A sério que as vossas passwords são tão básicas?
A sério?
Não põem fotos dos vossos filhos no facebook porque não querem expôr as crianças, e deixam os vossos computadores pessoais, onde a vossa vida está toda no vosso email e no folder com fotos e vídeos, e onde acedem à vossa conta bancária, à mercê dos hackers com passwords básicas como estas.
A sério? Really?
Arranjem um cérebro, pa.
Fazer algo que nunca fiz antes, uma vez por semana
Esta é a minha intenção há uns meses (quase anos), nem sempre cumprida, mas que tento levar a cabo sempre que posso. Às vezes acontece fazer três coisas num dia, e ficar atestada pras semanas seguintes!
Por exemplo, esta sexta que passou fiz 3 coisas que nunca tinha feito:
– Pilates com máquinas – é uma espécie de auto-massagem que ajuda a corrigir a postura. Adoooro.
– Ver um filme Holandês – Matterhorn – muito cómico e bem feito, vão ver se souberem Holandês, eu cá fui porque tinha legendas em Português! :))
– Vir a pé pra casa, da rua da Rosa até quase à Praça de Espanha – hora e meia de conversa e perna em movimento, perdi um kilo, vai buscar!
Ganda pinta, não acham?
Agora tenho que arranjar outras tantas pra quando os créditos destas acabarem 🙂
Experimentem, a sério que é uma sensação de realização extraordinária!
Há poucas coisas melhores na vida…
…que estar abraçada às mantas, enquanto lá fora há um dilúvio a correr.
O Clube dos Artigos
Eu gosto muito de ler a Cup of Jo, e a Swiss Miss, que são bloggers a sério e cujas páginas proporcionam mais entretenimento que qualquer revista que por aí ande.
Falam e abordam de tudo e todas as sextas-feiras fazem o “friday link pack”, com coisas que viram por aí pela internet, e descubro verdadeiras maravilhas que de outro modo me passariam ao lado, principalmente design, decoração e livros.
Aqui há uns tempos li no Cup of Jo, que a Joanna Goddard fazia umas reuniões de amigas chamadas: Article Club. Não é um clube de leitura, mas sim um clube de … artigos de opinião, que ajuda a passar o inverno.
“But we’ll read articles. We’d all read the same story—from, say, The New Yorker or Elle—and chat over wine and snacks. It would be fascinating, timely and a much easier commitment than a book club (because, honestly, who ever finishes the book on time?). And it would make the winter feel fun.”
Mas a parte do texto que me chamou realmente a atenção foi aquela em que ela explica que este tipo de encontros aproxima as pessoas, e as torna mais íntimas, que as ajuda a conhecerem-se.
Vai daí não fui de modas, e convidei algumas “artistas”, e quatro miúdas juntaram-se para chá e bolinhos, vinho e queijo, numa quarta-feira à noite.
Falamos de tudo menos do artigo, confesso, mas atendendo a que o artigo era sobre fazer amigos depois dos 30, como todas tínhamos mais de 30 (Joana, cale-se que apenas 2 meses faltavam) acho que o tema foi superado por não fazer muito sentido, umas vezes que estávamos reunidas 4 pessoas, das quais 3 só se conheceram depois dos 30. E eu gosto muito das outras duas, e tenho-as como minhas amigas, no verdadeiro sentido da palavra.
Por isso falamos de política, de religião, de quem somos, do que gostamos, de livros, de filmes, de séries, foi mesmo conversa como as cerejas, puxar um tema e a seguir vir outro.
Como a disponibilidade não é muita, combinados um encontro de dois em dois meses, e no próximo já vamos ter “um artista convidado”, o primeiro moçoilo a juntar-se a nós, e que acho que vai gostar muito deste grupo.
Thank you Joanna for giving us the best idea of this winter time!
Amor, paixão ou “enfatuação”? Talvez apenas efabulação?
http://observador.pt/2015/01/15/quer-apaixonar-se-faca-estas-36-questoes/
Poderá um questionário fazer-nos apaixonar por outrém?
Quando conheço uma pessoa, uma das primeiras perguntas que faço (depois de nome, idade) é: o que é que te faz feliz?
Isso trouxe-me muitas e boas amizades, se calhar se seguir este questionário ainda arranjo mas é um marido, que medo.
O que acham? Li isto e achei-lhe um piadão, estive a pensar… e se eu publicar estas respostas todas aqui no blog, quantos apaixonados ganharei eu?
Viajar como quem nasce…
(este texto não é da minha autoria, mas sim da MJL. Mas quis e pedi para publicar porque acho que vão gostar muito de cada palavra. Obrigada à autora por exprimir-se de modo tão claro sobre o que é ser-se sentimento quando se viaja)
…viajar em modo adagio, como quem se deixa nascer para outra realidade, sem juízos de valor, como a atitude das crianças que entram neste mundo, de repente, sem guia turístico ou outro, a abrir os olhos, os ouvidos, a tatear, a captar…Nunca ficamos iguais depois de uma viagem em que o pensamento se exercite a ficar numa atitude de receptividade, de compreensão , de descoberta, de conexão.
É criançar , é ter vivências desmedidas, sentir sem limites de pensamento, como se os sentidos fossem mais de cinco, e um sexto, um sétimo sentido nos arrastasse para além do descritível pelas palavras sensoriais .
As crianças captam, ouvem, expandem a cada minuto, a cada olhar, a cada abrir e fechar de olhos.
Extravasar os limites da fronteira que é a nossa pele , o nosso corpo, e captar o que vibra, o que vive,o que não podemos classificar nem julgar.
Nós vamos sendo condicionados na maneira de olhar, de ouvir, de tocar, de expressão … aprendemos códigos de comportamento, sempre sujeitos à interpretação num espaço e numa comunidade. Morremos aos poucos por inação , por atilhos a prender movimentos, pensamentos. Copiamos , comparamos, não criamos…Deixamos de ser crianças.
Quando viajamos sem preocupações de grandes informações prévias a descoberta interpela-nos mais a nu, sem estarmos nem na defensiva nem na comparação. É bom olhar e ver como as crianças, sem imaginar antes…O quê? O que sente quem nos olha? Temos uma barreira física dentro da qual nos movemos e nos introduz antes de falarmos. Linguagem não verbal .
Sentir não é comparar. Sentir tem as portas dos sentidos e as outras para entreabrir e esperar o que surge. Sentir é expectante. Nascemos de novo, pois quando entramos neste mundo temos o mais difícil exercício de adaptação ao desconhecido de toda a nossa vida. A superar para viver. E viver será sempre superar. Se flutuamos não vivemos, estamos sem sentidos de olhos abertos.
O absoluto e o relativo…Porque é absoluto o que conhecemos e relativo o que é desconhecido?
Viajar relativiza-nos. Recoloca-nos perante nós próprios. O absoluto passa a ser o relativo…É tudo absolutamente relativo. Segurança? No equilíbrio do momento. Quanto mais arrisco mais momentos seguros sinto. Obrigo-me a encarar a fragilidade do momento e a segurá-la para não cair…
As paredes entaipam, limitam, fazem-nos retroceder porque não deixam avançar. Quem não avança recua.
Ir é sempre um futuro …Para onde vais? Para o futuro… nada mais do que isso.
Dezembro 2013
Mulher bonita não…
I love Porta dos Fundos!
O melhor das férias?
Os amigos que se fazem, com toda a certeza!
Só pra vos dar um cheirinho da viagem ao Irão…
Enquanto publico a da Indochina, aqui vai um cheirinho da viagem ao Irão pela pena de Filipe Morato Gomes, o nosso líder da Nomad nesta viagem, e hoje meu amigo a quem estou eternamente grata por me ter proporcionado a viagem com que sonhei durante mais de vinte anos enquanto lia o Samarcanda do Amin Maalouf.
Agora vão ter de esperar pelos meus relatos e fotos, mas nada supera a experiência e a vivência, mesmo tendo de usar um lenço na cabeça como as meninas do Albert Heijn.
É só usarem os links.
Diário da viagem ao Vietname & Camboja – DAY 5 – De Phu Quoc a Siem Reap
12 de Novembro de 2014, Cambodia
Há umas senhoras a vender fruta na praia, com os seus chapéus em bico. Sempre muito queridas, e acima de tudo, nada chatas (o que na Ásia é raríssimo!), por euro e meio preparam-nos a fruta pro pequeno-almoço que mais parece tirada dum restaurante. Uma melancia só pra mim, prq compensar os copos de ontem. Ah, vida fácil!
E de repente descubro que sao precisos dólares e uma foto pro visto do Camboja.
Toca a passar num fotografo a correr, bater umas chapas, imprimir a cores, e bazar de taxi.
Mais um carimbo no visa, e toca a entrar no Camboja.
Super organizados, muito mal equipados, a entrada faz-se em carneirada, e há uma fila de agentes, uns 6 ou 7, que fazem cada um a sua validação até que nos entregam o passaporte novamente, altamente carimbado e com mais umas estampilhas pra
minha colecção.
O Leng é o nosso condutor de cyclo/tuktuk. Por 2 dólares cada um fomos do aeroporto ao hotel. Contratamo-lo por 20 dólares ao dia. Se calhar (e com certeza) estamos a ser levados na certa, mas ele tem cara de boa pessoa, e bom coração. O que viemos a descobrir depois, que é hábito no Camboja.
Jantamos perto do hotel e o dono do spot, um moço de 29 anos, explica-nos que trabalha numa organização que tira miúdos da rua, e das 16-23 gere o restaurante. Não me parece treta, mas no Camboja há imensa gente a trabalhar com organizações pra proteger crianças. Muitos serão corruptos e lançam mão de esquemas, mas se cada um contribuir com alguma coisa…ao menos isso.
O que é certo é que 85% da população vive na mais extrema miséria, basta dar 3 passos na rua pro comprovar. E são muito, muito simpáticos, e adoram dólares 🙂 Os ordenados mais elevados são os das pessoas que trabalham nos hotéis, e rondam entre 70-80 dólares por mês. Os outros sobrevivem a sacar “one dolar” a turistas. E quando são as crianças que nos pedem…se ao menos fossem feiosos, mas este miudos são giros à brava pa! Dá logo vontade de dar uma de Angelina Jolie e trazer 6 pra casa!
Adiante, como já era muito tarde, não dava pra ir ao night market, e fomos beber uma cerveja ao que parecia ser um restaurante local muito simples, e eis se não quando me apercebo que estamos dentro dum bordel…. Não, não se distingue bem, tem de se
reparar em certos pormenores, e o meu companheiro de viagem e eu estavamos a curtir à grande observar como é quefuncionava aquele cenário. Não se vê nada, há uma espécie de private rooms com umas cortinas, mas sem tecto, e ouve-se tudo, mas nós não ouvimos nada de especial. Tínhamos um dos miúdos que servia à mesa, colado a nós pra ver se recebia uma gorja no fim, e de repente vemos uma miúda sair de lá de uma das casinhas cheia de espuma de barbear na cara, atrás do malfeitor. O certo é que não vi nada, a não ser umas moças demasiado produzidas na entrada, e não consegui perceber a idade delas, mas criancinhas de todo nao eram, talvez de 13 pra cima? Sim, sim, ainda são crianças/adolescentes, mas nós vimos uma série de bares iguais a este no dia seguinte também, e perante a pobreza a que assisti, com não acreditar que há milhares
de crianças a venderem o corpo? Não morri estúpida, e agora sei qual é “o formato habitual” desta miséria extrema esta presente nas ruas.
Não é que não me tenha apetecido salvar umas quantas crianças desta vida, mas elas não têm quem as sustente e regressam sempre à vida de rua.
Highlights
O restaurante do Vannakyoem
A entrada marada no Camboja

