Há dias em que não apetece adormecer.
Não apetece acordar.
Não apetece comer.
Não apetece rir.
Apetece chorar. Ficar escondida até que o sol saia e os blues se vão embora.
Há dias em que há uma tristeza tão cinzenta como o cabrão do céu que me cobre.
Dias há em que todos os esforços que envidamos para nos animar parece que pura e simplesmente não resultam.
E nem sequer é hormonal.
É só cansaço. Aborrecimento.
Preciso urgentemente de duas coisas: sol e duma relação com um tipo como deve ser.
Este fim de semana foi estranho, e no fundo foi uma seca. Valeu a feijoada na sexta.
Agradeço o telefonema dos amigos que estão longe.
Fora isso, bela merda.
Não gostei do meu sábado, foi muito intenso, muito estranho, comigo a querer ser simpática e politicamente correcta, e a dizer asneiras consecutivas.
Conheci pela primeira vez um casal de lésbicas e descobri que tenho alguma dificuldade em lidar com a situação.
Acima de tudo tive que assumir perante mim mesma que depois de tanto livro e activismo, ainda sou preconceituosa.
E não gostei de me ver.
Não sei se quero viver em Amesterdão outra vez porque no fundo não gosto do cantos, recantos e cheiros. Mas estou a ficar farta de ter os amigos todos longe.
O certo é que quando lá vivi, também não os via assim tanto. Mesmo os meus vizinhos, que são uns amores, nunca os vejo. Sou eu quem se fecha.
No Domingo fiquei em casa o dia todo porque precisava de silêncio, organizar ideias. Fiz um frango no forno que estava um nojo. Acho que o vou deitar fora porque não consigo comer aquilo.
Usei aquela coisa de “frango no saco” do PD. Não presta.
Acho que este foi o post mais depressivo que escrevi nos últimos anos, mas é que hoje é mesmo dia não. Dia cinzento.
Preciso de sol. Preciso de calor. E definitivamente, preciso de dormir.
Plágio! Plágio é o que é!!
Depois há partes boas nos Cloggies
Os Holandeses põe cartoons muito engraçados nas apresentações de powerpoint, sejam internas, seja para o Cliente. O sentido de humor e a descontracção deles é deliciosa. Achei que deviam saber.
Bom fim de semana!
Vampires Suck
Excelente!! Kami, devias publicar estas coisas! Obrigada!
This is IT!
Just this simple
O que eu gostava, mas o que eu gostava que a minha vida fosse como um filme da Meg Ryan, mais propriamente o When Harry met Sally.
Aliás, concretizando, é assim que eu quero que seja, com banda sonora dos 50’s e tudo e tudo.
E não me venham com tretas de que são coisas de filmes, e que é tudo falso e na realidade nada disto se passa. Eu não quero acreditar em vocês.
Eu quero um sentimento assim, uma vontade de estar junto assim, um companheiro assim.
Já vi este filme mais de vinte vezes, sem exagero. É o filme da minha vida.
O Billy Cristal não é bonito. Não é de fiar. É um palerma. Mas quando se apaixona, é pela mulher inteira, ama os defeitos todos que ela tem e como ela pede tudo on the side. E ela aceita-o mesmo sendo um infantilóide porque ele fá-la rir mesmo quando ela está triste como a noite e a morrer de nervos.
É isso que eu quero. É assim que eu quero. É tudo o que eu quero.
No ano passado estive no sítio onde eles se separam pela primeira vez e vibrei porque com toda a minha sorte estava lá um grupo de jazz de Nova Orleães aos quais comprei dois CDs só porque me fizeram sentir que estava dentro deste filme especificamente. A música deixou-me num estado de felicidade que dancei no meio da praça e fiquei com o coração aos pulos o dia inteiro. É uma vibração de bem estar para a qual não tenho qualquer justa explicação.
Quando estou mais em baixo vejo e revejo sequências e o meu coração ainda estremece quando ele chega ao pé dela na passagem do ano e diz que é um cobarde que a ama.
Afinal de contas, os homens e as mulheres podem ser só amigos? Eu acredito piamente que sim, tal como a Sally acredita. Mas se um dia me provarem desta forma que estou errada, não me importo.
Gostei muito
A culpa é do Markl
Que desde que fez um cromo com esta música esta bosta não me sai da cabeça! E é tão mazinha Senhor!
É só darem o mote e lá vou eu
Costumo dizer que gostava de ter por Den Haag ou Amsterdão metade da paixão que tenho por Lisboa. E hei-de conhecer melhor Den Haag, está nas minhas prioridades pra este ano.
Mas Lisboa…ah, Lisboa.
(50% destas fotos foram tiradas pela Ana, e acho que até a primeira do post inferior também é da autoria dela)

