Esta ideia de que ir ao ginásio é saudável…

No outro dia fiz uma aula de kick boxing (à séria, ah! A dar porrada e tudo!), adoro as aulas de Pilates ao Domingo e uma vez por semana (às vezes duas) vou correr.
Mas em vez de me acontecer o que acontece aos outros mortais todos, não durmo que nem um anjo, pelo contrário, durmo mal p’ra burro sempre que lá vou.
Not kidding! Venho de lá sempre toda dorida, e na semana que fiz o kick boxing (só foi uma vez) fiquei entrevada durante 7 dias. Juro que tinha um andar novo, até respirar doía. E quando vou pra me deitar dói-me tanto o corpo que levo duas horas a adormecer. Ainda por cima acordo durante a noite com os braços dormentes e com as dores. E não tenho um sono descansado, é sempre em movimento, uma seca.
Qual é o problema?
O problema é que acordo com uma telha do caneco. Não é suposto acordar bem disposta? Nem com o banho turco lá vou. Ora isto desanima! Afinal que raio, não é suposto ficar-se mais saudável? Humpft.

Nome do post: porque é que não gosto de arte contemporânea e não há quem me convença….

Porque é ridículo. 

É uma palhaçada as emoções/sensações que dizem que provocam no ser humano como por exemplo a de “inseminar as mentes dos espectadores com pensamentos de harmonia entre a civilização humana e a natureza”. 

The sculptor and Conceptualist Wolfgang Laib is the honeybee of the international art world. Since the 1970s, his trademark activity has been gathering pollen from trees and plants in the countryside near his home in southern Germany. He puts the pollen in bottles and flies to distant places around the world to create ephemeral installations of yellow dust on museum and gallery floors and inseminate the minds of viewers with thoughts of harmony between human civilization and nature.

Wolfgang, pazinho, é um quadrado com pólen de abelha! Acabaste de matar milhares de plantinhas que agora nem sequer vão ter hipótese de nascer porque tu achaste que um quadrado amarelo no meio do MoMa te ia valer a eternidade.
E o que eu não dava (not) pra ver um destes trabalhos:

Mr. Laib, who is 62 and gave up medical studies in 1974 to become an artist, creates other sorts of sculptures, including small rooms with walls and ceilings clad in beeswax; blocks of marble with shallow depressions filled with milk; and installations of rice in dishes suggesting Buddhist ceremonial offerings. But the pollen works, the first of which he produced in 1977, are his most innovative.

E curiosamente o repórter vai buscar depois A instalação que me fez dizer que eu não sou definitivamente uma gaja “da arte contemporânea”:

I do not like the tendency to sacralize artists and in that way raise whatever they do above earthly questioning. The nadir of that trend came almost three years ago, when Marina Abramovic drew thousands of fans to the MoMA atrium by sitting silently in a chair and allowing people to sit across from her and gaze into her eyes. As if she were the second coming of you know who.

Agora todos juntos, vá: É UM QUADRADO AMARELO PÁ!

Pão Português em Bruxelas

Para aqueles que puderem apreciar e precisar: 


Pastelaria Garcia na Avenue de la Couronne – muito conhecida! Tem pastelaria e padaria, pastéis de nata, pastéis de tentúgal e pão do bom. 
Um dos super-mercados chama-se Portuga a votre table e fica no fundo da Chausse d’Ixelles, quase a chegar a Praça Flagey.


recomendado pela Oh la la li. Muito obrigada 😉

Quem diria!

Antes de mais quero agradecer do fundo do coração a todas as pessoas que partilharam a experiência delas com a máquina de fazer pão. Nunca me passou pela cabeça que fosse um assunto querido de tanta gente!

Cheguei então às seguintes conclusões:

– Salvo raras excepções, as pessoas que mais valor dão à máquina são as que vivem fora de Portugal. Quem vive na Holanda normalmente tem uma. Isto tem uma lógica muito simples que nada tem a ver com o facto de gostarem de coisas mais biológicas ou não. A lógica é que muitos de nós nos habituamos a comer sandes ao almoço e como tal o pão passou a ser uma componente mais essencial do nosso dia a dia. Logo ter pãozinho do bom pra almoçar (e para o pequeno almoço) faz uma diferença enorme. Se eu vivesse em Portugal não comprava uma máquina de certeza. A necessidade faz o engenho.

– A qualidade e durabilidade do pão depende mesmo muito das farinhas que se usam. Na Holanda compensa mais usar farinhas biológicas, pese embora sejam mais caras. O meu desafio vai ser começar a saber os nomes dos cereais em Holandês. Isso é que vai ser!

– Acordar de manhã com cheirinho a pão acabadinho de fazer deve ser uma verdadeira delícia, e como trabalho muito a partir de casa posso perfeitamente por a máquina a trabalhar várias vezes por semana e congelar o pão durante uns dias pra torradas.

– A marca não interessa muito, mas há umas máquinas que permitem fazer vários tipos de crosta e outras que só permitem uma ou duas opções e segundo a qualidade da máquina as pessoas usam-nas mais ou menos. Fiquei com a ideia de que quem tem uma do Lidl não está satisfeito por aí além.

– O formato do pão continua a ser pão de forma :)) a não ser que ponha a massa no forno, o que é uma opção bastante válida pra mim.

– Há várias receitas nos comentários pra se fazer “pão de água” em 5 minutos e sem amassar, mas tenho que ter espaço no frigorífico pra guardar a massa depois de levedada e isso não se verifica…. além disso teria que esperar uma meia hora de manhã pra que o pão coza no forno e tenho que comprar uma cena chamada “dutch oven”.

Posto isto:

Este fim de semana vou-me enfiar numa loja biológica e com as dicas que me deram vou tentar comprar os ingredientes pra fazer o dito pão de água “à manápula”. Se me correr bem, se eu tiver paciência e gosto nas farinhas e afins, passo pra máquina de pão. Assim que comprar uma publico e peço-vos as receitas todas que me prometeram que eu quero dar uso à bicha!

Já agora, ficam a saber que no copo de milkshake da blender se faz uma maionese de truz com um ovo, sal e óleo. Se lhe juntarem uns dentes de alho previamente cozidos em azeite no forno, ficam com alioli de chorar por mais. E diabos me levem se não vou espremer o robot de cozinha que tenho cá em casa até ao limite.

Tudo depende do nosso nível de preguiça, não da qualidade da máquina.

O Marinho Pinto

diz que sente que disse tudo o que havia pra dizer e o que sente que devia ser dito. Ainda bem, porque leva 40 minutos de relógio de discurso e só parou pra beber água uma vez. Sempre que acho que o homem vai acabar, ele continua. Haja fôlego e o que dizer. Camandro!
Ele é Lusíadas, é Casusa, é Ari dos Santos, o que interessa é que pôs os pontos no is. Diz ele.
Insultou, de forma educada, toda a gente. Mas terá chegado a sua voz onde ele queria? Recuperará ele a fé nos advogados Portugueses e dos Portugueses?
Nunca achei (na minha santa ignorância) que os advogados precisassem de fé. Já a justiça…a lei vá, é algo em que não tenho muita fé. Não tenho falta de fé nos Magistrados mas sim na lei e a justiça que ela aplica. Acima de tudo, falta-me a fé no segredo de justiça que passa a vida a ser rasgado qual papel maché.