As relações cibernaúticas

Eu sou geração Messenger (em vez de à rasca). Sou da geração em que o contacto já não se perdia com a mudança de casa, que mais de 50% dos meus amigos usavam o MSN para poder continuar em contacto fosse em que País fosse. Sou da geração do MIRC e dos chats nas Universidades. Sou duma geração que usa e abusa dos chats, e sem abreviaturas.
Sou então da “equipa” de amores insuflados por emoticons, bonequinhos que abraçam, que mandam beijos.
Sou também da geração dos blogs, depositando alter egos, pretensões ou corações partidos e consertados em linhas que dão a ilusão a quem lê que nos conhece.
Agora sou da geração do Facebook, em que a vida de tanta gente se explana ali dando-nos a sensação de que estamos mais perto quando afinal de contas estamos a quatro mil kilómetros de distância.
Esta sensação de proximidade falsa construiu emoções que se julgaram sentimentos. Pessoas que se dizem apaixonadas por pessoas com quem falam diariamente via chat mas que vêem duas vezes por mês. Relações que em vez de terminarem se arrastam e prolongam em grandes discussões escritas. Porque eu disse-lhe e ele respondeu-me, porque nós falamos na net e ele afinal até pensou melhor e afinal o miúdo pode ficar comigo às quintas. Porque eu lhe telefonei todos os dias, e mandei um sms logo de manhã, e outro ao meio-dia e outro à tarde, e o das boas-noites. Mas viste-a? Estiveste com ela? Tenho uma vida super ocupada, mesmo complicada, “consegui” tomar café com ela há 15 dias, mas ultimamente não tem dado. Mas eu tenho falado com ela todos os dias, sabes, e gosto mesmo de falar com ela.
Agora veio a moda dos likes de FB: mas ela foi ver as minhas fotos todas e fez like daquela onde estava a minha ex. e deixou um comentário meiguinho. E eu pus lá as fotos que tirei no dia anterior a pensar nela.
Mas viste-a? Falaste com ela? Eu moro no Porto, ela está em Castelo Branco, é longe, só dá pra nos vermos uma vez por mês.
Mas estou tão apaixonado(a). Eu gosto mesmo dele(a). Mesmo.
Quando fechas os olhos vês o quê? A cara dele(a) ou o nick?
Mas tu nem o (a) conheces!!!
Eu não consigo deixar de falar com ele (a).
Este falar, este gostar, este sentir é falso. Nós falamos para um écran e dizemos coisas que nem acordados diríamos. Partilhamos, dizemos e acredito que sentimos. Só não construímos. Mas temos a ideia de que nos sentimos menos sozinhos.
Para mim que vivo fora, a distância é capaz de morder e destruir devagarinho relações, por isso agarro-me com unhas e dentes à Internet que me aproxima daqueles de quem tenho tantas saudades e com quem quero manter contacto. Tenho o blog, vou ao Facebook ver o que eles andam a fazer, e tenho três chats diferentes instalados e ligados em permanência.
É difícil não entrar na onda das relações empoladas com os ex-namorados que estão nestes meios todos. Já fui uma especialista em ter ideias e relações com o écran. Era tudo forte e sentido até ao momento em que me reencontrava com a pessoa e qual castelo de cartas montado no ar, tudo se esfumava. Ou o que era pior, ver que do outro lado não havia o sentimento que eu tinha impregnado nos smiles que ele me mandou. E somos tantos a fazer o mesmo. A procrastinar finais, a adiar o inadiável e a manter estas relações verdadeiramente frágeis só porque nos queremos sentir menos sozinhos. Temos relações com nós próprios e como não somos tolinhos, recusamos-nos a aceitar que nunca houve uma relação a sério, então fazemos a loucura e metemo-nos no carro ou no avião e vamos ter com a pessoa. Vês? Vês? Dizemos aos amigos, eu estive lá com ele (a) e foi giro, foi romântico e foi mesmo como quando falamos na net. E o tempo vai passando, e de repente passou ano e meio, e eu tive uma relação fantástica com um portátil e gastei novecentos euros em bilhetes de avião e gasolina e portagens e afinal o gajo é um cabrão e afinal a gaja gosta doutro. Como é que me posso ter enganado tanto?!
E é assim que muitas amigas minhas andam. Miúdas tão giras, tão porreiras e tão enganadas.

Reflexões de sexta-feira

O certo é que a melhor coisa que aprendi nos últimos tempos, e para a qual faço um esforço titânico, é a não me comparar com ninguém, nem deixar que me comparem. Fica-se assim numa posição de espectadora, no nosso mundo, em que nada nos demove de quem somos verdadeiramente.
Acho que a coisa mais difícil na vida é gerir expectativas. Principalmente as que os outros têm de nós, mas muito também sobre as que temos sobre os outros. Noventa por cento das vezes a nossa tristeza advém da destruição dos sonhos que tínhamos sobre como seria a nossa vida com outra pessoa. A expectativa que tínhamos sobre como seria namorar com ele, viver com ele, ter filhos com ele. Mesmo que nem às paredes confessemos, porque mulher independente e garbosa de tal jamais vai dizer que pensa em marido e filhos. Mas pensamos. E fazemos projecções e sonhos. E quando de repente levamos com um balde de água fria a tristeza bate porque tudo o que imaginamos não se vai concretizar. Ficamos tão agarradas ao quão maravilhoso ia ser que nos esquecemos do quão real é o presente e aquele olhar, aquele toque, foi só um olhar e um toque naquele dia, que para a pessoa foi um momento e para nós um sonho, tudo o que nós queríamos e daí a sonharmos acordadas e divagar são dois passos.
O exercício de não comparação com outrem e de gestão das expectativas para o dia de hoje, e não do futuro, é o meu work in progress, e chama-se dominar o meu ego. Tenho 34 anos e passei os últimos 20 a sonhar com o quão fixe ia ser se aquela pessoa fosse A pessoa. Nos últimos 4 ou 5 anos tenho feito um exercício de limpeza de hábitos e maneiras de pensar que me levavam a repetir padrões. Nos últimos 6 meses tenho feito o tal exercício de contracção do ego. Tê-lo bajo control, posso desde já dizer que é uma coisa diária. Todos os dias acontece algo que me irrita e apesar de ainda dar lugar a umas acções impulsivas, já não desato a resmungar durante horas com as pessoas e o mundo nos meus reconhecidos ataques de fúria aos quais os meus amigos acham imensa piada (e eu não). Páro. Páro mesmo tudo o que esteja a fazer. Sento-me e respiro fundo 3 vezes. A seguir penso: porque é que estou irritada? Não é porque é que outros me irritaram, é porque é que EU ainda me sinto irritada? A grande maioria das vezes seguem-se ilações que são duras de assumir mas que se resumem a: porque me comparei com a fulaninha e acho que sou melhor que ela. Ou porque aquela pessoa em questão me fez sentir inferior. Mas inferior a quê? A quem? E o que se passou foi há quanto tempo? Dois anos? Oito anos? O que me adianta a mim ficar chateada com o que já aconteceu há oito anos atrás e que não faz qualquer sentido agora? O que é a realidade do momento presente? Neste momento eu sou uma pessoa diferente e melhor do que o que era há oito anos atrás. E aquele acontecimento há  tantos anos deu-se com pessoas que hoje em dia também são diferentes. E se não são diferentes, se não mudaram, mudei eu. E eu decidi que se calhar, “peut-être” já não faz muito sentido eu continuar a lidar com aquelas pessoas, porque o mundo avança, a vida muda, e acima de tudo, a minha maneira de ser mudou, logo a identificação que eu tinha com aquela pessoa: já não existe. Sendo assim, porque diabo vou eu zangar-me com alguém que já não me diz nada? Porque é que vou ficar irritada com algo que já aconteceu e que não afecta em NADA o meu dia de hoje?
Nem sempre é fácil, mas aceitar os outros “just as they are” e que NOS aceitem, exactamente como somos, é o sonho de qualquer pessoa, até da Bridget Jones. Porque um dia vamos acordar dentro dum casamento em que, como dizia a senhora do post que publiquei há uns tempos, e vamos estar sozinhas na mesma, mas com o dobro da roupa para lavar. E vamos ter que estar disponíveis para dar e dar, sem pedir em troca, pura e simplesmente gostar de tomar conta de outrem, de amar incondicionalmente (o que inclui gostar de um riso à porco, por exemplo). E quem estiver connosco vai querer futebol, jolas com os amigos e um colinho e um miminho, e a comida pronta, e em troca dar-nos-ão outras coisas que não nos ensinaram que existe como um ombro e um abraço, e um pragmatismo que reduz os nosso problemas a zero, e uma piada que nos faz sentir bem no dia em que tudo correu mal. E o apoio e admiração incondicional da pessoa que somos. E o fazer-nos sentir especiais só porque gostam de estar ao pé de nós e partilhar as coisas do dia-a-dia connosco. E tantas outras coisas que só os homens sabem dar, à sua maneira.
Quanto mais falo mais chego à conclusão que o que me aconteceu antes de chegar a este ponto foi bom. Foi preciso. Se não tivesse escorregado nas pessoas erradas, não saberia achar o certo. Que venha ele! :))
Como disse e bem esta lady aqui: http://www.huffingtonpost.com/tracy-mcmillan/why-youre-not-married_b_822088.html?ref=fb&src=sp

“Because ultimately, marriage is not about getting something — it’s about giving it. Strangely, men understand this more than we do. Probably because for them marriage involves sacrificing their most treasured possession — a free-agent penis — and for us, it’s the culmination of a princess fantasy so universal, it built Disneyland.“

Massada de peixe

Apetece-me falar mas não sei bem de quê. Repetir que tenho imensa vontade de alapar o courato ao sol é contra-producente. Fecho os olhos e vejo a praia e as palmeiras e a areia e ao fim de exactamente 5 minutos … booooring! também não é bem por aqui. Viajar agora para sítios onde esteja frio não me apetece. Vou mudar de casa e gastar guito e transportar os tarecos todos pra outra cidade e isso implica gastar dinheirinho. Hoje recebi uma carta dos senhores dos impostos, muito simpática, que dizia que não lhes devo nada. Ao menos isso. Mas eu quero mesmo é que a carta diga que me vão devolver pilim. Isso é que eu quero. Que é pra eu ter a certeza que me vou poder escarrapachar ao sol pra algum lado. Comprar um bilhete de avião, e ir. Mas depois há a questão dos dias de férias. Ora eu reservei três semanas este ano pra Route 66. Se as minhas amigas se cortam à última da hora até as como! Ou não. Pego em mim e vou ali até à Guatemala e assim. Eu gostava muito de ir ao Egipto e à Líbia e à Tunísia, mas dizem os telejornais que se calhar agora não é boa ideia. Espero que as bombas não destruam tudo que é pra eu poder visitar ainda alguma coisinha que não sejam escombros. Também espero que os filhos da puta que tomam as decisões de as mandar pelas populações abaixo morram com uma ronha no cú e tapume na boca pra saberem o que lhes dói.
Depois também tenho pensado sobre quanto tempo devo ainda ficar na Holanda. Chegando a Fevereiro é sempre o mesmo drama. A questão é que este tempo não se aguenta. Mas passando o mês de março em fast forward, chega-se a Abril, Queen’s Day, Vondelpark e festinhas, mais uns festivais, férias e santos em Junho, e de repente é Julho, Agosto tolera-se, vai-se a Portugal outra vez, vai-se de férias em Setembro, e passou mais um ano. E nisto o tempo voa e estou cá há mais tempo que o que tinha pensado. Também é certo que só agora é que estou a cumprir o meu segundo (e mais importante) objectivo profissional que define quando pra cá vim. Há muito tempo que me apetece tirar dois meses de sabática e ir passar uns tempos ao Equador, ou a Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, enfim, fazer voluntariado por dois mesitos. Mas também me apetece casar e ter filhos e isso não sei se é compatível com planos a dois anos. E eu não sou nada boa a fazer planos. Vira-se sempre tudo do avesso, dá-se uma mudança inesperada, eu coopero e lá vou eu. Sempre assim. Eu nem tenho muito tempo livre pra pensar nisto tudo. O certo é que fixe, fixe, era eu cá estar mais dois anos a bulir, depois tirar 2 ou 3 meses de sabática, e voltar pra Portugal, viver em Lisboa na casa ensolarada que sempre quis ter.Se no meio disto tudo arranjasse um gajo porreiro que quisesse alinhar nesta aventura toda, casava e tudo. Ou ajuntava-me, que vai dar ao mesmo.
E lá pra Julho acho que vou buscar outra Petzi. Vou ver se ela escolhe um cão ou uma cadela pra trazer pra casa connosco. E assim esta aventura toda dos dois anos vai ser acompanhada por mais um elemento canino. Também pode ser que eu tenha sorte e a Petzi tenha o cio em Abril, e aí já a levo até ao veterinário e tuca tuca com o Kruk e têm mais cãezinhos. Depois não sei bem como é que faço em Junho para ir de férias tendo cachorros tão pequenos em casa, mas de certeza que consigo alguém que me ajude a tomar conta dos cachopos.
Entretanto vou continuar a pensar em sol, e em caipirinhas, e no cabrão do meu irmão que foi hoje pro Brasil, e posso pensar ainda que em Julho podia bem ir ao casamento da minha amiga Luciene no Brasil, mas nesse mês não podia comprar o cão. Mas depois também não tenho dias de férias que cheguem pra ir à Route 66. E se as minhas amigas se cortam que faço eu a 3 semanas de férias? Será que as posso acumular pro ano que vem e fazer mês e meio num lado qualquer, por exemplo, em Fevereiro do ano que vem não por cá as patas!
Gostava mesmo de viver em Nova York. Mas depois era muito longe e eles não dão muitos dias de férias. E assim não brinco. Se calhar passava lá o mês e meio! Mas tinha de ser com sol. Mas e depois a praia e as caipirinhas? Ai, não sei. Tou confusa.
Era isto.

Acho que foi do beijo na testa

Apresentaram-me este blog Design Sponge que tem uns posts de decoração que me apaixonam, e habitualmente conta com umas fotos deliciosas. Este post em particular tem uma foto dum casal de noivos em que ele lhe dá um beijo na testa. Conquistou-me no primeiro momento: é o meu beijo favorito. E reservado a poucos.
A seguir conta o seguinte:
Vão lá espreitar que vão gostar.

Brilliant to so many levels que nem sei por onde começar. Levam com o texto (quase) todo.

(…) Because the fact is — if whatever you’re doing right now was going to get you married, you’d already have a ring on it. So without further ado, let’s look at the top six reasons why you’re not married.
1. You’re a Bitch.
Here’s what I mean by bitch. I mean you’re angry. You probably don’t think you’re angry. You think you’re super smart, or if you’ve been to a lot of therapy, that you’re setting boundaries. But the truth is you’re pissed. At your mom. At the military-industrial complex. At Sarah Palin. And it’s scaring men off.

The deal is: most men just want to marry someone who is nice to them. I am the mother of a 13-year-old boy, which is like living with the single-cell protozoa version of a husband. Here’s what my son wants out of life: macaroni and cheese, a video game, and Kim Kardashian. Have you ever seen Kim Kardashian angry? I didn’t think so. You’ve seen Kim Kardashian smile, wiggle, and make a sex tape. Female anger terrifies men. I know it seems unfair that you have to work around a man’s fear and insecurity in order to get married — but actually, it’s perfect, since working around a man’s fear and insecurity is big part of what you’ll be doing as a wife.

2. You’re Shallow.

When it comes to choosing a husband, only one thing really, truly matters: character. So it stands to reason that a man’s character should be at the top of the list of things you are looking for, right? But if you’re not married, I already know it isn’t. Because if you were looking for a man of character, you would have found one by now. Men of character are, by definition, willing to commit.

Instead, you are looking for someone tall. Or rich. Or someone who knows what an Eames chair is. Unfortunately, this is not the thinking of a wife. This is the thinking of a teenaged girl. And men of character do not want to marry teenaged girls. Because teenage girls are never happy. And they never feel like cooking, either.

3. You’re a Slut.

Hooking up with some guy in a hot tub on a rooftop is fine for the ladies of Jersey Shore — but they’re not trying to get married. You are. Which means, unfortunately, that if you’re having sex outside committed relationships, you will have to stop. Why? Because past a certain age, casual sex is like recreational heroin — it doesn’t stay recreational for long.

That’s due in part to this thing called oxytocin — a bonding hormone that is released when a woman a) nurses her baby and b) has an orgasm — that will totally mess up your casual-sex game. It’s why you can be f**k-buddying with some dude who isn’t even all that great and the next thing you know, you’re totally strung out on him. And you have no idea how it happened. Oxytocin, that’s how it happened. And since nature can’t discriminate between marriage material and Charlie Sheen, you’re going to have to start being way more selective than you are right now.
4. You’re a Liar.
It usually goes something like this: you meet a guy who is cute and likes you, but he’s not really available for a relationship. He has some condition that absolutely precludes his availability, like he’s married, or he gets around town on a skateboard. Or maybe he just comes right out and says something cryptic and open to interpretation like, “I’m not really available for a relationship right now.”

You know if you tell him the truth — that you’re ready for marriage — he will stop calling. Usually that day. And you don’t want that. So you just tell him how perfect this is because you only want to have sex for fun! You love having fun sex! And you don’t want to get in a relationship at all! You swear!
About ten minutes later, the oxytocin kicks in. You start wanting more. But you don’t tell him that. That’s your secret — just between you and 22,000 of your closest girlfriends. Instead, you hang around, having sex with him, waiting for him to figure out that he can’t live without you. I have news: he will never “figure” this out. He already knows he can live without you just fine. And so do you. Or you wouldn’t be lying to him in the first place.

5. You’re Selfish.
If you’re not married, chances are you think a lot about you. You think about your thighs, your outfits, your naso-labial folds. You think about your career, or if you don’t have one, you think about doing yoga teacher training. Sometimes you think about how marrying a wealthy guy — or at least a guy with a really, really good job — would solve all your problems.

Howevs, a good wife, even a halfway decent one, does not spend most of her day thinking about herself. She has too much s**t to do, especially after having kids. This is why you see a lot of celebrity women getting husbands after they adopt. The kids put the woman on notice: Bitch, hello! It’s not all about you anymore! After a year or two of thinking about someone other than herself, suddenly, Brad Pitt or Harrison Ford comes along and decides to significantly other her. Which is also to say — if what you really want is a baby, go get you one. Your husband will be along shortly. Motherhood has a way of weeding out the lotharios.
6. You’re Not Good Enough.
Oh, I don’t think that. You do. I can tell because you’re not looking for a partner who is your equal. No, you want someone better than you are: better looking, better family, better job.

Here is what you need to know: You are enough right this minute. Period. Not understanding this is a major obstacle to getting married, since women who don’t know their own worth make terrible wives. Why? You can fake it for a while, but ultimately you won’t love your spouse any better than you love yourself. Smart men know this.
I see this at my son’s artsy, progressive school. Of 183 kids, maybe six have moms who are as cute as you’re trying to be. They’re attractive, sure. They’re just not objects. Their husbands (wisely) chose them for their character, not their cup size.

Alright, so that’s the bad news. The good news is that I believe every woman who wants to can find a great partner. You’re just going to need to get rid of the idea that marriage will make you happy. It won’t. Once the initial high wears off, you’ll just be you, except with twice as much laundry.
Because ultimately, marriage is not about getting something — it’s about giving it. Strangely, men understand this more than we do. Probably because for them marriage involves sacrificing their most treasured possession — a free-agent penis — and for us, it’s the culmination of a princess fantasy so universal, it built Disneyland.
The bottom line is that marriage is just a long-term opportunity to practice loving someone even when they don’t deserve it. Because most of the time, your messy, farting, macaroni-and-cheese eating man will not be doing what you want him to. But as you give him love anyway — because you have made up your mind to transform yourself into a person who is practicing being kind, deep, virtuous, truthful, giving, and most of all, accepting of your own dear self — you will find that you will experience the very thing you wanted all along:
Love.

E quero que o casamento dure 50 anos e um dia possa dizer coisas como estas. Uma ternura única.

Picture by Lauren Fleishman for Times Magazine

“Sometimes we think we love when we don’t love. A lot of people say they are in love but really we were young and we really didn’t know what love was all about. But afterward we found out what love was! Love is sharing with one another. Don’t care what you have you share what you have. And be willing to give. Another thing I tell people now is that you have to be able to bend a little bit. Yes, love is a powerful thing. If you know what it means.”

You know that real fire! And here was Sylvia — firey as anything.”

Moe: “We’ve been married for 66 years. We met in high school when I was 16 years old and my wife was 15 years old. And we’ve gone through life together. The love we feel now is a different type of love. It is a mature love. In the beginning, of course, there was a sexual attraction but right now sex has very little to do with it. But we love each other very much. Everyday my wife expresses her love to me. Everyday she says, Did I tell you how much I love you today? Everyday. Everyday she says that.”

Gloria: “I was the kind of girl that fell in love right away. So the next day I would tell my friend, terrific, I’m in love already! But after my first date with Sol I did not feel that way. I think it only proved to this day that you can’t judge right away. It may not work out but as you get to know a person love comes.”

We walk on the boardwalk 3 miles each day. At 2 o’clock we watch the news. I like to read books and he reads newspapers and books. What is the secret to love? A secret is a secret and I don’t reveal my secrets!”

Esther: “Now is supposed to be the best time and we are so afraid because we are losing people. So we love each other more. We worry about each other. You know, sometimes I say something and he reads my mind. They say you sleep on one pillow you get one idea. And I think that is what happened. We think alike, we sometimes dress alike. We put out the clothes and we dress the same way. It’s the years. The years.”

I would say love came little by little. Not right away. We were young and he was older but I liked him. He spoke to me in a very nice way. We have two children. A boy and a girl.”

I said, you know what Dolores? I’m going to marry that guy. She said, what are you talking about? And I said, I liked the way he kissed me. Honest to God. And when you think about it, how many years back that is! I said I like the way he kissed me and I’m gonna marry him.”

My feeling was that if I made a mistake it would be my mistake and I’d only have myself to blame. If I didn’t marry him and I didn’t meet anyone else that equalled the way I felt for him I would always blame my family. So I took it upon myself to say yes.”

Angie: “You don’t really think about getting older. First of all, you’re aging together and when you see a person constantly you don’t notice big changes. You don’t notice, oh, you are getting a little wrinkle here and tomorrow you say it’s a little deeper. Those are things that just happen. You don’t pay attention to those things. I mean, I am not thinking everyday, oh my husband is 83 years old and my goodness I am married to an old man! And I hope he feels that way too.”

O mal é sono

Há dias em que não apetece adormecer.
Não apetece acordar.
Não apetece comer.
Não apetece rir.
Apetece chorar. Ficar escondida até que o sol saia e os blues se vão embora.
Há dias em que há uma tristeza tão cinzenta como o cabrão do céu que me cobre.
Dias há em que todos os esforços que envidamos para nos animar parece que pura e simplesmente não resultam.
E nem sequer é hormonal.
É só cansaço. Aborrecimento.
Preciso urgentemente de duas coisas: sol e duma relação com um tipo como deve ser.
Este fim de semana foi estranho, e no fundo foi uma seca. Valeu a feijoada na sexta.
Agradeço o telefonema dos amigos que estão longe.
Fora isso, bela merda.
Não gostei do meu sábado, foi muito intenso, muito estranho, comigo a querer ser simpática e politicamente correcta, e a dizer asneiras consecutivas.
Conheci pela primeira vez um casal de lésbicas e descobri que tenho alguma dificuldade em lidar com a situação.
Acima de tudo tive que assumir perante mim mesma que depois de tanto livro e activismo, ainda sou preconceituosa.
E não gostei de me ver.
Não sei se quero viver em Amesterdão outra vez porque no fundo não gosto do cantos, recantos e cheiros. Mas estou a ficar farta de ter os amigos todos longe.
O certo é que quando lá vivi, também não os via assim tanto. Mesmo os meus vizinhos, que são uns amores, nunca os vejo. Sou eu quem se fecha.
No Domingo fiquei em casa o dia todo porque precisava de silêncio, organizar ideias. Fiz um frango no forno que estava um nojo. Acho que o vou deitar fora porque não consigo comer aquilo.
Usei aquela coisa de “frango no saco” do PD. Não presta.
Acho que este foi o post mais depressivo que escrevi nos últimos anos, mas é que hoje é mesmo dia não. Dia cinzento.
Preciso de sol. Preciso de calor. E definitivamente, preciso de dormir.

Just this simple

O que eu gostava, mas o que eu gostava que a minha vida fosse como um filme da Meg Ryan, mais propriamente o When Harry met Sally.
Aliás, concretizando, é assim que eu quero que seja, com banda sonora dos 50’s e tudo e tudo.
E não me venham com tretas de que são coisas de filmes, e que é tudo falso e na realidade nada disto se passa. Eu não quero acreditar em vocês.
Eu quero um sentimento assim, uma vontade de estar junto assim, um companheiro assim.
Já vi este filme mais de vinte vezes, sem exagero. É o filme da minha vida.
O Billy Cristal não é bonito. Não é de fiar. É um palerma. Mas quando se apaixona, é pela mulher inteira, ama os defeitos todos que ela tem e como ela pede tudo on the side. E ela aceita-o mesmo sendo um infantilóide porque ele fá-la rir mesmo quando ela está triste como a noite e a morrer de nervos.
É isso que eu quero. É assim que eu quero. É tudo o que eu quero.

No ano passado estive no sítio onde eles se separam pela primeira vez e vibrei porque com toda a minha sorte estava lá um grupo de jazz de Nova Orleães aos quais comprei dois CDs só porque me fizeram sentir que estava dentro deste filme especificamente. A música deixou-me num estado de felicidade que dancei no meio da praça e fiquei com o coração aos pulos o dia inteiro. É uma vibração de bem estar para a qual não tenho qualquer justa explicação.

Quando estou mais em baixo vejo e revejo sequências e o meu coração ainda estremece quando ele chega ao pé dela na passagem do ano e diz que é um cobarde que a ama.

Afinal de contas, os homens e as mulheres podem ser só amigos? Eu acredito piamente que sim, tal como a Sally acredita. Mas se um dia me provarem desta forma que estou errada, não me importo.