Estou perplexa de emoção. Este vídeo mostra que todos nós podemos fazer um pouco pela paz no mundo.

Isto sim vale a pena ver, rever, partilhar, emocionar-se com. Isto sim vale a pena ser divulgado em massa pelas redes sociais afora.
Este homem, duma simples mensagem, criou um movimento.
Um movimento pela paz, pelo amor, pela vida.
Foi o melhor vídeo inspiracional que vi em anos.

Criou pontes onde todos vêem fronteiras e quisá tenha conseguido bater os interesses de muitos corruptos deste mundo. Pra fazer um guerra é preciso que o povo queira também. Se o povo se mantiver unido, jamais será vencido.

Não é uma resenha.

Não quero fazer um sumário do meu 2012, até porque ainda não acabou, mas foi muitíssimo melhor que 2011.
Qualquer ano foi melhor que 2011.

Mas 2012 foi um ano excelente em que viajei com grandes amigos numa das que foi a viagem da minha vida, fiz projectos que há muito queria fazer na IBM e ganhei uma bagagem incomensurável, certifiquei-me como Auditora e só Deus sabe o que me custou, perdi botas, casacos, rodapés e sofás, mas ganhei a felicidade que só três bombocas me podem dar e aprendi que treiná-los é divertido, descobri muito sobre mim mesma e sobre a extrema dificuldade que tenho hoje em dia em abrir o meu coração a estranhos. No entanto fiz amigos novos e cultivei como pude as amizades antigas.

Fui muito pouco a Portugal e sempre de fugida, mas quem deu de frosques foram os meus amigos que estavam em Portugal. Nunca me interessei tanto por Política como este ano, porque de repente vi o futuro dos meus em risco, e o meu próprio também. Não acho que seja má esta minha consciencialização, acho que me torna mais previdente, ou até mesmo, vidente. Quando fui aproveitei ao máximo e fiz amigas novas, pessoas que me conhecem mais que muitos, embora me vejam tanto ao vivo como eu vejo o Brad Pitt.

Sinto uma necessidade enorme no entanto de me voltar para mim mesma novamente, explorar melhor o meu positivismo e a forma como encaro o meu dia-a-dia. Tenho mesmo que deixar de tentar equilibrar 10 bolas no ar e de estar ocupada constantemente, stressada, preciso de voltar a meditar, de voltar a fazer exercício três vezes por semana e acima de tudo, mesmo acima de tudo, preciso de deixar de me queixar.
Não tenho motivos alguns pra me queixar.
Tenho saúde, a minha família também, tenho 3 cães deliciosos, uma casa portentosa, consegui uma nova por quase metade do preço, tenho amigos, grandes amigos que tomam conta de mim e me mimam, tenho dinheiro no banco (coisa que poucos temos), comida no frigorífico (coisa que muita gente não tem), carro e gasolina (há quem tenha um, mas não o outro), roupinha quente, uma Mãe chatinha e um Pai que está a ficar marreta, mas que finalmente se operou à anca, um irmão que está mais elegante e mais responsável e mais próximo, o que é óptimo. Tenho um bom emprego, chefes impecáveis e humanos como há muito não tinha, li bons livros, vi boas séries, aprendo algo todos os dias, tenho cães mais bem comportados e menos mijões, tenho tudo tudo tudo aquilo que sempre quis. Tenho é de agradecer mais vezes e lembrar-me sempre mais do que foi bom, em vez daquilo que é menos positivo.
Era isto.

Renascer das cinzas

Hoje acordei com uma boa disposição que há muito que não abundava. Dormi que nem um bébé. Sabem quando acordam e o vosso corpo está completamente relaxado e nem apetece sair das mantas porque parece que se está a flutuar numa nuvem? Há taaaanto tempo que isto não me acontecia.
Se calhar foi dos 500 kilos que trazia às costas (ou na mente) que me saíram de cima, mas certamente que foi porque pela primeira vez em muito tempo voltei a ser coerente comigo mesma e com aquilo em que acredito ser o melhor pra mim. E sinto-me muito bem, mesmo muito bem.
Eu bem disse que o meu anjo da guarda me aparece pra me dar nota que o meu renascimento estava pra breve. E assim foi.
Pra rematar está um sol radioso lá fora e não me canso de repetir: tenho os melhores amigos do mundo.
Life is good.

Se tás emigrada, afecta-te em quê?

Afecta a minha família que cada vez tem menos dinheiro pro dia a dia, afecta os meus amigos que se vêm numa situação inesperada e que por muito controle de custos que façam o dinheiro pura e simplesmente não chega ao fim do mês. Afecta pessoas de quem gosto e que encontram a solução em emigrar e há uma separação inadiável para todos nós.
Como economista não compreendo, depois de tantos anos de estudo, de tanto tipo de políticas orçamentais e monetárias que estudei, não compreendo como é que o FMI e o BCE não percebem que estão a estrangular completamente uma economia já de si fragilizada.
Não compreendo como é que se tomam medidas tão drásticas quando já foi anunciado que postas estas em prática a derrapagem do défice vai acontecer e nunca vamos chegar aos 4,5% mas sim aos 6,3%, e a pescadinha de rabo na boca continua. E depois vão sacar dinheiro aonde? A quem?
Afecta-me porque tenho cada vez mais amigos desempregados, que estudaram e foram bons alunos e que são pessoas honestas e correctas e não conseguem encontrar sequer um emprego que lhes permita auto-sustentar-se e manter a dignidade que merecem.
Afecta-me porque não posso voltar ao meu País, não só porque está na merda, mas também porque ganho mais dinheiro cá fora que vou acabar por ter de enviar aos meus Pais (que se recusam a recebê-lo) pra os ajudar a compensar esta política insana. Voltamos aos tempos em que os emigrantes têm de suportar a família, e foda-se, eu não ando aqui a trabalhar pra aquecer e gostava de poder ter um pé de meia que me permita a mim, quando eu já não puder trabalhar ou estiver à rasca, suportar as minhas despesas. Sim, porque com certeza que, SE eu chegar à idade da reforma, vou precisar de ter dinheiro que me permita subsistir.
E ainda por cima ainda dão o Nobel da Paz à União Europeia!!! You must be fucking kidding me!!! YOU MUST be fucking kidding me!!!

Não é que me falte inspiração

Eu li os vossos comentários todos, e estava numa de fazer como sempre e responder a um por um, mas sinceramente não tenho tido tempo.
Sim, em termos de trabalho, apesar de poder continuar a trabalhar a partir de casa sempre que posso, o volume aumentou ao nível “Tuga”, se é que me entendem. Às vezes olho pros meus chefes, que não estavam habituados a este ritmo e stress e penso: queira Deus que não tenham mudado de mentalidade, que não achem piada a este ritmo e que voltem à normalidade quando isto (a fase que nos foi imposta) passar.
Ter que trabalhar até à meia-noite não está com nada já que não me pagam horas extras. Sempre dá pra acumular uns dias de folga pra depois, isso sim. Mas mesmo assim…é só uma fase Sofia, é só uma fase!

Os cães estão mais controlados de há uma semana pra cá em termos de destruição porque lhes comprei uns brinquedos da Kong que são extraordinários e os entretêm durante horas a fio. Também lhes arranquei o chão e agora sentam-se alegremente em cima do cimento. O número de asneiras dentro de casa reduzir muito, mas mesmo muito substancialmente.
Só ainda não consigo fazer com que deixem de ladrar a outros na rua (em casa já está controlado), mas o curso e treino vai ser em Outubro. Três semanas e meia, três vezes por semana, esteja a chover, a nevar ou os típicos putos quatro graus e luvas e gorro, e eu como um click click na mão a mandá-los sentar, esperar, deitar, seriously: can’t wait! NOT. Mas tem que ser. Vai ser a minha salvação e vai-lhes fazer um bem enorme e passo a ter cães calminhos, as minhas esfregonas queridas. Já está confirmado, agora é mentalizar-me….

Entretanto, e porque o curso é em Holandês, ando a dar-lhe no Rosetta Stone como se não houvesse amanhã e já aprendi umas coisas, mas tenho-me obrigado a mim mesma a estudar uma hora, hora e meia por dia. O que convenhamos, depois de um dia de trabalho, motiva tanto como arrancar os olhos à colherada. A minha frase favorita do momento é: ik ben moe. O que quer dizer: estou cansada!
Não é lindo? Nem tem grgrgrgrgrgr!
Fenix, a sério que esta língua é intragável, não interessa nem ao menino Jesus. Mas o que tem que ser tem muita força!

E voltei ao ginásio como deve ser, depois de me ter empenado toda depois da corrida. E voltei a fazer aulas de body balance e de pilates. Digamos que tenho um andar novo.

Ora posto isto tudo e a depressão que se abate inevitavelmente quando se volta de 31 graus em Lisboa e mar e Tejo, até não estou nada mal, só não tenho é tempo pra tudo, mas acreditem que li tudinho e que agradeço imenso a vossa participação, mesmo que possa não concordar com algumas linhas e esteja roxa de vontade de vos responder ao bitaite, mas nuuuuuuuuuum consigo ménes!

Ah! E conheci o irmão do Manelinho e os amigos todos dele, e vocês não sonham a risota que foi! É que não sou só eu a achar que ele é um cromo dourado daqueles que é difícil pra troca! Toda a minha gente concordou em género e número comigo, foi lindo! Infelizmente não pude passar mais tempo com eles porque valores mais altos se levantavam (como a urgência de rua canina), mas fiquei cheia de pena, porque duas horas souberam a pouco. Voltem no Queen’s Day, vá lá, vai ser um fartote!!
E assim posso fazer mais crónicas do Manelinho e contar mais uns podres!

Até ao meu breve regresso, INSPIREM-SE!!!!!

Saber viver é isto.

A melhor das minhas obras sou eu. Porque me andei a trabalhar o tempo todo. Porque me tornei forte e mais capaz, e a cada ano uma pessoa melhor, julgo. Porque não dependo de ninguém. Porque vivo em PAZ e a mim o devo. E por isso agora posso tudo o que me der na real gana e vivo a vida que sempre quis. Não espero maior liberdade que esta para os meus filhos.

Da Ana Lu.

E saber crescer também.

Nem sempre é fácil

Há coisas que me acontecem e que não posto. Ou porque não posso, ou porque não quero porque acho que alguma coisa deve ser minha e privada.
Este blog tem por missão dar missivas à minha família, mas entre as histórias dos cães e dos Manelinhos e mais outras peripécias ganhou uma série de leitores, o que é excelente, mas que por outro lado me limita bastante. Porque um dos motivos porque escrevo é também pra ventilar coisas que me sucedem e me deixam furibunda e quando partilho sinto-me melhor.
Enfim, isto pra dizer que às vezes não me apetece contar coisas más, e no outro dia postei uma que sei que apareceu no reader de muito boa gente, mas que depois apaguei e que agradeço que se mantenha só aí.
Não estou DE TODO deprimida, tenho muita saúde, a minha família também, ultimamente descubro todos, mas todos os dias, que os meus amigos são realmente extraordinários e que quando penso que já não me podem surpreender, conseguem superar-se.
Estou feliz, tenho 3 pestinhas maravilhosas (apesar de destruidoras), mas também tenho os meus problemas como ter que pagar de repente 820 mocas de aquecimento central referente a 2010 e ter as minhas contas do avesso. Ou apanhar umas multas de excesso de velocidade, ou pronto, merdas que acontecem.
E não me deprimo nem acho que isto tá tudo mal e que tou numa maré de azar, mas ultimamente tenho tido um bocadinho de peripécias a mais e eh pa, já me davam tréguas, não?
Enfim, tudo há-de ser por um excelente motivo. Eu hei-de descobrir.
O certo é que, tal como na vossa com certeza, na minha vida as coisas sucedem qual montanha russa e quando se parece que a sacana está quase a parar descubro que tou no topo mas é de uma subida e lá vou eu com o estômago colado ao cimo da boca, cheia de vontade de vomitar e a pensar: oh foda-se, esta porra não estava no menú!!
E assim vou andando, entre o topo da montanha e a subida que é deliciosa, mas com pouquíssimo tempo e disponibilidade pra postar coisas que me fazem feliz e que vos façam sorrir.

PS: Aos meus queridos amigos muito pessoais que lêem o blog, escusam de se preocupar e escrever-me já 23 mails de apoio que eu tou fina como um alho, ok? Nada que não tenha solução! Tudo em cima, ok? Só precisava de pedir ao Universo que me dê umas tréguas, só um cadinho que é pra eu poder aproveitar melhor as coisas lindíssimas que me têm acontecido.

Acabo de me aperceber que vou poder voltar a LER livros!

E ver séries sem remorsos.
E fazer tudo o que me apetece como ir jantar com os amigos, ver os rebentos deles, viajar sem contingências (excepto as financeiras, claro), ir pro parque quantas horas quiser, beber copos, ver jogos de futebol e tudo e tudo e tudo!!
Tudo isto porque sábado fiz o meu exame de CISA e agora retornei à vida! Sem estudos, sem stress, sem mais nada que não eu e os meus cães.

Até o Manelinho arranjou casa a partir de dia 1 de Julho!! Volto a ter a casa só pra mim, é a LOUCURA!!

Hoje não fiz RIGOROSAMENTE NADA! Nem fui ao ginásio, nem corri, nem fiz nada que exigisse uma distância máxima de 10 metros do meu sofá ou da minha cama.
Voltei a ler os vossos blogs, a por o meu em dia, voltei a ter TEMPO pra fazer o que me apetece, e às vezes apetece pura e simplesmente não fazer CORNO.

Keeping life simple!!

Ah, e tenho imensas novidades pra postar e piadas do Manelinho, ehehehe, que tem feito das suas, mas vai aprendendo.

E pronto: I’M BACK!!!

PS: é a primeira vez desde Agosto do ano passado que não tenho pooooooooonta de responsabilidade excepto os cães e o trabalho, mas com esses posso eu bem. Sou tãooo feliz!

NOT ANY MORE!!! Muahahahaha!!!

Demasiado rápido

A vida passa muito depressa. Passa à velocidade da luz.
Ainda ontem cheguei a Amesterdão e hoje já passaram 4 anos e um mês desde que cá cheguei.
Ainda ontem chorava baba e ranho quando saí da IBM em Portugal e há uns dias dei comigo a chorar baba e ranho porque uma das minhas colegas de cá se vai embora.
Ainda ontem estava com os meus amigos no Bairro Alto e hoje tenho um grupo e uma “família” diferente em Amesterdão de quem não prescindo e que está a crescer com o nascimento de novos rebentos e a chegada de tanta, mas tanta gente nova a este País.
Ainda ontem acreditava que era eterna e depois a minha Tia faleceu tão jovem e eu percebi que já tenho 35 anos.
Não dei por eles a passar.
Sei que foram e são bem vividos, mas a vida tornou-se escassa, curta. E no entanto não pára, sempre em movimento. Agora tenho mais 2 pra levar à rua, dar banho e mimo.
Ainda ontem não tinha saído da Europa e da América e hoje já fui até à Ásia.
Ainda ontem tinha grandes amigos que via pelo menos anualmente e hoje reparo que há alguns a quem não vejo há 5 anos. E mandam-me fotos dos filhos e vejo que o bébé recém-nascido já não tem dentes outra vez porque já passaram 6 anos e a fada-dos-dentes chegou.
Ainda ontem tinha uma família de candeias às avessas e hoje tenho uma família que se une na doença quando entende que não somos eternos, porra! Será que é preciso esta puta desta doença pra nos acordar? Pra nos unir? Pra nos fazer separar o relevante do irrelevante?
Ainda ontem brincava com os meus primos no regato e hoje reparo que ainda não ensinei os filhos deles a brincar com as folhas que fazem de barcos e de traineiras.
Porque o tempo não me chega, não consigo chegar a todos os lados, estar com todos com quem quero, fazer tudo aquilo que quero, não tenho tempo. Tempo, porra!!!
E não tenho a certeza de ter feito sempre as escolhas certas. Mas eu que sempre fui pronta a fazê-la assumo as consequências. E assumo que estar hoje a 3 mil kilómetros de de vocês nem sempre é fácil, mas é certamente uma opção válida. Talvez.
Há 3 semanas atrás fui a Portugal e vi que passados 5 meses o meu Pai caminhava ainda mais torto, mais torcido, mais velho. A minha Mãe ostenta agora uma farta cabeleira branca e passou tudo muito depressa. E eu… e eu tenho fucking 35. Só menos 16 que a minha Tia, que tinha menos 16 anos que o meu Pai.

Os abraços

Abraçar é algo tão pessoal.
Quando alguém nos abraça permitimos que invadam aqueles dois palmos de distância que mantemos à nossa volta e chamamos “espaço íntimo”. Dependendo de como fomos educados, se os nossos Pais nos davam abraços com frequência ou não, podemo-nos sentir mais ou menos à vontade com o gesto. Mas mesmo que tenhamos tido uns Pais amorosíssimos, passamos sempre por aquela fase denominada adolescência em que rejeitamos o nosso corpo, que achamos que um abraço é sinónimo de ser lamechas e fracos, e desabituamo-nos a abraçar.
Aqui há uns anos fiz uma terapia um bocado marada (de que não me lembro bem o nome) com uma Senhora extraordinária e que começava cada sessão com um abraço. Aquilo era estranhíssimo!
A terapia devia-se ao facto de eu não verter uma única lágrima há uns bons 10 anos e como tal, cada vez que me emocionava ficava com tudo contido dentro do peito e tinha falta de ar, dores físicas mesmo. Basicamente, não conseguia libertar os sentimentos.
A terapia foi impecável sendo o momento áureo da mesma o dia em que desatei a chorar a ver o Extreme Make Over. Juro. Depois de 10 anos sem uma única lagriminha no canto do olho, não é um bom filme que me liberta, não é uma música, é uma casa a ser demolida e reconstruída por gajos pagos a peso de ouro em reality TV. Seriously?
Adiante!
Passado aí um ano de ter terminado a dita terapia comecei a fazer Candeia. Ora a Candeia é um grupo em que abraçar é a modos que mandatório. No meu primeiro fim de semana de animadores pensei que aquela gente fazia toda parte duma seita e que estava tudo tolinho. Um dos primeiros exercícios era estarmos todos em roda e tínhamos que ir abraçar uma pessoa que achassemos que precisava dum abraço. Ora eu não conhecia nenhum daqueles cromos! Como é que eles sabiam se eu precisava ou não?!?! De repente dou comigo a receber uma porradona de abraços e eu sem me deslocar pra abraçar ninguém. O certo é que os abraços eram distribuídos com tanto carinho, com tanta disponibilidade por parte de cada pessoa que eu … gostei!
E durante 6 anos tive direito a todo o tipo de abraços: fortes, chorosos, daqueles que tiram as saudades, dos outros em que se sente o coração, abraços medrosos, abraços palhaços, abraços carregados em ombros, abraços, abraços, abraços.
Já não faço Candeia desde Setembro de 2010 e desde então abraço e sou abraçada, e alguns com saudades, principalmente quando me vêm visitar (ou o mega abraço que dei e recebi dos farrapos que andam a dar a volta ao mundo, e meu, aquilo foi um abraço à séria!!!), mas geralmente não é a mesma coisa. Porque a não ser que seja alguém que esteja habituado a fazê-lo, a mágica quebra-se no sentimento retraído involuntário do outro provocado pela minha invasão do espaço íntimo deles.

Enfim, não me posso queixar, até porque sempre que vou a Portugal my Candeia “mimes me!” mas digamos que passei duma eficácia de abraço de 100% para uns… 30%.
E ontem abraçaram-me como nesta foto (pirosa, peço muitas desculpas mas não encontrei melhor que isto) tendo-me apanhado desprevenida, e derreti-me inteira e percebi AS SAUDADES que eu tenho deste tipo de mimo. Tenho mesmo muitas muitas saudades. Quero mais.

E só porque tenho mesmo muitas saudades, ponho aqui alguns dos meus xi-corações favoritos. (se esperavam fotos dos meus exs estão munto enganados!)