Uma semana inteirinha no Algarve, com avião incluído, por 277 euros, até dia 8 de Junho.
Verdade, verdadinha.
Não me admira que os meus colegas conheçam todos o Algarve.
Aqui, é clicar.
Que saudades de casa…
P’las Ruas do Carlos Costa Branco
Entao, e sobre as camaras, nao se diz nada?
Ninguem fala na tipa que se quer reformar aos 47? Nem nas dividas e corrupcao das camaras municipais?
Preferem discutir caes e a morte dum bebe que todos dizem (eu inclusive, que sou uma gaja cheia de razoes e bazofia) que sabem como e’ que aconteceu. E falar da mala da Pepa, nao e’ do best?
Pois, eu compreendo. Os jornais e as redes sociais sao eximios a manobrar a opiniao publica.
Ignorance is a bliss.
Eu não ia escrever sobre isto, mas vai ter que ser porque ontem fui pra cama mal disposta e ou deito isto fora ou rebento, e implodir é que não pode ser.
Relativamente à história da criancinha e do cão: eu recebi como quase toda a gente a foto e as petições e não partilhei nem assinei a mesma por uma razão muito simples: eu não conheço o bicho.
O que eu conheço é a realidade e a pobreza em Portugal (e não só) e que me leva a perguntas simples e concretas:
– o que car@lho faz uma criança de um ano e meio, que mal sabe andar, a passear por uma casa às escuras durante a noite?
– terei sido só eu a entender que uma criança dessa idade deve estar dentro de um berço com uma grade para não poder sair uma vez que pode cair da cama, bater com a cabeça e morrer?
– se calhar estava a dormir com os Pais, que coitadinhos não tinham dinheiro pro berço (esta gente não sabe o que é um contraceptivo), e não perceberam que o bébé se pôs a andar da cama onde eles estavam. Se calhar tinha ido beber água à cozinha, é perfeitamente normal numa criança de 18 meses, vou virar pro lado e continuar a ressonar.
– terei sido eu a única que leu a notícia e que percebeu que o cão não mordeu a criança e que o “ataque” se revelou em contusões cranianas que são causadas pela queda? Mas que no entanto a história foi publicada de várias maneiras, com vários títulos e conteúdos de forma a gerar celeuma porque era um pitbull? Vejam aqui: http://sicnoticias.sapo.pt/pais/2013/01/08/morreu-crianca-de-18-meses-atacada-por-cao-em-beja
Ora a criança foi mordida, ora foi atacada de modo a criar traumatismos cranianos. Terei eu sido a única a perceber que a criança TROPEÇOU no cão car@lho? Só quem não tem um cão é que é capaz de imaginar um bicho que convive há ano e meio com uma criança e que a ataca, porque sim!
– Um cão com oito anos já não brinca, já não acha que a criança é um brinquedo. Um cão deste porte não põe as patas em cima da criança pra proteger a porta da entrada, nem derruba pessoas. Seja ele agressivo ou não. A criança não tem uma única dilaceração, logo o cão não abriu sequer a boca, e não saltou pra cima do miúdo. Um cão destes ou outro, PROTEGE.
O que eu quero dizer com isto é simples: abatam-se os Pais.
Os responsáveis pela vida de uma criança são os PAIS dela e eu estou cansada de ver filhos da puta que não merecem a sorte com que foram abençoados e que são MAUS Pais. MÁS pessoas. Há gente MÁ, há muita gente que devia nascer estéril mas que ainda aí, a maltratar crianças, a NEGLICENCIÁ-LAS, sem princípios, que os têm quando estão casados e quando se divorciam só as usam como moeda de troca ou como saco de pancada pra aliviar as frustações do dia-a-dia.
E eu convivi com muita criança mal tratada, crianças essas que mesmo assim acham que o Pai ou a Mãe, de acordo com os sonhos deles, são os maiores embora os tivessem abandonado ou maltratado.
E magoa-me profundamente que as pessoas não vejam, não alcancem que uma criança de 18 meses morreu porque os Pais eram umas bestas. Porque só uma realíssima besta deixa uma criança de 18 meses passear pela casa sozinha capaz de perder o equilíbrio a qualquer altura e cair e bater com a cabeça.
Se não houvesse um cão em quem pôr as culpas esta gente ia ser presa por ter matado o filho um dia por negligência. Ainda bem pra eles que vão poder ficar cá fora porque tinham um cão “duma raça perigosa” (olha a sorte o bicho ser um arraçado de pitbull, ah?) e ainda pra mais não vão ter de o alimentar porque já deve ter sido abatido (coisa que eles tentaram fazer há um ano atrás porque não tinha como alimentar o bicho. Um cão que come restos, não pode ser alimentado, logo vai pro canil pra abate) e assim não têm com que se preocupar.
Perante a lei, os animais são coisas e podem ser abatidos porque não têm intenção e porque não têm defesa.
Perante a lei, os animais não têm sentimentos e não podem falar sobre a forma como o bébé e ele mesmo eram tratados.
Perante a lei, qualquer besta pode ser dono de um animal e não precisa de lhe por o chip, de lhe dar vacinas, de o treinar, de o alimentar, levar à rua pela trela, por-lhe um açaime caso se justifique dada a raça, pagar seguro de terceiros e de saúde.
Mas o que é pior!!! Perante a lei, qualquer pessoa pode ser Pai e pode ser Mãe. E isso é o que eu não compreendo.
PS: perguntam-me muitas vezes porque é que tenho 3 cães e já me perguntaram porque é que não dou um ou dois deles.Se não o fiz e não o faço é porque nenhuma (nem uma!) das pessoas que me pediu um cão esteve disposta a por-lhe um chip, dar-lhe um passaporte, pagar as vacinas, TREINA-LOS ou sequer levá-los à rua. Nem uma! E eu recusei categoricamente família e amigos. A única pessoa a quem daria um deles era aos meus Pais ou a um ou dois amigos que eu soubesse que fariam o exposto, mas infelizmente esses não me pediram um.
Se me quiserem ver perder a cabeça, ser (ainda mais) mal educada e peixeira, é passarem por mim em Braga quando as pessoas passam por mim na rua e me dizem: Ó menina, dê-me um!! A menina tem 3! O que é que lhe custa? Vá lá!
E esta gente fala a sério!! E eu ESPUMO literalmente da boca, lanço o meu olhar mais fulminante e viro-lhes as costas pra não as mandar pro… exacto!
Os cães são meus, são da minha responsabilidade e exigem muito trabalho, muito amor e muita dedicação. E não são coisas, são animais e têm sentimentos. São ciumentos, são meigos, são dedicados, gostam mais de mim que muito boa gente e demonstram-no. E no dia em que eu perder um deles vou perder um pedaço do meu coração, porque eles roubam-nos o coração, mas vou ter a certeza que eles me garantiram momentos de alegria únicos. E quem não percebe isto é porque nunca teve um cão.
O optimismo andou escondido, mas hoje, no primeiro dia do ano, apareceu
No último ano, talvez porque 2011 foi um ano horribilis, parece que me esqueci do meu positivismo aprendido e treinado.
O último a sair que apague a luz!
Foi isto que me disse um amigo do meu irmão depois de eu lhe relatar a minha chegada ao aeroporto do Porto.
Eu fui no dia 22, sábado, a pensar que teria um dia mais calmo que a sexta-feira.
O avião estava cheio, mas está sempre. É um Fokker 100, não cabia nem mais uma agulha lá dentro.
Levei os 3 cães comigo e quando cheguei ao Sá Carneiro fui buscar os cães à bagagem sem formato.
Lá estavam a Petzi e o Bitoque completamente histéricos. A Juicy tinha ido na cabine comigo na mochila vermelha. Estava lá também um piloto giro à brava que me pediu pelas alminhas pra eu tirar os cães da caixa pra ele os ver e eu fui uma otária e libertei-os. Foi o caos. Fizeram logo xixi (limpa Sofia!) e o Bitoque fez cócó no caminho pra saída. Apanhei o “sim senhor” do chão (já disse que fui muito estúpida ao libertá-los?), deitei-o no WC e segui com os dois pela trela e a Juicy às costas. A Petzi lembrou-se de largar o calhau a meio do corredor “Nothing to declare”. Lancei mão dos lenços de papel novamente e apanhei o dito cujo do chão.
Furiosa comigo mesma e com o giraço do Piloto, saio pela porta das chegadas e fico cegueta com os flashes e os telemóveis todos apontados a gravar o vídeo da chegada de alguém que não era eu.
Costumam estar umas cem pessoas por lá àquela hora.
No dia 22 estavam certamente bem mais de 300 a puxar pras 500.
Nunca tinha visto tanta gente naquele aeroporto. Estava tudo à espera dos filho(a)s, maridos, amigo(a)s. Tinha aterrado também um avião que vinha de Lisboa e outro de Londres. E eu a ser filmada porque tinha um cão numa mochila e mais duas gotas de água no chão. De repente há um senhor e uma moça que desatam a bater palmas à minha passagem.
Eu não sabia se rir ou se chorar. De repente aparece-me à frente uma amiga da Candeia. “Olá, tás boa?”; “Eu estou, e tu?”; “Estou à espera do João, está em Londres, mas vamos passar o Natal cá em cima”; “Ah.” (cabeça a mil: pois Sofia, faz sentido, eles casaram no ano passado, faz sentido, sim, ele foi agora mas ela ainda cá está). “Então e tu Sofia, chegaste agora mesmo não foi?”. “Maria, tenho um cagalhoto no bolso”.
Acho que ela pensou que eu tinha andado a fumar o que não devia antes de me meter no avião, mas eu estava era a suar por quantas tinha porque estava demasiado agasalhada pros 12 graus do Porto, stressadíssima porque os cães estavam histéricos porque apanharam um susto enorme na descolagem (de tal modo que se ouviu os latidos deles na cabine) e ainda por cima estava naquele preciso momento a chegar à conclusão que a reportagem que tinha lido no ionline naquela manhã não era exagerada como eu pensava.
Estava completamente siderada, em transe, eu não queria acreditar. Não tinha palavras.
O ionline foi à Portela entrevistar as pessoas que chegavam pro Natal: a nova vaga de emigração apenas comparável à dos anos 60.
Este gajos dramatizam sempre, fonix! Que exagero! Também não é preciso tanto!
Ou assim pensei até aterrar e ver aquele espectáculo todo.
Chegada a Braga larguei os cães em casa e vim pra rua onde decorriam a festa de encerrramento de Braga Capital Europeia da Juventude. Fui ter com o meu irmão. Comigo estavam os meus Primos mais novos de 24 e 27 anos. Foi a primeira vez em 16 anos que nos juntamos os 4. Um vive em Angola, e eu aqui. Os nossos irmãos em Portugal. Finalmente juntos e com idade pra beber uns canecos e assim foi.
O meu irmão estava num jantar com os amigos dos tempos da faculdade. Todos eles de Economia e Gestão. Eles tinham montado os seus próprios negócios, tinham lojas de delicatessen, restaurantes, empresas próprias ou exploravam as dos Pais. Quatro deles tinham emigrado no ano passado.
A pergunta que mais se ouvia na rua não era o típico Bracarense “E quê?”, mas sim “E tu, onde estás?”. Moçambique (resmas, paletes, contentores de Bracarenses em Moçambique, acho que o Farol, o Viana e o Bracara lá devem lá estar em peso), Angola, Rio, São Paulo, França, Suíça, Londres e como não, Holanda.
Inacreditavelmente, no dia em que celebravam a Juventude de Braga, nas ruas só se via malta da minha idade ou mais velha. “São os que ainda têm algum poder de compra porque se aguentaram bem no tempo das vacas gordas e ainda têm bons empregos; ou então emigraram já com emprego garantido e as coisas correm bem. Como tu”. Esta foi a resposta que levei quando me espantei pela quantidade de gajos da minha idade que vi na rua. Todos mais gordos e muitíssimo mais carecas, já agora. Ser mulher é altamente. Aquilo era a festa da mangueira. Por cada seis homens havia uma mulher. Outra que também não entendi.
E foi assim que relatei a loucura do aeroporto. Que relatei o meu espanto com esta profusão de emigrantes e gente espalhada pelo mundo inteiro e o Gil me disse: pois é, isto agora está assim. O último a sair que apague a luz.
O “berdadeiro” emigrante
Traz consigo uma mala a mais so pra poder fazer chegar ao Pais de acolhimento as delicatessens da santa terrinha, a saber: um belissimo queijo da serra, um kilo de presunto, couves Portuguesas e tronchudas pra congelar nao va apetecer um cozidinho a Portuguesa, 4 ou mais chouricos e alheiras e se ainda conseguir traz vinho e aguardente feita pelo Primo, Tio ou Avo.
Eu, alem disto tudo (excepto o vinho) porque ja nao havia peso que aguente ainda trouxe: um mini-aspirador, uma maquina pra cortar o pelo aos caes e outra pra secar os xuxus e 5 livros novoa. E la estao 21 kilinhos e uma emigra muito satisfeita!
Isto é muito complicado de explicar.
Eu tenho pesadelos sempre que vou a casa sobre a estadia. Pesadelos à séria. Dias de pesadelos.
Why, God why?
A quantidade de miúdas chamadas Mariana e rapazes Martim ou Tomás, é absolutamente assustadora.
Há alguma razão específica aparte falta de imaginação ou wannabees a mais que aqueles que o País consegue suportar?
Não é que eu não tenha nada pra dizer
Mas há muita coisa que não posso dizer aqui.
Vejamos as minhas opções:
– Falar de política – está muito batido além do que é absolutamente deprimente ver que a p* da Merkel agora deu uma de salvadora da Pátria Lusa ao colocar investimento alemão em solo Português. Não nos ocuparam no tempo do Hitler, ocupam-nos agora. Fodem-nos por um lado e fazem-se de amiguinhos pelo outro estendendo a mão qual Madre Teresa de Calcutá enquanto nos vendem armas como fizeram aos gregos ou sabe-se lá, uns submarinozitos pra substituir os que temos já que o ALD deve estar a acabar e convém renovar stock.Já estou a ficar irritada, é melhor parar por aqui.
– Falar de religião – é coisa proibida neste blog. Cada um tem a sua e há que respeitar e ser respeitado.
– Falar de Economia – nunca me senti tão frustada por ter um curso de Economia que está mais ultrapassado que nunca. Não serve sequer pra eu entender a economia mundial actual! pffff
– Falar de viagens – ando numa de alto corte de custos porque preciso de juntar dinheiro pra duas ou três coisas ultra importantes que passo a citar: comprar um carro no fim de 2013, ir ao casamento de três dos meus melhores amigos a Portugal e ser madrinha dum deles e pagar um curso de Holandês como deve ser mas dos avançados.Tenho uma marcada e paga em Abril pra ir aos Açores, mas o que eu quero mesmo mesmo muito é ir fazer os lagos e as montanhas rochosas do Canadá durante 3 semanas e passar uma semana em Toronto. A outra opção é passar 3 semanas na Califórnia e uma em Nova York. Ora viagens + carro + curso de holandês = porrada de dinheiro que não tenho, desculpem lá qualquer coisa se vos dei a impressão que era o Abramovich, mas não sou.
– Falar da minha família – está tudo bem lá em casa e recomenda-se. O meu Pai for pôr uma peça nova na anca e disse-me que a cicatriz dele no rabo era assim…. aí do tamanho de dois telemóveis!Chorei a rir. Desde quando é que os telemóveis são medidores?! Afinal de contas a cicatriz dele tem um dedo de tamanho. Vivam os avanços da medicina caramba! O meu Tio que foi operado há uns 10 anos diz que tem dois riscos de alto abaixo no rabo, um em cada bochecha.O dia 1 de Novembro foi dos dias mais giros de família que já tive desde que emigrei. Falei via skype com os Nandes todos em reunião, enqto comiam castanhas assadas à minha frente (isso lá se faz a uma emigra pah?), até vi a minha prima só com metade da placa, o meu primo Néné, os meus primos pequenos tão lindos, falei com os meus Pais que estavam babadíssimos porque o sobrinho Luis lhes pagou o almoço e fez a ronda da terrinha sempre a esbanjar charme, e por fim com o meu primo Luís pra saber como ia Melgaço city e o resto da minha família. Cinco estrelas! Adorei!
– Falar dos meus cães – já estão enjoados, não? 😉 Começam o treino dia 23 de Novembro com o método do clicker e mal posso esperar. Vai-me dar muuuuuito trabalho, e vai-me custar uma fortuna em biscoitos pra cão, mas vai correr bem e a sô Dona Petzi e a sô Dona Juicy vão ser umas perfeitas ladys! E o Bitoquinho, um Senhor!
– Falar de comida! Tenho batido as receitas todas da Donna Hay e comprei dois livros dela, o Fast, Fresh and Simple e um que se chama Salads and Vegetables, e fiz um risotto com tomates cherry e pesto (eu nunca tinha feito risotto na vida) que estava pura e simplesmente a puta da loucura! A mulher é um portento!!!
E tenho que cá voltar com as fotos da Museum Night e explicar o que é, porque foi das coisas mais giras que já fiz em Amesterdão à noite, e adorei! Também tive cá os meus primos e tenho fotos que comprovam que os meus cães são EXCELENTES pra crianças, fizeram deles gato sapato!!!Bem, pelos vistos até tinha o que contar! 😉 Esta minha preguiça ultimamente dá cabo de mim!
