Manelinho faz anos

Agradeço aos fans do Manelinho que lhe dêem os Parabéns pelas suas 29 primaveras feitas hoje.

Ano novo, vida nova, não é Manelinho?

É este ano que vais deixar de comprar bife tartar e passar a comprar carne picada pra bolonhesa, não é?! Lindo menino!

A pedido do “elemento” Manelinho, aqui publico a foto da sua bolonhesa feita ontem, com uns apontamentos de salada pra enfeitar e parmesao ralado. Não vou falar da consistência da bolonhesa “tartar” porque sao os anos dele e não me apetece ser mazinha, mas estava saboroso. Ele tirou a foto especialmente pro blog, juro. É pras fans no feminino, diz ele!

Snorkeling em Pulau-menjangan – Bali

Quando fomos a Bali a Thessazita e o Fred disseram-nos que TÍNHAMOS que ir fazer snorkeling a Pulau-Menjangan porque estava no Top 10 deles pra fazer o dito.
Ora euzinha nunca tinha feito snorkeling, a Tuxa estava desgostosíssima porque ainda nem sequer tinha estreado o equipamento novo que tinha levado, e eu pensei: siga a marinha, se não aguentar subo pro barco e acabou-se.
Como não gosto de ser desmancha prazeres e detesto pensar que posso morrer estúpida por não experimentar uma coisa que todos dizem ser tão espectacular, enchi-me de coragem e disse à Tuxa: vamos que eu também quero ir!
E VALEU BEM A PENA!
Além de não me ter afogado, fiquei fã e no fim já controlava o tubo embora ainda não me aventurasse em mergulhos.
No início fiquei à rasca porque me deram um tubo que deixava entrar água, mas depois de ter trocado de tudo foi um ala que se faz tarde, qual peixinho no meio dum aquário. E foi LINDO!
E como não tínhamos máquina pra andar debaixo d’água, à cara podre roubei as fotos todas da Thessa e do Fred e publico agora para que veja a loucura que é andar a boiar pelas águas Balinesas.

Palminhas pra quem souber os nomes dos peixes e não vale dizer nemo!!

A arrebentar de orgulho

Estou siderada com o show do Anthony Bourdain em Lisboa (S08E04 – Season 8, episódio 4)  porque levaram o Senhor aos meus sítios favoritos todos, só faltou mais umas quantas esplanadas, mas à falta de sol, esteve lá.
Quando o vi comer marisco no Ramiro baba escorria-me pelos queixos. Quando ouvi o Lobo Antunes lembrei-me que não consigo ler um único livro do homem mas senti a revolta interior de tanta gente em Portugal do antigamente.
Arrepiei-me a ouvir a Carminho, rais parta a miúda que é amorosa e ainda por cima canta que se farta. E é humilde. E é doce. E educada. E tem força e sentimento nas palavras, gosto mesmo da moça.
Quase me atirei pra dentro do écran quando vi o elétrico a passar em Alfama e na Graça e vi Lisboa, a Lisboa de que eu gosto, de que tenho saudades e onde um dia acabarei por viver.
Não sabia quem eram os Dead Combo mas rebentei de orgulho por ver que a nossa música não precisa de ser Fado para chegar ao mundo inteiro.
Gostei que se mostrasse um Portugal evoluído e não do século passado, cheio de restaurantes e chefes novos que ao mesmo tempo mantém as raízes Portuguesas mas apostam num futuro.
A cena de pesca e as palavras do Tozé Brito resumiram a minha ideia sobre a destruição causada pela UE na nossa frota pesqueira e na nossa agricultura, e aquele polvo tinha um aspecto…
O Diogo Quintela esteve bem, foi bem encaixado no momento certo.
Era escusado bater tanto no Salazar e no antes e pós 25 de Abril, mas fora isso, quem quer que tenha feito a selecção de pessoas para acompanhar o Bourdain, fê-lo bem feito. Tão bem feito que deixou o homem a comer o prato favorito dele: uma boa bifana.
Juro, palavra de honra, que me vieram as lágrimas aos olhos, num misto de saudosismo e duma raiva surda por não poder voltar com as condições que quero para viver naquela casa, mesmo em frente ao Chapitô, com vista pro Tejo e um jardim com uma palmeira com mais de cem anos.
Ainda não é agora, mas lá chegaremos. Por enquanto aproveito cada minuto do meu presente, e absorvi pelos poros cada minuto do No Reservations em Lisboa.

Decisões difíceis

Escrevo isto não para me justificar mas por uma questão até de serviço público porque no meio da decisão que tive que tomar aprendi bastante.
Tenho um cão e duas cadelas e não posso ter um cãozinho a saltar pra cima da Mãe e da Irmã, coisa que acontece porque a natureza não lhes explica os parentescos e nunca houve ninguém que os enchesse de culpa por praticarem a sexualidade deles e lhes dissesse que é abjecto. O sentido moral é algo que não assiste aos animais.
Tinha então que tomar uma decisão: esterilizar a Petzi e a Juicy ou o Bitoque.
Quando falei com a veterinária ela explicou-me dois pontos fundamentais. A saber:

1) Quando se esteriliza uma cadela as hormonas que a balançam deixam de existir e tornam-se mais “masculinas”, ou seja, mais dominantes. Isto significa que tanto a Petzi como a Juicy passam a pensar que são as “rainhas do pedaço” e poderiam atacar outros cães.
Eu já tenho problemas em controlar a minha Petzi quando saímos à rua porque acha que tem que defender a dona, nem quero imaginar se não tivesse o ponto de controle proporcionado hormonalmente. Fui vivamente aconselhada a não esterilizar a bicha. Além disso poderia ter problemas entre os 3 pois iriam acabar pegados por quem domina quem.
Os machos tornam-se menos dominantes, logo não têm tanta tendência a marcar território e os problemas de agressividade desapareceriam.

2) Esterilizar a Petzi e a Juicy equivalia a fazer umas raspagem do útero que me custava 360 euros cada cadela ou então fazerem uma operação mais avançada em que se cortaria uns “tubinhos”, menos intrusiva, mas que custava 450 euros CADA cadela.
Esterilizar o Bitoque custaria 160 euros.

Posto isto, eu não podia esterilizar as cadelas porque se tornavam mais agressivas e em termos financeiros era um 900 versus 160 euros, e eu não costumo olhar a custos com os meus bonecos, mas não sou rica e “arrotar” 900 mocas é coisa pra abalar fortemente o meu orçamento.

Foi assim que, cheia de pena e sentindo-me a maior traidora à face da terra, meti o Bitoque no carro pra ir ao Vet ficar sem tintins. Ele foi todo contente como sempre, a dar-me lambidelas e sem saber o que lhe ia acontecer. Quando o deixei lá vim com o coração pesado. Quando o fui buscar ele estava felicíssimo por me ver e colou-se a mim, ainda não me largou, como se eu fosse a sua protectora suprema e fui eu quem ordenou o corte.
Juro-vos que me custou um horror esta hipocrisia, mas teve mesmo que ser.
Ele recuperou de forma fantástica, tem um casaquinho vestido pra não se poder lamber e tem pain killers que lhe são dados uma vez por dia, mas já brinca com a irmã debaixo do meu olhar aflito: ai que lá se vão os pontos!
Tem dormido muito, come bem, brinca, dá-me muitas lambidelas e está, se é que é possível, ainda mais ternurento.

E pronto, eis os motivos, eis a explicação que espero que vos ajude num futuro a decidir que decisão tomar se decidirem cometer a loucura de ter uma família canina como eu.

Ontem tive que lhe vestir um casaquinho pra ele não se lamber e tirei umas fotos aos elementos na varanda. Só pra que saibam o Bitoquinho já tem 6 kilos e é maior e mais pesado que a Petzi com os seus meros 5,6 kilos. A Juicy é toda levezinha, nem 4 kilos de alegria e independência. Não gosta de meladices nem que a amassem muito no colo.
A Petzi é uma mãezorra e quando o Bitoque chegou a casa do Veterinário ficou sempre junto dele a dar-lhe beijinhos e a garantir que o traquinas-mor estava bem e a arrebitar. A Juicy também deu umas lambidelas ao irmão e não descansou enquanto não o viu assomar numa brincadeira. Os animais são incríveis e surpreendem-nos todos os dias.

Bitoque a descansar na varanda

Bitoque a observar o horizonte a Juicy a tomar conta do mano

A Petzi sempre a controlar “os miúdos”

Juicy, a reguilongas independentista disfarçada

Estás a chamar?

Eu sou uma senhorinha e sento-me à mesa e tudo. Afinal de contas sou mãe!

Diz dona, estás a chamar? Estou bem, não te preocupes!

Resposta ao Manifesto

Manifesto de apoio ao Bitoque

Indigna-se o movimento de massas revolucionárias espontâneo contra o golpe reacionário e traiçoeiro que levou o Bitoque à faca contra a sua vontade e sem sequer um referendozinho neste blog!!

Haagonimo,

ps. Cuidado com a Andorinha. Primeiro o bitoque, quem será o seguinte?

Eu já cá volto amanhã pra responder ao Manifesto de apoio ao Bitoque, mas posso adiantar que me custou muito e que me senti uma traidora ao carinho que o meu Bitoquinho me professa. Mas tinha que ser, não havia mesmo outra hipótese. O bichinho está no entanto de saúde e contente.

Gooooood morning Vietname!

O Queen’s Day foi violento, tenho um bronze na tromba lindíssimo e que me valeu um ataque de desidratação do caneco e me fez ver a minha vida a andar pra trás.
Mas está tudo bem e estou pronta pra outra. Hoje o Bitoquinho vai à faca, tadinho, tem que ser. E eu agora vou bulir que dizem que é pro que me pagam e já cá venho postar fotos pra verem como é um Queen’s Day (foi o ÚNICO dia das últimas duas (oito?) semanas com sol).