Também gosto muito da Sílvia. E já agora, falo eu também.

E já agora, e esta é da minha completa autoria e capacidade de pensamento: 

Arrumadinho, és um palhaço!

O mal é de quem te insufla o ego, de quem pensa que tens uma vida doirada e perfeita e que no teu dia-a-dia reina a paz, a tranquilidade, a emoção em dose q.b. Quem acha que é tudo glamour e que vais passear até Nova York porque sim, e que dás anéis à tua mulher porque sim, e que tens o teu filho criado sem esforço. Tudo te cai no colo sem suar, não é? A mulher esquelética perfeita, o filho (doutrém que não era lá muito) perfeito, o trabalho perfeito, a viducha ideal. No fundo a culpa é de todas e todos aqueles que te lêem e que têm falta de personalidade motivo pelo qual anseiam por colar-se à pele de outrém. É triste, mas sempre assim foi. Há sempre malta com uma falta de auto-estima incrível e que imita os outros em tudo numa tentativa vã de se integrar, de se sentir estimada, nem que seja ao sentir que os seus pertences são estimados.
A falta de auto-estima é um problema do qual sofre muito boa gente e depois há gente como tu que se aproveita da mesma, porque tudo é válido para vender, para ganhar dinheiro, seja a publicidade no blog, seja a papalva que há-de ir ao teu workshop. Gente como tu que é medíocre, e má. Porque só alguém mau é que se acha no direito de ensinar a tótó a arranjar um marido com meia dúzia de patranhas que vais inventar 3 dias antes. Porque não fazes ideia do que sofre muito boa gente que realmente acredita nas palermices que tu dizes, e que acha que não é bonita o suficiente, não é magra o suficiente, não é doce o suficiente, não é boa o suficiente para o gajo que ela idolatra. E que vão gastar o que não podem pra te ouvir dizer bacoradas por segundo porque não são espertas o suficiente.
Aproveitares-te das pobres de espírito é de alguém sem carácter.

Vamos lá a ver se nos entendemos: qual privacidade?

A proposta do Governo, aprovada em Conselho de Ministros e enviada para a Assembleia da República, sobre a utilização da videovigilância pelas forças de segurança atribui ao ministro da Administração Interna o poder absoluto de decidir sobre a instalação e adequação destes sistemas em espaços públicos na prevenção da criminalidade.
A Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) entende que essa competência lhe compete.
O constitucionalista Jorge Bacelar Gouveia considera que a proposta do Governo «é uma solução equilibrada na medida em que hoje se afigura necessário recorrer aos meios de videovigilância para garantir uma maior segurança nos espaços públicos».
Para o também deputado do PSD, «não se trata de invadir a privacidade das pessoas nas suas casas ou nos seus estabelecimentos».
«Nesta perspectiva, esta legislação destina-se a corrigir um excesso de fundamentalismo que a CNPD tem exercido nalguns pareceres recentes em relação a esta matéria», considerou.

Pessoal, captação de dados não é a mesma coisa que manipulação de dados.
A videovigilância permite proteger as pessoas e captar imagens que podem ser usadas em caso de crime.

Acreditem que ninguém está interessado na vossa vida comezinha e em quantas vezes foram ao Continente esta semana. Eu pessoalmente não me podia estar mais a borrifar.
Acreditem ainda que é extremamente complicado andar atrás de um cidadão ao estilo “Big Brother is watching you” e que o cruzamento de dados necessário para re-construir um dia vosso não é realizado porque as empresas não o podem fazer, muito menos o estado. É por isso que a Comissão de Protecção de Dados está a mexer-se irrequieta na cadeira, porque acha que se a autorização de instalação de câmaras passar para a Administração Interna vai dar poderes ultra ao Estado. Ora aqui é que está o busilis da questão: isto é tudo uma questão de poder, quem manda em quê e em quem?
Que eu saiba a CPDN permite que qualquer borra-botas instale uma câmara numa loja para me vigiar e sem qualquer controlo. Se o Senhor Chico lá da mercearia da esquina o pode fazer, porque diabos é que o Estado não pode ter câmaras nas Escolas para ver as cargas de porrada que os miúdos dão uns aos outros? Porque é que não pode haver uma câmara naquela rua escura e deserta onde eu não gosto de passar ali ao pé do Martim Moniz? 
Deixem de ser burros minha gente, eu sei que vocês vêem muitos filmes de espionagem com o George Clooney e que por isso se sentem experts na matéria, mas não são. Quando vão a Nova Iorque não gostam de andar a laurear a pevide sem problemas e sem medos? Sabiam que há câmaras por todo o lado pra vos proteger e que a criminalidade de rua reduziu abruptamente?
Qual direito à liberdade? Qual direito à privacidade?
Em que modo, género e número é que a minha LIBERDADE é restringida? A de ter sexo numa esquina ao pé do Castelo? A de comprar droga no Bairro Alto? A de bater nos meus filhos onde bem me apetecer? A de gritar e humilhar a minha mulher e vice-versa? Não, esperem, já sei! A Liberdade de falar mal do Estado vigente! Oh pa, eu quase me esquecia dos nossos traumas do tempo do Salazar! Vamos ser perseguidos, ora pois tá claro!
Seriously?
Tenham juizinho.

É o que dá viver na Holanda…

Fiz uns exames médicos e o Senhor Doutor chegou à conclusão que tenho falta de vitamina D.
Duuuh.
Ora o curioso disto é que eu disse a amigos que sentia fisicamente a falta do sol. Sentia no corpo que precisava dessa vitamina, não era uma coisa mental, era mesmo algo físico. E pensaram que eu era tolinha ou exagerada, que estar na Holanda me afectava o cérebro.
Ora pois cá está a prova de que era a sério e que tenho uma intuição do carago. E que sei efectivamente sentir o meu corpo. Vai buscar!
Pois é meus amigos, eu sou PORTUGUESA e preciso de muito mais sol do que aquele que absorvo nesta terra onde o verão não existiu.

A continuar assim dou de frosques pra Califórnia, vão ver!

Eu sabia que ia ficar a bater mal.

What if we don’t get a second chance?
What if we get a third chance?
What if we only got one?
Would that really make any difference?

Será que vias? Será que entendias? Será que eu via? Será que eu entendia? Será que valeria a pena? Será que eu quereria que algo mudasse, que algo tivesse sido diferente?
Se calhar não.
Se calhar sim.
Realmente não sei. Uma preview teria sido bem-vinda.
Is it too late darling?

Anyway, I’ll let you be my Dexter. You will always be my Dexter.


Gosto desta rapariga, oh se gosto. A Rititi sabe.

Pobre gosta de gorda. Já os homens sofisticados, esses gajinhos que não param de falar dos relojinhos e as sapatilhinhas e as calcinhas de marca, esses idiotas deslumbrados com as modas lisboas e os bares que são clubes no Cais do Sodré e restaurantes japoneses, esses sofisticados idiotas é que sabem de beleza. Para estes imbecis gaja boa é gaja magra e as mulheres querem-se biafrinhas, de ar enjoadinho, transparentes. Bestas. Porque eu achava que esta mania da infantilização da mulher, sempre representanda sem cu, nem braços, nem pernas era imposta pela paneleiragem que domina o mundo da moda, e até aí tudo bem, porque maricas não come gaja. Mas a ideia de gajos heterossexuais a baterem punhetas com a publicidade da Triumph horroriza-me. A ideia que um homem me ache obesa em comparação com uma carcaça com sutiã que não pesa mais de quarenta e cinco quilos é assustadora. E triste. E cada vez que leio ou ouço um gajo a chamar gorda a uma miúda normal só me apetece mandar-lhe para a puta que o pariu.