
…que o nosso “Gaijo” é um querido quando:
nos diz que engordou 8 kilos num mês depois de nos termos queixado insistentemente que estamos gorduchinhas e que a balança acusa mais 4 kilos, só porque sabe que nos vai fazer sentir bem.
Há pessoas, momentos e grupos que deixam marcas na nossa vida.
Hoje quero falar da Candeia.
Um dos temas de Campo foi “Deixa a tua marca”.
As pessoas que tenho conhecido ao longo do tempo que passei (e passo como posso) na Candeia marcaram-me.
São eles que vão gozar comigo (daqui a menos de um mês quando nos juntarmos para o CIFA) por causa deste post.
Vão-me chamar lamechas,
vão-me chamar saudosista,
vão-me chamar ausente,
vão-me chamar fófó,
vão-me mandar às favas,
vão-me dizer que sou uma parva por estar tão longe deles e dos miúdos,
vão-me dizer que eu pertenço,
vão-me dizer que eu não sei responder-lhes à letra,
vão ser gozões,
vão ser amorosos,
vou receber abraços e beijinhos,
vou cantar (mal) as músicas da Candeia,
Se te queres juntar a nós
Tens de algo às costas trazer
Um saco, cesto ou mochila
E vontade de a encher
A mochila tem de ter espaço
O que Jesus nos quer dar é tanto
Mesmo que isso te cause embaraço
Não desistas, entoa este canto.
E eu hoje grito alto
Que levo a mochila cheia
De tanto para amar e para ser
De tanto para dar aqui na Candeia
vou fazer aplausos,
vou sentar em roda,
vou rezar,
vou dormir no chão,
vou tomar banho como os gatos,
vou ter conversas parvas,
vou ter conversas muito inteligentes,
vou voltar a partilhar-me,
vou dar,
vou receber.
Depois da família, é do que tenho mais saudades.
Este ano vou voltar a fazer Campo de férias.
Este filme é altamente impressionante e tem imagens muito fortes de crianças em Kabul.
Se são pessoas sensíveis, por favor não vejam.
Quem conseguir ver, que veja por favor, porque a demonstração de amor e amizade é imensa.
Patch Adams em Kabul
We wanted to make Medicine Human.
Where are we most Human?
In friendship…
Patch Adams

Conheço pouco dos Belgas. Assim de repente, além dos chocolates, o que me vêm à cabeça são duas definições: complicadinhos e stressadinhos.
Queixam-se o tempo todo, choram-se o tempo todo, lavam pouco o cabelo e o resto do corpo também. Deve ser da chuva. Comem e bebem bem melhor que os holandeses. São pouco bonitos, não muito simpáticos, tristonhos. Só riem quando falam francês.
Os Holandeses e os Franceses têm anedotas sobre os Belgas como nós temos dos Alentejanos. (No offense aos nossos queridos Alentejanos, atenção)
A minha chefe é Belga. No outro dia deixou cair Red Bull em cima do portátil. Pegou nele e foi pra casa de banho limpá-lo com água. O disco foi c’o carago.
É preciso fazer mais desenhos?
Checkpoint Charlie by Frankie
E aqui ficam as fotos há muito prometidas de Berlim. Todas elas da autoria do caríssimo Frankie.
Espero que gostem, nós gostamos muito!
Seis Tugas e um Franciú por terras Alemãs AQUI e AQUI TAMBÉM.

…em que de repente parece que tudo se compõe, que tudo faz sentido, que nos sentimos bem conosco próprios, com o mundo e com a vida em geral.
Eu praticamente não falo de trabalho, mas hoje vou abrir uma pequena excepção porque acho que é importante.
Quando vim parar à Holanda fi-lo com um objectivo definido: aprender e crescer o mais que pudesse. Ao fim de um ano sinto que cresci menos do que esperava, como tal decidi ter uma conversa franca com a minha Manager.
A “rapariga” é boa pessoa, considero-a boa Manager, um bocadito atrapalhada às vezes porque no meio de tanto trabalho e de 35 pessoas a reportar directamente a ela fica um pouco à toa, mas considero que dado o caos normal, que ela se safa muito bem. Como disse a uma amiga um dia, ela veste Armani da cabeça aos pés e só calça Prada, mas não lava o cabelo. Mesmo assim, é boa People Manager, porque nos ouve e nos quer ajudar a crescer.
Depois da nossa conversa estabelecemos um objectivo pra mim, objectivo esse que me agrada bastante porque me desafia como profissional e me faz sair da “confort zone” em que estou instalada há dois anos. Se por motivos de Mercado não for possível atingi-lo, como para mudar de profissão tenho de falar a língua local e o holandês não é de todo pêra doce, então eu volto p’ra Portugal como o apoio institucional dela como deve ser, e vou-me dedicar a outra profissão, coisa que também será do meu agrado, já que o que eu gosto mesmo é de trabalhar e aprender. Fazer como a Fenix e renascer das cinzas é uma das minhas predilecções.
O facto de o objectivo a que eu me propûs e que ela aceitou com grado, poder não ser atingido, não significa a minha paragem, muito pelo contrário. Amanhã começo a liderar um projecto ao nível do BeNeLux que muito me agrada, e a minha Certificação vai ser paga pela empresa.
Ou seja, a partir de amanhã o caminho que vou percorrer vai ser muito preenchido, e se Deus quiser, muito completo.
Estou MUITO, mas MUITO satisfeita. Esta foi a melhor conversa que podia ter tido e senti uma clareza e receptividade enorme do outro lado. Muito positiva, muito consciente, muito profissional.
É por ser assim bem tratada que eu serei IBMer até morrer, mesmo se o acaso um dia me fizer sair desta empresa (o que eu não acho muito viável nem lógico, mas nunca se sabe), o meu coração vai ser Azul e serei sempre ferrenha da IBM, pela IBM e na IBM.
No mesmo dia aceitei fazer um Campo de Férias da Candeia. Vou voltar a poder fazer uma das coisas que mais preenche o meu coração e a minha vida. Com Amigos. Com jovens e a alegria que é deles e que se torna minha durante 10 dias.
Aceitei ainda fazer parte do Projecto Prédios que Falam (http://prediosquefalam.marar.eu/), e apoiar a iniciativa dum Grupo que considero forte, e com quem partilho ideais, valores e ideias.
O Projecto Partilhate está no bom caminho, e esperamos as vossas histórias e que participem!
Hoje comprometi-me. Aceitei desafios. Decidi ser ainda mais feliz.
A isto chama-se: agarrar o “touro pelos cornos”.
É assim que eu sou.
É assim que eu gosto de ser.
É desta Sofia que eu me orgulho.
Foto by VCP
…o Nuno, que não conheço e que tem um blog ( A Arte de Opinar) que sigo há uns tempos (e que não permite comentários, no direito que lhe assiste), que fala sobre política e actualidade, que tem uma lista de sites indicados digna de se lhe tirar o chapéu, recomendou o meu blog como leitura obrigatória!
A minha surpresa é que foi praticamente a seguir ao post mais idiota que escrevi nos últimos 3 anos (o do IRS. Só não o apago porque eu não costumo apagar as asneiras que faço, acho que já escrevi, paciência, tivesse pensado melhor antes de o publicar) e um dos poucos de que me envergonho realmente.
Eu já disse isto a amigos meus, e a algumas pessoas que por cá passam, mas vou repetir agora.
Um blog é um exercício de narcisismo da minha parte. Óbvio que fico toda contente quando sei que alguém o lê. Muito contente quando me dão as vossas opiniões principalmente.
Mas pergunto-me muitas vezes porque caramba há tanta gente a gostar dos disparates que eu escrevo? Eu não me demonstro uma pessoa informada (embora o seja), não debato política ou religião (embora goste de ambos os temas), não falo da minha vida amorosa (não gosto de expor os outros), uso este blog para descrever coisas que me suscitaram interesse (a mim Sofia Maria, a pessoa mais absolutamente banal neste mundo) nada de muito elucidativo até pela simples razão de que sou preguiçosa pra ir à procura dos links e sou muito má, péssima mesmo, pra nomes (nas minhas viagens raramente falo sobre pontos de interesse ou sou descritiva ao ponto de vos apetecer saltar pra dentro de um avião, acho eu!). No último ano este blog é um veículo para evitar ter de escrever 40 emails aos amigos que estão por Portugal e espalhados pelo mundo. O resto é arquivo.
Resumindo: eu de estúpida não tenho nada, muito pelo contrário. Considero-me uma pessoa inteligente e bem formada. Sei que sou nortenha e como tal tenho uma língua disparada que faz com que descreva algumas coisas castiças e quem me conhece diz que parece que me ouve falar.
E agradeço, agradeço de coração quando alguém que não me conhece, recomenda o meu blog e gosta efectivamente dele!
E também não tou aqui à espera do: ah, mas é giro, ah mas até escreves umas coisas engraçadas, ah, mas tu és a Sofia. NÃO.
Não é por isso que escrevo este post. Não estou deprimida, nem triste, nem pra lá de Bagdad pra precisar de escrever pra receber elogios, a sério. De tal modo que este post não vai permitir comentários.
Este é apenas o meu simples: PORQUÊ? Não são vocês, sou EU que não entendo o fenómeno, a sério.
Eu não me diminuo como pessoa, pelo contrário, já me disseram que um bocadinho mais de modéstia não me fazia mal. Mas esta cena do blog é uma coisa que me intriga profundamente.
Caro Nuno M Almeida, aceite o meu obrigada.
Se a visita obrigatória que recomenda servir para aumentar o número de Histórias do Partilhate (que é das poucas coisas sérias de que neste blog se fala), OBRIGADA!!!
Aos outros que me lêem: vocês são uns doidos (porque me lêem e assim me aceitam!) bem porreiros!
Um abraço a todos,
Sofia

Será que se todas as lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros se
tornassem roxos de repente, no dia seguinte teríamos direitos iguais?
Será a diferença que nos torna especiais?
Histórias reais, simples ou complexas, tristes ou alegres, grandes ou pequenas, de rejeição ou
aceitação, de amor ou de ódio, individuais ou de grupo, mas histórias que partilhem fragmentos de
vida. Muitas pessoas têm dificuldade em lidar com este tema porque não o conhecem, porque não
falam sobre ele. Se a homossexualidade deixar de ser um tema tabu, e todas as pessoas
perceberem que os homossexuais são pessoas exactamente iguais às outras, o assunto vai passar
a ser banal e perde importância. O projecto PARTILHA’TE é uma iniciativa de um grupo de amigos
que se juntou para desmistificar preconceitos, informar pessoas e educar para a diversidade.
Ao longo dos anos, muitos homossexuais, bissexuais e transgéneros sofreram em silêncio porque
não podiam partilhar com ninguém a sua diferença, o seu problema. Muitas histórias tiveram finais
trágicos. Para que estes sejam cada vez menos, é preciso contar histórias.
O armário é um sítio muito escuro para se viver!
O resultado deste projecto é publicar um livro, em português, com 200 histórias de partilha de gays,
lésbicas, bissexuais, transgéneros, amigos, familiares e colegas que contribua para que estas
pessoas deixem de ser vistas como pessoas diferentes.
Para mais informações, contactar:
Maria Costa | T. 93 804 56 80 | partilhate@partilhate.com

As natas que pus no molho dos bifes ontem não deviam estar lá muito boas…resultado, acordei às 4:40 da manhã pra ir chamar pelo gregório, seguida pela habitual série de corridinhas p’ro WC causadas por cólicas.
Ora, que fazer nesta situação em que já se sabe que se está agoniada, mas que dormir vai ser impossível de qualquer modo?
Como aproveitar o tempo de Sofs Maria?
Elaborar e entregar a bela da declaração de IRS que tinha em atraso! Querem melhor combinação? Foi I-D-E-A-L!
Tá feita, preenchida e entregue e quando vi o valor que vou receber fiquei boa em 3 tempos!
Claro que levei duas horas a preenchê-la porque… pronto, o processo foi interrompido várias vezes, mas tá feita, e … perguntam vocês: mas ouve lá, o que é que eu tenho a ver com isso?! Não achas que tás a dar informação a mais?!
Têm toda a razão. Isto é um completo disparate. Mas cheira-me que, caso tivessem visto no vosso IRS um valor idêntico ao que eu vou receber, tinham ficado tão contentes como aqui a JE!!!!!