Há muitas formas de lidar com o Sucesso, e muitas formas de reagir e alterar as reacções ao Fracasso.
Um é inerente ao outro.
Eu, entre outras coisas, tento lembrar-me duma lenda que ouvi há uns anos e que rematava com um “também isto passará”.
Tanto o fracasso como o sucesso, a alegria e a tristeza, a força e a fraqueza, o coração apaixonado e o coração partido, quando acontecem digo a mim mesma muitas vezes: também isto passará.
E passa.
Tudo passa.
Além desta lenda uso o que o José Sebastião me ensinou.
Mas quem é o palhaço do José Sebastião?!
Exacto: é um palhaço. Mas é um tipo de palhaço diferente daquele que nós insultamos na rua ou odiamos nos circos. O Sebastião é Clown. Ou seja, utiliza ferramentas de teatro e vale-se da improvisação e da exploração de emoções do público para conseguir gargalhadas ou lágrimas.
Eu fiz um Curso de Clown, aliás, fiz DOIS cursos de Clown com o Sebastião. Naqueles fins de semana ri-me muito, mas senti que me expus em quádruplo, e que exagerei tanto em transmitir sorriso e captar dor, que quando saí de lá pensei que vários triciclos me tinham atropelado. Mas valeu a pena!
O Sô José Sebastião (que é um tipo porreiríssimo e deve ter uns 30 e pico) nem sonha que o estou a recomendar, ele não me vê há uns 4 anos e não sabe sequer o meu nome, muito menos quem é a Andorinha. Eu recomendo o curso por causa dos comentários do post em baixo e porque acho sinceramente que foi um marco na minha vida.
Vejam se por aqui conseguem chegar ao moço, e inscrevam-se. É mesmo bom.
Arrisquem que aqui não há falha! 🙂
Cenas fixes que outros encontram e que temos que partilhar
Inspire, Expire
Foi mesmo assim que eu me senti quando tomei algumas decisões mais sérias esta semana. A partir do momento em que as pus em prática invadiu-me uma paz que não tem explicação.
As insónias desapareceram, a agressividade foi embora, senti-me mesmo bem. Acho que é mesmo porque fazia sentido, não porque tivesse que ser.
(nunca li nada da Alexandra Solnado, mas achei este texto num blog perto e achei just perfect)
Existe uma paz que só se alcança quando as decisões que tomas são as mais correctas. Mais correctas para ti, naturalmente. Normalmente, a maioria das pessoas toma as decisões baseadas na ideia do «tem de ser», «não há outra hipótese» ou «tenho mesmo de fazer isto».
São decisões empurradas pela mente, pelo ego controlador e sinistro, que foge da tua alma pois tem medo da força que ela tem. Volto a dizer – as decisões quando são tomadas respeitando a energia original têm uma força tremenda.
Porque tudo está no seu lugar quando uma pessoa se respeita, quando uma pessoa sabe que o que é melhor para si pode não ser o melhor para os outros. Sempre que tomares uma decisão, faz o seguinte: nem que seja por um segundo, fecha os olhos e sente o teu peito. Mais do que isso. Sente a tua intuição.
Às vezes o peito sofre com as decisões que a nossa intuição nos diz que temos de tomar. Sente a tua intuição. Há paz? Há coerência energética? Há aquele sentimento tão antigo de que «tudo está no seu lugar»? Se sim, está certo. É a tua decisão mais acertada. Se não, já sabes o que tens de fazer.
Alexandra Solnado
Um dia a minha casa vai ser assim
Não há nada melhor que “os meus putos“.
Ninguém me deixa tão contente como eles.
Mais ninguém me ouve dizer tantas vezes: gosto mesmo muito de ti.
São aqueles que fazem o meu coração transbordar de amor, amor a sério, daquele amor de entrega total, aquele sem reservas que no dia a dia sou tão récia a usar. Com eles não há muro nem muralha, nem castelo que se consiga defender dum ataque de meladice ternurenta. (pirosa!)
Ontem uma delas fez anos e telefonei pra dar um beijinho. Ela que é a que diz sempre “detesto cenas lamechas”, “não sou nada de abraços e muito contacto”, é a que abraça mais forte na hora H. Ontem quando lhe disse: sabes que gosto muito de ti, não sabes? E ela riu-se e ficou toda encavacada, e deu mesmo pra perceber que no espaço dum segundo a felicidade lhe entrou pelo ouvido, passou direitinha ao coração e subiu em forma de gargalhada. E eu ganhei o dia. E a semana. E o mês!
Como sou uma sôfrega, tentei ainda falar com uma das minhas meninas favoritas, mas não consegui porque não se ouvia um caroço. E “ao acordar de manhã, vi um sol grande e bonito” e um sms que dizia: Sofia! Que alegria! Hoje vou dormir mais contente porque me ligaste!
E oh pá, o meu coração quase que arrebenta de saudades e em 3 segundos passam aqueles flashes do “mas porque é que tenho que estar tão longe?!?!” e depois lembro-me do meu lema de “longe mas perto” e aguardo pacientemente pela hora a que posso telefonar pra dar um alô e saber das novidades.
Se eu pudesse adoptava-os assim em barda, era logo um grupo de 12! Strau!!
Lembram-se duma telenovela que dava quando nós éramos miúdos com um tipo que era surfista e tinha uma casa cheia de filhos adoptados e todos adolescentes? Chamava-se Top Model e entrava a Malu Mader e a música principal do casalinho era o “Right here, waiting for you” do Richard Marx, e a Hey Jude, mas em brasuca, e eu achava aquilo o máximo e chorava e tudo e hoje quando a ouço só não vomito porque aos nossos tempos de adolescente perdoa-se tudo.
Um dia vou ter uma casa assim! Um dia vou poder trazer pra minha casa “os meus putos” e tê-los todos à mesa a falar ao mesmo tempo, uns por cima dos outros e poder abraçá-los quando eu quiser e beijá-los quando eu quiser e mandar vir com eles quando eu quiser, e apoioá-los tanto quanto puder e acordá-los logo de manhã com um: diz que me adoras!
Eu adoro-te!!!
(Piroooosa!)
Hoje acordei assim, irreversivelmente de bem com o mundo e de coração cheio.
Arranged marriage
Ontem fui ao encontro mensal de estrangeiros patrocinado pela minha empresa.
Já não aparecia num há talvez mais de um ano.
Não éramos muitos. Começamos 2 Tugas, uma miúda da Nova Zelândia, duas Francesas, depois apareceram 2 Indianos, mais tarde um inglês e rematamos com um Australiano e uma Polaca, todos extremamente simpáticos.
Os Indianos chegaram juntos, um rapaz e uma rapariga, e pelos vistos já conheciam os outros. Talvez por isso quando eu perguntei: mas vocês conheceram-se cá, ou já vieram pra cá como casal? obtive uma resposta tão sincera e inesperada que não caí pra trás por um triz:
“Ele veio primeiro, e eu vim depois quando nos casamos. Foi um casamento arranjado. Não o conhecia.”
PÁRÔ, PÁRÔ, PÁRÔ!!! PAROU TUDO!!!
Como é que é?!?!
Ambos os membros do casal deviam ter no máximo 30 anos, possivelmente menos.
Tanto ela como ele eram giros, notava-se que deviam ser de boas famílias, de castas mais altas.
Não aguentei e pedi-lhe pra explicar como é que eram feitos casamentos assim.
“Isso pra nós é muito natural. A minha Mãe escolhe.”
PAROU TUDO OUTRA VEZ!
Tava bem lixada se fosse a minha Mãe a escolher! É que ela diz preto e eu digo branco. Temos gostos opostos, e nunca acerta em nada do que me fica bem.
“Ah, sim, mas eu tinha direito a recusar!”
“Aliás, eu fui o 11°!” – diz ele todo contente
“Sim, eu queria um homem de acordo com uma lista de requisitos. Tinha de ser charmoso, deixar-me trabalhar e ser moderno, e simpático, e agradável e bla bla bla”
E os meu olhos cresciam. Isto é como ir buscar um gajo à prateleira da loja! Como quem compra um sobretudo, estás a imaginar? Exacto: pelo joelho, justo na cinta, cor creme, …
Mesmo assim, wtf, alguém escolher um marido pra mim?!?!
Não me consigo imaginar nessa opção. O certo é que talvez fosse mais fácil…ou não.
Realmente isto é mesmo algo cultural com uma força que chega aos dias de hoje. Eles acham que o nosso sistema de relações é muito complicado e stressante. E é. Mas deixar a minha Mãezinha escolher-me o gajo com quem eu vou dormir à noite? NO WAY!
Padrões
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| Daqui |
Há uma certa tendência para mantermos determinados padrões, mesmo quando nocivos. É uma espécie de masoquismo incompreensível, mas que achamos altamente justificado porque, afinal, os outros passam pelo mesmo, e é assim que acabamos todos a lamentarmo-nos nos ombros uns dos outros. Por exemplo, eu não tenho preferência por loiros ou morenos, mas sei que costumo encontrar para meus pares pessoas arrogantes, com um elevado nível de auto-confiança. O motivo? Talvez porque eu não goste de gente sem iniciativa ou xoninhas, gosto de pessoas que sabem o que querem e para onde vão. Estas pessoas costumam ter um efeito padrão em mim: encaro-as como desafiantes, e logo “dão-me pica”. O que dá origem a outros comportamentos padrão em mim, como ter alguma dificuldade em desligar-me de assuntos e pessoas e uma capacidade quase inata para fazer tudo ao contrário do que recomendaria a qualquer amigo ou amiga.
A alteração do padrão depende única e exclusivamente da alteração do meu comportamento, e é aqui onde nós insistimos em complicar. Eu sei que tenho que mudar, mas não quero. Agora porra, se passo a vida a levar pancada porque não quero mudar, tenho ou não que ser muito estúpida?
Por isso, é pra mudar, é pra mudar.
Chega de me auto mutilar. Chega de achar que vou ganhar. Chega de considerar um desafio aquilo que não é mais que um padrão que me rompe a racionalidade.
Aprendi a romper padrões há ano e meio, e há cinco anos que gosto mais de mim que de qualquer pessoa. A minha sanidade depende da capacidade de cortar pela raiz, que é como quem diz, pelos tomates. Já eras.
Na Candeia dizemos coisas como:
O Amor é uma BOMBA!!!
E enchemos bem o O de BOOOOOOOOOOOOOOOOMBA!
É tão fixe.
Quando quero ficar bem disposta digo isto, fecho os olhos e salto pra uma lagoa imaginária.
É tão fixe.
Lê, relê, volta a ler, lembra-te que hoje é sexta. Lê, relê, volta a ler.
Coisas que abomino verdadeiramente e me fazem ter fel na garganta
Perder tempo, pessoas que me façam perder tempo, pessoas que gostem de perder tempo!
Irrita-me, mexe comigo, faz-me urticária, fico mal disposta, só me apetece usar palmatórias antigas e encher-lhes aquele rabo de nódoas negras!
Por exemplo:
1) Perder horas no trânsito;
2) Fazer viagens de 2 horas em vez de 1 hora só pra poupar 3 euros, seja no bilhete, seja em combustível;
3) Deixar-me plantada implica que não vou poder usar aquele tempo que estive à “tua espera ó minha besta” em mil coisas úteis que tinha pra fazer e vou ter que fazer DEPOIS. E tu não vais lá estar pra me ajudar, pois não?!?! Pois!;
4) Maus filmes;
5) Pedir-me pra esperar sem uma razão plausível. Ser-se LENTO não é uma razão plausível. Ter o rabo pesado, não é uma razão plausível. Não ter relógio, não é uma razão plausível;
6) Horas passadas a vasculhar um documento só porque se ACHA que, se calhar, na linha 2587 há algo que pode não estar bem explicado. Tudo isto porque se é altamente desconfiado e não se é capaz de confiar em rigorosamente mais ninguém pra fazer o trabalho. Odeio gente desconfiada.
7) Trabalho que me pedem pra fazer e depois deitam fora porque achem que eles mesmos fazem melhor, não porque saibam mais que eu, mas porque não sabem delegar ou confiar. Se querem assim tanto fazê-lo pra mostrar que são uns vítimas que trabalham até muito tarde e têm imenso trabalho, ora porra: façam-no vocês e larguem-me a loja!!
e podia continuar. Mas tou a ficar ainda mais irritada, e isso faz com que eu perca tempo útil. Fui.

