqui um exemplo de menina. Sentadinha a trabalhar, concentrada, calma, uma simpatia (aliás como sempre, cof cof, ai esta modéstia que ainda é a minha morte).
Uma pequenina explicação pra Família que me lê: são comprimidos pra deixar de fumar. Se disserem à minha Mãe (eu já disse e o resultado vai ser o mesmo) ela vai negar tal realidade a pés juntos.
Estes comprimidos são do best porque tiram a ansiedade normal causada pela falta de nicotina, substituem a nicotina por outro composto químico (que deve ter imensos efeitos secundários dos quais não quero saber, sim Taborda?), e ainda causam redução de apetite, ou seja, em 15 dias já perdi um kilinho! Vai buscar!!
Não queria fazer muito alarido da coisa porque embora me esteja a portar muito bem, hoje sonhei que tentava fazer batota e fumar só “umzinho” e fiquei cheio de remorsos no sonho, e insultei-me e chamei-me nomes, tudo no sonho. Ou seja, ainda tenho assim as minhas dúvidas existenciais no subconsciente. Penso.
Já os tomei há uns bons anos atrás e tive dois anos e meio sem tocar num cigarro. Depois veio a merda dum desgosto amoroso, e pronto, foi tudo pro maneta, sou muito previsível.
Desta vez a diferença que noto é que não ando a contar os dias como da última vez. Só sei o dia em que parei. E não me está a custar nada.
Só ainda não tou muito habituada a não ter o que fazer com as mãos, principalmente quando saio à noite…e no carro, no carro também não sei muito bem o que fazer (pra lá da música aos altos berros) pra passar o tédio de hora e meia de trânsito entupido…
Portanto vamos lá a ver como é que esta coisa corre e depois deste post não volto a falar na coisa. Sim porque há duas coisas importantes:

1) Não voltar a fumar nem um só sequer. Isto é como os junkies, não pode, não toca.

2) Não ser daqueles ex-fumadores chatos com’á porra que viram todos anti-tabagistas, são uma neura! Isto é uma opção única e exclusivamente minha.

Bom, agora vou ali almoçar com as galinhas e já volto.