Está tudo escrito e relatado em pormenor sobre este tempo no Irão com a Nomad, mas antes quero acabar o relato do Vietname e do Cambodja, por isso vão ter de esperar mais um bocadinho.
Olha o estilo Andorinha na brigada do lençol, que tal ah?
Dá Deus nozes a quem não tem dentes
Neste momento estou sentada junto ao gate 43 do aeroporto de Lisboa. Dentro de hora e meia vou embarcar para a última e maior viagem deste ano: Irão.
Bom Natal meu povo! E um 2015 em grande!
Braguinha e Joaninha – O Pedido
O meu irmão pediu a namorada em casamento no fim de semana passado, e foi muito giro.
E eu sou a moça loira que foge do palco quando o momento é deles e eu ganho uma cunhada.
Que coitadinha, vai entrar numa família de malucos, mas ela é que quis :)))
Benvinda Cunhadinha, espero que o trambolho do meu Mano te trate bem, se não chamas por mim que eu trato-lhe da saúde, que é como quem diz, do outro joelho!
Muitos beijinhos pros dois noivos e muitas felicidades!
PS: alguém nesta família tinha de casar, num é? E ter filhos! Vá malta, quero sobrinhos!!! Vão ter a Tia mais fixe do universo!
Expressões faciais
Dizem que sou muito parecida com o meu irmão Carlos, mas sou claramente mais bonita 😛 mas o que é facto é que a maior semelhança é nas expressões faciais, principalmente em duas situações:
1) quando a pessoa que está a falar connosco está a dizer algo que duvidamos que seja verdade/possível – franzimos os olhos e viramos a cara de lado e olhamos por cima dos óculos e depois levantamos as sobrancelhas. Segue-se um pensamento comum mental “dasse q este gajo(a) é burro (a) … + tás a ver se me comes por lorpa e vou-te f…. oh cab@ao + no fucking way.
2) quando já não podemos ver o elemento(a) à frente e a distância entre a palma da minha mão e a bochecha do indivíduo é algo que nos começa a fazer urticária e quer ser encurtada – olhar por cima dos óculos, sorriso nulo e cabeça inclinada. Pensamento comum mental “ia-te à tromba com uma pinta ó fdp, o melhor é desapareceres da minha vista em segundos!”
Há que ver que nós treinamos estas expressões um com o outro durante anos a fio.
Enfim, o que me salva é que trabalho muito tempo a partir de casa……e assim ninguém me pode ver na 1) e 2). A parte má é que ando a precisar dum saco de boxe.
Há dias em que eu tenho muita vontade
de dizer coisas como: faz o que eu te digo, or I’ll hunt you down, you lazy “madafaker”!
Pra quem ficar pela Holanda, e tiver saudades de casa :)
Sábado 20 de dezembro .
Buffet por 17.50 euros por pessoa [exc bebidas]
entre as 19 e as 21 horas .
Entradas: snacks, rissóis, pasteis de bacalhau,gambas ,saladas frias , saladas de polvo etc…
Jantar: ,canja,grelhados[frango ,picanha ,entremeada], Filetes de peixe, Feijoada etc…
Sobremesas variadas.
Depois do Buffet haverá diversão musical.
Transportes para o local:
Elétrico 2 [sair centro comercial de Sloten]
Autocarro 195 do Museum Plein para Sportpark Sloten
FC Portugal Amsterdam
Noite Natalícia com AMBIENTE SELETO E EDUCADO!!!
PRÉ PAGAMENTO OBRIGATÓRIO
Para mais info: 0652325292
Não é justo…
Hoje é feriado em Portugal, mas na Holanda não. Logo eu acordei às 7 da manhã pra começar a bulir, enquanto cá em casa toda a minha gente roncava: Pai, Mãe, cães (os 4!), até os vizinhos… and it’s so not fair! Eu também não quero trabalhar, humpft!
Eu não tenho escrito muito, porque tenho viajado muito (não estou a reclamar!) e trabalhado mais ainda, e não me sobra muito tempo.
Aqui vai um sumário:
- Assumi responsabilidades novas no emprego, estou mesmo muito satisfeita, mas tenho trabalho a triplicar.
- Fui à Serra da Estrela com 4 amigas: há 20 anos que não ia à Serra da Estrela, há 11 anos que não nos juntavamos as 5. E foi tãoooo fixe.
Ficamos nesta casa maravilhosa, que recomendo vivamente: Chão do Rio.
- Apercebi-me que estou “demasiado Holandesa” e não no bom sentido.
A minha honestidade e franqueza já chegou ao mal-educado. Tenho de começar a cortar a minha língua um bocado, principalmente entre outras nacionalidades que não a Holandesa, porque efectivamente, passei de bestinha, a rude. E não pode ser. Embora continue a achar que há momentos em que tal se torna produtivo, como ser capaz de dizer ao meu colega que está ao meu lado a falar no alta-voz, que mude pra uma sala de reuniões para que eu possa fazer o meu trabalho. Ao ser directa e fazê-lo frontalmente, embora o elemento do lado possa ficar amuado, eu vou poder continuar o meu trabalho e sair às 17 em vez de às 19 horas.
Mas moderação e bom-senso é o que me anda a fazer falta.
- Ainda não fiz uma única compra de Natal, e estou completamente desinspirada. Não faço pálida ideia do que oferecer aos meus Pais e ao mano…
- Já tenho o visto do Irão, e é espectacular, tem a minha foto e tudo! Brutal. E vou com a Nomad outra vez, por isso a esta altura do campeonato a única coisa que me preocupa é: mas que raio hei-de eu vestir durante 17 dias? Isto porque eles trataram de tudo, e eu só tenho que ir córtir, mai nada!
Tem que ser roupa que não fique justa, pelo menos que não revele as formas do corpo. E vou ter de usar o lenço na cabeça assim que sair do avião. Mas como é que se põe o bendito na cabeça? Ai a minha vida… pode-se mostrar alguma coisa do cabelo, ou é tipo os Marroquinos e nem um fio ao descoberto posso ter?
- Além do Samarcanda do Amin Malouf, que outros livros me recomendam sobre a antiga Pérsia? Por favor, não me recomendem livros sobre como é que elas tiveram que fugir aos maridos ou aos Ayatolas, eu repito: ANTIGA PÉRSIA. Obrigada.
- O Bitoque, a Juicy e a Petzi, estão óptimos, e eu continuo a morrer de inveja das sonecas deles. Gordinhos e bem mantidos pela senhora minha Mãe, estão cada vez mais bem comportados. Estou ainda a analisar o efeito que a ingestão de 7 comprimidos de Centrum possam ter tido no Bitoque, mas ele parece-me fino. Muito vitaminado, com certeza! E não, é claro que não lhes dei os comprimidos, foram eles que assaltaram o necessáire do meu primo que ficou lá em casa.
Isto pra sumário vai muito longo, vou-me masé fazer útil e bulir. Ai… vontadinha zero….
Diário da viagem ao Vietname & Camboja – DAY 4 – Phu Quoc Island – Vietname
11 de Novembro de 2014, Cambodia
Acordar e dar um mergulho. A água é quente, tipo caldo, e não refresca, mas é muito limpa. O ar é quente e constantemente abafado da humidade e o céu tem nuvens carregadas e soltas que vão e vêm, tal como a chuva. Esta podia ser a casa do rouxinol, a chover e a dar sol.
Há vários chiringuitos, todos eles com uma ou duas barraquinhas coladas de massagens. São as massagistas residentes. Cem mil dongs, e fiz uma massagem completa. Uma hora de deleite por 4 euros, nem isso. As senhoras esfregam-nos em óleo e a massagem é forte. São todos tão simpáticos e tão doces nesta terra que nem tenho coragem pra negociar e pedir descontos como é meu apanágio.
Alugamos uma mota e fomos conhecer a ilha que é muitíssimo maior que o que esperava.
Não é fácil conduzir no meio desta malta, mas o condutor já viveu em Angola e está habituado ao caos. Acho que o meu coração andava aí pela zona da boca de cada vez que passávamos num cruzamento!
Há muitos cães por todo o lado, não sei se é por serem iguais aos donos, mas têm todos um ar meigo, e aproximam-se tímidos e simpáticos. O focinho parece sempre meio arraçado de chau chau, com pelinho que lhes confere um ar arredondado. São bem tratados, mas livres.
Por isso quando se anda na estrada tem que se ter atenção pra não os atropelar, porque eles passam e é tudo deles.
No meio da “via-rápida” há vacas a pastar e bezerros a mamar. Há pastores de lambreta que reúnem o gado com a ajuda duma vara, e há vacas que regressam a casa pelo meio da estrada, guiadas como se estivessem na montanha e o dono andasse a pé.
Nos rios amontoam-se barcos, pequenos e médios, cheios de gente que descansa nas redes. Também vi barracas miseráveis, no meio do mato, mas agora junto à estrada, sempre com redes e malta que arroxa ao calor.
Fizemos meia ilha até pararmos de mota algures, e almoçamos. Marisco, como sempre. Há muito, bom, e barato. O sítio era bonito, visivelmente pobre, mas a cor do mar ilumina e compensa.
O Vietname tem um turista de mochila, há pouco turista de luxo, porque abençoado seja, ainda não chegaram cá os resorts de luxo. Pelo menos não a Phu Quoc. Há um ou outro, mas não é como em Seminyak em Bali. As pessoas são por isso mais originais, os sítios embora simples, menos falsos e fictícios. E os Vietnameses muito mais queridos que os Indonésios.
O regresso a casa não foi pêra doce…há muita malta que não fala inglês, parecia tudo igual, e havia motas e bicicletas dos miúdos saídos da escola por tudo quanto é sítio! Aprendi que quando não percebem o que estou a dizer, fazem um gesto com a mão que parece que estão a acenar :))) Mão com os 5 dedos espetados pra cima e a palma da mão virada pro céu. Faz-me lembrar a música do “doidas, doidas, doidas andam as galinhas…”
Escolhemos um restaurante ao calhas perto do hotel, com bom aspecto. Era mais caro que os outros, mas valia a pena experimentar. A comida estava fabulosa, noodles com marisco e com carne no wok. Limão, coentros e malagueta em dose perfeita. O senhor cozinhava virado pra rua, foi isso que nos chamou a atenção. No fim do jantar começamos a falar com a moça que nos atendeu. O restaurante era do noivo dela, um Francês que tinha vindo ao Vietname há 3 anos atrás e a tinha conhecido na recepção do hotel. Ela era a recepcionista e ele o cliente. Antes de se ir embora, pediu-lhe o número e o email e durante um ano trocaram mensagens e namoraram à distância, até que ele, Chef de cozinha de um sítio conhecido no sul de França, mudou-se de armas e bagagens pra Phu Quoc e abriu um restaurante pra eles. Há nove meses que estavam abertos, e ela era agora a dona do estaminé, e tinha uma pedra no dedo maior que um dente meu.
Estava muito feliz, ia casar pro ano. Ela tinha 30 anos e ele 52. Nada parvo o gajo, ah?
Dei dois beijinhos à Nga (lê-se Nhá), um abraço e votos de boa sorte, e saímos pra ver o que se fazia por aqui. Um copo no Coco-bar, e uma boa noite de sono.
Pelo caminho (antes do jantar) apercebi-me que tinha deixado o cartão visa na porcaria do multibanco no aeroporto. Coisas à Sofia, que como já se conhece, já tinha mais dois cartões a postos pro caso de um deles falhar. Toca a cancelar o bicho, trocar 20 emails com o Visa pra fazerem o pagamento dos hotéis pendentes, e respirar fundo. Está tudo bem. Como disse a Marta quando soube:
Sophie being Sophie.
Highlights
Uma hora de massagem!!
Os pastores de mota a guiar rebanhos no meio da estrada
Perder o visa pela milionésima vez!
Fazer a ilha de mota e sobreviver ao trânsito
A noiva do Francês
O jantar do Francês
Viet Thanh Resort Phu Quoc |
Viet Thanh Resort Phu Quoc |
| Phu Quoc Island – Long beach |
| Phu Quoc Island – Long beach |
| Esta foto dá dez a zero a qualquer uma dos cadeados de Paris |
| Phu Quoc Island – Long beach |
| Gosto muito desta foto |
| O céu super carregado que numa questão de horas desabou durante uma hora. E as imagens decorativas mais feias do universo… |
| Phu Quoc Island – Long beach |
| As vendedoras de fruta, todas cobertas, com meias e luvas e camisolas compridas, pra que o sol não as torne mais morenas, e na opinião delas, mais feias. |
| Pescadores tradicionais, dentro de uma cesta que é uma canoa considerada barco…. |
| O descanso |
| Norte da ilha de Phu Quoc |
| Norte da Ilha de Phu Quoc |
| Norte da ilha de Phu Quoc |
| Norte da ilha de Phu Quoc |
| Casas e mercado flutuante, junto ao night market, em Phu Quoc. |
| Casas e mercado flutuante, junto ao night market, em Phu Quoc. |
| O jantar do francês – noodles com marisco – foi talvez a melhor refeição que fiz no Vietname. |




